De Alma para Alma

 

 

(MÃE DE AMOR (Mãe

 

Na tua ingenuidade de outrora

Quando me esperavas tão bela à porta

Jamais sonharas um filho em volta

a te chamar: és minha mãe agora!

 

Bem sei do silencio e do pranto

Das noites de insônia e carinho

Quando a zelar pelo teu ninho

Bem sei de tudo, mas nem tanto

 

Quanto medo e quanta ansiedade

Quanto afã e proteção constante

Para assim, ser mãe a todo instante

 

Parabéns ó mãe, ó minha amante!

Pois na tua outrora ingenuidade

Me  amou em total maternidade.  

 

   

 

     MOVIMENTO

 

           Nessa onda que vai, nessa onda que vem,

        Há coisas que ficam, há coisas que vão.

        O que traz fica pra ir, o que vem fica pra traz.

         Venho em busca de liberdade, mas me afogo em prisões.

        Saio pela estrada, caminho sem sair do lugar...

  Venho pra ficar.

 

 Esse vento que sopra, sopra também para ir,

Mesmo que soprando pra chegar.

Há brisas que emudecem palavras

E há vendavais que agitam a alma

Chego na calada da noite e meu sonho é despertar

Venho pra ficar.

 

Ouço, vejo e canto, mas são coisas do sentir;

Calo e reflito e me contenho, sem omitir.

Há caminhos e descaminhos nessas estradas

Há alamedas de trilhas já bem cuidadas

Há paredes terminando as jornadas.

Venho para ir.

 

Dessas intempéries absurdas, todos vivemos.

E nos amordaçamos de penumbras

Há seres nas paralelas das causas perdidas

E há seres caminhantes para o nada

Também há seres que silenciam previsões...

Venho para ir.

 

Venho pra ficar, mas tenho que ir,

Qual movimento de plenitudes insofismáveis.

Trago na bagagem os princípios e fins

Guardados no âmago dos crepúsculos

Levo os fins e os princípios. Tudo é igual!

Não lamentem. Estou indo, mas estou chegando

.

 

 

 

HARMÔNICO

 

Dê sustento aos que ficam

Pelas tuas forças pendulares

Tens o bem no coração

Você é o quadrante agora

E terá o terço no comando!

 

A dupla do portal gera o equilíbrio

Oscilando em duplo harmônico

Permita-se a primeira , o despertar

O que já despertou a segunda.

Porque no ponto trino está duplo.

 

O uno da verdade vem daí:

Trindade da perfeição, sempre!

Há que ter nesse peso

Tudo o que todos tem

Basta seguir o coração

E o pensamento em atenção.

 

Não há maldade no mundo

Há sim, incompreensão

Há que vigiar teus âmagos

E as intimidades de teu fôlego

Para suprir tuas faltas e anseios.

 

Humildade e trabalho geram forças

Que impulsionam o coração

Há que nesses múltiplos afazeres

Buscar a caridade verdadeira

E lançá-las de sua mente

 

 

 

 

 

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