O Parque "JUCA MULATO"

 

Terreno ainda vazio desapropriado do capitão Manoel Vicente de Araújo Cintra para a construção do reservatório d'água e do parque Municipal no ano de 1986

A história da inauguração do abastecimento de água de Itapira é contemporânea e se confunde com a criação do Parque "Juca Mulato. Haja visto que uma deu origem a outra. Quando na metade do século XX os primeiros estudos foram feitos para a captação de água do manancial existente na fazenda "Águas Claras" , na divisa com Serra Negra e de propriedade do capitão Joaquim Ignácio da Silveira, Após solicitado ao proprietário a cessão das águas dos mananciais de sua propriedade e que fora concedida em forma de doação (doc.de 19 de dezembro de 1898). Isso posto, impôs-se a necessidade da criação de um reservatório que pudesse abrigar o volume de água que viria dessa fonte, através de encanamentos, cuja metragem seria proporcional à distância da fazenda até o reservatório de água que seria construído. Os primeiros estudos visavam a descida por gravidade das águas da fazenda pelas encostas e pelos morros e depois o seu bombeamento para a parte alta da cidade. Como esse reservatório teria que estar num lugar bem alto para que pudesse ser distribuído para a população, o local escolhido só poderia ser localizado onde hoje se encontra o parque "Juca Mulato".

Retrospecto histórico sobre o Abastecimento de Água

(Para matéria completa ver página anterior)

Uma das mais antigas referências sobre o abastecimento de água se encontra na ata da sessão da Câmara do dia 1º de outubro de 1883.
"Proposta: Indico que se nomeie uma Comissão para explorar uma água oferecida pelo snr. Antonio José Villas Boas, para o chafariz desta cidade.1º de Sbro. de 1883. Gonzaga Cintra. aprovado. A Câmara nomeou o vereador Manoel da Rocha Campos Cardoso e ao Dr. Francisco de Assis Cintra para a dita exploração."

Poucos anos após, os vereadores empenhavam-se em dotar a cidade de um melhor serviço de abastecimento de água, mas faltavam recursos para esse propósito.Foi quando o vereador Alfredo de Azevedo em sessão de 28 de fevereiro de 1887, propôs que se buscasse recursos através de donativos feitos pela população ao mesmo tempo em que o governo da Província autorizava a "aplicação do produto de uma loteria destinada a auxiliar as obras da Santa Casa, em favor do abastecimento. Em 9 de junho de 1889 , Virgílio Marciano Pereira, um corretor de São Paulo enviou uma carta para a Câmara local que dizia o seguinte:

 

 " São Paulo, 9 de junho de 1889. Ilmos.Snrs. Presidente e mais Membros da Câmara Municipal da Penha do Rio do Peixe. Na qualidade de sócio da firma V. Pereira & Cia. proponho levantar a quantia de 2.000$000 rs. concedida pela assembléia  Legislativa Provincial no exercício de 1889 a 1890, como auxílio para o Abastecimento d'ágoa n'esse município mediante a comissão de 5%, concorrendo com as despesas para esse fim necessárias. Si merecer a confiança deV.Sas., aguardo remessa da procuração, e ordem para quem deverei entregar o líquido do recebimento. Sou com estima e consideração, De V.Sas. Atz "Amº Obr" - Virgílio Marciano Pereira. No ano de 1895, a Câmara incumbiu o engenheiro dr. Manoel Antonio Bueno de Andrade de elaborar uma planta para o abastecimento, sendo as obras orçadas em 70 contos de réis. Na impossibilidade do levantamento dessa importância o vereador Jacintho Bueno em sessão de 12 de outubro daquele ano, propôs e a edilidade aprovou o levantamento de um empréstimo no valor da quantia necessária. Em abril de 1896, a Câmara aprovou a desapropriação  do terreno do capitão Manoel Vicente de Araújo Cintra, no local onde hoje é o Parque "Juca Mulato", no sentido de utilizá-lo na construção de um reservatório de água adequado.

 

O surgimento do "Parque Municipal"

 

e o

Parque Municipal "Juca Mulato"

Finalizado essa primeira etapa do abastecimento de água e tendo sido escolhido o local para a construção do reservatório bem como a desapropriação do terreno do capitão Manoel Vicente de Araújo Cintra, restava agora por mãos à obra. Desse modo desde o início da idealização do projeto em 1887 até a inauguração das obras em 1897, Itapira passou a contar com um serviço de tratamento à altura de suas necessidades.

Como sobrou uma grande espaço de terreno da desapropriação das terras de Manuel Vicente de Araújo Cintra, o vereador Alfredo de Azevedo teve a feliz idéia de aproveitá-lo para a criação de uma área ajardinada, arborizada  e que servisse para os momentos de descanso e lazer para os itapirenses e visitantes.

Na gestão do intendente Jacintho Franklin Alvarenga Cunha, terceiro prefeito de Itapira de 1902 a 1905, houve um grande progresso na cidade. Jacintho apoiado por uma plêiade de abnegados políticos, incluindo o Sr. Alfredo de Azevedo, seu amigo particular e (irmão de Ramos de Azevedo, cultuado em uma estátua em São Paulo, na localizada na Av. Paulista), conseguiu trazer inúmeros benefícios para o nosso município.Durante a sua administração instalou-se na cidade as primeiras guias e sarjetas, mandou construir a represa na Ponte Nova para ali funcionar a Usina Hidroelétrica de Itapira. No último ano de sua gestão, inaugurou em 14 de maio de 1905, a iluminação pública das ruas da cidade, cujo evento foi bastante festejado. Determinou a construção do Parque Municipal, cuja inauguração se deu a 23 de dezembro de 1902, um dos pontos turísticos mais apreciados da região e de todos os itapirenses. Podemos observar pela foto abaixo que o ano de inauguração foi inscrito em plantas ornamentais num canteiro central e logo acima uma placa com os dizeres: " a guarda deste jardim está afeta ao público". Mandou abrir a Av. dos Birís, e implantou no alto da colina o Cruzeiro - na passagem do século em 1902, representando o símbolo da fé. Fez realizar em Itapira a 3 de maio de 1903, a primeira Festa da Árvore.Para essa festividade trouxe o poeta Coelho Neto (que assinou a ata do evento), plantando ao lado do grupo escolar Dr. Julio de Mesquita uma árvore símbolo - o pau-brasil .O prefeito Francklin da Cunha plantou dentro do parque Municipal aquela espécime centenária (grevillea robustas), que está como uma sentinela avançada no início da Av. dos Birís, ao lado do Museu Histórico e Pedagógico Comendador Virgolino de Oliveira, um instituto cultural de nossa terra implantando pelo seu neto - Plinio Magalhães da Cunha inaugurado em 21 de abril de 1974.

 (foto texto do autor Plínio Magalhães da Cunha)

                      

1 - Parque Municipal "Joao Pessoa"numa foto de 1916. O Parque foi idealizado, construído e inaugurado em 1902 pelo 3º intendente de Itapira - Jacyntho Franklin da Cunha.

No canteiro observa-se a data da inauguração.

Conforme Jácomo Mandatto, escritor e pesquisador da história de Itapira a idéia de formação de um parque foi do cel. Alfredo de Azevedo,

cujo nome foi dado a uma pracinha nos fundos do Grupo Escolar Julio Mesquita em frente ao parque Juca Mulato.

2 - Entrada principal do Parque que existiu até o final dos anos 20 e que foi chamado de  Parque "João Pessoa" de 1931 até 1951.

3 - Local aprazível,de descanso e lazer o parque reunia as famílias itapirenses. Podemos ver nessa foto de 1915 um exemplo, onde aparecem sentados: Menotti Del Picchia, sua cunhada Maria Josefina da Cunha Salles "Mininica".

Em  pé: Francisca Avelina Gomes da Cunha Salles "Pitutica", mulher de Menotti, José Gomes da Cunha Salles, sogro de Menotti, e Luigi Del Picchia, pai de Menotti

 

Esse local foi inicialmente conhecido como "Parque Municipal". Esse nome foi mudado tempos depois para Parque "João Pessoa" (cujo nome reverenciava a memória do político brasileiro assassinado em 1930 na Paraíba, mas sem ligação com a história da cidade). Finalmente, a 11 de dezembro de 1951, o prefeito Virgolino de Oliveira sanciona a lei nº 118, dando o nome do personagem de Menotti Del Picchia ao parque, acatando o projeto do vereador Ângelo Lisi que fora aprovado pela Câmara. Surgiu assim, o nosso querido parque "JUCA MULATO"

 

 

Foto de João Pessoa

O Parque era conhecido pelo seu nome antes da mudança para "Juca Mulato"

 

Mudança de nome do PARQUE

( de "João Pessoa" para "Parque Municipal Juca Mulato")

 

          

                                                                                                                      Capa da 1ª Ed. do "Juca Mulato"     Projeto de Lei nº 135            Menotti Del Picchia em 1917

A idéia de dar o nome de "Juca Mulato" ao Parque foi do prof. Juvenal Campos.

A idéia de erigir um monumento (ainda não concretizado) ao personagem "Juca Mulato" do livro de Menotti Del Picchia 

partiu do farmacêutico, político, jornalista e poeta João Manuel Galdi

 

                                  

 

        Inauguração da herma de Menotti em 1962                            Menotti ao lado de sua herma                     Recebimento do título de Cidadão Itapirense      

 

 

 

O vereador Ângelo Lisi, no centro, com Américo Bologna a esquerda e o filho de Menotti, o também Ulpiano Del Picchia, na redação do jornal "A Gazeta"

 

Após 10 anos no dia 1º de abril de 1962, inaugurou-se a herma de Menotti Del Picchia, obra do escultor Luiz Morrone e oferecida por Virgolino de Oliveira. Angelo Lisi apresentou na Câmara Municipal de Itapira o projeto de lei nº135, datado de 23 de novembro de 1951 dando o nome de "Juca Mulato" Justificou esse ato o ilustre vereador com seguintes palavras: "Traçamos e temos a honra de entregar à apreciação desse egrégio Poder Legislativo, o Projeto de Lei nº 135, que objetiva dar ao atual Parque Municipal a denominação de "Parque Municipal Juca Mulato", em homenagem ao eminente escritor brasileiro, Dr. Menotti Del Picchia, figura das mais representativas do Congresso Nacional. Na concretização de nosso anelo, melhor logradouro da nossa cidade não poderíamos encontrar que o por nós, ora alvitrado, onde o ilustre escritor escreveu o conhecido poema "Juca Mulato", lídima jóia da literatura brasileira. Em nossas breves considerações, à guisa de justificação dessa propositura, queremos deixar patente a nossa melhor intenção em praticar um ato que, sem dúvida, se reveste de inteira justiça para com o insigne escritor patrício. Valor autêntico da nossa literatura que, nos primórdios de sua fecunda e brilhante carreira literária, produziu, em nossa cidade, a monumental obra, cujo nome, em sua homenagem, pretendemos dar a um das mais belos recantos da nossa urbe". Após a leitura dessa propositura, esta foi encaminhada à Comissão de Justiça e Redação, constituída pelos vereadores João Manoel Galdi, relator, dr. Achiles Galdi e dr. José de Souza Ferreira Filho, sendo emitido o Parecer nº230, com data de 6 de dezembro de 1951. Tal propositura analisada pela Comissão de Justiça e Redação opina ao egrégio Poder Edilício que se aprove o Projeto de Lei ora apresentado. Após a aprovação do projeto o medico e vereador dr. Achiles Galdi, amigo de Menotti escreveu e  enviou uma cópia ao poeta  homenageado, dando-lhe ciência da aprovação do referido projeto. O projeto após encaminhado ao poder executivo recebeu a sansão

sob nº 118. tendo sido transformado em lei o objeto proposto.Após a aprovação da sansão ora enviada e transformada em lei recebeu a seguinte redação:

"A Câmara Municipal de Itapira decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º - Fica revogado o Decreto Municipal nº 1 de 3 de janeiro de 1931.

Art. 2º - O atual Parque 'João Pessoa' desta cidade passa a denominar-se 'Parque Municipal Juca Mulato', em homenagem ao insigne escritor patrício Dr. Menotti Del Picchia.

Art. 3 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de Itapira, 11 de dezembro de 1951.

(a) Virgolino de Oliveira, Prefeito Municipal".

Registrada  e publicada na Secretaria da Prefeitura, em 11 de dezembro de 1951

(a) Octávio Boretti - Secretário da Prefeitura.

Aprovada a lei dando o nome de "Juca Mulato" ao parque, cuja idéia original partiu do professor e jornalista Juvenal Campos e foi aproveitada pelo vereador Ângelo Lisi, a imprensa local representada pela "Cidade de Itapira", então dirigida por Benedito Martins publicou várias notas a tal respeito, sendo seguida pelos órgãos de São Paulo, principalmente pela "A Gazeta", onde trabalhava Américo Bologna, filho do medico Bologno Bologna que era amigo de Menotti nas primeiras décadas do século passado, tendo clinicado em Itapira. A idéia de erigir um monumento ao caboclo, personagem da obra de Menotti, partiu do vereador João Manoel Galdi (político, farmacêutico, jornalista e poeta, irmão do dr. Achiles Galdi.Tal idéia não evoluiu no entanto a alma do poeta ao criar esse personagem não poderia aí se limitar já que sua grandiosidade está nas inúmeras obras de sua lavra. Apesar das manifestações de carinho expressados por muitos jornalistas, escritores e amigos cuidou-se erigir um busto do próprio escritor. Assim em 1º de abril de 1962 foi inaugurada a herma de Menotti Del Picchia cuja localização fica entre a antiga construção do reservatório de água e do parque Narciso Pieroni, na parte de cima da Avenida dos Biris. Estavam presentes nessa homenagem o Sr.  Américo Bologna, o homenageado Menotti Del Picchia, Visgolino de Oliveira, o prefeito Antonio Caio, o radialista Dácio Clemente, o escritor José Geraldo Vieira (discursando), o escultor Luiz Morrone, Achiles Galdi, Alvarino Lopes Pinheiro, Murilo Arruda...Nesse mesmo dia, o poeta recebeu o título e Cidadão Itapirense, documento este que foi entregue ao poeta no parque. Ali estavam Darcy Caverzan, Ângelo Lisi, Eduardo Gramani, Menotti, Sezefredo Fecci, dr. Achiles Galdi, o menino Paulo Menotti, neto do escritor, poeta Fernandes Soares, prefeito Antonio Caio, poetisa Lília Pereira da Silva e jornalista Assis Peres.

 

Evolução arquitetônica do Parque  "Juca Mulato"

Vista aérea da área ocupada pelo Parque em 1960

          

                                         Av.dos Biris em 1920                                                                                Av.dos Biris e Cruzeiro em 1929                                                                     Av.dos Biris e Cruzeiro em 1936

O Cruzeiro localizado no Parque foi construído em 1902 na gestão do intendente Jacinto Franklin Alvarenga da Cunha (1902-1905). Seu objetivo era o de simbolizar a fé dirigir nas atividades religiosas, através das orações. No ano de 1962 devido a doação da área ao Sanatório Américo Bairral, o cruzeiro foi deslocada para uma outra área próxima. Ficou assim descaracterizado um local turístico, e muito atraente cuja vista dali, abrangia todo o horizonte. O Cruzeiro de hoje não demonstra mais o simbolismo da fé, a atração turística que se pretendeu dar a esse monumento. Assim permanece desagregado do conjunto que representa o Parque Juca Mulato e adjacências bucólicas.

             

3 fotos do Cruzeiro do Parque

1ª Foto - Foto do ano de 1941, onde podemos ver um grupo de alunos da 1ª turma do Ginásio do Estado que participou dos Jogos Regionais. Em primeiro plano, vemos: os professores de Educação Física, Beatriz de Azevedo Nogueira e Adriano Tedesco. A seguir da esquerda para a direita e de baixo para cima, os jovens estudantes: Waldomiro de Ulhoa Canto (Mirinho), João Batista Cintra Pereira (Ico), Annete Osmere Simões, Clarinha Parnes, Dira Passarella, Gelda Guimarães Leite, Elza Riboldi, Wagner Raffi, Simão Dias Bueno, Rubens Azevedo, Renatinho Pereira, Neli Miranda, Lucy Zanovello, Maria de Lourdes Paine, Miró Donatti, Cidinha Moraes, Mary Silva, Hélio Pegorari, Wilson Mancini, Orlando Dini, Adalberto de Oliveira, Izete Audi, Maria Heloisa Moraes, Zezé Fonseca, Ignes Colferai, José de Lima Neto, Acílio de Souza Faria, Humberto Amaral Júnior, Ginete Piva, Maria Nídia Paschoal, Lygia Trani, Odete Eigenher, José Gimenes Soares (Zé Ico), Nico Moraes, Odete Ricilicca, Wanda Passarella, Irene Finazzi, Maria Aparecida Pires de Andrade, Maria Avani Pínola, Geraldo Filomeno e José Roberto Bueno.

2ª e 3ª Fotos - Dois momentos das décadas de 40/50 do Cruzeiro no final da Av. dos Biris.                                 

                        

                                                               Av.dos Biris em 1955 (com os postes de iluminação)                                                            Av.dos Biris em 1987                                                      

                                                                 

À esquerda vemos o coreto do parque.As duas pessoas que ali aparece, a da esquerda mais baixa o prefeito Francisco Vieira e seu "Ford de bigodes"

No centro outra foto do coreto tendo a esquerda  a casa de máquinas do serviço de abastecimento de água de 1897..Em primeiro plano vemos o antigo coreto inaugurado em 1910

À direita prédio onde funcionava o laboratório de análise da água

       

Inauguração da "Casa de Menotti Del Picchia, vendo-se desatando a fita inaugural o prefeito David Moro Filho, Jácomo Mandatto, d. Marlene Moro,

Beth Mendes (secretária da Cultura do Estado de SP), e Hélio Del Picchia, filho de Menotti.

O  memorial "Casa de Menotti Del Picchia" localizado no Parque foi inaugurado no dia 29 de março de 1987 sendo seu implantador e diretor Jácomo Mandatto.Também aí se localiza o Museu Histórico e Pedagógico"Comendador Virgolino de Oliveira", que funcionou na Rua João de Morais, sendo transferido em 18 de março de 2001 e tendo como organizador e diretor Plínio Magalhães da Cunha.

 

 O parque foi palco de inúmeras festividades e inaugurações

 

 

Inauguração do "Play Ground" em 23 de maio de 1933

         

1 - Inauguração do Parque Infantil "Narciso Pieroni" por d.Aracy Rodrigues do Depto. de Ed. do estado de SP em 24 de outubro de 1958.

Ao seu lado o pref. Caetano Munhoz e mais atrás o vice-pref. Achilles Galdi.

2 - Em 24.10.1959 Caetano Munhoz Inaugura o campo do Parque Infantil Narciso Pieroni, no Parque Municipal. Na foto vemos Heitor Soares, Paulino Guerra e Luiz Ziliotto, fundador “da Folha de Itapira”

Ao centro Maria José Boretti de Almeida, orientadora, Maria de Lourdes de Oliveira Ramos e a vigilante Maria Tambelli de Morais.

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Festas promovidas no Parque Municipal

 

Inauguração da estrada Itapira-Monte Sião

 

 

Foto do banquete realizado no parque como "Lembrança da inauguração da estrada de rodagem de Itapira e Monte Sião em 20 de maio de 1922.

Foram reconhecidas entre os demais presentes o Sr. Cassio Brandão (de branco) e João Pagni (de preto) ambos com as mãos na cintura.

 

Festa das nações

 

 

                 

 

1 -Pavilhão brasileiro da Festa das Nações realizadas no parque em 1924

2 - "Padiglione italiano", foi um dos maiores, tendo até mezanino! A maioria das pessoas na foto são da família Boretti.

 

 

 

 

O "Pavilhão Hespanhol" estava presente nas festas das nações em 1925. Essa festividade reunia italianos, espanhóis, portugueses, brasileiros etc. todos em trajes típicos.

A barraca espanhola uma das mais bonitas e sugestivas do evento, estava assim formada: 1º plano - sentadas da esquerda para a direita: Astrogilda Peres,Maria Sanchez e Palma F.de Almeida.

2º plano - na mesma ordem: as três primeiras jovens não conseguimos identificar. A quarta jovem é Isabel Sanchez, filha de dona Maria Sanchez.O primeiro rapaz em pé não foi identificado. A seguir: Manoel Rocha, Custódio Peres, Arlindo Solha Peres, Norberto Solha Peres, Uvalsina Peres, Maria José de Almeida, Maria Madalena de Almeida e as irmãs Ana e Benedita. No 3º plano: na janela da esquerda pessoas não identificadas.Na janela direita, a menina: Irene Peres, filha de Astrogilda Peres e Miguel Peres.

 

Festa das Árvores

 

 Uma festa que se destacou pela sua importância ecológica foi a da primeira Festa das Árvores em Itapira no início de 1903. Conta Plínio Magalhães Pereira da Cunha que Jacintho Franklin da Cunha, 3º intendente de Itapira (1902 a 1905), seu avô paterno, que ele foi o responsável  pela presença em nossa cidade do poeta e escritor Coelho Neto. Nesse evento o poeta plantou um exemplar de pau-brasil defronte ao parque. Jacintho Franklin da Cunha plantou uma "grevillea robustas" espécie raríssima de origem australiana  que ainda existe e está localizada à poucos metros do Museu "Virgolino de Oliveira". Coelho Neto redigiu de próprio punho a ata da festa, deixando para os pósteros ali registrada, a sua caligrafia e assinatura.

 

                       

À esquerda: Escritor Henrique Coelho Neto. Esteve em Itapira em 1903 a convite das professoras como paraninfo

da 1ª Festa das Árvores aqui realizada. Essa visita constou em ata lavrada de próprio punho pelo escritor.

Ao centro  espécime de "grevillea robustas" única remanescente da primeira Festa da Árvore em Itapira, plantada pelo terceiro intendente Jacintho Francklin da Cunha.

 À direita o Folheto alusivo à primeira festa das árvores realizada em Itapira no dia 3 de maio de 1903

 

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