BIOGRAFIAS

(continuação)  

 Neste capítulo foram inseridas  ligeiras referências biográficas de 1935, acerca de alguns ilustres filho desta terra.Maior desejávamos fosse esta galeria entretanto a dificuldade na obtenção dos necessários dados fez com que a restringíssemos apenas a poucos dos grandes varões itapirenses.

CEL. FRANCISCO VIEIRA

Cel.Francisco Vieira

Na tarefa árdua que nos propusemos de escrever obras acerca da vida e dos homens pertencentes aos mais ricos municípios paulistas, raras oportunidades temos encontrado de defrontar um vulto como o que ocupa a nossa atenção: homem particular, impoluto, político sem desafetos, administrador sábio e dedicado. Tais tem sido as características norteadoras da existência do sr. cel. Francisco Vieira, o itapirense benemérito que tudo sabe desprezar, sem excetuar seus interesses e conveniências pessoais, quando em jogo o bem e a prosperidade do torrão natal.

Alíás, embora colocando sempre bem alto o nome desta terra, o nosso biografado vai alargando cada vez mais os horizontes de sua atuação benfazeja, pugnando com ardoroso empenho pelo engrandecimento de toda esta ampla zona, onde o seu nome ecoa sempre seguido de justas e   inequívocas demonstrações de   profunda simpatia.

Nasceu o sr. cel.Francisco Vieira em Itapira, a 13 de agosto de 1881, sendo filho do sr. Joaquim Francisco de Assis Vieira, já falecido e da exma. sra. d.Alexandrina da Silva Vieira, aqui residente.

Seu progenitor, homem austero e para quem a honra e a dignidade constituíam verdadeira religião, fez o rebento querido palmilhar a senda segura de que era grande exemplo, plasmando-lhe o caráter sob as normas da mais escrupulosa correção, mantendo-lhe na alma os sentimentos puríssimos da fé católica e do acrisolado amor à pátria.

Sentindo grandes pendores pelos estudos, contava verdes anos quando seguiu ara o famoso Colégio S. Luis , de Itu, ali permanecendo ate 1897.Transferindo-se para a capital, matriculou-se no antigo Ginásio Paulista que, então, funcionava à Rua Conselheiro Crispiniano, concluindo os preparatórios em 1899.Ingressou no ano seguinte, na Escola de Farmácia e Odontologia, formando-se em farmácia no ano de 1903, após brilhantíssimo curso.

Portador do dignificante diploma de farmacêutico,regressou à terra natal e estabeleceu-se com farmácia em 1904.Trabalhou vários anos com inteiro sucesso, alcançando a preferência e a confiança da unanimidade de seus conterrâneos.

De índole progressista e amando carinhosamente sua terra, ingressou na política local, granjeando rapidamente invejável prestígio pelo que eleito vereador em 1910, mereceu ser escolhido por seus pares para ocupar a Prefeitura Municipal, cargo que desempenhou durante 15 anos ininterruptos.

Seria ocioso enumerar os grandes benefícios prestados nesse largo lapso de tempo, portanto ninguém ignora quão brilhante foi a atuação que desenvolveu durante a qual soube dotar a cidade de importantíssimos melhoramentos ao mesmo tempo, que mantinha rigorosamente equilibrado o erário municipal.

Sempre vigilante jamais desamparou a população e para atesta-lo basta lembrar os rasgos de abnegação que praticou durante a terrível epidemia de gripe irrompida no estado em 1918, quando lutou sem descanso tudo providenciando e indo a todos os lares, levando os socorros materiais indispensáveis e o bálsamo suavíssimo de palavras consoladoras

O povo – juiz severo dos homens públicos - soube premiar a abnegação de seu incansável prefeito, promovendo-lhe numerosas demonstrações publicas de merecido apreço.

Exausto de tanta luta, o sr.cel. Francisco Vieira deixou o governo da cidade em 1925 quando foi eleito presidente da edilidade, função desempenhada com o  zelo de sempre até 1930.

Patriota como o que melhor o sejam, o nosso biografado teve atuação destacadíssima em todos os movimentos revolucionários que convulsionaram o Estado.

Em 1924, mal surgiram os primeiros rumores de rebelião, tomou armas, colocando-se à frente de um pugilo de homens decididos, com os quais correu em defesa da lei ameaçada de menosprezo. Voltando, após jugulada a revolta, foi alvo de verdadeira apoteose, dando aos seus conterrâneos a suprema ventura de ouvirem – da boca do ilustre oficial do Exercito sr. major Alcides Amaral, em discurso que proferiu – a narrativa de seus feitos nos campos da luta.

Em 1930 soube como sempre tornar-se o primeiro entre os primeiros merecendo calorosos elogios. Integrando a coluna Abílio Rezende, cuja bravura jamais será olvidada, internou-se no Estado de Minas, indo até Itajubá.

Finalmente, na guerra constitucionalista que nivelou S.Paulo às proporções de uma nação poderosa, o cel.Francisco Vieira, revelou-se legítimo cabo de guerra, aguerrido condutor de tropas conquistando à frente de numerosa legião de conterrâneos valorosos, os louros de triunfos que a história bandeirante conservará orgulhosamente para sempre.

Foi membro do diretório local do Partido Republicano Paulista desde 1916 a 1930 e hoje é um dos diretores no Estado do Partido Constitucionalista, posto que ocupa desde a fundação dessa agremiação política.

Numerosas associações particulares tiveram o seu concurso sempre vantajoso, dando-lhe prestígio e desenvolvimento.

Em 1917 fundou a Linha de Tiro, ao mesmo tempo que acoroçoou a instalação da Cruz Vermelha de Itapira, presidida por sua exma. esposa.

Em 1924 presidiu a Escola Comercial desta cidade.

Instalada a agencia local do Banco Comercial do Estado de S.Paulo em 1924, coube-lhe a gerência do estabelecimento, cargo que só deixou com pedido de exoneração em 31 de dezembro de 1934.

Animado unicamente pelo desejo de contribuir para o aformoseamento do torrão natal, construiu sem o mínimo resultado prático os melhores prédios de Itapira.

Na capital, foi superintendente da Companhia Armazéns Gerais do Estado de São Paulo e da Cooperativa Central de Laticínios também do Estado de São Paulo, continuando a prestar seus inestimáveis serviços a esta última.

Atualmente faz parte da Firma Pereira & Irmãos, a quem pertence a Fazenda São Joaquim e é de sua propriedade a Fazenda S. Francisco.

 (ver fotos fazendas)

Premiando o seu trabalho infatigável em favor desta zona, o eleitorado colocou-o na Câmara Estadual de Deputados, em 14 de outubro de 1934 e ali vai sendo o paladino decidido e ardoroso das justas aspirações coletivas.

Consorciou-se o sr.cel. Francisco Vieira em 15 de outubro de 1904 com a exma. Sra. D. Izaura da Silva Vieira, dama pertencente a distintíssima família itapirense, tendo desse consorcio os seguintes filhos: exma sra.D.Maria Aparecida, esposa do sr. Dorival Bueno; Dr.Francisco Vieira Filho, ilustre engenheiro, agrônomo, atual inspetor da Secretaria de Agricultura na seção de algodão; exma sra.d. Ivete consorte do sr.Abel Job; graciosas senhorinhas Ivonete, Ivone e Ilse.

Desfrutando imenso prestígio em toda a zona mogiana, cercado pela esposa amantíssima e pelos filhos queridos, o sr.cel.Francisco Vieira goza a existência tranqüila dos homens que sabem honrar a terra em que nasceram e que têm a consciência pura pela certeza do dever cumprido.

  DR. MÁRIO FONSECA

Dr. Mário Fonseca

Um nome que jamais será esquecido pelos itapirenses é o dr. Mário Fonseca, pois o ilustre advogado que a morte roubou em 17 de novembro de 1932 soube ser um grande, um leal, um verdadeiro amigo desta terra.

Na vida particular, nas lides forenses, na sociedade, na imprensa, foi sempre eloqüente exemplo de correção e de pureza de sentimentos.

Fundador da “Cidade de Itapira”, jornal que ainda representa o porta-voz fiel das aspirações itapirenses, pelas suas colunas pugnou sem cessar em prol dos mais sérios problemas aqui ventilados, vencendo invariavelmente as suas polêmicas.

Noticiando o seu passamento, a imprensa local publicou, entre outros, os seguintes conceitos:

“Chefe de família exemplar, soube dispensar aos seus filhos, esmerada educação.

Como católico fervoroso, falam de modo inigualável as campanhas por ele encetadas e que saíram sempre vencedoras.

Aí está a Igreja Matriz, cuja reforma completa bem como a torre respectiva muito lhe devem: a Santa Casa de Misericórdia, da qual foi um dos fundadores e, por muito tempo, Provedor. Coube-lhe, ainda, a realização da “Conferência São Vicente de Paulo”, da qual foi um dos fundadores.

Em 1910, recebeu o dr. Mário um convite do saudoso D.Nery para ser o relator de um tema religioso no primeiro Congresso Católico levado a efeito em Campinas.

Como se nada disso bastasse, aí esta o “Asilo São Vicente de Paulo”, motivo de orgulho para os itapirenses que amam sinceramente a sua terra.

O Asilo mereceu do dr Mário especial atenção. Todas as manhãs fazia ,ele, o trajeto costumeiro de automóvel. Mesmo depois de seriamente ameaçado com os constantes abalos de sua saúde – lá estava o prestante cavalheiro a dirigir os trabalhos de acabamento da “Casa dos Inválidos”, talvez isso lhe tivesse custado a morte, que todos choramos!...Não parou aí, entretanto a sua rica oferenda.

Esportista de escol, soube incrementar, entre nós, os jogos mais interessantes e salutares.Dentre eles, justo é destacar-se o futebol e o tênis.

Como cavalheiro sociável, deu excelente mostra, pugnando, seriamente, pelo erguimento de um prédio onde pudesse, confortavelmente, passar algumas horas distraídas e admiráveis. Hoje, é uma realidade o Club Recreativo XV de Novembro.

Ainda neste particular há que falar. O teatro Recreio, resultado de ingentes sacrifícios, aí está como padrão de orgulho para a nossa cidade civilizada!

Amante de boa música, conseguiu o dr.Mário, formar, nesta cidade, uma orquestra composta de maestros de nomeada, alguns dos quais contratados em São Paulo, para esse fim: - Profs. Bourdot, Julia Max, Julio Doira e outros.

Advogado militante, granjeou logo nos primeiros tempos, justa fama, tendo exercido a profissão não só aqui como, também nas cidades vizinhas: Mogi Mirim, Amparo, Serra Negra, etc. Nunca aceitou cargos  públicos porque, dizia ele, queria discutir com independência pelas colunas da “Cidade de Itapira”.

Em 1913, desistiu da cadeira de deputado Federal por São Paulo, indicando aos seus amigos o nome de Francisco Alves dos Santos.”

Nasceu o dr. Mário Fonseca na cidade de Itu, deste estado a 6 de novembro de 1874.Foram seus pais, o sr. José Therezio Pereira da Fonseca e d. Maria Francisca Fonseca. Fez seus estudo preparatórios no “Colégio de  Itu”, cursando, a seguir a Faculdade de Direito de São Paulo, onde se diplomou. Contava, então, pouco mais de 19 anos.

Escolheu Itapira para advogar. Pouco tempo depois, a 17 de novembro de 1894, contraia núpcias com a exma.sra.d.Carolina Cintra, deixando desses feliz consórcio, os filhos seguintes:

D.Aracy Fonseca de Oliveira, casada com o sr.dr.Heitor Pereira de Oliveira, advogado; Mario da Fonseca Filho, tesoureiro da Câmara Municipal, casado com d.Ítala B. Fonseca; Jacyra Fonseca Vianna, casada com o sr. dr.Antonio Augusto Vianna, engenheiro eletricista; d.Jupyra Fonseca leite, casada com o sr.dr.Diaulas de Souza Leite, medico nesta cidade; prof. d.Maria Ary Fonseca e dr. Norberto Cintra da Fonseca.

Deixou também, três netos:

Era irmão de d.Anna Cândida da Fonseca Pares, viúva do cel. David Baptista da Silva Pares; dr. Norberto Pereira da Fonseca, casado com d.Francisca da Silva Fonseca, já falecidos; sr. Rocio Pereira da Fonseca já falecido; d.Hortência Fonseca de Oliveira, viúva de Joaquim de Oliveira; sr. Joaquim Pereira da Fonseca, viúvo de d.Irene Guimarães Fonseca; e prof. Maria Fonseca.

CORONEL MATHIAS CINTRA

Nasceu o nosso biografado, em Bragança Paulista a 20 de fevereiro de 1832, casando-se em 1852 em Jaguary, estado de Minas Gerais, com a exam. sra, d.Bernardina de Senne Cintra e tendo desse consórcio os seguintes filhos:José Bernardino de A. Cintra, Estanislau Cintra, d. Eliza Cintra, d.Brazilina Cintra, d.Maria Cintra, d.Brazilia Cintra e d. Elvira Cintra.

Grande pela grandeza dos seus sentimentos; estimado, pela bondade que lhe era particular e respeitado, pela autoridade de seu caráter, o coronel Mathias Cintra era ainda um homem, em cujo peito se aninhavam todas as virtudes. Nele se consorciaram a inteligência e o trabalho, formando a base em que firmou o grande mérito que todos lhe reconheciam.

Republicano histórico,lutou com tenacidade ao lado dos propagandistas do novo regime, pelo triunfo das suas crenças políticas, tendo sido um dos fundadores do partido republicano em Itapira, no agudo período em que o partido liberal fazia causa comum com o partido conservador, a fim de dar veemente combate aos primeiros republicanos que aqui surgiram.

Ocupou diversos cargos de responsabilidade, tendo sido  por muito tempo delegado de polícia desta cidade, onde era também o comandante superior da Guarda Nacional.

Nos últimos anos de sua preciosa existência, vivia afastado da atividade política, apoiando, porém,o partido situacionista local.Entregou-se aos misteres da sua profissão, tendo conquistado nomeada, como agrimensor competente.

O coronel Mathias “pelo avançado da sua idade e pela sugestiva respeitabilidade que o cercava era chamado – a tradição de Itapira”.

Faleceu a 24 de dezembro de 1912, despertando extraordinário pesar o seu transpasse.

BENTO JOSÉ DE OLIVEIRA ROCHA

Bento José de Oliveira Rocha

Varão benemérito foi, sem dúvida o saudoso sr Bento José de Oliveira Rocha, cujos descendentes aqui vivem, cercados pela estima geral, continuando a existência de honradez e de dignidade que assinalou o seu ascendente nunca esquecido.

Nasceu ele em Mogi Mirim, a 30 de dezembro de 1838, sendo filho do sr. Justino José de Oliveira e da exma. sra. d.Gertrudes de Oliveira, já falecidos.

Poucos estudos teve, porém, foram os necessários para dar aos seus uma existência livre de cuidados e cercada de conforto. A propósito, escreveu a “Cidade de Itapira”, ao noticiar o seu falecimento.

“Filho de pais obscuros, porém,honrados, a sua educação se completou sob a influência da escola antiga que se caracterizava pela intransigÊncia em tudo que dizia respeito à honra e dignidade”.

O sr.Bento José de Oliveira Rocha transferiu-se para Itapira em 1865, casando-se – em 30 de dezembro de 1867 – com a exma.sra. d.Maria Vieira da Rocha, também já falecida, tendo o ditoso casal os seguintes filhos:

Bento de Oliveira Rocha, casado com a exma. Sra. d.Anna da Cunha Rocha; exma sra. d.Maria da Rocha Álvares, já falecida, casada com o sr.dr.João Caetano Álvares; Noé de Oliveira Rocha, tabelião nesta comarca consorciado com a exma. sra. d.Olímpia P.da Rocha; exma. sra .d.Jovina Rocha, já falecida, casada com o sr. dr. Abreu Guimarães e em segundas núpcias com o sr. Delfino Alvarenga; exma sra. d.Francisca da Rocha Pereira, esposa do sr. João Baptista Pereira; exma sra. d.Isaura da Rocha Pereira, falecida esposa do sr. Francisco Manoel Pereira e exa. Sra. d.Ernestina da Rocha Pereira, viúva do professor Rogério Pereira da Silva.

Toda a existência do sr. Bento José de Oliveira Rocha representou um corolário de lutas e de sacrifícios. Foi comerciante e guarda-livros, exercendo mais tarde os cargos de escrivão de paz e secretário da Câmara. Eleito vereador, foi escolhido por seus pares para a Intendência Municipal, em 1893, só deixando o honroso posto em 1901, em conseqüência de sucessivas reeleições.

Assinalados serviços prestou, ao município nesse largo espaço de tempo. Os livros de atas da edilidade estão cheios de referências elogiosas à operosidade do incansável chefe do executivo local naquela época.

Em 12 de novembro de 1907, por entre inequívocas demonstrações de pesar da população baixou ao túmulo o venerando cidadão.

DR. ADALBERTO P. DE ULHÔA CINTRA

Dr. Adalberto Pereira de Ulhôa Cintra

O sr. Adalberto Cintra nasceu em Mogi Mirim em 1871, e era filho d Barão de Jaguará e de d.Adelina Henriqueta de Ilhôa Cintra, sua primeira esposa.

Estudo preparatórios com brilhantismo no Seminário Episcopal e matriculou-se no curso superior da Faculdade de Direito de São Paulo, em 1890.

Em dezembro de 1894, depois de um invejável tirocínio acadêmico, recebeu o grau de bacharel em ciências jurídicas e sociais.

Em 1897 veio para esta cidade, nomeado Promotor Público, cargo que desempenhou com muita competência.

Em 1898 uniu-se pelos laços matrimoniais com a exma. sra. d.Maria Vasconcellos de Ulhôa Cintra, filha do major Francisco Otaviano de Vasconcellos Tavares., de cujo casamento teve vários filhos:, entre os quais a exma .sra. d.Adalgisa de Ulhôa Cintra Pereira, estremecida esposa do sr.Anacleto Magalhães Pereira, prefeito municipal deste município.

Deixando a Promotoria Pública da Comarca dedicou-se à advocacia obtendo fartos louros nas lides forenses.

Muito educado, de trato fino e fidalgo, sempre jovial, alegrava todas as rodas em que se achava.

Mordaz, sarcástico, constantemente armado de boa pilhéria original e pronta, era temido no seio dos intelectuais pelos seus epigramas capazes de desnortear ao mais impassível.

Bom, generoso, dedicado até o sacrifício, impunha-se à estima de quantos dele se acercavam.

Entretanto o dr.Adalberto como todos os homens de valor, tinha alguns inimigos. Foi um desses que o matou, pois tombou assassinado no dia 22 de novembro de 1907.

CAP. JOAQUIM IGNACIO DE ALVARENGA CUNHA

Cap. Joaquim Ignácio de Alvarenga Cunha

  Nascido em Itapira no anos de 1848, o sr. cap. Joaquim Ignácio de Alvarenga Cunha era filho do sr. Ignácio Gomes da Cunha e da exa.sra.d.Maria de Alvarenga Cunha, já falecidos.

Casou-se com a exma.sra .d Helena Adelina da Cunha tendo desse consórcio os seguintes filhos:Adelino. D.Auristela, já falecidos e a exma.sra.d. Maria Amélia Bicudo, esposa do sr.dr. Névio Bicudo.

Muito bondoso e serviçal, o sr. cap. Joaquim Ignácio de Alvarenga Cunha distinguiu-se pela extrema lealdade de suas atitudes, jamais tendo falseado aos seus amigos.

Desempenhou numerosos cargos públicos quer de nomeação como de eleição, destacando-se o de vereador municipal e o de delegado de polícia. Político dos mais prestigiosos chefiou por largos anos o Partido Liberal, durante a monarquia, conseguindo a criação da Comarca de Itapira, graças à sua notável influência junto ao governo da Província. Causou profunda impressão a sua morte, ocorrida em 14 de maio de 1912.

COMENDADOR JOÃO CINTRA

Comendador João Batista Cintra

Poucos são os informes que conseguimos colher do valoroso pioneiro do progresso itapirense que foi o sr. comendador João Cintra. Nascido em Atibaia chegou a Itapira quando a cidade de hoje não era mais que um simples arraial. Extremamente progressista, o sr. comendador João Cintra iniciou a construção para sua residência, da primeira casa de taipas que aqui se levantou, pois ate então os habitações era todas de madeira. Tornou-se, sem demora, o ídolo da população, reconhecida aos seus inestimáveis serviços. Muito religioso, deliberou levantar a Matriz, e substituição a tosca capela em que era venerada a Padroeira. Com seus escravos levou a termo a tarefa, concluindo-a brilhantemente. Precisaríamos de grande espaço se quiséssemos alinhar tantos outros melhoramentos devidos a sua feliz iniciativa.É bastante dizermos que tudo quanto foi feito em Itapira durante a permanência do sr comendador João Cintra na localidade, dependeu do seu concurso moral e material. Possuidor de fartos haveres tinha numerosos escravos. Não era, entretanto o senhor e apenas o amigo dessas pobres máquinas humanas que encontravam no comendador Cintra um grande protetor. O seu falecimento ecoou calorosamente no seio da população que sabia perder no varão ilustre um insubstituível paladino do progresso itapirense.

DR. FRANCISCO DE PAULA MOREIRA BARBOSA  

Dr.Francisco de Paula Moreira Barbosa

Em 29 de fevereiro de 1860, na cidade de Belo  Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, nasceu o sr. dr. Francisco de Paula Moreira Barbosa, filho do sr. tte. cel. Theodoro Barbosa e exam. Sra. d.Maria Angélica Barbosa.Feitos os estudos primários e ginasiais, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se em 1883 e casando-se nesse mesmo ano com a exma. sra. d.Francisca de Luz Quartim Barbosa. Teve o ilustre casal os seguintes filhos:dr. João Quartim Barbosa, dr. Theodoro Quartim Barbosa, Mére Maria M.de Sion, José Quartim Barbosa, drs. Paulo Antonio e Geraldo Quartim Barbosa.

Entrando na vida prática, foi o sr. d. Francisco de Paula Moreira Barbosa nomeado juiz de direito, funções que exerceu durante largos anos, abandonando mais tarde a magistratura e fixando residência nesta cidade, onde chegou em 1896, dedicando-se à lavoura, na sua ótima Fazenda Santa Bárbara.

Espírito adiantado e empreendedor, não conseguiu alhear-se aos destinos da localidade em que residia pelo que , sendo eleito vereador em 1899, aceitou a investidura. Este no legislativo municipal, como presidente, até 1907, quando renunciou à sua cadeira.

Muitos e assinalados foram os serviços prestados ao município nesse largo período, pois o nosso biografado colocava-se invariavelmente à frente das boas iniciativas..Além da operosidade que desenvolvia no seio da edilidade, outros favores lhe deve a população, salientando-se a Santa Casa, para cuja fundação empregou os melhores esforços.

Falecendo o sr. dr. Francisco de Paula Moreira Barbosa, o seu passamento ecoou dolorosamente no seio da sociedade itapirense

JACYNTHO FRANKLIM DA CUNHA  

Jacyntho Franklin da Cunha

Pertencendo À distinta família Cunha a quem Itapira deve notáveis favores, o sr. Jacyntho Franklim da Cunha nascido em Itapira aos 26 de Outubro de 1865.Ffoi um digno continuador das virtudes e dos peregrino dotes morais de seus antepassados. Eleito vereador municipal em 1902, a sua entrada no legislativo com verdadeiro agrado a escolha do sr.Jacyntho para as árduas funções de intendente que desempenhou com eficiência e galhardia.

À morte do valoroso homem público é até hoje chorada pelos seus conterrâneos tendo falecido 10 de agosto de 1928.

ANACLETO MAGALHÃES PEREIRA

Anacleto Magalhães Pereira

Poucos filhos de Itapira terão demonstrado tanto amor e tamanha dedicação a esta terra domo o sr.Anacleto Magalhães Pereira, apesar de não ser itapirense, pois nasceu na capital do estado em 4 de outubro de 1886, filho do sr. farmacêutico Antonio de Paula Teixeira e da exa . sra. d. Amália de Magalhães Pereira, residentes em Taubaté. Contando 12 anos de idade matriculou-se no Grupo Escolar de Santa Efigênia, saindo dois anos após para ingressar no Liceu Coração de Jesus, permanecendo largo tempo como interno do notável estabelecimento de ensino. Concluídos os estudos voltou para a casa paterna, entrando a trabalha no estabelecimento farmacêutico de seu progenitor até transferir-se para a capital – após adquirido o devido tirocínio – tendo sido auxiliar de confiança das conceituadas Farmácias Castor, Pharoux e outras. Em 1911, contando 25 anos de idade , mudou-se para Itapira, de onde não mais saiu até esta data.

Caráter sem jaça, alma nobre,dotada de sentimentos puríssimos o sr.Anacleto Magalhães Pereira pode afirmar não possuir um só inimigo, pois quantos o conheceu são seus admiradores sinceros e dedicados.

Bondoso, paciente, despido do mais leve orgulho, é freqüente deter o passo em qualquer parte onde esteja, para atender com solicitude aos apelo dos pequeninos, dos humildes, tudo fazendo para mitigar as dores e os sofrimentos alheios.

Consorciou-se a 4 de outubro de 1913, com a exma . sra. d. Sebastiana Vasconcellos Pereira , filha do saudoso major Francisco Otaviano, tendo desse consórcio os seguintes filhos: senhorinha Géssia, professora senhorinha Gil Mary, estudante normalista e Gilberto, atual aluno do Ginásio Ateneu Paulista de Campinas. Falecendo sua exma esposa em 28 de setembro de 1920, contraiu segundas núpcias em 29 de maio de 1929 com a exma. Sra.d. Adalgisa de Ulhôa Cintra Pereira, filha do distinto advogado sr. dr. Adalberto Ulhôa Cintra, já falecido. Atualmente possui o estimado casal três filhinhos: Gilda, Gilsa e Guilherme.

Apesar de importante fazendeiro neste município, com grandes afazeres oriundos de seus negócios particulares, o sr.Anacleto Magalhães Pereira jamais mostrou indiferença pelo progresso da terra que o acolheu com tamanha fidalguia e assim todos os problemas de interesse geral sempre mereceram as suas atenções e esforçada cooperação.

Eleito vereador municipal a sua atuação no seio do governo da cidade foi das mais eficientes, despertando a atenção dos itapirenses, já convencidos de terem no sr. Magalhães Pereira um grande pioneiro do progresso de sua terra.

Vitoriosa a revolução de 1930, extinguiram-se automaticamente as municipalidades. Foi o nosso biografado então escolhido para integrar a Junta Provisória empossada em  25 de outubro daquele ano. Mais tarde ingressou na Prefeitura Municipal, a cuja frente ainda está, significando a sua permanência no elevado posto a melhor de todas a garantias de tranqüilidade para os itapirenses e o penhor seguro de que os negócios municipais, caminharão com segurança, rumo ao aperfeiçoamento de todos os serviços públicos. Na vida social da cidade também vai sendo digna de apreço a posição do sr.Anacleto Magalhães Pereira, que presidente do Club XV de Novembro do
Paulista F.C. da }Associação Atlética Itapirense, etc.Há longos anos exerce as honrosas funções de tesoureiro da Santa Casa de Misericórdia.

Sentindo prazer sincero ao incluir nesta galeria os dados biográficos do distintíssimo governador da cidade de Itapira formulamos votos sinceros para que o nobre povo desta terra tenha sempre à frente de sua Prefeitura o homem que se vem impondo pela honestidade, competência e operosidade incansável, fazendo jus aos mais entusiásticos aplausos.

CEL. JOSÉ DE SOUZA PEREIRA  

Cel.José de Souza Ferreira

Entre os vultos que mais honraram, em todos os tempos, a terra de Itapira, está o sr.cel. José de Souza Pereira, homem digno por todos os títulos da estima, do respeito e do apreço de seus conterrâneos.

Nasceu o sr. cel. Souza Ferreira nesta cidade,a 17 de janeiro de 1867.Filho do tte. Filadelfo de Souza Ferreira que ocupou saliente posição na política local, chefiando por muitos anos o Partido Conservador e da exma. sra. d. Maria Carlota Torreani Ferreira, digna irmã do saudoso Venâncio Ferreira Alves Adorno, soube ser o continuador fiel das virtudes morais e predicados inconfundíveis de honradez que distinguiram seus progenitores, iniciando desde os verdes anos na senda do trabalho e da operosidade.

Consorciou-se com a sra, Flora da Silva Ferreira, dama pertencente a tradicional família itapirense, tendo do feliz enlace os seguintes filhos: exma.sra. d.Maria Flora, esposa do ser. Américo Martins; Cacilda e Irene.já falecidas; exma sra. d.Maria José, consorciada em segundas núpcias com o sr. dr. João da Gama Cerqueira; dr.José de Souza Ferreira Filho, casado com a exma sra. d.Zoraia Malta Cardoso Ferreira e exma. sra. d.Francisca, esposa do sr. Caetano Munhoz, gerente da Casa Bancária José de Souza Ferreira.

Contava apenas 21 anos de idade quando iniciou sua carreira política ingressando no Partido Conservador.

Proclamada a República, fez parte do Diretório Político local, ao lado de muitos nomes ilustre, salientando-se o saudoso Francisco Mesquita, irmão do notável jornalista e homem público sr. dr.Júlio de Mesquita.

Pouco depois assumia o cel.José de Souza Ferreira a chefia política de Itapira, datando dessa época o início da enorme serie de serviços prestados ao município e à cidade.

Em 1896, aventada a idéia de conseguir-se a construção de um prédio para o Grupo Escolar, o valoroso cel. Ferreira agiu com desassombro, entendeu-se reiteradas vezes com as altas autoridades estaduais, até alcançar o fim colimado.

O abastecimento d’água inaugurado no ano seguinte foi outro grande serviço prestado a Itapira. Vereador municipal por largo tempo, o cel Souza Ferreira demonstrou excepcionais qualidades no seio do legislativo local. Mais tarde, cansado da luta, retirou-se à vida privada, sempre cercado de geral apreço.

Lavrador competentíssimo quis dedicar-se também ao comércio, fundando a conceituada Casa Bancária José de Souza Ferreira, que representa até hoje, neste município, o Banco do Brasil e outras notáveis instituições de crédito.

Com 62 anos de idade faleceu o sr. cel. José de Souza Ferreira, na cidade de Santos, a 14 de julho de 1929, enchendo de profunda magoa a população itapirense que o venerava carinhosamente.

  BENTO JOSÉ PEREIRA DA SILVA  

Cel. Bento José Pereira da Silva

 

Natural de Itapira onde sempre viveu, o sr. Bento José Pereira da Silva era filho do sr. Manoel Pereira da Silva e da exma. sra.d. Isabel Pereira da Silva,já falecidos. Feito os estudos primários, dedicou-se À lavoura, profissão que exercia com perfeito conhecimento, denso apontado entre os mais competentes fazendeiros da zona.

Honesto, amante de sua terra, teve o seus nome sufragado pelo eleitorado que o colocou na Câmara Municipal, exercendo a vereança em duas legislaturas seguidas, abrangendo o período de 1869 a 1876.

Muito amigo de praticar o bem, foi o primeiro neste município a libertar os escravos que possuía, bem antes de 13 de maio de 1888.

Consorciado com a exma. sra .d.Maria Antonia de Oliveira, teve numerosa prole sendo vivas duas filhas, as exmas. sras. d. Helena da Silva Tavares e Alexandrina da Silva Vieira. Faleceu o venerando cidadão nesta cidade, a 24 de março de 1888.

HORTÊNCIO PEREIRA DA SILVA  

Dr. Hortêncio Pereira da Silva

Bondoso e afável com todos que o procuram, espírito progressista e francamente humanitário, o sr.dr. Hortêncio Pereira da Silva goza de extraordinárias simpatias nesta cidade. Aqui nasceu ele a 21 de junho de 1888, sendo filho do sr.João Pereira da Silva e da exma. sra. d. Maria Luiza Pereira da Silva, ambos falecidos e descendentes em linha reta dos fundadores de Itapira.

Realizados os estudos primários na terra natal, no Colégio São Francisco, seguiu para São Paulo, matriculando-se no Ginásio Diocesano onde fez o curso de humanidades.

Em 1906 ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, revelando-se – desde logo – excelente estudante não só pela assiduidade e constância como pela extrema capacidade de assimilação. Após curso dos mais brilhantes, doutorou-se em 1912, obtendo notas distintas em todos os exames.

Estava ainda nos últimos anos acadêmicos e já exercia as funções de interno da Maternidade Laranjeiras, no Rio de Janeiro, da qual foi, após formado um dos assistentes.

Pouco depois deliberou fixar residência na cidade natal onde em 17 de abril de 1929 instalou modelar casa de saúde, ainda em funcionamento.

Muitos têm sido os cargos desempenhados pelo sr. dr. Hortêncio Pereira da Silva, salientando-se os de vereador e presidente da Câmara em duas legislaturas. Foi medico de higiene várias vezes.

Os surtos epidêmicos que empolgaram esta zona, agiu como verdadeira dedicação, salientando-se o seu esforço principalmente quando das epidemias de gripe espanhola, varíola, escarlatina e outras.

Durante o movimento revolucionário de 1932, desenvolveu assombrosa atividade, demonstrando-se verdadeiro paulista.

Casado a 2 de abril de 1923 com a exma. sra. d. Josefina Galdi Pereira, tem três interessantes filhinhos: Hortêncio Pereira da  Silva Júnior, Lylia Aparecida Pereira e Edith Pereira.

CEL. FRANCISCO CINTRA  

Modestíssimo e avesso à publicidade o sr. cel. Francisco Cintra escusou-se delicadamente, a fornecer-nos os apontamentos de que necessitávamos para a sua biografia. Eis porque ela não figura nesta galeria,como, tanto desejávamos.

Dr. Achilles Galdi

 

O distinto facultativo o sr. Dr. Achilles Galdi nasceu nesta cidade a 30 de junho de 1899.Matriculando-se no antigo e conceituado Externato Itapirense, dirigido pelo prof. Miguel Lopes Cardim, aí fez os estudos primeiros e parte dos ginasiais, concluídos no Colégio Brasil de Ouro Fino (Minas), no fim do ano letivo de 1916.

Seguiu após, para a cidade de Pindamonhangaba, em cuja Escola de Farmácia ingressou, formando-se em 1920.Voltando à terra natal, o novel farmacêutico, manteve-se com acreditada farmácia durante longos anos até que – resolvendo estudar medicina – matriculou-se, em 1927, na Faculdade Fluminense de Medicina, doutorando-se em 1932 e vindo fixar residência entre os seus conterrâneos.

O sr. Dr. Achilles Galdi tem consultório à Praça Bernardino de Campos nº 1 – telefone, 85 – dedicando-se à clínica geral e desfrutando de largo conceito em toda esta zona, em conseqüência de sua notável competência profissional.

Cavalheiro distintíssimo, portador de invejável cultura, soube conquistar as simpatias e a admiração de todos, quer pela lhanesa e cavalherismo com que trata a quantos dele se aproximam, como pelas excelsas virtudes morais que exortam a sua personalidade de escol.

É o sr. Dr. Achilles Galdi consorciado com a exma sra. D.Dalila Simões Galdi, desde 1 de maio de 1930, tendo dois filhinhos: Luiz Hermínio e Dalila Theresinha.

Dr. José Secchi

 

O distinto clínico sr.dr.José Secchi, nasceu nesta cidade , em 4 de janeiro de 1902, sendo filho do sr. João Secchi e da exma. sra.d.Adelaide Destro Secchi, aqui residentes.

Realizados os estudos primários no Grupo Escolar local, seguiu o nosso biografado para a capital, matriculando-se no célebre Ginásio Oswaldo Cruz. Inteligente e estudioso, concluiu rapidamente os preparatórios, matriculando-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, em 1921, doutorando-se em 1926, após ter defendido a tese “Tuberculose Peritonial”.

Dizer como fez os estudos superiores é tarefa difícil, bastando salientar que a sua passagem pelos bancos acadêmicos determinou – e bem assinalaram seus colegas – a repetição de estrondosos triunfos, coroados com a nota de distinção recebida pela sua brilhantíssima tese final.

Uma vez formado, deliberou o sr.Dr. José Secchi regressar à terra natal, onde abriu consultório, desde logo muito procurado, em conseqüência de sucessivas vitórias obtidas no campo da ciência medica.

Consorciado em 2 de maio de 1932 com a exma. sra. d.Cordália Queiroz Telles Secchi, possui o ilustre clínico uma graciosa filhinha a quem deu o nome de Ana Maria.

Tendo consultório e residência à rua 15 de novembro nº 11, telefone n° 82, dedica-se o sr. Dr. José Secchi à clínica geral, principalmente moléstias de crianças.

Moço distinto, afável, sem orgulhos absurdos, é querido de toda população em cujo seio desfruta de largo conceito, não só como profissional e também por ser dos mais destacados elementos da sociedade itapirense.

(Foi mantida a grafia da época nos textos)

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