Corporações, Bandas, Orquestras e Conjuntos Musicais

 

Fica difícil enumerar quantas corporações, bandas e conjuntos musicais foram formados e atuaram em Itapira.

Nos primórdios de nossa história temos registrado muitas bandas e orquestras formadas por inúmeros imigrantes italianos e um sem número de conjuntos que abrilhantaram os festejos religiosos datas comemorativas, carnavais e também que se apresentaram em palcos e outros espaços afins.

A música sempre fez parte de todos os momentos de nossa vida, quer através do canto solo, duplas, trios, quartetos que pela a formação de grupos musicais, onde a sonoridade das vozes se casavam. Os instrumentos de cordas, de sopro de percussão de teclas e outros sempre alegraram nossos dias. Muitos acordeonistas, percussionistas, violinistas, violonistas, mestres das clarinetas, trombones, pistões...Faziam nossos tímpanos se alegrarem em êxtase. Tivemos muitos compositores, letristas e mestres da poesia que deram sonoridade com suas letras às composições majestosas e alegres nos moldes de cada época. Tais mestres da música e da letra transformavam os sons em notas de vibração harmônicas num compondo com suas letras versos para todos os ritmos e gostos.

Numerosos cidadãos itapirenses dividiam a sua profissão com a atividade de músicos nas horas de folga. Ensaiavam e se dedicavam no aprendizado ou na especialização em seus dotes como musicistas, letristas e cantores. No meio do século XIX e no início do século XX já havia imigrantes italianos que trouxeram suas habilidades como músico. Muitos dos descendentes também espelhando em seus ancestrais seguiram pelo mesmo caminho. Além das profissões que herdaram de seus “oriundi” a música ficou enraizada no sangue desses mestres da música, do teatro. Foram aprendendo então a lidar com os instrumentos mais variados, suas tradicionais canções e com o ritmo sonoro e com a suas aptidões vocacionais. Bandas orquestradas, corporações musicais, escolas de música e grandes mestres nesses misteres fizeram a vida dos itapirenses mais alegres com a sonoridade e harmonia de centenas de músicas, hinos e muitos ritmos.

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Foto da Família Bacchin 

(Banda Bacchin)

Vemos sentados Carlo Bacchin e Regina Zanato. Da esquerda para a direita Ferdinando II, Virgínia, Carlota, Filomena (mulher de Salvatore Giuseppe), com o filho no colo, na cadeira outro filho de Filomena, e Salvatore Giuseppe. Foto do fim do século XIX.

Podemos ver também que tanto Carlo, Ferdinando II e Salvatore Giuseppe estão com instrumentos musicais (Ferdinando II com,clarinete, Carlo com trombone e o que pode se deduzir ser uma caixa de repique com Salvatore Giuseppe).

Banda dos Forões

O menino que está na frente da banda é o Rigoletto Pepe, filho de Nicola Pepe; na primeira fila, da esquerda para a direita vemos: José Emílio de Oliveira Cardoso, Pietro Bazani, Odorico Job, Giacomo Bazani, José Emílio de Oliveira Cardoso Filho, Evangelista Bazani, Otorino Gaspardi, Antonio Zuchini, Augusto Fracarolli e Nicola Pepe; segunda fila, na mesma ordem: José Soares Filho, (não identificado), Pedro Gaspardi, Antonio Soares, Giuseppe Bazani, Ângelo Fracarolli, Augusto Spada, Giuseppe Torri; terceira fila, na mesma ordem: João Pereira, Antonio Pereira, Domenico Gaspardi, José Soares e Arsênio. Foto de 1907 do arquivo de Olga Fracarolli Bertini.

Banda do Lafayete Vieira

Esta foto foi tirada no galpão do ”Grupo Escolar Julio Mesquita” no dia 3 de maio de 1927.

Podemos ver: sentados Zilda Orlandi, duas filha do prof.Ismael Pinto, Angélica Avancini, (Éca), o maestro Lafayete Vieira,  (sentado no chão, seu sobrinho Gilton), “Davina”, Genny Rovaris, “Antonieta” e Odete Boretti.(alunas de piano, violão e violino).

No centro: Alith Vieira, uma sobrinha de Genny (da família Valle), Ivette Boreti e “Eva” (violino e piano), (Davina, Antonieta e Eva da família Morais, posteriormente casadas com o engenheiro Chiquinho Cintra, Antonio  Trani e Didi Ceragiolli, respectivamente. De pé nos bancos: um membro da família Andare, Roberto Rocha, Américo Passarella, João Torrecillas Filho, Gótha Bairral, Armando Nicolai, João Alves da Silva e Antonio Rodrigues de Oliveira (Tota). Instrumentos: (violino, piston, flautas, mais três violinos.

Produção do “Foto Studio” , Rua Bento da Rocha, esquina com a Rua Com.João Cintra,

Conjunto musical “Jazz Band Follies”  

Este conjunto abrilhantou o grande baile em homenagem às vencedoras do Concurso de Beleza “Sudan” no Clube XV de Novembro em 1938.Vemos de baixo para cima, da esquerda para a direita, primeira, segunda e terceiras filas respectivamente: Eugênio Neto, Aristides Marella, Tite Cremasco, Mauro Simões, Eduardo Avanzini, o “maestrino” Antonio Avanzini; as irmãs Florize e Marcelina (seria Mercedes?) Boretti, (?, ?, ?, Roilme Della Mura, Estela Boretti, Marcelo Orlandi, Ivete Boretti, Lila Ravetta, Elza Bianchi, Nancy Boretti e Angélica Stringuetti; vemos ainda: Bady Farah, Francisco Rocha Pereira, Tico Boretti, Roberto Rocha, ?, “Doca”, ?, Agenor Aguiar e Walter Bianchi  

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Banda Lira Itapirense

Histórico

  Fundada em 10 de abril de 1909 essa corporação musical é um patrimônio itapirense e nos enche de orgulho tal a parceria que fez com todas as gerações que aqui nasceram. No início o então prefeito João Manoel Pereira de Oliveira, grande vulto de nossa política, aprovou projeto para a implantação da corporação musical da Banda e para o treinamento de jovens que tinham vocação para a arte musical. Inúmeros personagens fizeram dessa corporação um instrumento de bairrismo tal a importância que representou como canalizadora de vocações e pela musicalidade em suas apresentações. Os primeiros músicos a levar a frente seus objetivos como grandes conhecedores da arte musical foram os que apresentamos abaixo. Outros integrantes foram fazendo parte da corporação na sucessão dos anteriores. Essa corporação participou praticamente de todas as datas comemorativas e festejos que Itapira já teve. Desde festas em homenagens a figuras políticas, inaugurações, datas nacionais e municipais, carnavais, festas religiosas, procissões, retretas domingueiras nos coretos do parque e na praça do jardim da cidade. Enfim sempre a “furiosa” estava presente” levando alegria a todo o povo. Tocava desde dobrados,, marchas, sambas, músicas militares, hinos e até marchas fúnebres.Nossa Banda Lira continua após todos esses anos arregimentando novos valores humanos com dotes para a arte musical.Até 1998 quem comandava a Banda Lira era o maestro Florindo Natal Fadel e o presidente era o sr. Mario Sebastião Bazani. Era composta nessa época pelos músicos: Antonio Iamarino (o mais idoso) (Sax Alto), Geraldo Marcatti (Sax Alto), José Antonio Riberti (Bombo), Mário Sebastião Bazani (seu atual presidente, tocando Trompete), Alessandra Pelizzer (Clarinete), Andréia Maria Pelizzer de Souza (Sax Tenor), Mauro Camilo (Trombone), Aparecido Onofre Mariano (Trombone), José Nogueira de Campos (Trombone), Rubens José Bazani (Surdo), Marcos Leme (Clarinete), Luis Fernando de Almeida (Trompete), Anésio Ronan Leite (Trompete de vara), Elvis F. Augusto (Trombone), Cláudio Brandão Rodrigues (Prato), Edson Marcos Muniz (Sax Tenor), Antonio Bruno Xumei (Tite, tocando Caixa de repique), Mauricio Colozzo (Trompete), e Luiz Carlos Laurindo (Bateria).Após 17 anos como maestro à frente da Banda Lira Itapirense Florindo Natal Fadel, assumiu em 1999 o maestro Maurício Perina de Mogi Guaçu, juntamente com Paulo Henrique Pupo, da mesma cidade. Mario Sebastião Bazzani na atual diretoria, não medirá esforços em promover a continuidade das diretrizes dessa nossa tão brilhante corporação musical.

A Banda Lira tem sua sede à Rua Com.João Cintra, 41 e ali são realizados os ensaios semanalmente.O DECET vem organizou o projeto “Banda nos Bairros” dando oportunidade para o ingresso em suas atividades àqueles que tenham pendores musicais.Ali recebem instrução e iniciam o caminho para pertencer à corporação.

Nos meandros da história de Itapira podemos ver que que existe uma vastidão de músicos, tocadores de violão, letristas, compositores e musicistas de fazer inveja a muitas cidades de nossa região. Só para lembrarmos tivemos o Melinho, O Bepe Marela (fundador também do GTIB (Grupo Teatral) o Quiquino Pinola, (pipoqueiro), pai da Nininha, o Nenê Netto e sua orquestra de violões, cavaquinhos, bandolins e violinos), o pistonista Angelim Caretti.Temos ainda do Gino Piva (sanfoneiro), presença  ainda por esses tempos da Banda União. Tivemos o maestro Niquinho Rodrigues Gomes que orquestrou a “Serenata da Minha Terra”, letra e música de Odete Coppos. A Banda era regida pelo Ananias Vieira. Havia também a Banda da Fazenda do dr. Paula Barbosa comandada pelo Jacintho Della  Sanittá; a Banda Ítalo Brasileira comandada pelo Ítalo Sartini dono do Hotel Sartini. O Maestro Antonio Rodrigues Gomes (Maestro Niquinho) teve seu nome perpetuado na história da fundação da Banda Lira Itapirense.

Maestros itapirenses

                                                                                         

1 - Lafayete Vieira 2 -Antonio Rodrigues Gomes (Niquinho) 3 - Américo Passarella  4 - João Brandão Jr.  5 - Florindo Natal Fadel  6 - Maurício José Bazzani  7- Mauricio Perina

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Integrantes da Banda Lyra Itapirense

 

Sentados, da esquerda para à direita - Fidelis Trani, Américo Levatti, João Brandão Júnior, Américo Passarella (maestro), João Nicolau Sobrinho (João Turco) e Anésio Carvalho. Em ´pé (2ªfila), na mesma ordem: José Antonio Riberti, Arlindo Castellani, Aldo Boretti, José Vieira de Melo (Ica), Albertino Moraes, Silvio Dini (Mazola), Antonio Passarella e Pedro Barbosa. Em pé (3ªfila) e na mesma ordem: Harley Xumei, Alberto Pontes, Antonio Bruno Xumei, Geraldo Marcatti e Calisto de Souza. O mascote da Banda é Décio Levatti, filho de Américo Levatti.

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Outra foto da Banda Lyra Itapirense

 

Na frente, da esquerda para a direita: Francisco Boretti, João Brandão Júnior, Américo Passarella, Antonio Passarella, Aldo Boretti e Humberto Ponte. Na segunda fila, mesma ordem: Archângelo Sabadini, Fidelis Antonio Trani, Ica Vieira, Anézio Carvalho, Joaquim Ferreira Antunes, Albertino Moraes, Américo Levatti, Antonio Iamarino, Silvino de Oliveira e Benedito Calixto. Última fila: Arlindo Castellani, Pedro Barbosa, Carlos Ramonda (com sua tradicional barba de muitos anos, um dos exímios relojoeiros de nossa cidade), Geraldo Marcatti, João Nicolau Sobrinho (o João Turco) e Harley Chumei (foto no mesmo local, porém em data diferente).

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Banda Lira de 1934

Nesta foto vemos a banda Lira de 1934, regida pelo maestro Antonio Rodrigues Gomes

Sentados na 1ª fila da esquerda para a direita: Lau, Antonio Passarella, Niquinho Gomes (maestro), Américo Passarella, Antonio Avancini (Tunin) e José Francisco Filho (Zé Chico). Na 2ª fila, em pé, na mesma ordem: Rodolfo Ribeiro, Fidelis Antonio Trani, Antonio Puggina, Avelino Carvalho, Adelelmo Boretti, Aldo Boretti e Silvino Américo de Oliveira. Na 3ª fila: Francisco Boretti, Albertino Morais (o Albertino Caixa), José de Mello Vieira (Ica) e João Ananias. O prédio ficava em frente à estação da Mogiana, antigo Bar e Restaurante "Estrela" de propriedade do senhor Arthur Lazzarini. Podemos notar nas janelas: Arthur, Leonardo, Nair e Eunice Lazzarini. Tempos depois aquele local passou a ser dependências da Fábrica de Chapéus Sarkis. Já naquele tempo aquele trecho de rua era calçada com paralalepípedos, sinal de que Itapira já estava se tornando uma cidade de progresso, principalmente pelas indústrias que possuía.

Banda Lira de 1956

A banda Lira lá pelos idos de 56, ao lado da Igreja Santo Antonio. Na frente, da esquerda para a direita: Arlindo Castelani, Alberto Pontes, João Brandão Júnior, Américo Passarella (maestro), João Nicolau Sobrinho (João Turco), Anézio Carvalho e Aldo Boretti. Atrás, na mesma ordem: Antonio Bruno Xumei, Albertino Moraes (carinhosamente apelidado de Albertino Caixa), Geraldo Marcatti, Silvio Dini (Mazola), Pedro Barbosa, Harley Xumei, Américo Levatti, José Antonio Riberti, José Vieira de Mello (Ica) e Calisto Souza.

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Banda Lira em 1998

Coreto do Parque Juca Mulato. Vemos na 1ª fila: Ribeiro (Maguila), Aparecido Mariano, Américo Levatti, Antonio Iamarino, Alessandra Pelizzer, Evaldo de Paula Souza, Geraldo Marcatti, Andréia Maria Pelizzer de Souza, João Inácio, Aparecido Delfino e o Maestro Florindo Natal Fadel. Na 2ª fila em cima: João Carlos Bazani, Antonio Bruno Xumei, Maurício José Bazani, Sérgio Augusto de Almeida, José Nogueira de Campos, Luiz Carlos Laurindo, Luis Fernando de Almeida, Denis Rogério Pereira e Mário Sebastião Bazani.

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Maurício Bazzani (In Memoriam)

Mauricio Bazzani e seu irmão Mário com seu dinamismo e bom humor, batalharam para reorganizar o novo momento da nossa querida Banda Lira. Seus filhos, Cecília, João Carlos, Rubens José e  Paulo Augusto são elos de sangue que buscam cada vez mais aprimorar e elevar o nome de nossa tradicional Lira, já quase centenária.

Maurício, esse grande nome, maestro, musicista e líder nato veio a falecer  em 22 de maio de 2004, deixando consternados todos os que o conheceram e com ele dividiram os momentos mais espontâneos e felizes de sua presença. A banda Lira executou nas homenagens prestadas os dobrados "Município" e Seja Amigo".

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Banda Lira itapirense (atual)

Foto da Banda Lira, quando de sua apresentação no Clube da Saudade, onde podemos ver os jovens valores em suas fileiras musicais, mas tendo também a ala da "velha guarda", com Toninho Riberti, Maurício e Mário Bazzani, Mauro Camilo e Aparecido Onofre Mariano.

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Banda "Sapos  do Brejo"

Maurício e integrantes da Banda "Sapos do Brejo", que anima os carnavais de salão

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Corporação Ítalo-Brasileira

Samuel Trani filho de Giovanni era músico e membro da “Corporação Ítalo-Brasileira” que abrilhantou muitos carnavais nas décadas de 20 e 30.Vemos nessa foto sentados da esquerda para a direita: José Marella (Bepe), Aldo Piva, Antonio Passarella, Eduardo Avanzzini, Lafayete Vieira(maestro), Américo Passarella, Antonio Avanzzini e Aldo Boretti.Em pé na mesma ordem vemos: Francisco Boretti, José de Mello Vieira (Ica), Raul Boretti, Samuel Trani, José Bótero e Cyrino Boretti

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Jazz Band "Os Batutas"

As famosas orquestras  do Ivahy do Nascimento, a "Orquestra do Fuba" do Antonio Avanzini, a orquestra do Lafayete Vieira, a "Banda à Prestação" do Bepe Marella e outras abrilhantaram com suas marchas-rancho os saudosos carnavais itapirense das décadas passadas, por volta de 1927-1928

      

Duas fotos do conjunto musical "Bloco do Abacate" que alegraram também os carnavais de Itapira nas décadas de 20/30  

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Banda Italiana

Banda Italiana em frente da antiga sede da "Società Italiana", por volta de 1910  

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Banda "XX de SETEMBRE" 

Banda "XX de SETEMBRE" de imigrantes italianos, que atuou por volta 1907 em Itapira. Comandada por Ítalo Sartini (dono do Hotel Sartini) o primeiro sentado e de branco na fila do meio.

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Tocha e sua Orquestra nos anos 50

 

1ª fila: sentados: Irineu Samora, Antonio Brianti (Tocha), Alair Toledo de Oliveira (Ito), Renato de Oliveira, Ayrton Riberti e Milton Guinesi. 2ª fila em pé: Aldo Piva Filho, Reinaldo Barricatti, José Ivalt Fernandes, Antonio Avancini, Zózimo Ramonda e Armando Malaquias. À direita, em pé: Zé Coqueiro e Zézo Marconi

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Copacabana Ritmos

Orquestra dirigida pelo Benedito Carvalho, da qual o Geraldo Marcatti fez parte, tocando saxofone (déc.60)

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Conjuntos Musicais

Sanfoneiros

A foto mostra o conjunto musical que abrilhantou as Bodas de Ouro do casal Maria de Salvi (Mariusca) e Aníbal Martins, em 1962. Em pé, da esquerda para a direita: Anísio Cardoso, Sabará, João Machado, Neusa Martins (acordeonista), Gino Martins, tocando sanfona gromática (de botões) e a menina Giselda Domingues. Sentado no meio, João Isac Cavenaghi (filho do Mário). O outro sanfoneiro não teve seu nome lembrado. Acreditamos que de todos somente o Alcides Mantoan (Sabará) continua tocando acordeão.

Conjunto da Saudade em 1955

No auditório da Rádio Clube (Rua Com.João Cintra), em 29-4-55, foi tirda esta foto do Conjunto da Saudade, que tocava no anfiteatro “Américo Bairral”. Em pé: Almir Brandão, Paulo Gião, João Torrecillas Filho (João do Norte), Natálio Lanzoni, Avelino Neto e Zito Andrade. Sentados: Gilberto Marcatti, José Machado, João Machado e Armando Santato.

Conjunto da Saudade

Integrantes do Conjunto da Saudade, numa foto tirada no ateliê do Paulino Santiago, na década de 50. Em pé: Paulo Gião (clarinete), José Machado (cavaquinho), João Torrecillas (o popular cronista João do Norte, tocando flauta) e Natálio Lanzoni (violino.Sentados: João Machado e Gilberto Marcatti (violões)  

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Que saudade das serestas, das serenatas e das reuniões pelos bares da cidade. Quantas músicas era levadas aos palcos da Rádio Clube de Itapira, do Sanatório Américo Bairral,  e aos salões sociais dos clubes da cidade.Todos recebiam a visita dos conjuntos musicais que existiam às dúzias neste solo itapirense. Executavam todos os tipos de ritmos e músicas de cujo repertório sempre brotavam lindas melodias. Não dá para fica sem citar Aristides Marella, José Machado, Avelino Neto, Tico Pires, João Torrecillas Filho (João do Norte), José Carlos e Marcos Bellini Filho,Guido Atílio Cremasco (Tite), Milton Guinesi, Nego Rufino, o Xinho, Hortêncio Pereira da Silva Filho (filho do Dr. Hortêncio, primeiro medico de Itapira), Gino Piva e Gilberto seu filho, Pedrinho Bazzani Sobrinho e dezenas de outros que marcaram seus nomes na história de Itapira.

Quem não se lembra ainda do Antonio Brianti (oTocha) cujo conjunto musical sempre nos deixou envaidecidos. Os ensaios eram na sua maior parte realizados na própria casa do Tocha, situada na rua Brigadeiro Tobias. Tocha animava com seu conjunto inúmeros bailes sociais, carnavais e dominava nos palcos do “Américo Bairral”. Possuidor de uma musicalidade e afinação instrumental que nos enchia de orgulho.Era presença obrigatória em todas atividades musicais de nossa cidade.

Em 1970, Ampélio Aparecido Riberti (Cidão Riberti) reuniu dezenas de músicos em sua chácara das Rosas. Estavam ali reunidos Tocha, Airton Riberti, Tite Cremasco, Natalio Lanzoni, Paulinho, Milton Guinezzi, Dito de Souza, (o Penicilina). Foi uma homenagem das mais belas e emocionantes que se prestou aos músicos de nossa terra.

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Praticamente a vida musical orquestrada do Tocha teve início no Sanatório Américo Bairral fruto da evolução do Conjunto “Todos os Ritmos” que se vê nesta foto:  

Conjunto "Todos os Ritmos"

1ª fase do conjunto

 

Primitivo conjunto “Todos os Ritmos”, vendo-se da esquerd para a direita Raul, cantor, Tito Bianchi, violão, Anatolim Surchenko (acordeão), formado em Odessa-Russia tocava também Harpa e Piano (internado), Marcos Bellini (violão). Em pé Irineu Duarte (pandeiro) e Benedito de Souza (cavaquinho).  

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Tocha apareceu nesse conjunto na sua 4ª fase e podemos vê-lo nesta foto:

Da esquerda para a direita: Lúcia Ribeiro, cantora. Sentados: Carvalho(ritimista), Renato de Oliveira (Sax Tenor), Antonio Brianti (Tocha) (Regente e Sax Alto), Samora (Sax-Alto), João Torrecillas Filho (flauta). Em pé: Claudino (bongô), Milton Guinesi (violão), Geraldo (Contrabaixo), Paulo Ribeiro (violão), Barricatti (pistão), Anésio (pistão) e Julio Galvão (trombone).

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Outra foto do “Conjunto todos os Ritmos”

 

Vendo-se da esquerda para a direita Ito Teté, Irineu Samora, Ayrton Riberti, Milton Guinesi, Malaquias, Geraldo Ramonda, Acil Peres (o conhecido Zé Coqueiro, cantor humorista e locutor) e Dácio Clemente (o locutor Radialista da Rádio Clube). O conjunto acima era regido pelo Ito Teté (Alair Toledo de Oliveira, sobrinho de Américo Bairral).

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Conjunto “Melódico”

Da esquerda para a direita : Geraldo Silva (violão), Armando Santato (bandolin), Milton Guinesi (Violão). Em pé: João Torrecillas Filho (flauta e mestre do Conjunto), Natal Lanzoni (violino e Tite Cremasco (violino). Esse conjunto reunia músicos internados, motivo porque o número de componentes aumentava ou diminuía à medida que iam sendo internados ou que recebiam alta.

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Dr. Décio  Galdi

(medico, esportista e violinista)

Itapirense, nascido aos 23 de Dezembro de 1917 e falecido em 18 de junho de 1906. Desde cedo aos 10 anos começou a trabalhar como marceneiro e a plantar arroz. Aprendeu a fazer sorvetes, ajudante de farmácia.Estudou no seminário Diocesano de Campinas em 1931.Nessa mesma época começou a jogar fubebol. Passou por vários times em Itapira: Juvenil do Itapira Atlético Clube, Futebol Clube e Sarkis, por volta de 1936. Depois disso continuou seus estudos no Colégio Diocesano de Campinas e após fez o curso Pré-Medico na Universidade do Rio de Janeiro.Entrou então para a Escola Nacional de Medicina do Rio de Janeiro. Formou-se em 1948 e em 1950 especializou-se em cirurgia geral, gastroenterologia e obstetrícia. Atuou também na área da medicina esportiva, tendo atuado na Ponte Preta de Campinas na década de 60. Também se apaixonou pela música e tocava violino muito bem, acabando por formar em 1939 um trio cuja foto histórica mostramos abaixo:

Dr. Décio Galdi ao violino (à direita) em 1939 com os músicos  João e José Pezzi

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Gino Piva

Gino Piva é de origem italiana e nasceu no dia 20 de janeiro de 1898.Era filho do casal Rosa Paschoal e Pietro Piva. Era casado com Carolina Pinola e tiveram os filhos, Ginette, Genny, Gilberto e Gilton. Além de exímio tocador de sanfona tinha a arte de consertá-las.e fabricá-las. Essa habilidade foi transmitida pelo seu pai.Tinha uma oficina para esse fim situada na Rua Francisco Glicério, 58, onde é hoje a Skina Veículos, para comércio de carros. Era chamado de Gino Sanfoneiro devido as suas habilidades como músico e cfabricnte de sanfonas.Foi um dos famosos músicos de Itapira devido a sua sensibilidade artística, não podendo faltar nas festividades e nas locais onde os conjuntos se reuniam para executar lindos acordes musicais. Esses pendores musicais passaram para seus filhos Gilberto, Gilto e seu neto Keko.

   

Vemos nesta foto - O famoso Gino (Sanfoneiro) Piva, com sua “Stradella” (sanfona de origem italiana.Vemos no centro o se neto Keko e o filho Gilberto Piva com uma acrodeon de marca Torino. A menina que aparece na foto pe a filha de Ginette e Lorival. Foto tirara na casa do velho sanfoneiro na Vila Bazani

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Escola de Música

Pedro Ramonda, em pé, à esquerda, e seus alunos de música, na mesma ordem: Julio Galvão, Benedito Bicudo, Geraldo Ramonda e Aldo Piva Filho; sentados, também da esquerda para a direita: Reinaldo Barricatti, Antonio Sartorelli, Benedito Siqueira, Ricieri Brianti e Carlos Bellini. Ano: 1948

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Congadas, músicas sertanejas e Fanfarras 

Congadas

Odete Coppos nossa historiadora de longa data, tem inúmeras matérias e muitos livros publicados.Um de seus temas favoritos são as “Congadas de Itapira” Para tanto não tem medido esforços no sentido de preservar a história e o folclore da raça negra em nossa cidade. Odete em seus livros “Congadas (Folclore)” e “O Livro da Festa do “13” e das Congadas de Itapira”, tem revelado detalhes impressionantes sobre esse tema. Fez reviver as custas de muito trabalho manual as roupas, sapatos, as bandeiras, os instrumentos e toda sorte de apetrechos para equipar nossas congadas com as vestimentas apropriadas.Estudou, pesquisou dentro do folclore as músicas, a dança e os adereços e ornamentos usados nessas festanças.Fez ressurgir de uma forma idealizadora todos os aspectos importantes para a recriação das Congadas itapirenses. Foram instituídos prêmio nas disputas entre uma e outra congada o que motivou a continuidade de suas apresentações. Odete Coppos foi reverenciada, estimada e reconhecida, sendo convidada para participar em muitas cidades do Brasil com o seu grupo folclórico, Daí surgiram muitos prêmios, galardões e destaques na mídia escrita, e falada.

Bandeiras das Congadas de Itapira

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Revela nessas linhas que as Congadas em Itapira são bem antigas e vem de uma época remota que se perde na noite dos tempos.  “...Conforme matéria em outra página deste “site”, a Irmandade resolveu caos 8 de abril de 1906  ceder à Sociedade 13 de Maio de festejos e as esmolas que eram postas no altar da Igreja da Penha o que ajudou na construção da Capela de São Benedito em terreno doado por João Gonçalves de Moraes. A festa não se fazia a 13 de Maio mas em abril no próprio ano do santo ou num domingo seguinte...”Conforme contam  ainda os cronista da época   a primeira festa de São Benedito realizada foi realizada aos 13 de maio de 1910. por autorização da diretoria da Irmandade. Os grupos folclóricos e seus dançarinos ao som de instrumentos africanos, artesanalmente construídos, têm se expressado anualmente em nossa grandiosa Festa do 13 de Maio. Aqui em nossa cidade a história revela bem grosseiramente, nos moldes tradicionais que os seus componentes procuravam se expressar suas origens sofridas. Expunham toda a sua revolta contida quando vieram transportados para o Brasil para servir como escravos nas fazendas de café. Aí foram revelando batalhas psicológicas intensas e um incontido grito por liberdade.Encontraram esse lenitivo quando a princesa Isabel através da Lei Áurea os libertou do jugo das correntes físicas e da alma. Essa talvez tenha sido a mais importante razão porque das suas festanças nessa época do ano. O 13 Maio tem sido comemorado com muita pompa e alegria pela raça negra e permitido a participação incluindo dos brancos miscigenando com a sua cultura e suas festanças. O palco para essas festas não poderia ser melhor aquele que tem como padroeiro o santo negro Santo Antonio, que acabou se tornando o líder santificado e espiritual da raça negra em Itapira e outras regiões.

                

Congada mista de brancos e negros, é muito antiga e é uma atração na festa do 13 de Maio da igreja de São Benedito.

Congada de São Benedito, das primeiras congadas de Itapira.

Na foto do meio vemos Nabor Honório (Preto Nabor)Era filho de escravos. (Mogi Mirim 1885 – Itapira 1967)

O rei Nabor um dos primeiros congadeiros viveu até seus 90 anos sempre animando e preservando as Congadas e dizia que quando os descendentes dos escravos africanos chegaram a Itapira pelos meados do século XIX, implantaram a origem de seus folguedos. A primeira congada conforme dissemos foi a que ele implantou e era de Embaixada, o que quer dizer que tinha nas suas raízes a história de uma tribo do Congo Africano onde se desenrolou o drama de uma declaração de guerra com o inimigo turco. Esse enredo é até hoje cultuado no seu estilo e que está escrito num desbotado livro que é uma verdadeira relíquia. Após sua morte e também da sambista Sabina a Congada entrou em decadência e sem liderança a partir de 1967. Odete Coppos foi aos poucos reunindo os negros da cidade, os aparentados dos falecidos e foi aos poucos reorganizando-se com esses remanescentes.Existiam três congadas em Itapira: a Congada Mineira, que tinha esse nome devido à maioria dos seus componentes serem das cidades mineiras e que moravam em Itapira, especificamente no bairro anteriormente chamado “Risca Faca”. Essa congada se desagregou devido a morte de seu chefe.

   

Congada Mineira

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Muitos de seus elementos se incluíram nas outras congadas; A terceira Congada era a da Paróquia de São Benedito, de muito bom ritmo e bons cantores. Apenas que gostavam muito de bebida alcoólica e eram muito indisciplinados. Dois chefes se projetaram no sentido de organizar essas congadas: o Manuel Miguel e o Dito Adão e que precisaram de pulso muito firme o trabalho de formação de uma congada de representação à sociedade. Tudo isso acabou sendo superado mas esbarrou-se no estado miserável que as congadas se encontravam. E assim Odete passou a reunir pessoas que a pudessem ajudar a reformar e a fazer novas vestimentas para esse fim.César Bianchi disponibilizou a garagem de sua casa par que ali fossem feitos os trabalhos de costura e reuniões. Depois disso Dona Ofélia, braço direito de Odete Coppos , ofereceu o pátio interno de sua casa para esses trabalhos. Criou-se então após todos esses conflitos a congada “Congada Tradicional”. Atualmente as congadas de Itapira são três: Congada de Embaixada, Congada Mineira e Congada Nossa Senhora do Rosário dos Homens do Bairro, dos Prados, chefiadas pelo Sebastião Cândido. Até 1972 existia a Congada de São Benedito, extinta quando do falecimento do seu chefe Manuel Miguel

Trecho da Rua João de Moraes, durante a apresentação da Congada do Nabor. Era o dia 13 de maio de 1960

Foi fundada a Sociedade dos Homens de Cor de Itapira em 27 de novembro de 1968, registrada em Cartório no dia 13 de maio de 1968. Foi eeita a primeira diretoria dessa sociedade e foi composta pelos srs. Benedito Lopes da Silva, presidente;Benedito Valério, vice-presidente; Sergio Rita, 1º secretário; José Inácio, 2º secretário; 1º tesoureiro; Benedito Tavares, 2º tesoureiro, Oswaldo Germano.

Dados complementares pesquisar nos Livros da Odete Coppos:

Congadas e O Livro da Festa do "13"...

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