FAMILIA TRANI

Foto da Família de Giovanni Battista Trani
Nesta foto vemos: da esquerda para a direita, primeira fila: Romeu, Fidelis, de camisola; Samuel, no colo de Helena e Regina
Na segunda fila, na mesma ordem: Ildefonso, Helena, Giovanni e Julieta

Foto da primeira casa construída na antiga Penha do Rio do Peixe. Conforme Maria Elena Plumari, entre outros estão na foto Ananias Vieira e Giovanni Baptista Trani
João Battista Trani

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(Um dos primeiros italianos chegados em Itapira)
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Na foto da esquerda vemos: Giovanni Battista Trani com sua filha Carmem, e as netas Ignês e Catarina. No centro: Maria Rosa Caracciolo Trani, mãe de Giovanni. Na foto da direita, datada de de julho de 1943, no interior de sua oficina,vemos: Giovanni Battista Trani e sua bisneta Marili
Certificado de Batismo de Giovanni Battista Trani

Colaboração de Paulo Espíndola Trani
Família das mais antigas e tradicionais de Itapira. Vieram para o Brasil como todos os outros imigrantes italianos em busca de trabalho e melhores condições de vida. Dois irmãos, Giovanni Battista Trani e Nicola Trani, filhos de Fidelis Trani e Maria Rosa Carraccioli vieram em épocas diferentes para o Brasil. O primeiro dessa família foi os sr. Giovanni Battista Trani, (*1860 Rivello, Potenza, (Itália +1944 Itapira). Desembarcou no Brasil em 12 de Setembro de 1877. Foi industrial e comerciante no ramo de funilaria, casou-se a primeira vez em 4 de Maio de 1881 com D. Helena Barbosa e Morais.(+ 1885 em Itapira), filha de Joaquim Gonçalves de Morais e de Maria do Rosário Barbosa.

Helena Gonçalves de Moraes aos 16 anos, primeira esposa de Giovanni Battista Trani
Giovanni casou-se em segundas núpcias com Maria Barbosa de Morais, irmã de sua primeira esposa. Ambas eram netas de João Gonçalves de Morais, co-fundador de Itapira. Do primeiro casamento tiveram Ildefonso (falecido na infância) e Julieta Trani. Esta casou-se com Nicola Maria Pepe e tiveram os seguintes filhos: Maria,Catarina, Rigoleto, Helena, Ivone (todos solteiros); Nicola Pepe casado a primeira vez com Amélia Mamana e segunda vez com Joana Matoso; João Batista Pepe que foi casado com Giovanina Spadolari; Gioconda Pepe que foi casada com José Rodrigues de Abreu; Regina Pepe que foi casada com Luis da Silva; José de Arimateia Pepe que foi casado com Beatriz Barella; Valter Pepe que foi casado com Natalia; Julieta Pepe, falecida na infância e Ester Pepe que foi casada com Manuel Ferreira Cintra (*1909 +1980), (filho de Antero Cintra e Maria de Campos Ferreira; neto paterno do Com. João Batista de Araújo Cintra).Manuel Ferreira Cintra era irmão do prof. Pedro Ferreira Cintra que foi diretor por várias vezes do ESO deste 1951 até 1967, tendo sido um dos mais importantes e inesquecíveis diretores dessa casa de ensino, pela sua austeridade, dinamismo, honestidade e senso de justiça. Deixou em seus filhos Geraldo, Maria Teresinha, Maria Helena, Maria Elisa, Maria Lucia e Luis Fernando as marcas de suas qualidades.Manuel era irmão também de Mauro Ferreira Cintra que foi casado com Maria da Conceição Aguiar, esta irmã de D. Clarice, professora de saudosa memória. Maria Conceição Aguiar era irmã também de D.Arminda Aguiar,que foi casada com o medico Dr. Sildo Pereira da Silva, descendente da tradicional família dos Pereira da Silva fundadores de nossa cidade.D. Arminda e Dr. Sildo são pais de Neusa e Marisa Pereira da Silva. Neusa, esposa de Nelson Queluz, filho de Francisco Otaviano Queluz e D. Argentina Della Mura.
Filhos de João Baptista Trani

As pessoas da foto são todos filhos do João Battista Trani (ou
Giovanni Battista Trani, nome correto, já que nasceu na Itália).
A partir da esquerda de quem olha a foto:
a) Noé Trani (era casado com Lyria Zanovello), pais de Maria Alayde.
b) Carmine Trani (também chamada de tia Carminha) era solteira.
c) Regina Trani Plumari (era casada com Ignácio Plumari, pais de Maria Helena.
d) Fidelis Trani (era casado com Pepétua dos Santos): deixou 4 filhos e 10
netos.
e) João Baptista Trani era solteiro.
A foto foi tirada em 1980 , na antiga casa /oficina na Av Rio
Branco, próximo a esquina, onde depois era um açougue. Ali, próximo, subindo a
rua Joaquim Inácio ainda moram a Maria Helena, a Nanci Mistro, viúva do Marcos Trani e a
Julietinha. Além desses outros descendentes de Giovanni Battista serão
vistos mais abaixo.
Os descendentes dos Trani

Foto
mais recentes (06-08-2006) em visita à residência da Julietinha, sua irmã Zezé e
outros parentes.
Na primeira foto estão as seguintes pessoas (da esquerda para a direita): André
Luis (meu filho), Olívio Stevanato, Julietinha, Maria Helena, Paula Maria (minha
filha),eu (Paulo E.Trani), Dalva (minha esposa), Maria José (Zezé) e Maria Alayde.

Na foto da esquerda vemos os filhos de Fidelis e Perpétua: João, Odete, Helena e Nydia. Na foto da direita vemos Fidelis e Perpétua com 8 netos nas Bodas de Rubi

Fidelis ainda solteiro em 1910; nas bodas de Rubi em 1955 e nas bodas de diamante com seus bisnetos, Mônica e Cássio
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Nesta foto de 09/09/1945, vemos João Trani (neto do João Battista Trani) e Maria (Betty) Espíndola, pais de nosso colaborador, quando eram noivos. Na outra foto vemos D. Regina e sua filha Maria Helena Plumari. Joao Battista Trani Filho, no centro da foto acima, trabalhou muito no início da “Usina N. S. Aparecida”. João fabricava e instalava alambiques, dornas e outras peças de funilaria. Prestou serviços também para a Prefeitura de Itapira tendo executado trabalhos na iluminação das ruas. João Trani fabricava lampiões a querosene dando assistência no acender e apagá-los. Atuou também ajudando pessoas necessitadas. Auxiliou também os órfãos na Itália em 1939, no início da segunda guerra mundial.

Na foto, João Trani, neto
de Giovanni Battista, que era conhecido por Joãozinho, para
diferenciar do seu tio João, quando pescava no Rio do Peixe acompanhado do
Zinho Zanovelo (irmão de D. Lyria esposa do Noé Trani

Nesta foto da esquerda vemos Antonio Trani e sua esposa Antonieta Bueno de Moraes, ao lado de Perpétua dos Santos esposa de Fidelis Trani. Na foto da direita Romeuzinho ainda criança com seus pais Antonio Trani e Antonieta Bueno de Moraes.

Nesta outra foto vemos o Romeuzinho Trani. Êle é neto de Giovanni Battista e filho de Antonio Trani e Antonieta Bueno de Moraes Trani.
Foto tirada na casa da Alayde, com o Romeuzinho, Alayde e Paulo Espíndola Trani.

Reunião de Irmãos na festa de 80 anos de Fidelis em Sto. André em 31/12/1972
Vemos na foto superior da esquerda para a direita: Romeu, João, Noé, Fidelis e Carmem
Na foto de baixo vemos na mesma ordem: Fidelis, Perpétua, Lyria Zanovello e Carmem.
Atividades Beneficentes
Giovanni era membro da Irmandade, em Itapira. Ele e sua esposa fizeram doação em 25 de março de 1891 de um terreno, herança de sua mãe para a construção da Igreja da Irmandade de São Benedito.Também ajudou muito na construção do “Lazareto” onde alojavam os leprosos. Giovanni, funileiro que era, fazia canecas de lata para que os leprosos pedissem esmolas. Entre 1891 e 1892 prestou serviços como enfermeiro auxiliando essa casa de enfermos. Era portador de muita sensibilidade e senso altruístico no tratamento de pessoas doentes.

Giovanni Battista Trani - 30º Grau da Maçonaria
Era maçon, e pertencia à loja “Deus, Justiça e Caridade” tendo alcançado o grau 30. Foi presidente da “Sociedade di Mutuo Soccorso Fratelanza e Lavoro”, tendo organizado em 14 de março de 1893 uma grandiosa festa para a comemoração do natalício de S.M. o Rei Humberto I. Nessa mesma solenidade inaugurou com hasteamento a Bandeira da Itália. Alojou em sua própria casa os “paesani” que não tinham moradia. Atuou como subdelegado de polícia em 1898 tendo recebido a patente e a espada de Alferes da Guarda Nacional.

Foto
foi da placa que está na capela de São Benedito, onde Giovanni Battista Trani e
sua esposa HelenaTrani foram homenageados por doarem o terreno onde e
a capela foi construída.
Do segundo consórcio de Giovanni Battista Trani com Helena Barbosa de Morais, nasceram: Samuel Trani, Romeu, Carmine, Fidelis, Regina, José, Noé, Antonio,João e Marcos.Desses dez filhos Romeu, Carmine, José, João permaneceram solteiros, e Marcos faleceu na infância. Dos filhos que constituíram família temos: Samuel c/c Vitorina Monezzi filha do grande tronco dos Monezzi - Ognibene Italo Monezzi e Gioconda Morari. Desse consórcio nasceram: Rafael Trani c/c Edna Germano; Eunice Trani c/c Ulisses Cavenaghi, (filho de Américo Cavenaghi e Maria Ferraz de Campos) e Lígia Trani; Fidelis, c/c Perpetua dos Santos.Foram pais de: Helena Trani, João, Odete e Nídia; Regina,nascida (1896-1991), casada com Inácio Plumari (1901-1977), Foram pais da profa. Maria Helena Plumari, solteira; Noé que foi casado com D.Lyria Zanovello, (Lila)(1899-1995), filha do patriarca Vitaliano Zanovello e Carolina Giacomini. Foram pais de Maria Alaide Trani, solteira, formada em Ciências Sociais pela USP, especializou-se em Sociologia e Educação Social, pelo antigo Instituto de Direito Social de São Paulo.É formada também em Supervisão de Higiene e Segurança do Trabalho pela FUNDACENTRO, e registrada no Ministério do Trabalho. É provavelmente a primeira profissional formada nessas áreas específicas em Itapira.
Antonio (1903-1959), casado com Antonia Bueno de Morais.Foram pais de: Inês Trani que foi casada com Olívio Stevanatto (filho de Luis Stevanatto e Santa Recchia; Marcos Trani c/c Nanci Mistro, (filha de Jorge Mistro e Júlia Dovigo); Maria José Trani, c/c Edgar Bagatella, (filho de Eduardo Bagatella e de Maria Aparecida Gonçalves de Souza; Romeu Trani, c/c Amélia Machado e Julieta Trani, solteira. Antonio juntamente com Fidelis Antonio, filho do Nicola Trani foram músicos em 1935 da Banda Musical "Lyra Itapirense" fundada em 10 de Abril de 1909. Noé, João e José também foram músicos da Banda Lira Itapirense. Maria Alaide informou-nos que Noé e José Trani foram músicos clarinetistas da "Banda Musicale Italiana 11ª Bersaglieri”, fundada em 07 de Junho de 1913 em São Paulo.
O segundo dos Trani que veio para o Brasil foi Nicola Trani. Nasceu em Rivela em 1866, casou-se com Maria Antonia Martini e faleceu em Itapira em 1931. Foram pais de: Fidelis Trani (1896-1961), que foi casado com Maria Guinezzi, (filha de Luis Guinezzi e Clarice Penachi). Foram pais de Paulo Trani viúvo (e também já falecido) da saudosa Maria Ondina Marella, filha de Aristides Marela e de Benedito Bueno Salgado. Aristides era irmão de José Marella que juntamente com sua esposa Romilda Boretti, (foram pioneiros do GTIB (Grupo Teatral Ideal Beneficente), o primeiro e mais importante grupo de teatro amador que Itapira já conheceu e que foi assunto tratado por mim em matérias anteriores. Paulo Trani seguiu os caminhos profissionais do pai. Trabalha ainda na difícil arte da hidráulica, e tem sido um dos mais brilhantes profissionais nessa área,Contou-me ele que seu pai Fidelis e Antonio Serra foram os responsáveis diretos pelo projeto e montagem das bombas hidráulicas que se encontram no interior da caixa d'água do Parque e que se destinavam à elevação, armazenamento e distribuição de água para toda a cidade. As fotos anexas, extraídas do "Álbum de Itapira" de 1935, atestam essas informações. Paulo disse ainda que a Sta.Casa de Misericórdia recebia água diretamente da caixa de armazenamento cujos encanamentos ainda existem no seu subsolo.Conhecedor com requintes técnicos apaixonantes Paulo Trani tem consegui do ao longo de sua vida solucionar intricados problemas hidráulicos que lhe chegam as mãos.

Página de rosto do “Álbum de Itapira 1935”, cujo livro foi encontrado sob o antigo cruzeiro do parque “Juca Mulato”
quando de sua demolição em 1960.Paulo Trani ainda guarda essa preciosidade.
Note-se o detalhe no topo da página a dedicatória feita por Publio Martins ao sr.Caio Pereira da Silva em 1937.
Segue dai a frequente solicitação de seus préstimos.Certa vez passou-me as mãos o livro "Almanaque de Itapira" (já referido acima escrito por João Netto Caldeira em 1935. O curioso é que esse "Almanaque", foi encontrado enterrado sob o Cruzeiro antigo do Parque Juca Mulato, quando da sua demolição na década de 60. Paulo estando presente e participando desses trabalhos acabou ficando com a relíquia que hoje temos a felicidade de ter em mãos. Existem poucos exemplares dessa raridade em cujas páginas contem importantes narrativas, fatos e fotos de Itapira do começo do século. Não fora a sensibilidade e os cuidados de Paulo Trani em guardar essa relíquia durante tantos anos, hoje não teríamos acesso ao seu conteúdo histórico.

Em cima vemos as bombas d’água destinadas à elevação da água.
No centro: casa de tratamento e tanque de decantação, tendo ao lado a torre de elevação.
Em baixo: máquina de elevação e distribuição
Essas máquinas foram montadas por Fidelis Trani
(Foto do Álbum de Itapira de 1935)
Na ilustração vemos detalhes interessantes da caixa d'água e casa de tratamento com seus maquinários e tubulações hidráulicas. Fidelis foi pai também de José Trani c/c com Zilma Lazarini, (filha de Antonio Felício Lazarini e de D.Assunta Letícia Canella. Antonio Felício Lazarini, músico que era da Banda Lira Itapirense, lembra-nos com muita saudade dos seus ensaios matutinos quando deleitava a todos os vizinhos da Rua XV de Novembro (na altura dos Irmãos Nogueira), com os acordes de seu baixo-tuba. Ficava horas seguidas solfejando com seu instrumento de som grave e cadenciado..."Pó, Pó, Pó, Pó...Pó, Pó,Pó...Pó, Pó, Pó, Pó...Pó, Pó, Pó..." Quem se irritava mesmo era o Antero de Freitas meu tio, seu vizinho, mais próximo,que chegou a hostilizá-lo certa vez, já que os ensaios eram diuturnos, com hora certa para começar e enfadonhamente repetitivos. Isso enchia as paciências "principalmente" do Antero. Antonio Felicio Lazarini, deixou saudades...Seus filhos: Zilma, (já citada), Maria Aparecida c/c Luis Martelli, João Felício, Zélia c/c com Armando Mantoan, Ivone e Sara Lazarini, solteira. Outro filho de Fidelis Trani foi o Nicola casado com Alice Finazzi, (filha do saudoso Atílio Finazzi e Luíza Ebert). Nicola nasceu em 1922 e faleceu em 22 de Março de 1996 e foi pai de Maria Clara Trani, Heloisa Helena e Ângela Célia. Maria de Lurdes, filha de Fidelis Trani c/c Nelson Bellini, (filho de Hermínio Bellini e Carola Levatti); Maria Luísa Trani, professora, foi minha colega de classe na década de 50 da extinta Escola Técnica de Comércio de Itapira.Bons e saudosos tempos! Alberto Trani, filho de Fidelis, que é casado com Layse Guinezzi e são pais de Maria Cristina, Maria Augusta, Maria da Penha, Francisco e Maria Teresa.

Antiga sede da “Societá Italiana di Mutuo Soccorso Fratelanza e Lavoro”
Tanto Giovanni quando Fidelis seu filho participaram da fundação dessa Sociedade fundada em 1905
Tanto Giovanni Batista Trani quanto seu filho Fidelis tiveram participação ativa na sociedade itapirense, tendo ambos participado da fundação da "Societa Italiana de Mutuo Socorso e Fratelanza e Lavoro" em 23 de Setembro de 1905.Assim se refere João Netto Caldeira no seu "Almanaque de Itapira" de 1935 na página 94. Fidelis também atuou juntamente com seus colegas Américo Passarella, Aldo Boretti, Ivahy Batista do Nascimento, Fidelis Trani, e Niquinho Rodrigues Gomes, como músico da famosa Banda União. O maestro “Niquinho” foi quem orquestrou a linda letra "Saudades da Minha Terra", letra e música de Odete Coppos, escritora, compositora, poetisa e mestre em folclore conhecida na região e outros estados brasileiros.

Banda Ítalo brasiliana
Samuel Trani filho de Giovanni era músico e membro da “Corporação Ítalo-Brasileira”
que abrilhantou muitos carnavais nas décadas de 20 e 30.
Vemos nessa foto sentados da esquerda para a direita: José Marella (Bepe), Aldo Piva,
Antonio Passarella, Eduardo Avanzzini, Lafayete Vieira(maestro), Américo Passarella, Antonio Avanzzini e Aldo Boretti.
Em pé na mesma ordem vemos: Francisco Boretti, José de Mello Vieira (Ica), Raul Boretti, Samuel Trani, José Bótero e Cyrino Boretti
Em 23 de Setembro foi fundada esta sociedade pelos srs. Ângelo Bertoni, Dr.André Veltri e Pedro Tortima, sendo eleita a primeira diretoria, composta dos srs. Virgínio Avanzini, presidente; Vittorio Moro; vice-presidente; João Cavenaghi, tesoureiro.Conselheiros: Anibal del Corso, Antonio Donati, João Secchi, João Bianchi, GIOVANNI TRANI, José Andreoli Benjamim Zanovelo, José Boretti, Firmino Marconi(Flamíneo) e Wenceslau Pasquali. A Associação tem por objetivo auxiliar os sócios em caso de moléstia, prestar apoio moral aos que se encontrem desempregados, socorrer nos limites de suas possibilidades aos italianos, promover em todas emergências o bem estar moral e material dos sócios em particular e das classes laboriosas em geral. Presentemente instalada em prédio próprio a rua João de Morais, tem a sociedade a seguinte diretoria: João Rossi, presidente; Primo Avanzini, vice-presidente; Romano Mozzaquatro e Giacomo Stevanato, primeiro e segundo secretários; José Mazzei, tesoureiro. Conselheiros: Clodomiro Boretti, Vitório Boretti, Domingos Bagatella, Guerino Guerra Albano Pegorari, Paulo Citrângulo, José Martellini, Arnaldo Bisinelli, Giacomo Secchi, Pedro Artigiani, FIDELIS TRANI, e João Baretta". Um fato histórico muito importante ocorrido no fim do século XIX, precisamente no dia 01 de Janeiro de 1883, foi quando se deu a inauguração da iluminação pública "a Kerozene". Foram instalados naquela ocasião 20 lampiões belgas nas principais ruas da cidade. O contrato para realizar esse serviço foi nada mais nada menos que o Sr.Giovanni Batista Trani. Outro irmão de Fidelis Trani foi Francisco que casou-se com Edwiges Pieroni e teve as filhas Nilda e Nícia Trani. Rosina Trani também foi irmã de Fidelis e foi casada com Antonio Grisolia. Sua filha Maria Antonia casou-se com Dante Valdissera filho de (Antonio Valdissera e Maria Felipe). São filhos de Maria Antonia e Dante: Sidnéia viúva de Pedro Monfredini, barbeiro por muitos anos na Rua da Penha. Sua postura com o pente e a tesoura marcou época e os nossos cabelos,(hoje grisalhos também), caíram no chão daquela barbearia, muitas e muitas vezes. Hoje já perdidos no passado permitem-nos ainda lembrar e até ouvir o barulho da tesoura do "Seu Pedro", como que a cortar no ar as lembranças que ficaram num tempo que não volta mais. Paulo Monfredini, seguiu a profissão do pai e hoje, ainda alimenta as nossas lembranças como que querendo reverenciar seu pai e matar a nossa saudade. Pedro e Dona Sidnéia foram pais ainda de, Antonio, (o Ninho), Lúcia, Célia, Maria Inês e Isabel. Assunta Trani, última irmã de Fidelis casou-se com Nicola Sainato. Não sabemos se tiveram descendentes.
Temos ai um pouco da genealogia e da história dessa importante família de descendência italiana e que veio para o Brasil constituir família e "lavorar". Os Trani se incorporaram na sociedade itapirense sendo uma das mais antigas e tradicionais famílias cujos enlaces genealógicos enovela-se com os ramos ascendentes e descendentes dos Pereira da Silva, dos Cintra e dos Morais, ambos respectivamente fundadores e de alguma forma co-fundadores de nossa cidade.Por outros ramos em ascendência e descendência, quer direta quer indireta, os membros da família Trani também se agruparam e constituíram outros ramos genealógicos não menos importantes e que aos poucos, em matérias futuras, iremos enfocando.
Fontes:
Matéria original do autor da página com a colaboração de fotos e textos de:
Maria Helena Plumari
Maria Alayde Trani
Paulo Espíndola Trani
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