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RESENHA HISTÓRICA
A História do Ensino em Itapira
(Do Estado, da Prefeitura e Particulares)
(ver matéria completa sobre Escolas no título "Matérias Diversas"do Índice Geral)

Em junho de 1904 funcionavam duas escolas particulares em Itapira, nas quais ensinava-se a língua nacional, geografia e história pátria.Uma delas era certamente, o Externato do prof. Cardim. Alguns anos depois, em 1910, os professores Nicanor Pereira da Silva e Gastão Strang fundam o “Externato Modelo”. Um “Jardim da Infância, dirigido pela professora Maria de Souza Ferreira, é inaugurado em janeiro de 1916, enquanto que os professores Rogério Pereira da Silva e José de Oliveira Camargo instalaram o “Ateneu Itapirense”. Ainda nesse ano a partir de 20 de julho, o abnegado prof. Ismael de Assis Pinto passa a lecionar gratuitamente para os soldados do destacamento local. Em 1917 as professoras Lucilla Vasconcellos e Ana de Oliveira fundam a “Escola Modelo Particular”. A professora Maria Angélica Xavier Ferreira, filha do prof. Sizínio e esposa do prof. Pedro Ferreira Cintra – Maria Angélica era parente de Pedro -, funda em janeiro de 1922 uma escola de datilografia na cidade. Dois anos depois, a 20 de janeiro de 1924, funda-se uma escola Comercial em Itapira sendo o seu diretor-presidente o coronel Francisco Vieira, vice o capitão José Marcelino da Costa, secretários e os professores Juvenal Campos e Ismael de Assis Pinto, tesoureiro professor Rogério Pereira da Silva e diretor técnico o padre Vicente de Paula Rizzo. Em 1927 entra em funcionamento o Colégio Santo Antonio que, sob a direção de Missionárias de Jesus Crucificado, destina-se ao trabalho filantrópico e ao jardim de infância. No dia 18 de janeiro, a “Folha da Semana”, jornal itapirense dirigido pelo prof. Pedro Ferreira Cintra, publica uma nota dizendo que no dia 16, haviam chegado as Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado que iam dirigir o Colégio Santo Antonio, ”recentemente construído nas proximidades do nosso parque e cuja iniciativa muito devemos ao sr. Coronel Francisco Cintra, verdadeiro amigo de Itapira e correto chefe político”. Esse Colégio está em atividade até agora.
Fundadores da Escola Comercial em Itapira em 1924

Francisco Cintra, Juvenal Campos, Ismael Pinto e Rogério Pereira da Silva
Ainda
em janeiro de 1930 o sr. Antonio de Freitas Netto, em sua residência à rua da
Penha, dirigia a Escola de Comércio “Jean Brando”, onde preparava
“guarda-livros em pouco tempo”, sendo os diplomas “válidos e reconhecidos
pelo Governo Federal”.As aulas eram noturnas, indo das 19 às 21 horas.
No
decorrer dos anos 30 os itapirenses acalentavam uma esperança grandiosa: a
instalação de um ginásio. A idéia tomou corpo e as autoridades locais,
lideradas pelo prefeito Caetano Munhoz, trataram de torná-la realidade
estabelecendo contatos com figuras ligadas à Secretaria de Educação e Saúde
Pública do Estado.
Assim,
no dia 8 de abril de 1939, Itapira recebe a visita do dr. Álvaro Figueiredo Guião,
titular daquela Pasta, ocasião em que Munhoz formaliza o pedido de criação
daquele estabelecimento, solicitação que é levada à apreciação do
Interventor Federal de S.Paulo, dr. Adhemar de Barros. Para a obtenção de tal
benefício o Governo exigia um prédio condignamente aparelhado onde pudesse
funcionar o ginásio, bem como concorrer com parte das despesas par a sua
instalação.
Imediatamente,
toda a população é mobilizada para angarir fundos para tal mister,
organizando-se uma grande comissão composta de mulheres e homens da cidade,
cujos nomes devem ser lembrados: senhoras – Sizi Vieira Cintra, Noêmia Salles
Cintra, Dalila Simões Galdi, Cordália Telles Secchi, Francisca Rocha Pereira,
Josefina Galdi Pereira da Silva, Celenciana Caldas Sarkis, Francisca Quartim
Barbosa, Anésia Serra, Rita Sertório Canto, Alzira Pereira, Ivete Vieira Job,
Maria Bernardete Bicudo Cruz, Adalgisa Ulhoa Cintra Pereira, Teodolinda Alves
Lima, Rita Raffi, Genny Pereira da Silva, Maria Orlandi Avancini, Cyra Serra,
Conceição Fleury de Mattos, Adolfina Pereira da Cruz, Adélia Bisinelli
Stevanato, Elvira Santos de Oliveira e Maria Guerra Pegorari: senhores – dr.
Áureo de Cerqueira Leite, padre Henrique de Moraes Mattos, coronel Francisco
Cintra, João Ribeiro Pereira da Cruz, capitão Adolfo de Araújo Cintra,
prof.Benedito Flores de Azevedo, Teodoro Pereira da Silva, Ataulfo de Ulhoa
Canto, Virgolino de Oliveira, José Sarkis, dr.Hortêncio Pereira da Silva, João
Moro, Noé de Oliveira Rocha, dr.José Secchi, João Batista Pereira, dr.Belmiro
Pereira de Oliveira,dr. Achiles Galdi, jornalista Benedito Martins, Romano
Mozzaquatro, Antonio Serra, Francisco da Cunha Ribeiro, Vitório Boretti,
Francisco Rocha, Benedito de Oliveira Serra, Joaquim Albano da Cunha Canto, João
Batista Rossi, Benedito Amâncio de Camargo, João Passarella, Lázaro Pereira
da Silva, Benedito Alves Lima, José Primo Avancini, dr. Diaulas de Souza Leite,
dr.Anísio Simões, Izaltino Gomes Pereira, Ariovaldo Pereira da Cruz, Arsênio
Fernandes e Américo Boretti.
A
primeira grande doação é feita pelos membros da Sociedade Italiana local que,
num gesto de dignificante nobreza em assembléia realizada em 17 de julho de
1939, oferecem ao município sua sede social, localizada à rua João de Moraes.
Alguns
meses depois, a 28 de outubro, Antonio Gontijo de Carvalho, membro do
Departamento Administrativo do Estado apresentava a Adhemar de Barros um parecer
favorável à criação do ginásio de Itapira nos seguintes termos:
“Parecer
nº 855
Está
submetido à nossa aprovação o projeto de decreto da Interventoria Federal,
dispondo sobre a criação de um ginásio estadual na cidade de Itapira.É
iniciativa digna dos maiores encômios. Itapira necessita de um ginásio. Possuindo
dos grupos escolares, com seus diplomado anuais, urge, por isso, naquela cidade,
a criação de um estabelecimento dessa natureza para que os alunos não fiquem
com os cursos limitados ao do grau primário.
A
Prefeitura Municipal compromete-se não só a doar o prédio como a fazer as
instalações que se tornarem precisas, contribuindo com todas as despesas para
a sua manutenção em 1940, além de auxiliar anualmente com a quota de
50:000$000, para o seu funcionamento a partir de 1941.
Itapira
é um município
próspero. As suas rendas vão num crescendo constante, assim como sua população
urbana.
A
colônia italiana local, a título de auxílio para a consecução desse
objetivo doou o seu patrimônio social, que monta a cerca de 50:000$000, gesto
que merece os nossos aplausos.
Entendo
que a criação de um ginásio como o de Itapira cujo teor do projeto declara
expressamente que serão obedecidas as disposições da legislação federal
referente ao ensino secundário, não tem vigência condicionada à aprovação
do exmo. Sr.Presidente da República, como faz supor um exame superficial do
art. 32 do decreto-lei nº 1.202.
É
matéria já resolvida como sendo da competência exclisiva do Departamento
Administrativo, após parecer que emiti sobre o assunto idêntico. Insisto em
declarar que, com a criação desse ginásio, apenas uma unidade escolar se
acrescenta às muitas já existentes no Estado.Assim, pois, sou pela aprovação
pelo que ofereço à consideração da Casa o seguinte:
PROJETO
DE RESOLUÇÃO
O
departamento Administrativo do Estado aprova, nos próprios termos em que se
acha redigido, o projeto de decreto de 17 de outubro de 1939, da Interventoria
Federal a saber:
O
Inteventor Federal no Estado de São Paulo, usando de suas atribuições na
conformidade do disposto do art. 6º, nº. IV, do decreto-lei nº 1.202, de 8 de
abril de 1939, e nos termos da Resolução nº........do Departamento
Administrativo do Estado.
Decreta:
Artigo
1º - Fica criado um ginásio Estadual na cidade de Itapira, a instalar-se em
1940, obedecidas as disposições da legislação Federal, referente ao ensino
secundário.
Artigo
2º - A Prefeitura Municipal de Itapira fará ao Governo do Estado doação do
prédio, das instalações e do material didático, de acordo com o decreto
federal nº 21.241, de 4 de abril de 1932.
Artigo
3º - As nomeações do pessoal interino, até provimento definitivo dos cargos,
por concurso, na forma da lei.
Artigo
4º - É o seguinte o quadro do pessoal do Ginásio do Estado de Itapira:
1
Diretor; 1
Secretário; 1 Bibliotecário; 2 Preparadores, sendo um para Física e Química
e outro para História Natural.
1
Quarto escriturário ; 1 Porteiro; 2 inspetores de alunos; 4 serventes.
Artigo
5º - Correrão por conta da Prefeitura Municipal de Itapira todas as despesas
com a manutenção do Ginásio em 1940.
Parágrafo
único – A partir de 1941 a referida Prefeitura contribuirá anualmente com a
quantia de cincoenta contos de réis (50:000$000) para as despesas com o
funcionamento do estabelecimento.
Artigo
6º - A nomeação do pessoal administrativo será feita em caráter interino,
enquanto o estabelecimento estiver sob inspeção preliminar.
Artigo
7º - Os vencimentos do pessoal docente e administrativo do Ginásio de Itapira
serão idênticos aos dos demais ginásios estaduais.
Artigo
8º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação revogadas as
disposições em contrário.
São
Paulo, 28 de outubro de 1939.
Antonio
Gontijo de Carvalho.
Relator”

Primeiro prédio do Ginásio do Estado de 1940, que foi ocupado depois pela Prefeitura Municipal
No
dia 21 de novembro o interventor interino do Estado José de Moura Resende,
assina o Decreto de nº 10.709,
criando o tão desejado Ginásio do Estado de Itapira. Francisco Rocha,
diretor do jornal “O Itapirense”, escreve na ocasião que Itapira ia
“trabalhar com todas as forças para demonstrar que sabe e pode corresponder a
tão grande distinção, erigindo um prédio magnífico e pomposo para o Ginásio
que, desde já sugerimos tenha o nome do Dr. Adhemar de Barros”. Além do nome
de Adhemar de Barros um outro foi lembrado: o de Álvaro Guião, que faleceu no
dia 14 de dezembro de 1939 em desastre aviatório na cidade mineira de Ponte
Nova.

No dia 21 de abril de 1949 Adhemar de Barros, governador de SP, esteve em Itapira e visitou as obras do futuro
Instituto de Educação. Ao lado de Adhemar está Virgolino de Oliveira e outras autoridades locais.
Em
janeiro de 1940 o capitão Adolfo de Araújo Cintra cede gratuitamente o prédio
de sua propriedade, localizado a rua João de Moraes (atualmente ocupado pela
Prefeitura) para o funcionamento provisório do ginásio. Ainda em janeiro é
nomeado o primeiro diretor do estabelecimento, prof. Péricles Galvão, lente de
matemática da Escola Normal de Itapetininga, que assume a 6 de fevereiro.
Com
noventa e uma matrículas feitas, inclusive de interessados de cidades vizinhas
– Mogi Mirim, Lindóia e Jacutinga -, em fevereiro são conhecidos os
primeiros professores e funcionários: Ítalo Bomfim Betarello, para a cadeira
de Francês, Hilton Federici, para a cadeira de geografia, Hermínio de Aquino
para a cadeira de matemática, Maria Vitório Lanzi Lyra, professora de música,
Adriano Tedesco, educação física (secção masculina), Beatriz de Azevedo
Nogueira, educação física (secção feminina), Pedro Ferreira Cintra a secretária,
Zelma de Oliveira Machado, bibliotecária, Clóvis Oliveira Bueno, 4º escriturário,
Américo Fernandes, porteiro, Lindolfo de Oliveira Franco, inspetor de alunos,
Maria Galdi, inspetora de alunas e Antonio Abraão Creta, Elpídio Prete,
Arlindo Sola Peres e Sebastiana Rocha Pupo, serventes. Também tinham sido
designados, em comissão, os professores: Ramiro Alves Catulé de Almeida (língua
portuguesa), Maria Ferrante (história da civilização), Vilma de Toledo
Barros (ciências físicas e naturais) e Saturnino Gonzáles (desenho).
Tudo
organizado, a instalação do Ginásio do Estado de Itapira se dá no dia 16 de
fevereiro de 1940.
No
dia 2 de abril o prof. Galvão deixa a direção do ginásio, sendo substituído,
a 9 do mesmo mês, pelo prof. Jerônimo Terra, removido de Amparo. A 17 de maio
assume o prof. Afonso Persicamo, indo até 12 de abril de 1944. Dois dias após
reassume o cargo o prof. Terra, permanecendo neste posto até 3 de maio de 1951,
quando faleceu. Em seu lugar fica temporariamente o prof. Pedro Ferreira Cintra
(até 31/12/1952).Volta a dirigir o ginásio o prof. Romão de Campos a 1º de
janeiro de 1953, que passa o cargo para a professora Maria Aparecida Andrade
Ferraz a 16 de junho de 1954.A 1º de janeiro de 1955 Romão de Campos mais uma
vez volta à direção da escola, permanecendo até 31 de maio do ano seguinte,
quando no dia imediato assume o prof. Pedro Ferreira Cintra, sendo efetivado a 27
de outubro e fica exercendo essa função até se aposentar, em novembro de
1967.(Pedro Ferreira Cintra viria a falecer a 21 de dezembro de 1974) De
novembro de 1967 até atualmente passaram pela direção do ginásio –
posteriormente como Escola Normal, Colégio Estadual, Instituto de Educação e
finalmente Escola de Primeiro e Segundo Graus -, os seguintes professores: até
atualmente: Maria de Lourdes Porto Ruette, Antonio Celidônio Ruette, José Cláudio
de Lacerda e Maria da Conceição Miné Ribeiro Paiva.
Quando
da visita do interventor Fernando Costa a Itapira, a 16 de setembro de 1944, o
prof. Mário da Fonseca Filho dirigiu-lhe um veemente apelo para que se criasse
uma Escola Normal anexa ao ginásio. Novamente a população se aglutina em torno
dessa reivindicação, liderando o movimento o prefeito da cidade sr. Antonio
Serra. O usineiro Virgolino de Oliveira oferece então a valiosa contribuição
financeira de CR$45.000,00 (quarenta e cinco mil cruzeiros), valor esse que
daria para custear as despesas com os professores durante 1945.

Interventor de SP Paulo, Fernando Costa em 16 de setembro de 1944 durante sua visita
ao Ginásio Provisório, ainda funcionando na atual Prefeitura Municipal
Somente
a 25 de junho de 1945 o interventor Fernando Costa assinaria o decreto de nº 14.806,
criando a Escola Normal de Itapira, que funcionaria anexa ao ginásio, com a
denominação de Escola Normal e Ginásio Estadual de Itapira. A instalação se
dá no dia 3 de julho e a 20 de agosto é proferida a aula inaugural da Escola
pelo prof. Antonio de Almeida Trigo. Aliás a aula inaugural aconteceu no salão
de festas do Clube XV de Novembro, “que esteve literalmente ocupado por famílias,
autoridades, professores, alunos, apresentando aspecto tipicamente festivo. Soube
a nossa sociedade, com essa bela cerimônia, marcar a nova era que se abre ante
nós no terreno social e educacional da cidade. Presidiu a reunião o sr.
Prefeito municipal, que se encontrava ladeado de autoridades, diretor de escola,
prof. Jerônimo Terra, professores e pessoas representativas locais”, escreveu
a “Cidade de Itapira” em sua edição de 26 de agosto de 1945.Antes da aula
do prof. Antonio de Almeida Trigo, o prof. Terra pronunciou breve discurso, do
qual extraímos alguns trechos:
Prof. e dir. Jerônimo Terra
“Há
acontecimentos na vida de uma cidade que marcam uma época e perpetuam uma
administração, pelas profundas transformações que operam no seio da
sociedade”.(...) Lança-se neste instante a pedra fundamental de um edifício
majestoso, irradiante de luz, cujos raios vão iluminar no tempo e no espaço, o
caminho que trilharão os moços que hoje e no futuro hão de sair de nossa
escola.
Este
ato de inauguração do Curso de Formação Profissional do Professor Primário,
além de doar a Itapira uma importante casa de educação, atesta a largueza de
vistas da atual administração de São Paulo, que vem operando profundas
modificações no campo do ensino, mostrando a clarividência de um governo que
prepara obreiros para a realização da grande obra de política educacional que
traçou e vem patrioticamente executando. (...) Temos enfim, a nossa tão
almejada Escola Normal. O sonho que acalentávamos com tão acrisolado carinho
converte-se, neste instante, em doce realidade. Já o ensino secundário em
Itapira tem uma finalidade definida. Os egressos do Ginásio que Têm pendor
para a carreira dignificante do magistério, não precisarão mais se afastar de
seus lares, para em cidade estranha, completar sua educação. Aqui mesmo poderão
dedicar-se a fundo no emaranhado das teorias pedagógicas; efetuar suas
perspectivas sociológicas, orientadas por um corpo docente escolhido e capaz,
organizando, assim, bases para os conhecimentos mais profundos, em busca da
perfeição.
Observando
esse marco de progresso de Itapira, que ombreia aos centros de cultura do
Estado, resultam logo dos nomes que ficarão ligados perpetuamente à história
de nossa Escola Normal. Nunca é demais falar no gesto altruístico de Virgolino
de Oliveira, o homem que sabe ser rico, e no de Antonio Serra, o incansável,
que nunca desanimou ante os obstáculos. Um e outro, olhando apenas o progresso
de sua terra e a felicidade de seus patrícios, não titubearam um só instante
em colocar de tão grandiosa empresa todo o seu esforço, toda a sua dedicação
e toda a sua generosidade. Sentir-se-ão felizes hoje, vendo coroados de êxito
os seus esforços e boa vontade”.
Em
1946 inicia-se a construção do prédio para a Escola Normal e Ginásio,
defronte à Praça Mogi Mirim, cuja execução até a cobertura ficou orçada em
R$ 1.317.889.60 (Um milhão, trezentos e dezessete mil, oitocentos e noventa e
nove cruzeiros e sessenta centavos).
Ginásio em Construção Ginásio após construído
A
3 de março de 1948 é instalado o curso primário anexo à Escola Normal. Pela
lei nº 591, de 31 de dezembro de 1949, é criado o curso colegial dando-se a
instalação 1º de fevereiro de 1950.
Em janeiro de 1952 o estabelecimento deixa o prédio cedido pelo capitão
Adolfo de Araújo Cintra e passa a funcionar no novo, cuja construção demorou
sete anos. Através do decreto nº 21.692 , de 4 de setembro de 1952, é dada a
denominação de Colégio Estadual e Escola Normal “Elvira Santos de
Oliveira”, homenageando a esposa do usineiro Virgolino de Oliveira, falecida
em 1947. A 6 de maio de 1958 a escola passa a Instituto de Educação.
Alunos da primeira turma (1940, numa foto de 1943.Em pé da esq.para a dir.:Ulisses Cavenaghi, Simão Dias Bueno,
Paulo Bianchi, Artur José Pereira, Waldomiro de Ulhoa Canto Filho, Lair Germano de Lemos, Antonio de Almeida Serra,
Gilberto de Oliveira Barreto, Asílio de Souza Faria, Humberto Amaral Jr. E Orlando Dini; agachados, na mesma ordem:
Florêncio Avancini, Geraldo Ferreira Cintra, Rubens Pereira(atrás), Ídalo Olívio Paschoal e Floriano Arruda.

Primeira turma que se formou no prédio da Praça Mogi Mirim, em 1954:
Maria Alduina Pires de Andrade, Marlene Avancini, Maria de Lourdes Levatti, Neide Vieira, Maria Helena Ferreira Cintra, Gilmere Ricciluca, o paraninfo Caetano Munhoz, Aparecida Ferraz Andrade (diretora), Wilma de Barros Munhoz (professora), Flora Barreta, Maria Inês de Mello, Ederaldo Brandão, Maria Inês de Oliveira, Maria Amélia Martins, Hilda Proença Pinto, Célia Miranda da Silva, Maria José?, Wilma Boretti, Eida Guerra, Maria Terezinha Caporalli, Aparecida Ruth Cintra, Maria Alice Abraão, Maria José Pinto, Maria Nazareth Tozzi, Arady Passarella, Nancy de Almeida Peres, Walter Ricciluca, José de Oliveira Barreto, Fanny Stolf, Leonor Coraça, Maria Eny Frasseto e Enriqueta Soares.
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O Grupo Escolar "Dr.Júlio Mesquita"

Foto de 17 de fevereiro de 1897, durante o lançamento da pedra fundamental do Grupo Escolar "Dr. Júlio Mesquita"
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1 - Dr. Júlio Mesquita, patrono do Grupo Escolar
2 - Prof. Glycerio Bueno da Costa Barrios, 1º Diretor do Grupo Escolar "Dr. Júlio Mesquita", após sua instalação em 1900.
3 - Coronel José de Souza Ferreira. Teve um empenho extraordinário para a construção do Grupo Escolar

3 - Grupo Escolar Dr. Júlio Mesquita (foto atual, no centro)
Retrospectivas históricas
do Grupo Júlio Mesquita"
“Assim diz Jácomo Mandato em matéria publicada no jornal “ A Tribuna de Itapira em 24 de outubro de 1995”:
A história do ensino em Itapira tem início no mesmo ano em que a localidade foi elevada à categoria de vila. Segundo informa João Netto Caldeira, em 1858 “, existia uma escola particular, dirigida por Tereza Gertrudes do Carmo pelo que a Câmara obteve a localização da primeira escola pública, regida pela professora Elisa Carolina de Toledo Dantas”. Encontra-se à fl. 5v. do livro de lançamento de temos de posse e juramento dos empregados da vila de Nossa Senhora da Penha, com data de 27 de novembro de 1858.o registro da nomeação da referida mestra, do qua reproduzimos este trecho final: “...a senhora Dona Elisa (sic) Carolina de Toledo Dantas apresentou a carta pelo qual o Exmo. Presidente da Província em ata de trinta do mês de julho próximo passado a nomeou Professora de primeira letras do sexo feminino desta vila da Penha”.Um ano e meio depois, a 23 de abril de 1860, o dr. Joaquim Floriano de Araújo Cintra, nomeado pelos vereadores, toma posse como “Inspetor da Instrução Pública do Distrito da Vila” da Penha.
A
primeira escola, ou pelo menos a primeira sala de aula, funcionou numa dependência
do prédio da cadeia e Câmara, conforme registro feito num ofício de 27 de
dezembro de 1861, enviado pelos vereadores ao presidente d Província. Ali consta
que as obras mais urgentes a terem continuação são as da cadeia dessa vila,
construída de taipas até o sobrado mas não forrada; o andar térreo não está
assoalhado: cotem já diversas divisões em cima, e embaixo que dão cômodo
para os trabalhos desta Câmara, para a escola de meninos, e duas salas que já
servem
pra os presos”..
Já
em 1867 funcionavam na vila duas escolas públicas, uma para cada sexo, e uma
particular. Esta última devia ser ainda dirigida por Tereza Gertrudes do Carmo,
de 1858. Em ofício datado de 23 de outubro de 1867, o inspetor geral da Instrução
Pública, Diogo de Mendonça Pinto, solicita que a Câmara da Penha o informe
“se o professor desta vila, João Maria de Toledo Dantas, tem saído por
muitas vezes da vila sem licença, deixando assim de dar aulas; e bem assim que
em sua escola só tem sido cinco a seis discípulos”.O presidente da Câmara,
vereador João Batista Cintra, informa em carta de novembro daquele ano que “é
exato que o dito professor em saído para fora desta vila deixando de dar aula
por repetidas vezes, e quanto ao número de alunos, no ano passado foi em
verdade resumido àquele número indicado no começo desta ano houve aumento,
porém logo tornou-se a incluir a esse número limitado”
Lamentavelmente,
há um hiato de 13 anos no registro da correspondência expedida pela Câmara,
indo de 23 de maio de 1868 até 30 de agosto de 1881, deixando-nos órfãos de
quaisquer possíveis referências à atividade escolar na vila durante todo esse
tempo.
Já
a 5 de março de 1883 inaugurou-se na vila um colégio sob a direção do
professor Tarquínio da Silva.
Talvez
tenha sido por volta de 1885 que um jovem. Professor, ainda sem qualquer
aureolando o seu nome, lecionou nesse colégio de prof. Tarquínio.Chamava-se
Vital Brasil, futuro notável medico e cientista, descobridor do soro antiofídico,
fundador do Instituto Butantã e
diretor do Instituto Manguinhos, nascido em Minas Gerais em 1865 (faleceu em
1950).Encontramos o registro de sua
presença na velha Penha num artigo de Silvio Marone, publicado no “Diário de
São Paulo” de 2 de abril de 1965: “Aos vinte anos foi ajudante do
engenheiro-chefe da Estrada de Ferro do Rio Pardo, encarregado da construção
da estrada de Casa Branca a Mococa. Voltou
às atividades didáticas num colégio em Penha do Rio do Peixe, vila perto
de Mogi Mirim. Ao mesmo tempo escrevia artigos de fundo no jornal mantido pelo
colégio”.Teria, então, circulado um jornal na vila da Penha por essa época?
Jamais encontramos qualquer referência a ele.
Três
anos depois, em 1886 a 13 de março, a edilidade penhense “reconhecendo a
necessidade da criação de uma segunda Cadeira de primeira letras para o sexo
feminino nesta cidade, sendo esta regida exclusivamente por professora formada
pela Escola Normal, pois que a única que existe é regida por professora não
formada, considerando que em vista do progresso a que tem feito este município,
o engrandecimento da população atingindo quase dez mil almas, resolveu em sessão
de hoje levar ao conhecimento de Vs. Exas. a referida e urgente necessidade
acerca da criação da dita Cadeira pelo que, confiada esta Câmara no
patriotismo e dedicação de V.Exa. para a instrução pública da Província se
digne atender o exposto, criando a referida
Cadeira, pelo que farão Vs. Exas. Mais um relevante serviço a este
município”.
A
15 de março de 1887 a Câmara, a Câmara envia um ofício aos membros da
Assembléia Provincial de São Paulo solicitando a “urgente criação de uma
cadeira de estudos secundários, satisfazendo-se assim uma necessidade
palpitante”. Essa solicitação dever ter se originado da indicação feita
pelo vereador Joaquim Ulisses Sarmento na sessão de 28 de fevereiro pedindo a
“criação de um curso superior para o sexo masculino de português, francês,
latim e geografia”.Em setembro, a cidade á assolada por uma epidemia de varíola
sendo suspensas todas as reuniões coletivas a fim de evitar a propagação da
terrível moléstia. Conseqüentemente os estudantes não comparecem às aulas
durante aquele mês. Para não ser prejudicado em seus vencimentos , o professor
normalista Liberato Martiniano Barreto de Alencar (seria parente do famoso
escritor José Martiniano de Alencar) autor de “O Guarani”?,requer ao
Tesouro Provincial o pagamento de 145 mil réis referentes aos dias 2 a 30 de
setembro os quais deixou de receber pelo não comparecimento de alunos em sua
escola. Encaminhado o requerimento à contadora do Tesouro é ele remetido para
diversos departamentos, até chegar às mãos do presidente da Província, o
Visconde de Parnaíba, que por sua vez, o envia ao diretor da Instrução Pública,
o qual, a 18 de novembro, oficia ao Conselho Superior da Instrução Pública
nos seguintes termos:
“Ilmo.
E Exmo. Snr. V.de Parnaíba.
Antonio de Queiroz Telles,
Cumprindo
o respeitável despacho de V.Exa., exarado no ofício em que o Tesouro
provincial, de harmonia com respectiva contadoria opina que, por equidade devem
ser pagos a Liberato Martiniano Barreto de Alencar, professor público da
Cadeira de instrução primária da cidade da Penha do Rio do Peixe, os
vencimentos de 2 a 30 de setembro último, tempo em que em razão da epidemia da
varíola que grassou com intensidade naquela localidade, deixou a escola do
suplicante de ser freqüentada, tenho a honra de informar que conquanto não
tenham a Lei nº 81 , de 6 de abril deste ano, e o Reg. De 22 de agosto último
cogitado da hipótese, deve todavia ser satisfeito o pedido do Suplicante, em
visa da anomalia do caso”.
Na
sessão de 31 de janeiro de 1888, a edilidade faz uma petição à Assembléia
solicitando a transferência de uma cadeira do sexo masculino, concedida pra o
bairro do Rio Manso, para aquela cadeira nunca foi provida por falta de
estudantes e que a cadeira pública da cidade achava-se sobrecarregada com mais
de 60 alunos, sendo impossível a um só professor dar instrução a tantos discípulos.
A
falta de salas para aulas era uma constante preocupação para as autoridades,
penhenses. Em 1893 existiam somente duas cadeiras do ensino primário para o
sexo masculino, com 93 alunos matriculados. Mas, além desse número, havia no
perímetro urbano mais de quarenta meninos sem escola, por falta de salas onde
eles pudessem ser acomodadas. Nesse sentido a Câmara recorre ao diretor geral da
Instrução Pública de S. Paulo, Artur César Guimarães a 15 de maio desse
ano, solicitando que levasse ao conhecimento do Congresso Estadual a
“necessidade indeclinável da criação de uma 3ª cadeira de instrução primária
do sexo masculino desta cidade.”, para que o município não continuasse a
sofrer “essa falta tão deprimente para os nossos futuros cidadãos”.
Ainda
em 1893, a 15 de agosto, a Câmara oficiava ao secretário do Interior, Cesário
Motta Júnior, informando-o que não existia construção do Estado destinada ao
funcionamento de escolas públicas e colocava à disposição do Governo um
terreno de 2.300 m2 localizado em “lugar salubre”, para a construção de um
prédio para tal fim. Nesse ano é nomeado Gabriel Ortiz como inspetor escolar do
14º distrito, ao qual Itapira pertencia.
Os
vereadores felicitaram a pessoa nomeada e informaram-na que o saldo do fundo
escolar então existente era de R$ 1:425$613.
O
terreno oferecido é onde de fato seria construído do Grupo Escolar no mesmo
lugar em que existira o antigo cemitério.Aliás, a velha necrópole ocupava
também o espaço em que está o sobrado que pertenceu ao dr. Hortêncio Pereira
da Silva e a quadra da Prefeitura, não existindo ainda o trecho de rua que
posteriormente separou essas duas propriedades (da rua Dr. Mário da Fonseca ao Parque “Juca Mulato”).
Em
1894 o presidente da Câmara, major João Manoel Ferreira de Oliveira, envia ofício
ao “ilustre cidadão Gabriel Ortiz, inspetor do 14º Distrito Literário”,
expressando o desejo da população local para
que fossem “transferidas para a cidade as Cadeiras vagas dos bairros do
Rio Manso e Itapira (sic) – provável Itapirinha -, deste município,
convertendo uma delas para o sexo feminino.Essas cadeiras foram criadas há anos
e nunca foram providas, de sorte que não se tira delas resultado algum, quando
é notória e mui sensível, como já tivestes ocasião de pessoalmente conhecer
a falta que há demais escolas nesta cidade.
Depois
de oferecer o terreno para a edificação do grupo escolar, o segundo passo
importante pra a realização dessa conquista foi dado a 2 de outubro de
1895.Nesse dia a Câmara põe à disposição do governo do Estado a soma de dez
contos de réis pra o auxílio das obras. Comunicando essa decisão a Bernardino
de Campos, presidente do Estado, os edis João Manoel Ferreira de Oliveira,
Jacinto Bueno, capitão Adolfo Cintra, major David José Pereira da Silva e
Bento José de Oliveira Rocha, que firmavam o ofício, diziam esperar que o
governo se dignasse “aceitar a nossa oferta, feita no interesse de melhorar a
sorte da instrução pública nesta cidade”, estando eles “certos de que
brevemente veremos inaugurados esses melhoramentos de tão alta monta e grande
valia.
Em
fins de 1895 a Câmara atendendo diversas reclamações, solicita ao Conselho
Superior de Instrução Pública, a “restauração da aula noturna desta
cidade e a nomeação do professor Antonio Alves Aranha para regê-la”, ficando
o município obrigado a fornecer a luz necessária para tal fim.”Quanto à
sala – diz o documento -, parece que não haverá inconveniente em se utilizar
da mesma em que o referido professor dá as aulas diurnas”.
A
18 de janeiro de 1896 os vereadores se reuniram para tratar de diversos assuntos
sobre a cidade, destacando-se o que o dizia a respeito da construção do grupo
escolar, sendo na ocasião enviado ao dr. Alfredo Pujol, secretário do
Interior, o seguinte ofício:
Ilustre
Cidadão.
Levamos
ao vosso conhecimento que em sessão de hoje, a Câmara
Municipal deliberou tornar a pedir-vos a fundação de um grupo escolar
nesta próspera cidade, onde abundam as crianças sem instrução e faltam quase
inteiramente as escolas, principalmente pela dificuldade em obter-se casas em
que possam contar com toda solicitude do patriótico governo do Estado, resolveu
ir em auxílio deste com a quantia de 30 contos de réis, sendo 15 contos em
dinheiro e 15 contos em terreno apropriado para edificação.
A
Câmara está certa de que sabereis avaliar o enorme sacrifício que ela faz
para a aquisição desta relativamente avultada quantia e espera, por isso que o
seu justíssimo pedido seja favoravelmente despachado. A quantia de 15 contos de
réis a que acima nos referimos será depositada no Tesouro, logo que a Câmara
receba a feliz notícia de uma solução satisfatória.
A
10 de fevereiro a Câmara volta a escrever a Alfredo Pujol, comunicando ter
solicitado ao secretário da Agricultura a “iniciação das obras do prédio
para o grupo escolar desta cidade, e leva ao vosso conhecimento que
imediatamente deu as providências e foi recolhido ao tesouro do
Estado a quantia de 15:000$00 rs. com que concorre para auxiliar a construção
do referido prédio”. Finalmente, a 17 de fevereiro de 1897, era colocada a
pedra fundamental do grupo escolar e em fins desse ano as obras já iam bem
adiantadas.
Docs.históricos do Grupo Escolar
Três documentos interessantes que tem relação com o Grupo Escolar de Itapira valorizam a sua história. São ofícios que a Câmara Municipal de Itapira enviou no findar do século XIX e que culminou com fundação desse estabelecimento de ensino. Transcrevemos abaixo os referidos textos desses primórdios históricos:
Primeiro doc. - “Ilmo. Cidadão":
Levamos ao vosso
conhecimento que em sessão de hoje a Câmara Municipal deliberou tornar
pedir-vos a fundação de um Grupo escolar nesta próspera cidade, onde abundam
as crianças sem instrução e faltam quase inteiramente as escolas,
principalmente pela dificuldade em obter-se em casas em que possam funcionar.É
tão imperiosa a necessidade que a Câmara deseja satisfazer que apesar de
contar com toda solicitude do patriótico governo do Estado, resolveu ir em auxílio
deste com a quantia de 30 contos de réis sendo 15 contos em dinheiro e 15
contos em um terreno apropriado para edificação.
Câmara está certa de que sabereis avaliar o enorme sacrifício que ela
faz, pra aquisição desta relativamente avultada quantia e espera, por isso que
o seu justíssimo pedido seja favoravelmente
despachado. A quantia de 15 contos de réis a que acima nos referimos, será
depositada no Tesouro, logo que a Câmara receba a feliz notícia de uma solução
favorável.
Saúde Fraternidade.
Itapira 18 de janeiro de 1896.
Ao Ilustre Cidadão Dr. Alfredo Pujol, MD Secretário dos Negócios do Interior.”
Segundo doc. - “Exmo.snr.
A Câmara Municipal, em sessão de hoje, resolveu levar ao conhecimento de V.Exa.. que no edifício do “Grupo Escolar”, em construção, nesta cidade, está se fazendo uma coisa inconvenientíssima tanto para a estética da obra pública, e ainda mais para a sua conservação; São umas bicas colocadas no alto, a beira do edifício, para dar saída às águas do respectivo telhado.É fácil de compreender-se o mal que deve causar essa água arrojada de tal altura. Em todos os edifícios, mesmo não sendo de primeira ordem como é o nosso Grupo Escolar, costuma-se fazer a tirada de água do telhado por meio de canos condutores, verticalmente colocados na parede, para soltar a água na superfície do solo e, nesse pressuposto, já em uma ocasião em que aqui esteve o Engenheiro Dr. Freitas, o Intendente desta Câmara ofereceu os condutores que fossem necessários, para o edifício, oferta esta que a Câmara está de acordo em realizar no intuito de evitar que uma obra caprichosamente feita, fique tão defeituosa. Esta Câmara firmada no acendrado patriotismo de V.Exa, conta com as providências necessárias.
Saúde e Fraternidade.
Itapira, 2 de dezembro de 1897.
Ao
exmo.snr. Dr. Secretário dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.”
Terceiro doc. - “Ilmo.Snr.
O terreno em que
está colocado o “Grupo Escolar” foi para isso desapropriado pela Câmara
Municipal e contém uma área 2.300 metros quadrados que confina do lado
esquerdo, parte do direito, e todo o fundo com terrenos particulares e, como o
empreiteiro vai começar o fecho desse terreno, aumentando a área desapropriada, visto ter para isso ordem emanada dessa Superintendência,
a Câmara. Para evitar dúvidas – solicita de V.As. providências, a fim de se
fechar somente o terreno desapropriado. Assim mais, disse o empreiteiro que tem
ordem para fazer esse fecho com grades de arame, o que parece não ficar bom,
visto que confina com particulares. Por isso a Câmara pede providências para
que em vez de arame empregue-se tijolos nesses fechos
Saúde e Fraternidade.
Itapira, 18 de março de 1898.
Ao Ilmo. snr. Dr. Ignácio Walace da Gama Cockane”
Na sessão de 15 de junho de 1898 os vereadores decidiram solicitar ao secretário da Agricultura Comércio e Obras Públicas, dr. Francisco de Paula Souza que se desse ao edifício do grupo escolar o nome do jornalista Júlio Mesquita, “visto ser a expressão da vontade popular desta cidade. Nessa reunião foi lembrada a necessidade de se colocar um pára-raios no edifício por estar em lugar “alto e isolado”. Poucos dias depois os edis sugeriram ao inspetor geral da instrução Pública Mário Bulcão, que o pátio de recreio da escola, estão em comum para ambos os sexos, fosse separado por um muro e que se construíssem “duas latrinas no compartimento destinado ao recreio das meninas”.
A instalação oficial do primeiro estabelecimento de ensino da cidade deu-se no dia 10 de fevereiro de 1900, pelo inspetor Antonio Rodrigues Alves Pereira, que foi encarregado pelo governo do Estado para a organização dessa tarefa. Entretanto somente a 2 de agosto desse ano, numa das salas do pavimento superior do prédio, é que se deu a instalação solene da escola sob a presidência do citado inspetor que exercera até no dia anterior o cargo de diretor da comissão. Inúmeras pessoas: políticos, autoridades civis, militares e eclesiásticas, jornalistas, escritores e o povo em geral. Em 1902 estavam matriculadas no “Júlio Mesquita” 432 alunos, sendo 215 meninos e 217 meninas, ocupando 12 classes.
Dentre os presentes para a abertura da sessão e leitura do discurso proferido pelo sr. inspetor escolar, estavam os seguintes:
Major João Manoel Pereira de Oliveira, presidente da Câmara Municipal, Antonio Paulino de Castro, secretário e vereadores Major Jacinto Bueno, Dr. Francisco de Paula M.Barbosa, Tenente Coronel Joaquim Inácio de Alvarenga Cunha, presentes mais os cidadãos: Coronel José de Souza Ferreira, Major David José Pereira da Silva e Capitão Adolfo de Araújo Cintra, diretores da Comarca; dr. Adalberto P.V.Cintra, promotor público Coronel João Batista Cintra, delegado de polícia, dr. Mário Pereira da Fonseca e Dr. Francisco Alves dos Santos. Pela manhã desse dia teve lugar solenemente a instalação do Grupo Escolar pelo seu organizador que exerceu até o dia 1º de agosto, o cargo de diretor em comissão do estabelecimento. Foi aberta a sessão e houve a leitura do discurso feito pelo inspetor escolar que reverenciou os idealizadores da idéia e das vantagens de se ter uma casa de ensino e instrução na cidade.
Muitos nomes foram homenageados e lembrados naquele momento com tributos às suas respectivas memórias e que deverão permanecer para sempre. Foram lembrados o ilustre dr. Cezario Motta Júnior, o Secretário do Estado, que prestou inúmeros serviços até aquela data; a memória do Dr. Caetano de Campos, tido como homem patriótico e que faleceu precocemente. No término de suas considerações fez a entrega do estabelecimento à população dando vivas ao governo do Estado, ao povo e a todos dedicados aos pilares da cultura e da instrução. Houve uma festa cívica e foram inaugurados os retratos dos cidadão de projeção nessa jornada: Dr. Bernardino de Campos, Dr. Júlio Mesquita, Coronel José de Souza Ferreira, oferecidos pelo dr. Antonio Lobato, que agradeceu em nome dos itapirenses enaltecendo a todos. Outros oradores usaram da palavra naquela ocasião:, dr. Mário Pereira da Fonseca, o Cel. José de Souza Ferreira e o sr. Glicério Bueno da Costa Barrios.
Fundado em 1897, funciona este estabelecimento em suntuoso prédio, à rua Campos Salles com 10 salas de aula, sala para arquivo, gabinete do diretor, portaria e refeitório. A direção está no momento (1935) a cargo do provecto educador sr. prof. José da Cunha Raposo, empossado em 25 de janeiro de 1925, formando o corpo docente as seguintes exmas. professoras: d.Cândida B. Rocha, Sebastiana Pereira da Silva, Dulce Cintra de Almeida, Carlota Ferreira Adorno, Zulmira Maria Silveira, Maria Conceição Fleury de Mattos, Maria Elisabeth P. de Oliveira, Maria Conceição Salgado, Diva M.de Ornellas, Maria Angélica X.Pereira, Consuelo de B.Moura, Maria Theresa da Fonseca, Idelvina de Souza Pereira, Celita Vieira de Magalhães, Julia Cordeiro, Sebastiana Souza Ferreira, Laura Vasconcellos. Adelaide Rocha Secchi e Ernestina de Oliveira Rocha.
O grupo que funciona em 2 períodos tem como funcionários os srs. Heitor Soares, porteiro; Alfredo Bueno Rodrigues, Agostinho José de Lima e Dorothéa de Freitas, serventes. A matrícula em 1935 atingiu 766 crianças, sendo 387 do sexo masculino e 379 do feminino.
Arquitetura
do prédio
Um
excelente trabalho sobre Arquitetura Escolar Paulista (1890-1920) escrito por
Maria Elizabeth Peirão Correa, Mirella Geiger de Melli e Hélia Maria
Vendramini Neves publicado em 1991 pela Fundação para o Desenvolvimento da
Educação, que reproduz fotografias do grupo escolar de Itapira logo após o
seu término, informa-se que tanto o seu prédio como o da cidade de Tietê
“apresentam uma solução bastante peculiar em relação às demais escolas do
período (1896).Com planta assimétrica e concebidos para lotes de esquina os
edifícios foram projetados no alinhamento das calçadas.(...)Referindo-se à
escola de Itapira o Anuário de Ensino de 1907/8 ilustra: “O edifício está
situado entre s ruas Campos Salles, João de Morais e o parque Itapirense e tem
dois pavimentos, sendo o superior ocupado pela secção masculina e o inferior
pela secção feminina. Cada pavimento tem a sua entrada e saída independentes. O
portão de entrada para o pavimento superior dá para a rua Campos Salles e o do
pavimento inferior para o parque Itapirense”. Esse projeto é de autoria de
Dubugras.(...) Interessante notar a alteração introduzida na planta de Itapira
através da incorporação à sala de aula, criando ali um ambiente de forma simétrica. Tal
simetria é rebatida em termos de fachada.(...) De feições neogóticas, as
fachadas de esquina recebem de Dubugras um tratamento especial”.
Corpo
Docente de 1900 a 1995
De
1900 a 1995 o primeiro grupo escolar de Itapira teve os seguintes diretores e
respectivos períodos:
Antonio Rodrigues Alves Pereira (comissionado) de 21/01/1900 a 31/07/1900, Glicério Bueno da Costa Barrios (1900 – 1908, Gastão Strang (1909 ), José Pedro da Silveira (1910 e 1911), Gastão Strang (1912), Benedito Ferreira de Albuquerque (1913), Benedito Tondella (1914 a 1918), Sizínio Xavier Ferreira (interino), em 1919 e 1920), Gentil de Araújo Correa (1921), Juvenal Campos (1922 a 1924), José da Cunha Raposo (1925 a 1929), Antonio Dias Paschoal (1930), José da Cunha Raposo (1931 a 1937), Benedito Flores de Azevedo (1938 a 1941), Salvador Brasilino Vitaliano Beatrice (1942 a 1944), Cyra Aparecida Vieira Serra (1945 a 1946), Dulce Almeida Ferreira Alves (1946), Diogo Pires Correa (1947), Cândido Moura (1948 a 1956), Paschoal Innarelli (1957 a 1958), Maria de Lourdes Barrios (1959 a 1960), Antonio Ferraz de Oliveira (1961), Joaquim Braga de Paula Filho (1962), Maria de Lourdes Barrios (em 1963 e 1964), Aristóteles Carvalho Salgado (1965), Antonio Ferreira de Carvalho (1966), Maria Aparecida Carvalho Barbosa Tonussi (1967 a 1972), Neusa de Almeida Peres Pupo Nogueira (1969 a 1972), Maria José Boretti de Almeida (1973 a 1975), Juarez de Moura (1976 a 1982), Ivanate Shirley D. Formigari (1983), Maria Aparecida Carvalho Barbosa Tonussi (1984 a 1985), Terezinha Pupo Paschoal (1986 a 1995).Nesse período Terezxinha foi substituida várias vezes pela professora Maria Aparecida de Moraes, Maisa Levatti (1996 a 2004), Giselda Zanchetta Souza (2005 - até agora, 2007)
ESCOLAS
DE ITAPIRA
EEPG
“Joaquim Vieira” – Eleutério

Joaquim Francisco de Assis Vieira
Em
1910, a 15 de março era criada e instalada uma escola rural na vila de Eleutério,
para crianças de ambos os sexos. Vinte e sete anos depois a 15 de novembro de
1937, era criado o Grupo Escolar “Joaquim Vieira”, sendo instalado a 1º de
abril de 1938. Bem depois, a 5 de janeiro de 1971, esse estabelecimento de
ensino era transformado em Escolas Agrupadas da Estação de Eleutério. Através
da Resolução S.E. nº 128, de 13 de agosto de 1977, era criada e instalada a
EEPG (A) “Joaquim Vieira”, funcionando em prédio cedido pela família
Vieira daquela vila. Três anos após, a 14 de outubro de 1980, através do
Decreto nº 15.877, a escola recebeu nova denominação: EEPG (A) “Professor Fenízio Marchini”.Cinco anos depois, pelo Decreto nº 23.194, de 30 de março
de 1985, o estabelecimento restabelece o seu nome anterior, ou seja “Joaquim
Vieira”.
No dia 15 de março de 1910, o sr. José P.Machado Sobrinho, na qualidade de inspetor municipal, rubrica o primeiro livro de matrículas daquela escola. A partir de 1937 o estabelecimento tem como diretores: Guilherme Luis de Carvalho (1937), Milso de Oliveira (1938 e 1940), Nicanor Coelho Pereira (1939), Guilherme Lindolfo Bordini do Amaral (1941 a 1946), Joaquim Belo de Lara (1946 e 1947), Joaquim Antonio do Canto (1948), Stella Fangoli (1949), Durvalina Correa de Lemos Carvalinho (1950 a 1952), Archangelo Batiston (1953 a 1955), Ivandira Pinheiro da Silva (1956), Roselmira dos Santos Ferraz Braga (também em 1956 e até 1961), Helena Baena (1962), Arady Therezinha Passarella de Mira (1963 a 1966), Jacy Pereira (1967), Idalina de Oliveira (1968), Neide Aparecida de Lima Celestino (1969 a 1975), Edyr Peres Martucci (1976), Gláucia Teixeira Florezi (1977) a 1985), Maria Eny de Lourdes Paschoal (1986 a 1988), Alith Maria Noris Junqueira (1989), Maria Giselda Zancheta de Souza (1990 a 1992) e Marli Bernardes Carvalho Alexandre desde 1993. O patrono da escola, Joaquim Francisco de Assis Vieira, foi importante fazendeiro em Itapira. Pai do senador Euclides Vieira e do prefeito de Itapira coronel Francisco Vieira. Nasceu na vila de Eleutério a 9 de novembro de 1855 e faleceu em Itapira a 23 de outubro de 1933. A escola está situada à rua Eugênio Carmem Moisés.
Escola Técnica de Comércio

Prédio onde funcionou a ETC, situado à Rua Com. João Cintra
No dia 8 de dezembro de 1944 era fundada em Itapira uma Escola Técnica de Comércio, pelos professores Benedito Nascimento Rosa e Orestes de Jácomo, sendo instalada no sobrado localizado na esquina das ruas Comendador João Cintra com Bento da Rocha, prédio eese que pertenceu à família Butti.

Fundador - Orestes de Jácomo
Funcionando por mais de um quarto de século, a Escola teve como diretores os professores: Jerônimo Terra, Benedito Flores de Azevedo, Orestes de Jácomo, Alvarino Lopes Pinheiro, Fenízio Marchini, Terezinha Cescon, Celina M.Pereira Ulbricht Lapa e Cecília Barel.
O jornal “Folha de Itapira” registrando o transcurso do 24º aniversário de fundação da Escola, completava a noticia anunciando que o próximo ano de 1969, seria dos “mais festivos para a Escola, face a ocorrência do seu jubileu de Prata. Talvez então já possa estar instalada em prédio mais adequado a seu funcionamento, pois cuida-se da cessão pelo Estado do prédio do antigo Fórum – Casa da Cultura, junto ao Parque Juca Mulato.Aí então terá a Escola Técnica de Comércio meios para atender maior número de jovens e ampliar seus cursos”.
Não foi o que aconteceu. A Escola continuou instalada no antigo e belo sobrado durante mais alguns anos, quando então cerrou suas atividades. Nessa ocasião o estabelecimento pertencia a professores de Ouro Fino (MG). Registre-se aqui o empenho dos srs. João Manoel Galdi e Evaristo Ramos de Oliveira além do apoio da Associação Comercial de Itapira, na implantação da Escola Técnica de Comércio, desde 1944 até 1979, quando infelizmente foi extinta. O prof. Alvarino Lopes Pinheiro foi, também, um grande batalhador para que a escola sobrevivesse.
A ETC de Itapira foi idealizada e iniciada pelo empreendedor Evaristo Ramos de Oliveira, prof. Benedito Nascimentos Rosas, João Batista Rossi e outros.

Benedito Flores de Azevedo, diretor; Evaristo Ramos de Oliveira, paraninfo e Orestes de Jácomo, secretário
Em 1947 formou-se a primeira turma da ETC e na época era seu diretor Benedito Flores de Azevedo, Orestes de Jácomo, secretário. O paraninfo foi o sr. Evaristo Ramos de Oliveira. Estiveram presentes os professores: Mario Fonseca Filho, prof. De Português e Francês; Sebastião Bretãs, prof. de Física e Química; Diva Riboldi, profa.. Jurídica e Estatística; Mauro Xavier de Souza, prof. de Contabilidade e inglês; Carlos Eduardo Ornelas, prof. de Matemática e História. Estavam presentes ainda o sr. José Elias Souza Filho, Inspetor Federal, Dr. Célio de Melo Almada.
Os formandos eram os srs. Aylton Brandão, Acylio de Souza Faria, Gilberto Vasconcellos Pereira, Murilo Arruda, Neusa de Almeida Peres, Florêncio Avancini, José Gimenes Soares, Nelson Valério,Gelda Guimarães, Maria Salomé Guimarães Leme e Idalo Olivo Paschoal.
Os formandos diretores e professores em foto comemorativa da 1ª turma de diplomandos:

Temos ao fundo as bandeiras do Brasil e de São Paulo, o professor Benedito Flores de Azevedo, diretor da ETC (no centro da mesa) ladeado pelos demais componentes: da esquerda para a direita – Orestes de Jácomo, Carlos Eduardo Ornelas (Carlito), Paschoal Inarelli, capitão Francisco Rocha ( prefeito), Evaristo Ramos de Oliveira, José Elias Souza Filho, Sebastião Bretas, Mário Fonseca Filho (Lico) e Mauro Xavier de Souza. Atrás, os formandos, na mesma ordem – José Gimenes Soares, Aylton Brandão, Idalo Olino Paschoal, Florêncio Avancini, Gelda Guimarães Leite, Neusa de Almeida Peres, Maria Salomé Guimarães Leme, Murilo Arruda, Acylio de Souza Faria, Nelson Valério e Gilberto Vasconcellos Pereira.
Escola
“Isaura da Silva Vieira”

Prof. Isaura da Silva Vieira
A
31 de julho de 1958 a “Folha de Itapira” noticiava que o governo Jânio
Quadros autorizava a construção de “um grupo escolar de seis salas em
Itapira”, graças ao empenho do prefeito Caetano Munhoz e do deputado Nagib
Chaib. A escola foi construída no birro do Cubatão, em terreno doado por d.
Isaura da Silva Vieira (Itapira, 2 de janeiro de 1885 – Itapira, 24 de maio de
1966),, viúva do coronel Francisco Vieira.Há um Decreto de criação da escola
datado de 21 de agosto de 1956, segundo informação do diretor do
estabelecimento, prof. João Stevanatto Marangão. Data do Dec.da criação: 13 de
fevereiro de 1958. Instalação a 16 de abril de 1958. Inauguração oficial com
escola já funcionando, a 7 de setembro de 1960.Primeira diretora: professora Inez Colferai. A escola está localizada à rua Coronel Francisco Vieira nº143.
Escola
“Prof.Fenízio Marchini – Barão A.Nogueira

Prof.Fenízio Marchini
A
27 de agosto de 1958 foi criado o Grupo Escolar da Vila de Barão Ataliba
Nogueira, sendo instalado a 4 de setembro de 1959. Sua primeira diretora foi a
professora Nilze Perini (1958 a 1961), sendo seguida por: Zoe Fernandes
Baldassim (1962), Bella Finazzi Brunialti (1963), Benedito Ézio Levatti (1964 a
1967), Rosalvo Cobra (1968), Maria Aparecida Piva (1969), Geraldo Ferreira Gonçalves
(1970 a 1975), Maria Eny de Lourdes Paschoal (1976 a 1985), Djalma F. de Toledo
(1986), Maria Inês Machado de Almeida (1987 a 1994), e Aparecida Hilda Gomes
(1995).Recebeu a denominação de “Fenízio Marchini” a 30 de março de
1985. Professor e vereador em Itapira, Fenízio nasceu em Piracicaba (SP) a 2 de
setembro de 1922 e faleceu em Itapira a 26 de maio de 1980. A escola está
localizada à rua Marcelina Breda.
Escola
“Comendador Virgolino de Oliveira”
Com.Virgolino de Oliveira
Pelo
decreto nº 17.698, de 24 de setembro de 1959, era criado o grupo escolar da
Usina Nossa Senhora Aparecida, sendo instalado no dia 28 do mesmo mês e ano. Em
1976, no dia 27 de janeiro, através da Resolução S.E. 23, o grupo passava a
ser escola estadual de primeiro grau. Recebeu a denominação de EEPG
“Comendador Virgolino de Oliveira” pelo Decreto nº 19.305, de 13 de agosto
de 1982. o patrono da escola foi prefeito e importante industrial na
cidade. Nasceu em Itapira a 15 de março de 1901 e faleceu nesta mesma cidade a
14 de dezembro de 1962 em desastre aviatório. A primeira diretora da escola foi
a professora Sylvia Maria Pereira da Silva (1959 e 1960), sendo sucedida por
Aysette Brandão de Oliveira e Souza (1961), Gioconda Pepe (1962 a 1966), Clélia
Therezinha Bertucci (1967), Arady Passarella de Mira (1968 e 1969), Jandira
Finazzi Adan (1970, Arady T.Passarella de Mira (1971 a 1982), Linei Barizon
Brunialti (1983), Helena Gerutti (1984), Linei Barizon Bruinialti (1985), Maria
Aparecida Zanovello Levatti (1986 a 1988), Linei Barizon Brunialti (1989), Ana
Maria de Oliveira (1990 a 1993) e Maria Teresa Pereira Ghilardi a partir de
1993).
Escola
“Antonio Caio”

Prefeito Antonio Caio
Pelo
Decreto de nº 5.834, do Governo do Estado, de 1º de setembro de 1960 criava-se
um novo grupo escolar em Itapira, com localização à rua Major João
Manoel. Foi instalado a 17 de fevereiro de 1964, através do Decreto nº 43.130,
de 5 de março de 1964, sendo sua primeira diretora a professora Mariana do
Carmo Borges de Almeida. Foi sucedida pelos professores Clibas Ribeiro de Paiva e
João Faraco Galego. Recebeu o nome do ex-prefeito Antonio Caio (nascido em
Itapira a 25 de outubro de 1915 e aqui falecido
(em desastre aviatório, juntamente com o Com. Virgolino de Oliveira, a
14 de dezembro de 1962).
Centro
Educacional “SESI”
O
Centro Educacional SESI – 210 iniciou a 2 de abril de 1962, à rua Antonio
Francisco Lisboa, nº 97, bairro da Nova Itapira, em prédio construído pela Fábrica
de Chapéus Sarkis. Na ocasião, a referida rua ainda não tinha tal denominação,
que é uma homenagem ao extraordinário escultor brasileiro nascido em Minas
Gerais e que ficou célebre com a alcunha de “O Aleijadinho”. somente em 1967
através do Decreto nº 58, de 3 de novembro desse ano, é que a rua recebeu
esse nome. O Centro Educacional foi instalado naquela data, 2 de abril de 1962,
através de Decreto do governador Jânio Quadros, em agosto de 1961. As
atividades se iniciaram com três classes, tendo a como responsável pelo
estabelecimento a professora Terezinha Costa Pinto Simões. A partir de 1966 o
Centro esteve sob a coordenação das professoras Mercedes Fray Barbanti (1966), Therezinha de
Jesus Pupo Cintra (1967 e 1968), Heloisa
de Toledo Serra (1969 e 1970), Maria da Penha Cintra (1971 e 1972), e Maria Cecília
Barel (de 1973 até 1995). Em 1975 houve a implantação da 5ª série e o C.E. ,
funcionou em prédio cedido pela Prefeitura aonde viria a ser instalada a EEPG
“Prof. João Simões”, na rua Vitório Coppos. A partir de 1976 passou a
funcionar em prédio cedido em comodato pela Prefeitura, à rua Tereza Lera
Paoletti, nº 590, no bairro Bela Vista. Esse Centro Educacional foi criado pelo
SESI, que mantém, administra e remunera seus funcionários.
Escola
“Caetano Munhoz”

Prefeito Caetano Munhoz
Em
1965 foi criado o Grupo Escolar do bairro dos Prados, através da Lei nº 8.946,
de 21 de agosto sendo instalado a 16 de fevereiro de 1967. Teve como diretora
interina a professora Nilza Vicentini Stringuetti e como primeiro diretor
titular o prof. Benedito Ézio Levatti a 29 de julho de 1974 recebeu a denominação
de EEPG “Prefeito Caetano Munhoz”, por decreto assinado pelo governador
Laudo Natel. Está localizado na Avenida Brasil no bairro dos Prados. Caetano
nasceu em Santos (SP a 25 de agosto de 1903 e faleceu na mesma cidade a 31 de
janeiro de 1972.Foi prefeito de Itapira por duas vezes, além de vereador.
Escola
“Prof.Pedro Ferreira Cintra”

Dir.Pedro Ferreira Cintra
A
4 de dezembro de 1969 foi criado o grupo escolar da Vila Ilze, sendo instalado a
23 de fevereiro de 1970, tendo como primeiro diretor o prof. Luis Ehmke, sendo
sucedido pelas professoras Neide Aparecida Lima Celestino, Ediveti Mayate
Baptista Rodrigues Pereira e Elenir de Barros Ribeiro da Silva. Recebeu a
denominação de EEPG.”Prof. Pedro Ferreira Cintra” através de Decreto
estadual de 18 de fevereiro de 1978. O seu patrono nasceu em Jacutinga (MG) a 17
de maio de 1898 e faleceu em Itapira a 21 de dezembro de 1974.A escola está
localizada à rua Artur Bernardes nº 326, na Vila Ilze.
Escola
“Prof.João Simões”

Prof.João Simões
Através
do Decreto nº 52.374, de 30 de janeiro de 1970 era criado o segundo ginásio de
Itapira, sendo instalado no dia 13 de fevereiro do mesmo ano. O Professor Orlando
Dini é designado por Ato de 11 de abril para dirigir o novo estabelecimento de
ensino, que passou a funcionar anexo ao Grupo Escolar “Júlio Mesquita”.A 13
de maio de 1971 recebeu a denominação de Ginásio Estadual “Professor João
Simões”.Seu patrono nasceu em Itapira a 14 de novembro de 1889 e faleceu em
S.Paulo a 25 de setembro de 1970.Foi professor, diretor e inspetor escolar em
diversas cidades além de jornalista. Por duas vezes foi prefeito de Casa Branca
(SP). Orlando Dini dirigiu o estabelecimento até o dia 7 de maio de 1973, sendo
sucedido pelas professoras Darcy Perecin e Edwiges Pereira Rocha. A 9 de agosto
de 1974 foi inaugurado o prédio do ginásio à rua major João Manoel, ao lado
do Grupo Escolar Antonio Caio e através da Resolução 23 da Secretaria da Educação,
de 28 de janeiro de 1976 houve fusão dos dois estabelecimentos, passando a
denominar EEPG “Antonio Caio”, extinguindo-se o ginário e prevalescendo a
escola, por ser esta anterior àquele. A extinção do ginásio se deu em virtude
de transformação de todos os grupos e ginásios em
escolas de primeiro grau, com oito anos de duração, em data de 28 de
janeiro daquele ano. Extinto o Ginásio Estadual “Prof.João Simões” através
do Decreto nº 7.517, de 3 de fevereiro de 1976, sendo instalado dois dias após,
tendo como seu primeiro diretor o prof. Harley Marella e, na seqüência, Vilma
Maciel Venturini, Juarez de Moura, Neide Aparecida de Lima Celestino, Cleuza
Matilde Camargo Soares de Campos e Ainnê Aparecida Sartori Fagundes. A escola
está localizada à rua Vitório Coppos nº 134, no bairro São Benedito.
Escola
“Prof. Cândido Moura”
Prof. Cândido Moura
Pela
Lei nº 13.810, de 16 de agosto de 1979, era criada uma escola no Jardim Bonfim,
sendo instalada a 1º de setembro do mesmo ano. Nesse mesmo dia a escola recebe a
denominação de “Prof.Cândido Moura”, educador nascido em Itapetininga (SP)
a 22 de junho de 1909 e falecido em Itapira a 13 de outubro de 1973.A primeira
diretora do estabelecimento foi a professora Maria Cecília de Mello Sartori,
sendo sucedida pelas professoras Maria Therezinha Vieira Campos, Ana Scombate
Soares de Freitas, Myriam Veiga de Oliveira Santos e Cecília Isabel de Almeida
Borsói. A escola está localizada à rua Polônia, nº 349. (O lado ímpar dessa
rua pertence ao Jardim Bonfim e o lado par ao Jardim Raquel, conforme Decreto
Municipal de nº 130, de 12 de dezembro de 1978).
Colégio
“Grafos”
A
25 de dezembro de 1985, pela Portaria DREC (Divisão Regional de Ensino –
Campinas), era criado e instalado em Itapira, à rua Francisco Glicério, nº
332,
o Colégio “Grafos”, para o 2º grau, sendo seu fundador o prof. Marcos
D’Avila Ribeiro, de São José do Rio Pardo (SP), tendo como diretora a
professora René Azevedo Marella. A escola encerrou suas atividades em dezembro
de 1988.
Escola
“Heitor Soares”

Sr. Heitor Soares
No
dia 16 de outubro de 1988 era inaugurado o prédio destinado a uma escola do
Conjunto Habitacional “General Euclides de Figueiredo”, sendo prefeito na
ocasião David Moro Filho. A 30 de janeiro de 1989, através do Decreto nº
29.594, a escola ficava criada, dando-se a instalação a 3 de março através
da Resolução S.E. 55, de 2 de março. Através do Projeto de Lei nº 32/89, do
deputado José Antonio Barros Munhoz, transformado em Lei nº 6.684, de 15 de
fevereiro de 1990, a escola recebia o nome de antigo funcionário do Grupo
Escolar “Júlio Mesquita”, sr. Heitor Soares (Itapira – 30 de agosto de
1900 – Itapira – 3 de maio de 1983). Sua primeira diretora foi a professora
Ana Scombate Soares de Freitas, sendo sucedida por Ainêe ª Sartori Fagundes e
Maria de Lourdes Lima Donatti. A escola está localizada à rua Raimundo Marim,
184, no bairro Vila Izaura.
Colégio
“Objetivo”
A
16 de janeiro de 1989 era criado e instalado nesta cidade através da Portaria
da DREC, o 2º grau do Colégio Ementa de Ensino “Objetivo”, situado no
mesmo endereço onde funcionara o Colégio “Grafos”. A 28 de fevereiro de
1990 era criado o 1º grau. O mantenedor da escola é o professor Fábio Luis
Frassetto e sua diretora, desde a sua fundação, a professora Reneé Azevedo
Marella. A secretaria do Colégio esta localizada à rua Bento da Rocha, nº 9. O
Colégio “Objetivo está localizado atualmente na Av. Rio Branco.
prof. e dir. Benedito Flores de Azevedo
Pelo
Decreto nº 29.594 de 30 de janeiro de 1989, criava-se mais uma escola na cidade,
com localização à rua Emílio Hadami Kamimura, nº 64, no conjunto
habitacional “João de Barro” na Vila Esperança. Sua instalação é de 2
de março de 1989, através da Resolução S.E.55. Sua inauguração ocorreu
antes mesmo da criação, a 12 de
novembro de 1990, foi dada à escola a denominação de “Benedito Flores de
Azevedo”. Professor e diretor escolar, o homenageado nasceu em São Paulo (SP)
a 21 de dezembro de 1901 e faleceu em Itapira a 31 de julho de 1985. A primeira
diretora foi a professora Maria Doroty Cassimiro de Lima sendo seguida por Alith
Maria Noris Junqueira e Ana Maria de Oliveira Martins.
Escola
da “Fazenda Itapira”
A
30 de janeiro de 1990 tem início o funcionamento de uma escola rural no bairro
de Itapirinha, sob a denominação de EEPG-R “Fazenda Itapira”, através do
processo 970/90 – DRE-C pelo Decreto nº 31.943 de 24 de julho de 1990, se dá
a criação oficial desse estabelecimento, mantendo-se a denominação de
“Fazenda Itapira”.Sua primeira diretora, que ficou até 1994, quando foi
substituída pela professora Diva Fuini Puggina.
Escola
“Professora Wilma de Toledo Barros Munhoz”

Professora Wilma de Toledo Barros Munhoz
No
dia 31 de janeiro de 1991, pela Resolução S.E.99, era instalada uma escola no
Jardim Paraíso, no bairro dos Prados, sendo criada através do Decreto nº 33.072
de 13 de março do mesmo ano. Pela Lei nº 7.442 de 16 de julho de 1991, foi dada
a denominação de EEPG “Professora Wilma de Toledo Barros Munhoz”,
atendendo projeto de nº 51/91, do deputado Celso Giglio. A patrona da escola foi
casada com o sr. Caetano Munhoz, ex-prefeito de Itapira, nasceu em Limeira (SP) a 14 de janeiro de 1911
e faleceu em Campinas (SP) a 20 de novembro de 1983. A primeira diretora do
estabelecimento foi a professora Ângela Maísa Levatti ainda em exercício em
1995. A escola está situada à rua Ângelo Malandrim nº 110.
Escola
do Conjunto Habitacional “Antonio Assad Alcici”
Através
do Decreto nº 38.400 de 25 de fevereiro de 199, era criada a EEPG do Conjunto
Habitacional “Antonio Assad Alcici”, escola essa sem patrono. Seu
funcionamento teve início no dia 1º de março daquele ano, sendo instalada
pela Resolução S.E. 60, de 8 de abril. Sua primeira diretora é a professora
Vera Dalva Torrecillas Finelli. A escola está situada à rua Manuel de Freitas
Filho, s/n, no citado Conjunto Habitacional, na Vila Esperança.
Centros
e Escolas Municipais de Educação Infantil
Em
datas diversas, foram criados e instalados pela Prefeitura diversos Parques
Infantis, denominação posteriormente mudada pra Centro de Educação Infantil
(CEI), também conhecido por “Pré” ou “presinho”, para crianças de três
anos e meio de idade, até cinco anos e meio, e Escola Municipal de Educação
Infantil (EMEI) para crianças de seis a sete anos. O mais antigo desses parques
infantis foi criado pelo prefeito Caetano Munhoz , sendo inaugurado a 24 de
outubro de 1958, tendo como patrono o deputado Narciso Pieroni. Instalado no
Parque Juca Mulato, ali funcionou até 1979, quando passou a para a rua Teresa
Lera Paoletti, através do Decreto nº3/79, de 16 de janeiro daquele
ano. Situadas em diversos pontos da cidade, inclusive e Barão Ataliba Nogueira e
Eleutério, essas escolas municipais chegam a quase duas dezenas, que são (além
da Narciso Pieroni): CEI “Professor Cândido Moura”, à rua Milico, Cubatão;
CEI “Professora Diva Magalhães Raymonti”, à rua Maceió, vila Dr. José
Secchi, bairro dos Prados: CEI “ Cônego Matheus Ruiz Domingues”, à rua
Ipiranga, vila Bazani; CEI anexo ao lar São José, à rua São José, Nova
Itapira (em 1995 foi transferido para oi prédio à rua Teresa Lera Paoleti, no
Jardim Bela Vista); CEI anexo ao Lar Espírita Gracinda Batista à rua Allan
Kardec, vila Izaura; CEI “Professora Celita Vieira Magalhães da Cunha”, à
rua Pernambuco, vila Ilze; CEI “Professora Maria Augusta Lemos Brandão”, à
rua Raimundo Marim, conjunto habitacional “Euclides Figueiredo”, vila
Izaura; CEI “Professora Odete Brettas Boretti”, à avenida Henriqueta
Soares, vila Esperança; CEI “Professora Maria Luiza Cruz Coelho”, à rua
Canário, bairro dos Prados; CEI “ Professora Maria Teresa Fonseca”, à rua
Espanha, vila Ilze; CEI anexo ao Centro Comunitário do Conjunto Habitacional
“Antonio Assad Alcici”, à rua Ângelo Bertini, vila Esperança: EMEI
“Professora Ismaelina Proença Pinto”, Parque Juca Mulato, centro; EMEI
anexa ao Centro Educacional – SESI-210, à rua Teresa Lera Paoletti, Jardim
Bela Vista; EMEI anexa à Casa da Criança “ Celestina Caldas Sarkis”, à
rua Silvio Galizoni, Cubatão; EMEI anexa à EEPG “Comendador Virgolino de
Oliveira “, na Usina N.S. Aparecida; EMEI anexa à EEPG “Joaquim Vieira”
em Eleutério; EMEI anexa à EEPG “Professor Fenízio Marchini”, em Barão
Ataliba Nogueira; e EMEI anexa à EEPG R “Fazenda Itapira”, no bairro de
Itapirinha.
Professora do Império

Dona Maria Nicolina
Homenagem especial
Uma das primeiras professoras que ministrou aulas aqui em Itapira foi a prof. Mariquinha Salgado que morou durante cerca de 30 anos no meio do parque “Juca Mulato” quando ainda este não existia. Chamava-se Maria Nicolina e tinha o apelido carinho de dona Mariquinha. Conta-se que recebeu era identificada como a professora do Império, pelo fato de ter sido diplomada pelo augusto soberano D.Pedro II, em cerimônia realizada na capital da Província. No momento da valsa da formatura o imperador a escolheu para dançar aquela que obtivera as melhores notas. E dona Mariquinha rodopiou pelo salão imperial nos braços do maior dos brasileiros, o imperador do Brasil. D.Mariquinha aparece na foto da Igreja Brasileira fundada por Padre Amorim. Devia ser por volta de 1880.

Dona Mariquinha aparece nesta foto em frente a Igreja da Mãozinha em 1913
É a 4ª mulher da esquerda para a direita ap lado do padre de branco
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