Virgolino de Oliveira
A Hístórica USINA NOSSA SENHORA APARECIDA (UNSA)
História

Prop.Sr. Virgolino de Oliveira

Predio da UNSA Palacete do sr. Virgolino de Oliveira

Uma das Secções da UNSA Depósito de açúcar

1º Trator usado na UNSA Trator Caterpillar "Oliver" 144 de 1931 Trator Caterpillar modelo "TwentyTwo"de 1935
Fotos Históricas

Foto à esquerda: Virgolino de Oliveira com mais ou menos 15 anos de idade.
Foto ao centro, Hermelindo de Oliveira (Milico), pai de Virgolino.
Foto à esquerda: Virgolino de Oliveira em 1918, posando ao lado de sua bicicleta.
A Usina Nossa Senhora da Aparecida é incontestavelmente, um da mais eloqüentes índices da grandeza e do progresso itapirense.Significa, ao mesmo tempo, a demonstração eficiente do quanto pode conseguir o esforço, a tenacidade e o trabalho honesto.
Pertence o importantíssimo estabelecimento agrícola e industrial ao distinto moço sr. Virgolino de Oliveira, cuja existência – embora conte ainda não muitos anos – representa a odisséia extraordinária de uma criança paupérrima, sabendo lutar com ardor, vencendo tropeços sem numero, que se lhe antolhavam diante, não receando encarar de frente as incertezas cruéis do destino, para triunfar com galhardia ao tornar-se homem. É um exemplo e um estímulo dignos de observação dos pusilânimes e dos timoratos.
No local em que hoje aparece, na grandiosidade de suas imponentes edificações, a Usina Nossa Senhora da Aparecida, existia o Sítio Palmeiras, propriedade com 60 alqueires de área, pertencente ao operoso cavalheiro sr. Hermelindo Rodrigues de Oliveira e sua digna esposa exma. Sra. D. Ambrosina Amélia de Oliveira. Foi ai que, em 15 de março de 1901, nasceu o pequeno Virgolino, a criancinha modesta que servia ser, mais tarde, o grande industrial de nossos dias. Ao atingir a idade própria, matriculou-se o pequeno no Grupo Escolar local, estudando até o quarto ano. Terminado o curso preliminar, precisou seguir a profissão paterna: ei-lo, então, pequeno ainda, de poucas forças, porém servido de vontade férrea, a manejar pesados instrumentos manuais, destinados ao amanho da terra. Período árduo para um adolescente cujos horizontes, eram bem mais amplos.
Em 1817 uma nova metamorfose operou-se na existência do sr. Virgolino de Oliveira: com a sacola às costas, perambulava ele pela cidade, todas as manhãs, conduzindo leite para a numerosa clientela. Pouco mais tarde melhorou suas condições, tornando-se empregado no armazém do sr. Afonso Celso Vieira, de onde passou para a filial aqui mantida pelas “Casas Pernambucanas”. Muito ativo e esforçado, despertou a atenção de seus chefes, que o removeram para o congênere de Catanduva onde, entretanto, não conseguiu habituar-se, aguilhoado pela nostalgia do torrão natal que estremece.Arrojado e sem tibiesas, convidado por um boiadeiro a ir buscar grande lote de bois ao longínquo Estado de Mato Grosso, aceitou logo.Meses após, palmilhava o sr.Virgolino os ínvios sertões, conduzindo à frente a manada imensa de gado bravio, desempenhando de modo perfeito a missão árdua e perigosa. Finalmente regressou a Itapira em 1919, com a intenção de realizar como realizou, boa plantação de algodão. Motivos vários fizeram-no desistir dessa lavoura, tornando-se empregado da fábrica de manteiga que na época possuía o sr. Francisco Vieira.
Envergadura sólida de lutador, natureza amoldável a todas as circunstâncias da vida, fabricava manteiga com a mesma desenvoltura que exercera, antes, tantas profissões inteiramente diversas umas das outras.
Foi ali na fábrica do cel.Francisco Vieira que conheceu, entre as inúmeras clientes do estabelecimento, aquela que, tornando-se sua esposa desvelada, seria o anjo bom a iluminar-lhe o caminho da vida, dando-lhe alento ao embate das vicissitudes e participando de suas alegrias e de seus trabalhos: a exma. Sra. D. Elvira dos Santos Oliveira, moça distintíssima, filha de conceituada família de Mogi Mirim e com quem o sr. Virgolino de Oliveira contraiu matrimônio em 30 de novembro de 1921.
Começado, pouco mais tarde, o plantio de cana e pequena fábrica de aguardente movida a animais, esse significou o marco inicial da prosperidade que devia constituir o prêmio de tanta abnegação e de tamanhos sacrifícios.
Melhorando os negócios, a fábrica passou a ser impulsionada por um trator “Fordson” e, depois por sólido vapor.
Economizando rigorosamente, amealhando, uma por uma, as moedas destinadas ao alicerce da grandeza da Usina N.S. da Aparecida, o operoso casal via o futuro como portador de dias felizes.
E realmente em 1930, surgia grande fábrica de aguardente servida de todo aparelhamento necessário e em 1933 era adicionada pequena usina de açúcar que produziu, na safra desse ano 4.200 sacos. Hoje instalada em suntuosas edificações próprias, numa área de 290 alqueires, com canaviais abrangendo 500 quartéis, tem a Usina N.S.da Aparecida modelares maquinismos, podendo ser comparada aos maiores estabelecimentos congêneres existentes no Brasil.
Há, ali possante jogo de moendas, com 6 rolos, dispondo de capacidade para 105 toneladas em 24 horas, sendo movido por ótimo motor e vapor “Fretchell”, de 40 cv., alimentado por duas caldeiras da mesma marca, com 194 metros de superfície de aquecimento e usando como combustível o próprio bagaço da cana.
Terminado o serviço das moendas, passa o caldo para os defecadores e, em seguida, é levado para numerosos tanques de decantação, permanecendo duas horas e seguindo para o aparelho denominado “Tríplice efeito”, destinado à evaporação até 30 graus.
Entra em ação o vácuo, para a formação do açúcar, descendo o produto aos cristalizadores e aí ficando algum tempo até ser transportado às turbinas usadas para separar o açúcar do mel encaminhado à destilaria para a produção de aguardente e álcool.
Na safra de 1935, em 87 dias de trabalho, a Usina N.S.da Aparecida produziu 10.500 sacos de açúcar e 100.000 litros de aguardente, produtos aceitos nos maiores mercados consumidores do país e qualificados como sendo de primeira ordem.
Além dos edifícios da usina, estão nos terrenos os escritórios, 60 casas sólidas para domicilio do pessoal e magnífico palacete de residência do proprietário.
Nas secções agrícola e industrial trabalham em media 300 pessoas, além dos funcionaarios do escritório.
Os maquinismos são todos aperfeiçoadíssimos
e dos melhores fabricantes.Recentemente foram adquiridos grande arado “Oliver
144”, com capacidade para beneficiar alqueire e meio de terra em 10 horas,
movido por potentíssimo trator “Caterpillar” com força de 22 cv.,
trabalhando a óleo cru. Só esta maquina, a única existente nesta zona, custou
a elevada soma de 43:200$000.
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Agricultor inteligente, industrial de ampla visão é, também o sr. Virgolino de Oliveira dos mais destacados elementos da sociedade itapirense.Constituindo a sua sólida fortuna exclusivamente à custa do esforço próprio, sabe avaliar o mérito do trabalho bem orientado, dando sempre a mão amiga às iniciativas honestas.
Em companhia da esposa querida, da única filhinha do casal – a graciosa Lucy, atualmente com 13 anos – e de seu respeitável progenitor, desfruta o sr. Virgolino de Oliveira do respeito e da admiração de todos os seus conterrâneos.
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A NOBREZA HUMILDE DE UM GRANDE
ITAPIRENSE
Genealogia
- 1901-2001 -
centenário de nascimento
DE VIRGOLINO DE OLIVEIRA
AOS
REIS DA FRANÇA
E REINOS DE LEÃO E CASTELA
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Até dois anos atrás não tinha idéia ainda da vastidão e da nobreza que envolve a ascendência do nosso ilustre Com.Virgolino de Oliveira.Discorrer sobre a sua pessoa, sua vida e suas obras seria pleonasmo, porque a sua figura já foi cantada em prosa e verso pelos nossos historiadores.
Darei um enfoque especÍfico sobre a sua genealogia, principalmente sobre a sua ascendência paterna.Tratarei também de buscar nos elementos genealógicos disponíveis os diferentes graus de parentesco deste título com outros de somenos importância.Através de muitas pesquisas pude aquilatar a extensão e o labiríntico rumo que tomaram os estudos em questão.
Encontrar nos livros os ramos aos quais pertence o nosso ilustre Comendador e seguir pelas intrincadas ligações genealógicas as pistas de sua ascendência, foi o primeiro passo e confesso não ter sido uma tarefa das mais difíceis na época.Isso ocorreu há cerca de três anos.Posteriormente essa ligação fora também descoberta por outro historiador e genealogista e também meu primo em 2º grau (citado mais abaixo).ao referenciar o nome de nosso homenageado, quando matéria sobre os fundadores de Itapira mereceram sua citação.Minhas pesquisas precedem tal publicação acrescida de uma linhagem da nobreza medieval européia como veremos a seguir.Aguardava, portanto, o momento em que ocorreria os 100 anos do nascimento de Virgolino de Oliveira para incluí-lo nesta página, com toda a sua ascendência.Agora,na iminência desse evento,acho oportuno homenageá-lo à altura.Não enfocarei nesta página os descendentes de ramos colaterais por não atender aos objetivos deste trabalho.
Não foi realmente tarefa das mais difíceis porque Silva Leme, grande e conceituado genealogista, autor da monumental obra “Genealogia Paulistana”, em seus nove volumes, faz referência aqui e ali, mostrando os caminhos e as trilhas a seguir, orientando sobejamente nesse sentido.Foi assim,que no volume 8, especificamente à página 290 em Título Pretos consegui localizar o ramo do qual proveio Virgolino de Oliveira. Assim diz o autor à pág.237, ítem 8-4: “ Jacintho Domingues de Oliveira que foi o primeiro marido de Dionizia Maria do Nascimento, filha do capitão Fortunato Antonio de Alvarenga e de Custodia Maria de Alvarenga.Teve naturais da Penha do Rio do Peixe (hoje cidade de Itapira) os seguintes filhos:
9-1 Joaquim Inácio de Oliveira, falecido foi casado com Francisca Rodrigues...
9-2 Antonio Domingues de Oliveira, já falecido foi casado com a filha de Aleixo Rodrigues...
9-3 Bento Domingues de Oliveira, falecido casado com Maria Cândida de Oliveira filha de Ignácio Gomes da Cunha e de Maria Antonia de Alvarenga, (SL V5.pág.178).
9-4 Fortunato Antonio de Alvarenga, falecido foi casado com Anna Josefa da Cunha, filha de Mariano Gomes da Cunha.Foram pais de Jacintho Franklin da Cunha (terceiro intendente de Itapira), casado com Francisca da Silva, filha de Luiz Manoel Pereira da Silva e de Guilhermina Rodrigues.Luiz Manoel era filho do fundador de Itapira Manuel Pereira de Avelar e de sua mulher Isabel de Godoy Moreira.
9-5 Jose Domingues de Oliveira viúvo de Francisca...natural de Jacarey
9-6 Maria Jacintha que foi casada com Jose Gomes da Cunha
9-7 Ana Maria de Oliveira casada com seu tio Bento Domingues de Alvarenga...
Descendem desse ramo as famÍlias de Delfino José Soares, João Delfino e Simões de Itapira.O que nos interessa mais de perto é o ramo 9-5, de José Domingues de Oliveira, onde Silva Leme apenas cita que esse título era viúvo de Francisca e que teve os filhos Jacinto Domingues de Oliveira viúvo, sem filhos e Avelino Domingues de Oliveira com geração.Sabemos por outro lado que o pai de Virgolino.Hermelindo Domingues de Oliveira ,falecido aos 13 de Outubro de 1945 com 66 anos (Certidão de Óbito nº9257 Livro C-36 fl.28) era filho de José Domingues de Oliveira e de Francisca Carolina de Souza.Ora isso concorda com o que está em Silva Leme no 9-5 acima, apenas faltando o nome completo de Francisca que o autor provavelmente não o tinha todo.Quanto aos filhos de 9-5 o autor também não cita o pai de Virgolino -Hermelindo- e seus outros irmãos. Isso viemos a descobrir posteriormente através de informações e da certidão de nascimento de Virgolino comprovando ser ele filho de Hermelindo e neto paterno de Jose Domingues de Oliveira e Francisca Carolina supra citados.No entanto os graus de dificuldades começaram a surgir na medida que outros notórios e vastíssimos troncos históricos começaram a ir se ligando direta ou indiretamente ao objeto de nosso estudo. Assim foram se perfilando em ligações complexas e conflitantes tanto nos níveis ascendentes quanto nos descendentes, ilustres personagens tais como Pedro Alvares Cabral, o descobridor do Brasil, João Gonçalves Zargo, o fundador da Ilha da Madeira e o próprio fundador de Itapira Manuel Pereira de Avelar e sua esposa Isabel de Godói Moreira. Não há como descrever toda essa intercorrência genealógica num espaço didático e restrito. Optei por utilizar a forma narrativa sintética tipo árvore de costado, que pode se tornar mais compreensível, e com melhor visualização textual.
Como se poderá notar nas linhas subsequentes, as pesquisas tiveram que adentrar pelas histórias do Brasil, de Portugal e praticamente por toda a Europa medieval. Buscamos, portanto, novos elementos para uma composição mais detalhada e abrangente dos inúmeros troncos genealógicos intervenientes nesse estudo.
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A GENEALOGIA
DE
VIRGOLINO DE OLIVEIRA
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Virgolino de Oliveira, nasceu no sitio das Palmeiras em Itapira aos 16 de Abril de 1901 (Cert.de Nasc.nº8.933,fl.11 Livro A-16) e faleceu aos 14 de Dezembro de 1962,(Cert.Óbito nº16.979,Livro C-42) vitimado por um acidente aviatório.Existe em referência anterior,(quando da publicação em 1965 de um caderno histórico "Homenagem de Itapira ao Comendador Virgolino de Oliveira" de autoria de Jácomo Mandatto, conhecido historiador itapirense) uma citação onde a data de nascimento de Virgolino teria sido aos 15 de Março! Existe uma diferença cronológica de praticamente um mês entre uma data e outra.Teria Virgolino nascido aos 15 de Março e registrado em 16 de Abril?
Foi casado duas vezes: a primeira vez Em 30 de Novembro de 1921 com Elvira Santos, cujo nome honra o nosso ESO (Escola Estadual Elvira Santos de Oliveira) e a segunda vez em 18 de Junho de 1952 (Cert.Cas.nº4;356,Livro B-30) com D.Carmem Ruete,digníssima dama que empresta seu nome e altruísmo a inúmeras obras assistenciais e também na continuidade administrativa da grandiosa Usina N.S.da Aparecida de Itapira.Teve de seu primeiro casamento a filha Lucy de Oliveira e do segundo Carmem Aparecida Ruete de Oliveira, Hermelindo Ruete de Oliveira e Virgolino de Oliveira Filho.
O nosso homenageado era filho de Hermelindo Domingues de Oliveira e de Ambrosina
Amélia, neto paterno de José Domingues de Oliveira e de Francisca
Carolina de Souza; Segue em linha varonil como bisneto de Jacinto Domingues de
Oliveira e Dionizia Maria do Nascimento; trineto de Bento Domingues de Oliveira
e de Maria Rosa César; quarto neto de Bento Domingues Pais e de Maria de
Oliveira;quinto neto de Pedro Domingues Pais e de Maria Ribeiro; sexto neto de
João de Siqueira de Alvarenga e de Inês Sanchez Dominguez; sétimo neto de João
Martins da Costa e de Isabel de Siqueira; oitavo neto de Diogo Martins da Costa
e de Isabel de Ribeira; nono neto de Belchior Martins da Costa e de Inês
Martins.
VIRGOLINO DE OLIVEIRA
e
ISABEL DE GODOI MOREIRA
esposa de Manuel Pereira de Avelar
(o fundador de Itapira)
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Virgolino de Oliveira através de sua bisavó pat. Dionísia Maria do Nascimento é trineto de Fortunato Antonio de Alvarenga e de Custodia Maria de Alvarenga.Por esta é quarto neto de Inácio Rodrigues Cardoso e Maria de Oliveira (esta é prima em sétimo grau de Maria Rosa César,a trisavó paterna de Virgolino);quinto neto de Antonio de Morais Cardoso e de Ana Domingues Peralta;sexto neto de Antonio Barreto Cardoso e Francisca de Morais;sétimo neto de outro Antonio Barreto Cardoso e Margarida Cardoso da Fonseca; oitavo neto de Francisco Barreto Palha e Mécia Ribeiro(esta filha de Francisco Bicudo de Siqueira e de Maria Ribeiro,neta pat.de Manuel de Siqueira e Mécia Nunes Bicudo; bisneta pat. de Antonio de Siqueira de Mendonça e de Vitória Nunes Pinto).Por Antonio de Siqueira Caldeira,irmão de Francisco Bicudo de Siqueira, nono avô de Virgolino, já citado acima, é que se dá a ligação de ISABEL DE GODOI MOREIRA, a esposa do fundador, com o nosso personagem principal.Senão vejamos:Este Antonio de Siqueira Caldeira,portanto nono tio avô de Virgolino era sogro de Maria da Silva,filha de Inácio Preto e Catarina D' Horta.A irmã desta Maria da Silva - Maria Antunes - casou-se com José Ortiz de Camargo,irmão de Marcelino de Camargo,trisavô paterno de Isabel de Godói Moreira(mulher do fundador de Itapira);Isabel era filha de Jorge Ferreira de Camargo e de Francisca Cordeiro do Amaral;neta paterna de Francisco de Camargo Pimentel e de Maria Garcia;bisneta pat.de outro Francisco de Camargo Pimentel e de Isabel da Silveira Cardoso (Genealogia Paulistana de Silva Leme, pag 336 livro III) e trineta paterna do já referido Marcelino de Camargo e de Mécia Ferreira Pimentel de Távora. Era ainda quarta neta paterna de Jusepe Camargo e de Leonor Domingues.
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VIRGOLINO DE OLIVEIRA
E
* MANUEL PEREIRA DE AVELAR
(O fundador de Itapira)
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(A pesquisa em fontes primárias sobre esta família foi realizada por Charles de Freitas e publicada no jornal Tribuna de Itapira em Suplemento Especial em 24 de Outubro de 1999).
Além da ascendência referida nessa matéria busquei
avançar ou retroagir até os tempos medievais a linhagem e cronologia aqui apresentadas.
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Manuel Pereira de Avelar, fundador de Itapira e tronco da numerosa família dos Pereira da Silva em Itapira, casou-se com Isabel de Godói Moreira em 1805.Era filho de Manuel da Silva Camargo e de Escolástica Pinheiro do Prado;neto paterno de Antonio Leite Cardoso e de Maria Leme da Silva; bisneto pat.de Pedro Leite Cardoso e de Josefa Antunes de Siqueira.Por sua avó Maria Leme da Silva Manuel Pereira de Avelar era bisneto de Brás Esteves Leme e de Teodora da Silva Padilha; trineto de Antonio Bicudo de Brito e de Mariana de Aguirre de Camargo; quarto neto de Antonio Bicudo Leme; quinto neto de Brás Esteves Leme e de Margarida Bicudo de Brito; sexto neto de Pedro Leme do Prado; sétimo neto de Brás Teves e de Leonor Leme; oitavo neto de Pedro Leme e de Lusia Fernandes; nono neto de Antão Leme; décimo neto de ANTONIO LEME e CATARINA DE BARROS; décimo primeiro neto de Martim Leme; decimo segundo de Martim Lem; décimo terceiro neto de outro Martim Lem e décimo quarto neto de Wiliam Lem.
O tronco comum ANTONIO LEME- CATARINA DE BARROS, liga portanto as duas famílias VIRGOLINO DE OLIVEIRA e MANUEL PEREIRA DE AVELAR, através da trisavó do primeiro - Maria Rosa César.Por ela Virgolino é quarto neto de Francisco Xavier César de Miranda; quinto neto de Jorge Moreira César e de Margarida Vieira de Oliveira; sexto neto de Francisco César Moreira e de Isabel Maciel; sétimo neto de Diogo Gonçalves de Moreira e de Catarina de Miranda. Por esta era oitavo neto de Francisco César de Miranda e de Ana Peres Leme; nono neto de Francisco de Miranda Tavares e de Isabel Pais de Cerqueira e por esta décimo neto de Simão Borges de Cerqueira e de Leonor Leme, por esta décimo primeiro neto de Francisco Dias Pais e de Lucrecia Leme, por esta décimo segundo neto de Brás Teves e de Leonor Leme, por esta décimo terceiro neto de Pedro Leme e de Luzia Fernandes; décimo quarto neto de Antão Leme; décimo quinto neto de ANTONIO LEME e de CATARINA DE BARROS. Segue ainda como décimo sexto neto de Martim Lem; décimo sétimo neto de outro Martim Lem e décimo oitavo neto William Lem. Vemos portanto que a ascendência de Manuel Pereira de Avelar , o fundador de ITAPIRA é a mesma da trisavó paterna de Virgolino de Oliveira.
Provindos de um tronco comum ambos são primos em vários graus conforme os coincidentes laços de parentesco de seus ancestrais.
Catarina de Barros era, portanto, décima quinta avo de Virgolino de Oliveira e décima avó do fundador de Itapira.
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VIRGOLINO DE OLIVEIRA
JOÃO GONÇALVES ZARGO
(O fundador da Ilha da Madeira)
E
PEDRO ÁLVARES CABRAL
(O descobridor do Brasil)
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O titulo acima - JOÃO GONÇALVES ZARCO - foi o fundador da Ilha da Madeira em 1419 e esse importantíssimo fato histórico é muito bem relatado na monumental e preciosa obra "Os filhos de D. João I", cujo texto está também relatado "ipsis literis" na "Genealogia Paranaense", Tomo II de 1927 pelo seu autor Francisco Negrão.João Gonçalves Zargo foi casado com Constância Rodrigues de Almeida, filha de Rodrigues Annes de Sá. Teve, conhecidos, os seguintes filhos: João Gonçalves da Câmara, Brites Gonçalves da Câmara, Garcia Rodrigues da Câmara,Catarina Gonçalves da Câmara, Isabel Gonçalves da Câmara, Rui Gonçalves da Câmara e Helena Gonçalves da Câmara.Catarina casou-se com Garcia Homem de Souza; sua filha Leonor Homem de Souza casou-se com Rui Dias Aguiar de quem houve Pedro Affonso Aguiar que casou-se com Antonia Leme filha do casal, ja citados ANTONIO LEME E CATARINA DE BARROS que é o ponto de encontro como já vimos dos ascendentes de Virgolino de Oliveira e de Manuel Pereira de Avelar.Brites Gonçalves da Câmara, filha segunda de João Gonçalves Zargo, casou-se com Diogo Cabral, filho de Fernão Alvares Cabral e de sua mulher Teresa de Andrade. Seu irmão Fernão Alvares Cabral, casou-se com Isabel Gouveia de Queiroz que são pais do descobridor do Brasil Pedro Alvares Cabral. Garcia Rodrigues da Câmara, filho terceiro de João Gonçalves Zargo, casou-se com Violante de Freitas filha de Nuno de Freitas.(Esses Freitas podem ser o tronco madeirense da familia Freitas de Itapira). Ligados, todos, portanto a Virgolino de Oliveira, quer direta, quer indiretamente, vemos que a ascendência, sinuosa de nosso ilustre itapirense é sem dúvida alguma, premiada pela solidez histórica e pela notoriedade linhagística de seus representantes.
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VIRGOLINO E OS REIS
DA FRANÇA E DA ESPANHA
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Pela mulher de João Gonçalves da Câmara, (o primogênito do fundador da Ilha da Madeira) - D. Maria de Noronha - (décimo sétimos avós de Virgolino), é que se dá a sua ligação com os reis de Leão e de Castela. Por Maria de Noronha Virgolino era décimo oitavo neto de Juan Henriques de Noronha e de Beatriz Miraval; décimo nono neto de Alfonso Henriquez, nascido em 1355 e de Isabel; vigésimo neto de Henrique II (1332-1379), (décimo quinto rei de Castela e vigésimo quinto rei de Leão) e de Elvira Iniguez de la Vega; vigésimo primeiro neto de Alonso XI (1311-1350), o Justiceiro,(décimo terceiro rei de Castela) e de Leonor Nunez de Gusman; vigésimo segundo neto de Fernando IV (1285-1312), (décimo segundo rei de Castela) e Constança; vigésimo terceiro neto de Sancho IV (1258-1295), o Bravo, décimo primeiro rei de Castela e de Maria de Molina; vigésimo quarto neto de Alonso X (1221-1284), o Sábio (décimo rei de Castela); vigésimo quinto neto de Fernando III (1199-1252), o Santo, nono rei de Castela e décimo nono rei de Leão; vigésimo sexto neto de Alonso IX,(1171-?); vigésimo sétimo neto de Fernando II (1135-1188) e de Urraca Affonso; vigésimo oitavo neto de Alonso VII,(1106-1157); décimo sexto rei de Leão; vigésimo nono neto de Raimundo Berenguer; trigésimo neto de Guilherme III, conde de Borgonhe; trigésimo primeiro neto do filho de Henri e trigésimo segundo neto de Henri (? - 1066) e de Sibile de Borgonhe. Segue-se a partir dai numa interminável lista de ascendentes, chegando até o século II de nossa era quando então habitavam as terras da Europa, principalmente da Franca, Espanha e Portugal os povos bárbaros, ostrogodos, visigodos, e os Viquingues.Não apresentaremos essa mega ascendência linhagística por absoluta falta de espaço.
Aí está, no entanto, uma das mais belas histórias genealógicas que se conhece, onde a mescla de humildade e de nobreza ondulam e serpenteiam pelas raízes das realezas; da notoriedade; da humildade; dos caminhos tortuosos e retilíneos; dos sucessos e fracassos; dos sentimentos embrutecidos e das emoções refinadas; do ganho e da perda; das razões da justiça; dos logismos dos acertos e dos erros; das quimeras; das cantigas e do silencio; do passado e do presente...São dessas dicotomias, enfim, que todos somos talhados, nobres ou não, porque fazemos parte da própria essência de todos os seres humanos, cujas almas se rendem ao poder da esperança, do trabalho e da crença maior.
Muito mais teria a acrescentar nessa história, genealogia e biografia. Logicamente, não se esgota aqui tal propósito, porque tamanha personalidade ofusca nossos horizontes e inibe nossa verve.Fica aqui, também, em aberto o espaço para adendas e correções que se fizerem necessárias.
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Parabéns Comendador Virgolino de Oliveira
cuja vida foi um exemplo de dignidade, altruísmo e trabalho.Não soubestes em vida que sua origem fora burilada desde priscas e remotas eras e que seria cantada pelos teus pósteros.
O autor
Sérgio de Freitas
Referenciados neste trabalho Charles de Freitas e Jácomo Mandatto, historiadores itapirenses, as obras genealógicas "Genealogia Paulistana" de Silva Leme e Genealogia Paranaense de Francisco Negrão, Anuário Genealógico de Salvador Moya, Notas genealógicas fornecidas por Francisco Antonio Dória, sobre o fundador da Ilha da Madeira - João Gonçalves Zarco - .
Em
homenagem ao centenário de nascimento de
VIRGOLINO
DE OLIVEIRA
(1901 – 2001)
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© copyright HP 2001 Sérgio de Freitas
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