Santa Casa de Misericórdia de Itapira

Trecho da Rua Rui Barbosa em abril de 1901.No terreno ao lado à direita,
numa pequena elevação, seria construído a Santa Casa de Misericórdia
Foto da Santa Casa no dia da sua inauguração, em 1908
Pedra fundamental foi lançada em fevereiro de 1907

1 -Ata histórica da fundação da Santa Casa de Misericórdia. Esse documento foi assinado pela primeira diretoria empossada
2 - Ata da primeira reunião realizada pró fundação da Santa Casa
Santa Casa - à esquerda uma vista de frente, vemos o portão de acesso e o jardim defronte, onde hoje está o Fórum Municipal
No centro a Santa Casa, sendo a da direita com mais detalhes do jardim e da fonte (foto reproduzida)
Fundada em 14 de novembro de 1908 a Santa Casa de Misericórdia está hoje instalada em grandioso edifício à Praça Cel. José de Souza Ferreira, tendo 3 confortáveis pavilhões e dispondo de excelente sala de operações, laboratório de análises além das enfermarias gerais há dois quartos particulares, estando os serviços a cargo de 4 religiosas, auxiliadas por 2 enfermeiros.A mesa administrativa atual está assim constituída: Provedor,Cyro Pereira de Campos Vergueiro,; vice, cel. Ataulpho de Ulhoa Canto, diretor clínico dr. Nevio Bicudo.

Santa Casa atual
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Antecedentes da fundação
Após a aprovação do Compromisso da Irmandade da Santa Casa, o que se deu em reunião efetuada no dia 1º de janeiro de 1900, logo na semana seguinte, no dia 7, realizou-se a primeira sessão da Mesa Administrativa, para tratar da eleição dos cargos. Esse encontro teve lugar no consistório da igreja matriz – uma sala destinada a assembléias ou reuniões estando presentes os irmãos eleitos mesários dr. Francisco de Paula M. Barbosa, José de Souza Ferreira, João Baptista Cintra, Bento de Oliveira Rocha, Victorino Proost de Souza, João Manoel P. de Oliveira, Francisco Otaviano Vasconcellos Tavares, dr. Mário Pereira da Fonseca, Joaquim Inácio de Alvarenga Cunha e dr. Antonio Ramos.
Foi indicado para presidir a sessão o padre Bento de ªD. Leme, o qual aceitando o convite, designou o dr. Mário da Fonseca para escrivão.Anunciado o assunto a ser tratado, mas não havendo número completo de mesários por faltarem os irmãos David José P.da Silva e Joaquim Francisco de Assis Vieira, foram convidados os suplentes drs. Antonio Lobato V. Lopes e Adalberto P. De Ulhôa Cintra. Realizada a eleição por escrutínio secreto foi eleito provedor o dr. Francisco de Paula M. Barbosa, tesoureiro João B. Cintra, escrivão Mário da Fonseca, procurador geral da Irmandade, José de Souza Ferreira e procurador do hospital Francisco de Oliveira Vasconcellos Tavares.
Consta da ata lavrada naquela oportunidade que “depois de anunciada a eleição pediu e obteve a palavra o mesário cel. José de Souza Ferreira, e invocando escusa requereu dispensa do cargo de Procurador G;eral, procedeu-se a nova eleição” sendo eleito Bento de Oliveira Rocha, filho de Bento José de Oliveira Rocha.Em seguida, o presidente da Mesa convidou os eleitos a tomarem os seus lugares de conformidade com o Compromisso, o qu3 se fez, tomando o provedor a cabeceira da mesa e os demais eleitos os respectivos assentos. Como não havia nada mais a tratar-se foi encerrada a sessão.
Somente 1 mês depois, no dia 11 de fevereiro, seria realizada a primeira sessão da Mesa Administrativa, ainda “no consistório da Irmandade, em uma das Tribunas da Igreja matriz, gentilmente cedida pelo revmo. Padre Vigário e Capelão da Irmandade”, estando presentes os mesários Francisco de P.M.Barbosa, dr. Antonio Ramos, cel. José de Souza Ferreira, cel. Joaquim G. da Cunha, major David Pereira da Silva, capitão Joaquim F. de Assis Vieira, Bento de Oliveira Rocha, e o escrivão dr. Mário da Fonseca.Usando a palavra, o procurador disse que aquela sessão se realizava “mais em obediência ao compromisso do que por existência de assuntos”. Todavia, consultava a Mesa “sobre o modo de ocorrer as despesas provenientes da publicação do compromisso e conseqüente registro no cartório de registro de hipotecas da comarca de conformidade com a lei em vigor”. Ficou decidido que se cobrassem jóias dos mesários e suplentes, utilizando-se o Procurador Geral do produto das jóias para os fins aludidos.
Na reunião seguinte, de 1º de abril, foi consultada a Mesa sobre “a aplicação da importância de cinco contos de réis, em poder do Procurador Geral, que o governo doou à Irmandade”. Foi proposto que se adquirisse o terreno “onde se devesse construir o hospital da Irmandade, sendo essa proposta aprovada por unanimidade”.Formou-se uma comissão para o fim de conhecer os “terrenos mais em condições de servirem” para tal finalidade.A comissão apresenta seu parecer em sessão do dia 8de abril, indicando os terrenos pertencentes a Frederico de Queiroz Prado os quais “satisfazem perfeitamente os fins desejados, não só pela sua posição topográfica, como pelo local,”.Tais terrenos estavam avaliados em seis contos, setecentos e sessenta e um e trezentos e dez réis (6:761$310). Como o preço era superior ao saldo existente em caixa que era de 5 contos, ficou resolvido que na escritura de compra constaria que a Irmandade ficaria devedora do excedente pelo prazo de 1 no, sem juros. A 3 de junho o irmão José de Souza Ferreira propõe que seja criado um livro de ouro destinado a “nele se comprometerem por escrito as pessoas que pretendem fazer donativos à Irmandade”, proposta que foi aceita.O procurador geral informa ter adquirido o imóvel determinado para a edificação do hospital, ficando a Irmandade devendo ao vendedor a importância de 1:761$310 réis.Os terrenos estavam localizados nas proximidades da estação ferroviária, com área de 8.910 metros quadrados, situando-se à Rua Alfredo Pujol, sem edificação alguma”.A sessão marcada para o dia 2 de julho não se realizou pelo “fato de se achar a cidade deserta, por terem os irmãos estado em suas fazendas, cuidando de seus afazeres pela proximidade de colheita”, é o que fica justificado na reunião do dia 8 do mesmo mês.
Já em 1901, a reunião do dia 6 de janeiro é feita “nos baixos da casa do snr. João Pereira da Silva à Rua Comendador João Cintra”.O procurador geral comunica “que efetuou o recebimento da importância de dois contos e cincoenta e cinco mil réis, auxílio à Irmandade proveniente de benefícios e loterias, e com essa importância pagou o que a Irmandade devia Frederico de Queiroz Prado pela compra do terreno em que se deverá construir o hospital”.
Curiosamente, registra-se a seguir um hiato de vários anos sem reuniões da Irmandade.Depois da sessão de 6 de janeiro de 1901 somente no dia 4 de fevereiro de 1906 os irmãos voltariam a se reunir!.Os motivos que justificam o hiato verificado pelo historiador Jácomo Mandatto são explicitados abaixo após a retomada dos registros das reuniões.Não são explicados os motivos...
Dessa maneira a reunião do dia 4 de fevereiro de 1906 é retomada e é realizada na igreja matriz com a presença dos mesários dr. Francisco de Paula M. Barbosa, Francisco Otaviano V. Tavares, Joaquim Inácio de A.Cunha, Joaquim F.de Assis, Victoriano Proost de Souza, José de Souza Ferreira, dr Antonio J.Ramos e Bento de Oliveira Rocha.Achavam-se presentes também os padres Bento de Almeida D.Leme e José A.Gonçalves, este residente em São Paulo. O provedor deu a palavra “a este último sacerdote, que, em breves mas eloquentes palavras, procurou encorajar os membros da Mesa afim de tornar-se em realidade a idéia da fundação de um hospital de caridade nesta cidade”.Francisco de Paula expõe os “motivos conhecidos de todos pelos quais a Irmandade havia deixado já há algum tempo de reunir-se” sem, contudo, constar na ata "quais foram esses motivos", o que é de se lamentar.
Primeiro Regimento Interno da Santa Casa de Misericórdia de Itapira

Antonio Joaquim Ramos e Norberto da Fonseca
É importante lembrar que o Dr. Antonio J.Ramos acima citado em destaque, foi dentre outros o que mais se destacou pró construção da Santa Casa de Misericórdia de Itapira. Dr. Antonio Joaquim Ramos, era baiano e veio para Itapira antes de 1900, lutou muito para a construção do hospital.Naquela época (conf. o atual provedor Antonio Carlos Gomes), após pesquisas, argumenta que existia um depósito na Câmara Municipal de 6:000$000,00 (seis contos de réis), dinheiro esse proveniente da loteria que fora efetuada pró fundação do hospital.Joaquim queria que essa importância.Tal recurso porém acabou indo para a instalação da água potável em Itapira. Joaquim presistiu e se reuniu com Mario da Fonseca em 08 de janeiro de 1900, no Teatro Santana, formando nesta ocasião a Irmandade, e só oito anos após abriu-se a primeira enfermaria. O primeiro regimento interno, portanto, foi realizado por Antonio Joaquim Ramos e Norberto Pereira da Fonseca.
Nesse dia foi mostrado um “croquis de hospital feito pelo engenheiro doutor César Castiglioni, que examinado pela Mesa ficou em poder do escrivão, para ser em tempo oportuno estudado”.Decidiu-se ainda, que se “oficiasse à Câmara Municipal no sentido de obter desta, em benefício da construção do hospital, a quantia de vinte e um contos de réis depositada na tesouraria da mesma Câmara pelo governo do Estado, para auxílio da construção de uma casa de isolamento nesta cidade”. O mesário José de Souza Ferreira propôs que se solicitasse da Câmara a criação de uma verba anual de dois ou três contos de réis, como auxílio ao hospital que se pretendia construir.Registrou-se ainda “ voto de louvor ao Pe. Doutor Gonçalves de Resende, pelo modo verdadeiramente cristão com que fez despertar, pela tribuna sagrada, na alma de todos os fiéis o dever de cooperarem para a nobre missão de fundar um hospital de caridade.
Na reunião de 4 de março foram aceitas as seguintes pessoas como novos irmãos da Santa Casa: dr.Altino Joaquim de Almeida, dr.César Castiglioni, Francisco da Rocha Campos, Américo da Rocha Campos, dr.Raul Soares Bicudo, dr. Henrique Itiberê, dr. Arlindo da Rocha Campos, dr. Antonio Francisco de Araújo Cintra, Antero Cintra, Deodato Serrano Cintra, José Adarico Pinheiro, Joaquim de Araújo Labre, João Ribeiro Pereira da Cruz, João Pereira da Silva, Glycério Bueno da Costa Barrios, Bento Ferraz de Toledo, João Jospe do Nascimento Júnior, José Gomes da Cunha e Jacinto Gomes da Cunha. Na oportunidade, o mesário dr. Antonio J.Ramos comunicou que “tem de ausentar-se para a Europa em viagem de recreio”, pedindo que seja convocado um suplente para substituí-lo até o seu regresso.Novos irmãos e irmãs são aceitos na reunião de 12 de agosto, entre os quais estão diversos italianos.As mulheres são:Maria Éster Leme Maciel, Ana Isabel da Silva Tavares, Carolina Vieira de Magalhães, Helena Avelina da Cunha, Olívia Soares Bicudo, Maria Luiza da Silva, Joaquina Cintra Warne e Dionísia da Cunha Rocha; e os italianos, Victorio Moro, João Passarella Pedro Tortima, Pedro Passarella, João Baptista Trani, e Luiz Del Picchia. Em reuniões futuras outros italianos seriam aceitos como irmãoes, tais como: Ângelo, Antonio e João Bianchi, Alexandre Venturini, Virginio Francisco e Aníbal Avancini, Julio Cavenaghi, João Boretti, Aníbal Del Corso, Antonio Donati, Antonio Benjamin Zanovello e Arthur Baiochi.
Na reunião de 9 de setembro foi apresentada a planta do hospital, projetada por César Castiglioni, acompanhada do orçamento.A Mesa resolveu admitir o engenheiro como irmão remido “em vista dos serviços prestados à Irmandade, e dos que ainda há de prestar na execução e administração das obras do hospital”.
Em 9 de dezembro são registrados os falecimentos de Porcina Vieira da Conceição e Flora da Silva Ferreira, fatos que representaram “um rude golpe desferido contra a sociedade de Itapira”. A Mesa apresentou votos de pesar, “abstendo de manifestar-se o cel José de Souza Ferreira e Dr. Norberto da Fonseca,, genros da primeira e esposo e cunhado da segunda.Já em 1907, a 3 de fevereiro o coronel João Batista Cintra propõe doar à Irmandade uma chácara localizada nos arredores da cidade denominada “Boa Vista”, em lugar da soma em dinheiro de 6 contos de réis que havia registrado no Livro de Ouro sendo aceita a troca.Foram lidas várias propostas apara fornecimento de tijolos para as obras do hospital, vencendo a de Pasquale Guerra a 22 mil réis o milheiro e a de Anunciato Luchetti para fornecer as pedras.
Finalmente, no dia 24 de fevereiro de 1907 procedeu-se o lançamento da primeira pedra da Santa Casa, estando presentes ao ato toda a Mesa Administrativa, o Juiz de Direito dr. Antonio de Souza Barros e outras autoridades, além de grande número de pessoas. Após a benção da pedra feita pelo padre Bento, o Juiz foi convidado “para lançar a pedra fundamental do edifício, recebendo para isso das mãos do procurador geral uma colher com que lançou a primeira porção de argamassa, sobre a qual foi assentada a pedra, tocando nessa ocasião as bandas de música que se achavam presentes, o hino nacional. Em seguida, foram colocadas em uma caixa de cimento que ficou sobre a pedra angular, medalhas comemorativas, moedas correntes, exemplares do Estado de São Paulo, Cidade de Itapira e outros jornais, e um exemplas dessa ata que levará as assinaturas de todos os presentes”.Muitos oradores discursaram nessa ocasião.
A construção do hospital era tão almejada que não faltou o incentivo de alguns literatos da época, colocando a poesia a serviço da obra.
Em junho de 1907 o jornal “Cidade de Itapira” publica um soneto de Joaquim Antonio Pereira (pessoa desconhecida) que diz
“Oh! Santa Casa, aonde os aflitos
Das humanas misérias tem conforto
Qual tristes marinheiros que no porto
Chegam, do mar irado derelitos
Lenir as dores da desgraça exorto
As almas que têm nobres instintos,
Qua miséria alheia nunca extintas
Encontre corações a esmola pronto.
Por esse passo mas, Salve oh! Itapira
Que em teu progresso dás, para o futuro
Desejo de que a muito o povo aspira.
E sirva o bem comum como de muro
Aonde as desavenças em que delira
O povo se desfaçam em amor puro.”(sic)
Teto sublime, onde mitigam a dor!
Casa de Deus! Estrela da bondade!
Ès da Divina Lei do Redentor
Religião do Amor – És tu Caridade!
E orgulho-me desse belo templo,
Que eleva-nos à Cidade da Luz!
E a auréola dessa crença contemplo
Refletir no coração o “País da Cruz”!
És o bálsamo da Luz e da Verdade
Santa e meiga Mãe da Cristandade!
Ela alegra e a vida nos consola.
Ave Itapirenses – Be-aventurados!
Felizes-Corações bem formados!
Sustentai a Santa Cãs: - daí uma esmola!”
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Ilustres Visitantes
Do arquivo da Santa Casa consta, entre outros livros bem conservados, um que registra as visitas veitas ao hospital a partir de 1910 com depoimentos e assinaturas que são verdadeiras relíquias históricas.
O livro se inicia com o registro de um ilustre visitante, Dom João Nery, Bispo Diocesano de Campinas, a 9 de abril de 1910.Na mesma data, Dom Antonio, Bispo de Pouso Alegre, provavelmente acompanhando D.Nery. De 1910 até 1912 diversos são os registros de visitantes. Dentre os mais ilustres temos o registro feito no dia 7 de dezembro de 1912 de Rui Barbosa.O convite deve ter partido do medico dr.Antonio Joaquim Ramos baiano como Rui, o qual vinha prestando seus serviços ao hospital local desde que entrou em funcionamento.O depoimento e a assinatura aposta diz o seguinte: ”A gente sente-se feliz, ao visitar este asilo carinhoso dos que sofrem, vendo que a tradição da Santa Casa de Misericórdia, tantas vezes centenária, refloresce de século em século e de país em país, como de primavera em primavera e de clima em clima, a obra divina do universo, inesgotável nas dádivas da mão bem-fazeja do Criador.”No dia 3 de fevereiro de 1913 visitou a Santa Casa o cônego Oscar Sampaio Peixoto, substituto do cônego Amorim Correa como vigário de Itapira, já que este deixara a Igreja Romana ao fundar a Igreja Católica Brasileira, no dia 30 de janeiro daquele ano.Em 8 de setembro de 1913 quem visita a Santa Casa é o cônsul da Espanha.No dia 18 de janeiro de 1914 o hospital recebe a visita de Adorniro Cunha (filho de Joaquim Firmino de Araújo Cunha e de sua mulher d.Carlota, acompanhados das senhoras Carlota Lima, Cacilda Ferreira, Maria Flora Ferreira, Sebastiana Pereira da Silva, Maria Noemia Aragão, Maria de Souza Ferreira e Sebastiana de Souza Ferreira.Apo algumas folhas encontra-se o registro no dia 17 de agosto de 1920 do jornalista Julio Mesquita.Em 4 de novembro de 1921 há o registro do Presidente de São Paulo, dr. Washington Luís, acompanhado de Alarico Silveira , secretário do Interior, Heitor Penteado, secr. Da Agricultura, Abelardo de Cerqueira César, Armando Pamplona, do “Jornal do Commércio”, Francisco de Barros Penteado, dos jornalistas Eurico Branco Ribeiro, da “Folha da Noite”, de Carlo Brunno Puteri, da “Fanfulla”, de Otávio Rocha do “Comércio de Mogi Mirim”, Roberto Moreira, de “O Estado de São Paulo”.Em 2 de dezembro de 1928 a Santa Casa recebe a visita do Cônsul da Itália em Campinas, Camilo...sobrenome ilegível.Em 17 de junho de 1933, o prefeito de Itapira, cel.Francisco Vieira, herói da Revolução de 1932 registra suas impressões e apõe sua assinatura. Em 27 de dezembro de 1943 Adhemar de Barros, que era médico, deixou também sua assinatura e impressões no livro de registros.No dia 16 de setembro de 1944 foi registrada a visita à Santa Casa do interventor de São Paulo, dr. Fernando Costa.Inúmeros outros nomes estão registrados nesse livro.São figuras ilustres, grandes empresários, fazendeiros e políticos de Itapira afirmando o seu total apoio e apreço pela importância desse hospital de obras tão meritória e caridosa.
Celebridades registradas no livro de visitas da Santa Casa

Rui Barbosa Fernando Costa Julio Mesquita Washington Luis Adhemar de Barros
Em resumo as datas marcantes da fundação da Santa Casa de Misericórdia de Itapira são: 24 de dezembro de 1899 – criação da sua Irmandade; 1º de janeiro de 1900 – eleição da Mesa Administrativa e aprovação do “Compromisso”; 7 de janeiro de 1900 – escolha do dr. Francisco de Paula M.Barbosa como provedor; 8 de abril de 1900 são indicados para comprar os terrenos de Frederico de Queiroz Prado pelo preço de 6.761$310 para a construção do hospital; 1º de julho de 1900 – abertura de livro de ouro para registro de donativos;(não se realizam reuniões dos mesários de janeiro de 1901 até 4 de fevereiro de 1906) – é apresentada a planta do hospital projetada por Castiglioni, sendo aprovada; 24 de fevereiro de 1907 – é festivamente comemorado o lançamento da pedra fundamental da Sana Casa com imediato início das obras; 2 de julho de 1908 – inaugura-se o primeiro pavilhão do hospital.
Seguindo a tradição de que uma construção desponta quando é assentada a sua pedra fundamental, tem-se por certo que a data centenária da Santa Casa de Misericórdia de Itapira é para ter ocorrido no dia 24 de fevereiro de 2007.Sendo verdadeiro tal adágio, isso passa a ser válido não apenas no aspecto de obras mas também quanto às mudanças internas, criação de novos setores, serviços ambulatoriais, PS, convênios e com equipamentos de ultima geração...
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