A IMPRENSA DE ITAPIRA
(História)

Mário da Fonseca, fundador do jornal "Cidade de Itapira"
A história da Imprensa em Itapira teve seus primórdios quando das publicações no começo do século XX de inúmeros jornais O primeiro que se tem notícia foi “ A Gazeta de Itapira”, em 1902; Outros jornais vieram a seguir: “O Itapirense”, em 1906; “Cidade de Itapira”, 1907; “ O Mexe-Mexe também em 1907;, “O Tempo “, 1907; “O Grito”, 1915; “La Patria degli Italiani”, 1915; “Primeiro de Abril, em 1915; “O Bandolin”, em 1916; “O Porvir”, 1916; “A Tribuna Itapirense”, (reedição de “O Grito”), 1916; “Correio Esportivo”, 1920; “O Garfo”, 1920;“Gazeta do Povo”, 1921; “A Ronda,1923; “Primeiro de Maio”, 1926; “Folha da Semana”, 1926; ”O Periquito”, 1931; “O Município, 1931; “O Libertador”, 1932; “O Garoto”, 1933; “O Itapirense”, 1938; “Itapira-Jornal”, 1938; “CEI”, 1941; “O Farol”, 1949; “ O Imparcial, 1950; “Folha de Itapira”, 1952; “A Voz Escolar”, 1952; “Folha Colegial”, 1953; “O Juca Mulato”, 1957 e o Comércio, 1957.
Jornais de 1907 a 1957

2 momentos do Jornal "Cidade de Itapira"O da direita é o número de 1907

1ª Foto - CEI - Diretor: Geraldo Filomeno, 1941 2ª Foto - Diretor: Godofredo Arruda, 1928 3ª Foto - Primeiro de Abril de Pedro Eirale, 1915
4 - Jornal Italiano (número 1) - La Patria degl'italiani, fundador: Rodolfo Paladini em 1915. Esse jornal foi o primeiro jornal em língua italiana do interior do Brasil provavelmente foi impresso em nossa cidade. O autor e fundador Rodolfo Paladini, era um homem culto, inteligente. Tinha uma loja de ferragens e uma tipografia a rua José Bonifácio, esquina da rua João de Moraes (hoje Casa do Rolo). Nessa tipografia foi impressa a primeira edição do célebre poema "Juca Mulato" de Menotti del picchia em 1917. o primeiro número saiu do prelo exatamente no dia 13 de junho de 1915 e seu objetivo principal era publicar fatos e acontecimentos da colônia italiana local, sem princípios políticos. Circulou desde a sua fundação até 10 de junho de 1917 e foram editados 90 números. Em janeiro de 1958 Paladini residia no Rio de Janeiro e fez doação ao nosso escritor e historiador Jacomo Mandatto dos 2 volumes encadernados dos números 1 a 90 das publicações desses jornais. Fonte: Jácomo Mandatto

A "Gazeta do Povo", fundada em 1921 por Albertino C. Andrade. Nº76

" Itapira Jornal", fundado em 1936, Caetano Munhoz, tendo como seu primeiro gerente o sr. Francisco Felix da Silva. Em 1938 o seu diretor proprietário era o sr. Decio Bueno. Ed. nºNº110
Em 1932, circulou em Itapira em Barão Ataliba Nogueira um jornalzinho com o título dde "O Caçula". Era um órgão semanal de linha humorística, crítica e literária, dirigido pelo Celso Vieira e o gerente Osvaldo Breda.
Redatores: Ângelo Bacchim e Augusto Longhi. Jorge Elias e Liberato Mazzam pertenceram a esse jornal também. Provavelmente teve curta duração e era impressa

"Commercio de Itapira" , 1957

Jornal "O Grito" fundado Sinhô Chagas e por Menotti Del Picchia em 1915

1 - O Farol Relator: José C. Machado; Diretor: Paulino Santiago em 1949
2 - Jornal "A Egreja Brasileira", 1912
3 - "A Voz Escolar", diretores: José Wilner Avancini, Maria Aparecida Barreta e Nilza Ribeiro,
fundado em 26 de Setembro de 1952

"O Itapirense", 1938
Permanece atuante ainda o jornal “Cidade de Itapira” e seus 100 anos se comemora neste ano de 2007. Esse jornal foi fundado por Mário da Fonseca e outros pertencentes ao mesmo partido político de seu fundador – O Partido Republicano -, cujas linhas era críticas e serviam para propagar e defender o partido. Era um jornal que buscava sempre a defesa da verdade e da justiça. Tem ainda na direção pessoas responsáveis com o mesmo senso justiça e de verdade que pautava o seu fundador. Por isso - Liberdade de Expressão, Senso de Justiça e Defesa e Ética sempre nortearam as causas mais nobres desse veículo informativo do cotidiano.
O Jornal “Primeiro de Abril”, dirigido por Pedro Eirale que era um agregado do Mário da Fonseca era um jornalzinho que era escrito “à mão” e cuja critica ironizava a sociedade local não escapando ninguém.. O jornal “O Comércio (publicado em papel rosa) também foi um jornal dito “perigoso” e na época foi o órgão oficial da Igreja Brasileira, tão conflitante e polêmica na época cuja história estão em “matéria do autor” no índice. O Grito também foi crítico e circulava às sextas feiras.

"Sinhô Chagas" e Menotti Del Picchia, fundadores do jornal "O Grito em 1915.
Relançado em 1916 com o nome de "Tribuna Itapirense"
Foi lançado no dia 2 de julho de 1915. Era dirigido por Antonio Carlos Gonçalves Chagas, (Sinhô Chagas) e Menotti Del Picchia.
“Sinhô Chagas” tinha os lustres da inteligência e da coragem e não se intimidava com as críticas. Era profundo conhecedor das questões relacionadas com o direito e justiça.Tinha em suas penas a verve do verdadeiro jornalista, pena suave mas com alfinetadas bem direcionadas naqueles figurões políticos e grosseiros.Em muitas ocasiões suas asas envergaram sobre as costas daqueles descontentes com sua postura jornalística.
Sinhô Chagas era ousado, corajoso e afrontava a política alfinetando os pontos onde esta falhava e faltava com o respeito ao povo itapirense.Debateu muito sobre a falta de água e na decadência que se encontrava nossa cidade. Deixava transparecer o descuido e a falta de interesse para as coisas públicas, relegando o povo e a cidade ao abandono.Sua ira jornalística fazia referência a poeira, a falta de luz elétrica, aos bueiros fétidos.
A falta dessas exigências básicas jamais poderia ter comparação com outras do nosso estado.E sua pena não se cansava de tocar nessas feridas e também fazia referencia as verbas recebidas pelos impostos que não apareciam para melhorar os aspectos da beleza e higiene da cidade e nem fazer a publicidade de suas atividades sair para os jornais. O “Grito” - o semanário de “Sinhô Chagas” e Menotti - , circulou até 31 de dezembro de 1915 com 17 números publicados. Na semana seguinte já começou a circular com o título de “Tribuna Itapirense”. Quando Menotti seguiu para a capital para trabalhar como advogado o jornal não durou muito e jornal teve vida efêmera após isso. Antonio Carlos Gonçalves Chagas viveu mais ou menos 10 anos após a extinção do jornal, vendo a falecer em Serra Negra em 6 de agosto de 1927. O jornal “Cidade de Itapira” noticiou seu falecimento, como grande consternação se referindo a ele como colaborador usando o pseudônimo de “Paulo” em suas páginas. Também o jornalista Laudelino Pires Monteiro na “Folha da Semana órgão noticioso de Itapira em 14 de agosto de 1927 expressou a grande perda pelo seu passamento e publicou um extenso artigo sobre suas atividades como homem da imprensa.
Dados Biográficos do “Sinhô Chagas”:
Nasceu no dia 19 de abril de 1880, na cidade de Mogi Mirim, São Paulo. Estudou no Colégio São Luis, de Itu e Colégio Arquidiocesano, de São Paulo. Viajou para a Europa em 1901, em companhia de seus amigos dr. Norberto da Fonseca e o poeta Olavo Bilac, demorando um ano nessa excursão.Ao regressar trabalhou com seu tio Luiz Labre em Itapira. Casou-se nesta cidade aos 28 de novembro de 1908 com D. Maria da Rocha. Em 1917 mudou-se para Serra Negra devido havido com o dr. Ornelas Cintra.Seus restos mortais foram trasladados para São Paulo e inumados no Cemitério de Vila Mariana.
Aí está um exemplo de versos que exemplificam a sua crítica ao poder público na época:
Sai o tatu do buraco.
Nas encrencas ai porrete,
Do prato roto sai caco
Só não sai o “balancete”
Chupa truco, Banco feio,
Desgraça poça é bobage,
Sai ou não sai porcentage.
Diga logo ”seu”...custeio
Com estas terríveis secas,
Com esses limpos horizontes,
Ficam todas as fons... secas
Ficam todas secas fontes.
Cheiro de boêro é fedô.
Fio de bode é cabrito,
Hóme de ané é dotô,
Jorná marvado is qu’é ‘Grito”.
No Tietê tem Sucuri,
Nestas bandas Arapira.
Nestas terras se respira
Fedo qu’inda não sintí...
Que pode amá-lo,
Assim sem vê-lo,
Flor de Itapira?...
Vê-lo é adorá-lo...
(Complete o selo.
Dr. Arapira...)
Da brasileira sai bispo,
Sai a bomba do foguete,
Sai o mosquito do cisco,
Só não sai o balancete.
Pode o corpo ser pardal,
Caranguejo ser cadete,
Mas a grei municipal...
Não publica o balancete.
Pode a água ser cristal,
Ferro em brasa ser sorvete,
Ainda assim – a Municipal...
Não publica o balancete.
Pode o bem ser o mal
Frade velho ser grumete
Mas a Câmara Municipal...
Não publica o balancete.
Itapira em 1952 fazia circular desde a sua fundação jornal “Cidade de Itapira”, que nessa época estava sob a direção do jornalista e advogado Benedito Martins.

Luis Ziliotto, fundador da "Folha de Itapira"

Jornal "Folha de Itapira", fundado em 1952
Após esse secular jornal foi fundado a “Folha de Itapira” por Luiz Ziliotto em 8 de maio de 1952 e circulou por mais de 15 anos. Luiz Ziliotto nasceu em Itapira em 27 de junho de 1924. Foi casado com Ciomara Pacheco e o casal teve duas filhas: Ciomara, casada com Ivan Ramos de Oliveira que são pais de Lívia, e Maria Cândida. Aprendeu seu ofício no jornal “Cidade de Itapira, trabalhou na tipografia Felix na rua José Bonifácio. Mais tarde fundou a Tipografia Santo Antonio tendo como sócio Carlos de Freitas.A redação funcionou durante muito tempo na rua Francisco Glicério, 01 no casarão assobradado, na esquina com a General Osório.Esse prédio pertencia ao sr. Estulano Pereira da Cruz e ficava em frente a escolha de café também pertencente ao Estulano. O jornal passou depois para Mogi Mirim sob a direção do jornalista Arthur de Azevedo. Luizinho nessa época mudou sua tipografia umas casa abaixo de onde estava e ali seus trabalhos evoluíram. Luizinho Zilioto também era ligado aos esportes sendo jogador de futebol do Itapira FC.; Foi delegado de polícia, fez parte do Grupo Teatral de Itapira; foi diretor de vários clubes itapirenses; do Centro Itapirense de Cultura e Arte e de vários clubes de futebol. Foi homenageado com nome de rua em Itapira no Conjunto Habitacional “Humberto Passarella”, através da Lei 3.102, de 14 de junho.
Luizinho Ziliotto (fundador) e Henrique Munhoz Mattas eram os diretores da “Folha de Itapira“. As primeira matérias foram preparadas por Luizinho, prof. Sóstenes Vasconcellos, Gilberto Vasconcellos Pereira e Jácomo Mandatto.O Prof. Sóstenes em primeira mão ficou encarregado da redação de 2 artigos. Um sobre o dia 21 de abril e outro sobre o significado do dia 1º de maio, além da publicação sobre a sessão da Câmara local realizada no dia 23 de abril. Assinava seus artigos com o pseudônimo de “Inter Omnis Mitis”. A parte esportiva ficou por conta do Gilberto Vasconcellos Pereira que assinava seus artigos apenas com a letra “G”. Jacomo Mandatto iniciando-se nas letras do jornalismo teve ai suas primeiras aulas. Assinava suas crônicas com o pseudônimo de “Jamanita”, fazendo referência as duas primeiras letras de seu nome. As três primeiras letras de Itapira. A parte gráfica do jornal contava com a ajuda do Joaquim e Manuel Palhavan, pai e filho e logo depois do jovem Arlindo Bellini, também como Jácomo, historiador e articulista colaborador do jornal “Tribuna de Itapira”.
Muitos outros jornais foram fundados em Itapira a partir de 1957 e alguns tiveram vida efêmera e outros se pronunciam como audazes precursores do novo jornalismo e emprestam aos leitores todos os seus recursos de comunicação e de notícias. É o caso do jornal “Tribuna de Itapira”, “Gazeta Itapirense” e do secular “Cidade de Itapira e do Expressão Regional.
Jornais de 1958 até 2007

2 - Jornal "Cidade de Itapira", nos moldes atuais, comemorando neste ano o seu centenário
(1907 - 2007)

Jornais "Tribuna de Itapira". O nº 01 teve como Diretor Responsável o dr. Nelson Guinato Júnior em 03 de junho de 1989.
A partir daí o "Tribuna de Itapira" passou a ter como Fundador e Diretor Luiz Roberto Trevelin Pereira, até os dias atuais.

1 - Jornal "Expressão Regional, diretor Adilson Bosso, fundado em 1990 e o "Jornal do Estudante" Ano 1, nº 11"
O Arroto" de vida efêmera, fundado em 1995 e funcionou até essa data
1 -Jornal “A Gazeta Itapirense” foi fundado no início de 2007 e tem como seu diretor Gilmar Bueno de Carvalho Júnior. Sua redação fica na rua XV de novembro 569.
OUTROS INFORMATIVOS
(de 1985 a 2008)


Boletim informativo Penha nº 85 de de 1986 e Penhão nª 1 de 1994

Jornal Itapira nº 1 de Julho de 1991

Jornal editado pelo Circolo Italiano de Itapira

PAGINA 1 - Jornal editado pelo Colégio Integral Aplicado - ANGLO, edição especial de janeiro de 2008

Jornal do Estudante de julho de 2003

Informativo editado pela Prefeitura Municipal de Itapira em 1997

Boletim informativo da Escola Interativa de 2008

Jornalzinho interno do Clube de Campo Santa Fé de 1995

Jornal Informativo do Clube de Campo Santa Fé de 2008
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