FAZENDA SANTA RITA

Foto de uma das casas da Santa Rita em 1944 (com baixa resolução).
Vemos da esquerda para a direita: Darcy de Barros, Joaquim de Barros, abraçando Nadir sua filha,
Maria de Freitas (tia Quinha), esposa de Joaquim, com a filha Elenir de Barros à sua frente; Zenith irmã de Darcy,
com sua filha Maria Elisa no colo, Aparecida Lambais, esposa do Antonio Sartorelli, Lucila Simões
cunhada de Maria de Freitas com Luciene, sua filha, no, colo, d.Júlia, mãe de Lucila, sr.Roldão
esposo de d. Júlia e Edvaldo de Barros também irmão de Darcy.
Esta fazenda foi uma das mais antigas de Itapira tendo pertencido a vários proprietários.Suas terras "em se plantando tudo dava".Segundo Darcy de Barros meu primo,em primeiro grau (que lavorou nessas terras pelos idos de 1940 juntamente com seu pai Joaquim de Barros e seus irmãs), mesmo nÆo se plantando essas terras férteis produziam desde batata ate melancia.A fazenda se localizava pelo lado esquerdo a frente da estrada antiga que da acesso a Fazenda Amarela do Dr.Hortêncio Pereira da Silva.Vizinhava com a fazenda dos Tonolli, perto da fazenda Santo Amaro da D.Elisa, ao lado da fazenda Espírito Santo do Anacleto Pereira de Magalhães.Divisava ainda com as fazendas Sta.Maria (antiga Doca Pereira), fazenda Nova América do Francisco Cintra,da fazenda Coqueiro do Olegário Pereira e das terras do João de Morais.Ainda, segundo Darcy as terras de Santa Rita se localizava próximo as terras do Emilio Lovo, sítio São Sebastião do Bepe, do Joaquim e do Aníbal.
As antigas estradas e a ponte que ligavam essas terras hoje já não existem mais e era através delas que se tinha acesso a muitos sítios e fazendas daquela região.Torna-se um pouco difícil reconstruir na memória todo esse traçado rural, no entanto o Darcy lembra muito bem desses detalhes.Caso alguns dados não tenham sido adequadamente explicados deve-se atribuir apenas a falha de entendimento e ordenação na transcrição do relato.Ainda pelo lado direito a fazenda Sta.Rita era vizinha da fazenda Monjolinho dos Cavallaro e dos Amâncio e ainda divisava com a fazenda Monjolinho de Cima cujo proprietário era o sr.Juca Rodrigues (José Rodrigues de Siqueira Bastos), sogro do "Cubano" referido logo mais abaixo.
Outros proprietários vieram apos o seu Henrique Ramalho e ali se estabeleceram buscando na fertilidade dessas terras o sustento para suas famílias.Tempo onde os alimentos colhidos eram isentos de agrotóxicos e o incentivo para a produção era comandado pelo próprio lavrador e pela lei da oferta e procura.Segundo o pessoal do campo as monoculturas principalmente da cana em nossa região associado às leis de estabilização do empregado rural são causas hoje dos desníveis da produção e do abandono das culturas diversificadas como era feita nos tempos de antão.
O sr. José‚ Miquelini quando arrendou parte dessas terras para a sua lavoura além do que plantava colhia sempre uma boa safra de batata, melancia, pepino etc.independente do seu plantio.Dizia ele: Nasce tudo sozinho; até o que não planto! Nessa fértil propriedade se plantava algodão, milho, arroz, feijão, batata, tomate etc. e mesmo sem adubo a colheita era praticamente de cem por cento. Hoje mesmo se adubando pouco se colhe.
O primeiro proprietário dessas terras que se tem noticia foi o sr. Henrique Ramalho compadre do Juca Rodrigues pai de D.Laura que casou-se com João Batista Pereira da Cruz (o Cubano).Conta-se que Henrique Ramalho, era um senhor de muito respeito e que curava picadas de cobra por mais venenosa que fosse.Alem disso costumava chamá-las segundo se dizia com um assovio como quem se chama cachorro ou gado.E ainda mais não matava e não permitia que se matasse uma cobra sequer em sua propriedade. Lenda ou não o fato‚ que Henrique Ramalho era uma pessoa resoluta, respeitada e muito sabia.J naqueles tempos tinha noção do que significava o tão propalado equilíbrio ecológico dos dias de hoje e dos cuidados com a elimina‡ao de animais numa propriedade.Sabia ele que se matando as cobras, os ratos iriam proliferar já que aquelas se alimentam destes. Havendo crescimento, populacional de ratos, estes iriam desbastar a produção de milho e outros cereais comprometendo a cadeia alimentar e a rentabilidade econômica da safra.

Maria de Freitas (Tia Quinha ou Mariquinha" e tio Joaquim de Barros, proprietários da Fazenda Santa Rita
Joaquim de Barros meu tio, casado com a tia Mariquinha, esta, irmã de meu pai Néco de Freitas, foi juntamente com seus filhos, Darcy Edvaldo e Irineu um dos que muito trabalhou como lavrador nessas terras da fazenda Santa Rita mantendo-a durante décadas bastante produtiva.Os outros filhos de meu tio Joaquim e tia Mariquinha são: Joaquim Maria o "Bimbo", (sanfoneiro de mão cheia) e pedreiro de profissão, já falecido; Nair de Barros casada com Augusto Italo Cipoleta, que são pais de Ana Odete, Nilda Aparecida, Cilene, Idelza e Heraldo Augusto; Zenith de Barros casada com Arcanjo Bovo. São pais de: Maria Elisa, Elenice, Roseli, Linei, Luis Paulo e Dalmir; Nadir de Barros casada com Joaquim Inácio Pereira irmão do Osmar casado com a sra. Odete Bonamelli, residentes ainda lá em Barão Ataliba Nogueira naquele famoso casarão histórico,que foi o antigo armazém de seu pai o Ivo dos Santos Pereira (Zino) e de sua mãe D.Deolinda Breda; Nadir e Joaquim são pais de Vera Telma e Fábio Rogério; Elenir de Barros a última filha de Joaquim de Barros‚ casada com Alfeu Ribeiro(o Alfeu da Brastemp).São pais de Rodrigo, Leandro, e Aline.
Darcy de Barros, hoje com seus 70‚ casado com D.Carolina Gattei (já falecida) nos conta muitas histórias que ouviu e presenciou durante o seu tempo de lavrador nessas terras de Santa Rita.Naquele tempo o Rio do Peixe era muito rico em peixes diz ele e havia muitas lagoas que se formavam quando o rio transbordava.Nessas lagoas inclusive havia muitos jacarés de "papo amarelo" e que atingiam o tamanho de uma pessoa adulta.Esses animais ficavam horas e horas em cima das pedras ou nas margens da lagoa "esquentando sol".Eram extremamente perigosos e os pescadores não se arriscavam muito quando iam pescar nessas paragens,limitando-se na maioria das vezes a admirá-los bem de longe.Como já comentamos acima Irineu e Edvaldo, juntamente com Darcy durante muitos anos foram lavradores e ajudaram muito seu pai no plantio e colheita de cereais.Guardam saudosas e também sofridas lembranças daqueles tempos que já ficaram para trás.Quanta chuva na estrada, geada frio e quanta safra perdida pelas pragas e intempéries do tempo.Jamais desanimaram e mantiveram firmes e de cabeça erguida com invejável estoicismo próprio do homem do campo.
Irineu casou-se com Maria Aparecida de Grava e tem os seguintes filhos: Solange, Margarete e Alexandre; Edvaldo casou-se com Eurides Osti e são pais de Márcia e Vanderlei.Joaquim de Barros foi um batalhador, foi comerciante, proprietário na década de 30 de um armazém que se localizava onde era o bar do Carlim Zacchi e mais recentemente onde foi o restaurante "Cequisabe".Trabalhou com caminhão de transporte e fez muitas viagens transportando mercadorias de São Paulo a Jacutinga no tempo dos "fordão", dos "Chevrolet‚ cabeça de cavalo", e das estradas de terra batida.Poeira é que não faltava. Depois começou a vida na lavoura tendo se dedicado a plantação de arroz, feijão e milho nas terras do sr.Benedito de Oliveira Serra.Foi motorista de táxi, tendo sido contemporâneo do Felício Citrângulo, do Sétimo Lanzoni, do Zani, do Joaquim Lambais e de muitos outros.Foi vereador por duas vezes consecutivas e deu seu recado político.Não passou em brancas nuvens.Trabalhou, produziu e viveu!
Em 1943
Joaquim comprou a Várzea Santa Catarina e ali cultivou arroz por muito tempo
sempre acompanhado dos filhos.Foi ali que o Arcângelo Bovo, cunhado do Darcy de
Barros "pegou" segundo ele uma traíra gigante cujo peso não
foi dito, mas que pela expressão jocosa e mentirosa dos relatores devia
beirar mais ou menos uma arroba (15 quilos).
Conta ainda Darcy que o "Cubano", o "Chico Positivo", o "Chico Rasgado", o Otávio Braz, e o "Bixiga, eram verdadeiros peixes. Todos sabiam nadar muito bem e conheciam o rio do Peixe e as lagoas da região de ponta a ponta.Da¡ serem eles os mais indicados para procurar os corpos daqueles que se afogavam nesse rio.Tinham uma pr tica fora do comum.Na base da "pinga" para dar coragem e na própria fama de pessoas fortes e bons nadadores,nÆo havia afogado que eles nÆo encontrassem.Conta-se que eles tinham a seguinte crença:Para se achar uma pessoa morta por afogamento havia que se acender uma vela dentro de uma "gamela" (recipiente de madeira).Ato continuo, era preciso deixá-la descer a correnteza do rio. Onde essa gamela com a vela acesa parasse e ficasse rodopiando num tipo de "redemoinho " ali estaria o corpo do afogado.Era só mergulhar e resgatar o morto.

"Chico Positivo" - Profundo conhecedor dos rios de Itapira
"Chico Rasgado" - Juntamente com "Chico Positivo" era especialista em resgate de afogados nos rios da região
Muitos e muitos corpos foram encontrados assim (sic).Certa vez quando estavam procurando o corpo do Darcy Callori no local conhecido como "cachoeira do Américo da Rocha", o Braz (Otávio) também perdeu a vida e por pouco o "Cubano" também não morreu porque tentando segurá-lo este o puxou para baixo.No desespero "Cubano" subiu a tona pensando estar trazendo consigo o Braz: ledo engano, o Braz ficou enroscado no meio do lodo do rio tendo perdido dessa maneira a sua vida.O sr. Armando Bagatella de saudosa memória, comerciante, proprietário de um armazém e distribuidor da famosa mortadela de Mogi Mirim também, pereceu afogado no rio do Peixe tendo sido retirado por esses "azes da água". Muitas e muitas histórias, algumas verdadeiras outras relatos fictícios e lendas.Mesmo eivados dessa sublime imaginação fértil campesina o que importa nessas histórias, a inocência e a sua verdadeira ausência de malícia e intencionalidade.No entanto sempre sobra um pouco da ingenuidade do matuto, do homem do campo e da nobre expressão da nossa cultura popular.Nesses momentos enlevados de bucolismo e nostalgia, a nossa mente divaga e sabe perfeitamente separar o imaginativo do real, conferindo sempre uma admiração e um respeito pelas coisas que provem de nossas origens mais remotas.
Poderíamos
passar horas e horas ouvindo do sapiente linguajar do caboclo, do lavrador, do
pescador e do homem simples da roça
as histórias que se verda- deiras ou fictícias pouco importa.O que de uma
certa maneira sobrevive‚ o momento mágico presenciado no passado e guardado
na lembrança.Que seria de nós os contadores de histórias se não houvesse
quem as contasse.
Outros proprietários dessa histórica fazenda foram os srs. Jácomo Nabor Secchi, José Primo Avanzini, Benedito de Oliveira Serra pai de Clara, Fernando e José de Oliveira Serra Neto (Zinho Serra); Istor Luppi, pai da Clara, do Vitório e do Hermínio Luppi e Wilson Victor dos Santos, pai do Aluisio, do Anibal (Nibinha), da Heloisa e do Cícero.
Esta matéria tem o duplo objetivo de homenagear através do Darcy de Barros o homem do campo e através de seus respectivos proprietários escrever um pouco da historia rural de nossa querida Itapira lembrando as suas origens, seu trabalho, suas memórias e as suas famílias.
LEMBRANÇAS E SENTIMENTOS
Relatos de Darcy de Barros
O famoso carro de boi e seus tripulantes
Foto da década de 40, tirada pelo fotógrafo amador Luiz de Freitas quando em férias em Itapira. Luiz era um dos irmãos de Maria de Freitas, do Néco (do armazém da rua do Amparo), do Antero, do Vidal (Dazinho) e outros. Todos filhos do Manoel de Freitas, o “Mané Bonito” da Rua do Amparo. O carreiro nesta foto era o Darcy de Barros (meu primo), filho da tia Mariquinha e do tio Joaquim de Barros. O carro e a junta de boi de nome “Fortaleza e Retrato” era da propriedade da família na fazenda Santa Rita. Ainda na foto vemos: ao lado o Edvaldo de Barros, o Joaquim de Barros com a criança no colo, a menina Nadir de Barros, hoje casada com Joaquim Pereira da Silva (Loja Itamape). A seguir, o “seo” Roldão e Lucila, sogro e esposa do Luiz, Maria de Freitas, esposa do Joaquim de Barros, Aparecida Lambaes com a criança Luciene de Freitas, filha do Luiz. Logo atrás, na direção do chifre do boi “Retrato” está a Zenith de Barros com a filha Eliza na frente. Bem atrás da foto, está a D. Júlia. Sentado no “cabeçário” do carro está um camarada da fazenda apelidado de “Dito Vermeio”.
Os carros de boi, antes do uso do trator, eram os únicos meios de transporte e de trabalho, nos sítios e fazendas e através deles eram transportados o arroz, o feijão, o milho, algodão, café e até pessoas conforme vemos na foto.
De acordo com Darcy de Barros era muito importante “conversar” sempre com os bois para se entenderem bem. Assim o diálogo era na base de comandos com voz forte e grossa do tipo: “Fasta” Retrato, Venha Fortaleza...! “Oê, Oê, Oê...”, sendo esse o verdadeiro breque do boi; “Vamo, Vamo”! Ora “saqualheando” as argolas da ponta da vara de ferrão, batendo de leve n lombo do animal (sem cravar a ponta no couro), somente quando muito necessário. E assim nesse diálogo iam e vinham.
Também sobrava espaço para um lamento doloroso que era remoído pelo carreiro quando se apegava aos seus bois...
”La vai aquele possante animal que nem sabe a força que tem, sem nenhuma aposentadoria ou remuneração, somente às vezes à tarde uns punhados de “rastôio” (resto), de milho e capim, (base de sua alimentação), lhe serviam de consolo”. O boi à noite dormia ao relento, com muito frio, geadas, vento, sereno, chuva; Procurava as restingas de mato mais longe da casa do dono para o seu descanso diário. Mesmo assim, logo pela manhã, bem cedo, a vida ia se repetir, Saía o carreiro à sua procura, retornando para nova jornada de trabalho.
Tudo isso para no final, o poderoso animal cair no matadouro, ir para o açougue e acabar virando vaca. E assim é: quando chega o freguês pedindo carne: Me dá um quilo de carne de vaca de (segunda)...
É de cortar o coração. Êta, Êta, Êta, vida danada!
E vamos boaida, não deixe o carro parar, puxa na guia penacho que lá no riacho “nóis vai” descansar.

Nadando no Ribeirão da Penha
No tempo em que para nadar em uma piscina, tinha que se deslocar até o Balneário de Águas de Lindóia, tirar um atestado com o Dr. Rizzi, se não, não entrava e não se conseguia nadar nem ir a sauna. Eis aqui, nadando nas águas do Ribeirão da Penha. Esse local é onde está hoje o Viaduto Tiradentes. Como se pode notara água estava na altura do peito. A foto foi tirada em uma bela tarde de domingo. Vemos o Nelson Candreva, o Darcy de Barros,Francisco de Assis Trevelin, Armando Prete, Geraldo Coelho e Belkis Pinoli. "As águas eram despoluídas e podia até se beber caso tivesse sede".

O famoso Nash, ano 1931 do Dib Jahuar
Aqui vemos numa foto da década de 40 um o carro Nash, 1931 que pertencia ao prof. Dib Jahuar. No seu interior vemos: Nelson Candreva, Pedro Bresignello, Renato Pereira (Padreco) e Darcy de Barros. Esta foto foi tirada na volta do casamento do "Chinezinho", irmão do Nelson Candreva, após uma noite de festa. Naquele momento o carro estava localizado em frente ao Restaurante Ferian, relojoaria e barbearia Ariosto. Pedro Bresignello hoje reside em Mococa (sua terra natal) onde é dentista e pecuarista. Muitos outros passeios foram feitos com o famoso Nash 1931. Iam para os lados da fazenda do Sítio Grande e Laranjal (do Evaristo Ramos). "Uma vez voltando desses passeios, à noite, chegando próximo a ponte do Luppi acabou a gasolina. Não se consegiu nem 1 litro de gasolina. O Dib lembrou que tinha uma vendinha próximo dali e comprou um litro de álcool e com isso o carro pegou. e por sorte todos puderam vir embora. Também o grupo passeava pelos circuitos da águas, passando por Amparo, Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia. Num domingo, bem cedo, partiram para uma aventura. Ia indo tudo bem quando chegando além da divisa Itapira e Amparo o carro "tossiu, tossiu e parou. O Dib estava com uma cesta cheia de mamões e logo foi dizendo: "Vamo, vamo", comer os mamões e se alguém perguntar se aconteceu alguma coisa nós diremos que não e que tínhamos parado apenas para comer mamões. Logo após o carro esfriar, o Dib deu partida o carro pegou e a viagem continuou. Fomos também para Amparo à passeio pela cidade, passando pelos lugares principais e em seguida rumamos para Serra Negra. Amparo e Serra Negra cuja estrada mostrava as belas paisagens. Tinham uma vista maravilhosa, lindas mesmo! Em Serra Negra fomos conhecer o Hotel Pavane, onde se hospedou a seleção da copa de 58. Em seguida descemos para a cidade, comemos lanches, tomamos umas bebidas e prosseguimos o passeio para Águas de Lindóia e fomos visitar os locais famosos denominados Rancho da Nêga. Lá chegando batemos papo com as mulheres e tomamos umas cervejas e tudo bem...As horas foram passando e a volta quando o Dib deu partida no carro, nada de pegar.Mexe daqui, mexe dali e nada...Já estava ficando tarde e com muita fé o carro acabou pegando e viemos todos embora. E assim aconteceu e essa história é para ser contada porque ficou na lembrança de todos. Deve ser relembrada sempre daqueles tempos de aventura e como se costuma dizer: agente era feliz e não sabia "bulufas nenhuma". Quando visitamos o Hotel Pavane, onde se hospedou a Seleção Brasileira de 1958 pensei : Copa do mundo de 58 não é só lembrar da vitória de nossos campeões, mas também lembrar do capitão Hideraldo Luis Bellini (Laido), colega dos tempos de moleque, nos tempos de caçar passarinhos no pastinho do velho Freitas, bigodudo.

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