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MÃE
DE AMOR
Na
tua ingenuidade de outrora
Quando
me esperavas tão bela à porta
Jamais
sonharas um filho em volta
a
te chamar: és minha mãe agora!
Bem
sei do silencio e do pranto
Das
noites de insônia e carinho
Quando
a zelar pelo teu ninho
Bem
sei de tudo, mas nem tanto
Quanto
medo e quanta ansiedade
Quanto
afã e proteção constante
Para
assim, ser mãe a todo instante
Parabéns
ó mãe, ó minha amante!
Pois
na tua outrora ingenuidade
Me
amou em total maternidade.
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LEMBRANÇA PRESENTE (PAI)
As lágrimas sufocam a dor.
Alguém não está presente.
A mesa é farta
e a alegria é um disfarce.
Há um lugar vazio à mesa...
Até parece que foi ontem!
O motivo da festa acabou,
mas continuam as canções
e o tempo não para
de cobrar essa lembrança.
Ainda ouvimos a voz dele
a escorrer pelas frestas do tempo
ainda sentimos a sua presença
ao redor de nossa festa
Sem poder convidá-lo.
Que dor sufocada no peito!
Onde descansar nosso pranto?
Onde clamar essa presença?
Se também para ele
Estamos todos ausentes?
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MOVIMENTO
Nessa onda que vai, nessa onda que vem,
Há coisas que ficam, há coisas que vão.
O que traz fica pra ir, o que vem fica pra traz.
Venho em busca de liberdade, mas me afogo em prisões.
Saio pela estrada, caminho sem sair do lugar...
Venho pra ficar.
Esse vento que sopra, sopra também para ir,
Mesmo que soprando pra chegar.
Há brisas que emudecem palavras
E há vendavais que agitam a alma
Chego na calada da noite e meu sonho é despertar
Venho pra ficar.
Ouço, vejo e canto, mas são coisas do sentir;
Calo e reflito e me contenho, sem omitir.
Há caminhos e descaminhos nessas estradas
Há alamedas de trilhas já bem cuidadas
Há paredes terminando as jornadas.
Venho para ir.
Dessas intempéries absurdas, todos vivemos.
E nos amordaçamos de penumbras
Há seres nas paralelas das causas perdidas
E há seres caminhantes para o nada
Também há seres que silenciam previsões...
Venho para ir.
Venho pra ficar, mas tenho que ir,
Qual movimento de plenitudes insofismáveis.
Trago na bagagem os princípios e fins
Guardados no âmago dos crepúsculos
Levo os fins e os princípios. Tudo é igual!
Não lamentem. Estou indo, mas estou chegando.
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HARMÔNICO
Dê sustento aos que ficam
Pelas tuas forças pendulares
Tens o bem no coração
Você é o quadrante agora
E terá o terço no comando!
A dupla do portal gera o equilíbrio
Oscilando em duplo harmônico
Permita-se a primeira , o despertar
O que já despertou a segunda.
Porque no ponto trino está duplo.
O uno da verdade vem daí:
Trindade da perfeição, sempre!
Há que ter nesse peso
Tudo o que todos tem
Basta seguir o coração
E o pensamento em atenção.
Não há maldade no mundo
Há sim, incompreensão
Há que vigiar teus âmagos
E as intimidades de teu fôlego
Para suprir tuas faltas e anseios.
Humildade e trabalho geram forças
Que impulsionam o coração
Há que nesses múltiplos afazeres
Buscar a caridade verdadeira
E lançá-las de sua mente.
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