Conclusão

 

  Agradecimento do autor do Álbum de Itapira de 1935 – João Caldeira Neto.

A nossa já bem avultada colleção de álbuns é enriquecida com este volume, representando uma das mais formosas unidades municipaes da terra bandeirante: Itapira. Cidade linda – chamou-a Washington Luiz outr’ora; Cidade Martyr – cognominaram-n’a os que assistiram os seus sofrimentos nas passadas revoluções que convulsionaram o paiz; Cidade fidalga – dissemos nós, deante da maneira elevada, altaneira, distincta com que foi recebida a iniciativa de editar a presente obra a que adheriram os principaes elementos do município, num bello gesto de amôr ao torrão natal e de verdadeira comprehensão do alcance deste trabalho, destinado a patentear ao Brasil a operosidade e o esforço de um povo nobre e digno. O illustre prefeito municipal, snr. Anacleto Magalhães Pereira – esse antigo e querido companheiro do autor desta obra, desde os tempos remotos da meninice, nos bancos escolares – foi de inexcedível boa vontade.Tudo fez, tudo facilitou para que o tentamen alcançasse o êxito brilhante attingido. O sr. Dr. Hortêncio Pereira da Silva, abalisado clínico, apresentando-nos os seus amigos, secundou de forma completa a iniciativ da Prefeitura. O snr. Caio Pereira da Silva, zeloso secretário do Governo da Cidade, acompanhando-nos por toda a parte, portou-se com a galhardia e o interesse de legítimo descendente dos gloriosos fundadores da cidade. A “Cidade de Itapira”, vigoroso baluarte dos direitos e fiel paladino dos desejos dos itapirenses, foi a animadora constante da idéa, muito contribuindo para que ella triumphasse. É, portanto, no cumprimento do mais sagrado dever que a todos aqui consignamos a expressão do nosso immorredouro agradecimento.

São Paulo, Dezembro – 1935.

Organização Cruzeiro do Sul

Bentivegna & Netto  

Encerramos com o Hino de Itapira

Letra: José Marella

Música: Ivahy Batista do Nascimento

Hino de Itapira

Unificado povo sempre alerta

Pela santa glória deste torrão,

Berço do sonho assim disse o poeta.

Linda, linda disse um coração.

Será sempre o brasão.

 

Glorificados pela padroeira

Levantemos alto nossa bandeira.

Viver no amor, amor,

Lutar, sofrer, sofrer

Por Itapira, perfumada flor.

Côro

Salve,salve querida Itapira,

Esse torrão que todos admiram!

Ó linda, linda ela foi batizada 

Flores e música e adorada.

 

Salve, salve querida Itapira,

Tu é a terra do sonho e da lira,

Unidos sempre, sempre, no amor, amor,

Hás de ser sempre perfumada flor.

 

"José Marella, vulto inesquecível, cidadão que em vida foi baluarte em qualquer atividade que resolvesse levar a sério.Conhecido desde menino como Bépe, apelido dado pelos seus pais, dona Amábile e sr.João. Projetou-se como violonista lá pelos idos de 1915, atuando em conjuntos musicais da cidade, quer nos pratos, no bumbo, na bateria, regente e maestro.Destacou-se também no teatro amador, com a esposa dona Romilda.Bépe Marella, há tempos guardava no fundo da gaveta a letra da marcha acima, inspirada na terra que o viu nascer. Versos despretensiosos saídos do recôndito de sua alma.Temeroso como ele só, um certo dia encontrou coragem para mostrar a sua obra aos que podiam julgar com imparcialidade, inclusive ao maestro Ivahy Batista do Nascimento, que encarregou-se de cuidar da partitura para piano, surgindo daí o hino da cidade.Estava, então, glorificada a memória de dois dos mais dignos e bairristas filhos desta terra".

N.A.: Quaisquer adendas correções e colaboração clicar AQUÍ

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