1 - D.Amélia Zacchi e seu filho Flávio, em 1942 2 - Flávio Zacchi no dia de sua formatura na ETC.
Flávio
Zacchi foi o primeiro presidente da Guarda Mirim, após a sua fundação. Nasceu em Itapira no dia 28 de
maio de 1939 (29/05/1940?) e faleceu em 31
março de 1992. Era casado com Antonia Ruth de Souza e tem as filhas Flavia
Maria, Fernanda Maria e Fabiana.Flávia Maria é casada com Antonio Robles
Sobrinho e são pais de Bruno e Luê; Fernanda Maria é casada com Marco
Alexandre Alves Pedroso e são pais de Lucas; Fabiana é solteira. Era filho do
casal Carlos Zacchi e Amélia Coradi. Trabalhou desde cedo com seu pai Carlim
Zacchi que tinha sorveteria e restaurante na Rua da Penha, esquina com a Rua Dr.
Hortêncio Pereira da Silva, no prédio situado em diagonal a Igreja Santo de
Antonio. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar Julio Mesquita e depois
estudou na Escola Técnica de Comercio de Itapira aí se formando contador.
Sempre foi muito religioso abraçando desde cedo a fé cristã seguindo os princípios
bíblicos da mesma forma que seus pais. Logo passou de aluno a professor dessa
escola, ministrando aulas de contabilidade tendo formado várias turmas de
contadores que passaram pelos seus ensinamentos. Fazia parte da Congregação
Mariana da Matriz de Nossa Senhora da Penha quando da separação das paróquias
e a partir da qual foi criada a Igreja de Santo Antonio tendo como seu primeiro
vigário o Padre Matheus Ruiz Domingues. Em 1957, o Grêmio Teatral da Congregação
Mariana levou em cena a peça religiosa “O Cego e a Leprosa”, que foi
encenada várias vezes não só em Itapira como também no Teatro Municipal de
Campinas. Flavio Zacchi fez o papel de Jesus Cristo.
Grêmio
Teatral Beneficente Mariano

Foto do Grupo de Congregados Marianos na apresentação da primeira peça de teatro do
o Grêmio Teatral Beneficente Mariano em 27 de março de 1957, no salão do Colégio Santo Antonio
Não
podemos deixar de acrescentar o “Gêmio Teatral Beneficente Mariano” aos
teatros que funcionaram em nossa cidade tais como o Teatro Recreio, Teatro
Santana, o GTIB (do casal fundador, José Marella e Romilda Boretti), o Cine
Teatro Paratodos, o Cine Teatro Américo Bairral, e atualmente o Teatro
“Paulino Santiago”.
A
peça levada ao palco pelo “Grêmio Teatral da Congregação Mariana” em
1957 era dirigida e composta em sua maioria pelos jovens da Congregação
Mariana de Nossa Senhora do Patrocínio e
São José, cujos atos de fé eram realizados na Igreja Matriz de Nossa Senhora
da Penha.

Foto do Padre Henrique de Morais Mattos em 1957
Sob
o comando do Padre Henrique de Morais Mattos foi levada a efeito duas apresentações,
a primeira em 27 de março de 1957, no salão de Festas do Colégio Santo
Antonio. A peça em 3 atos, “O Cego e a Leprosa” do consagrado escritor
brasileiro dr. João Teixeira Álvares, retrata os primórdios da era cristã e
os personagens foram:
Apresentação da peça "O Cego e a Leprosa", em Campinas

Os atores que participaram na primeira apresentação da peça, em 27 de março de 1957. Flávio Zacchi está no centro como Jesus Cristo
Vemos também os atores: Arlindo Bellini, José Osmar Paschoal, josé Mota Fernandes, Narciso Alves, Adelino Vido Alves e as irmãs Maria Inês e Gilmere Zacchi

1 - Da esquerda para a direita vemos os atores: José Osmar Paschoal, Arlindo Bellini, Francisco Geraldo Rosário, Benedito José Sartorelli, Irineu Baiocchi e Vicente Artigiani
2 - Vemos nesta foto da esquerda para a direita: Henrique Miranda (cego Bethul), Regina Cleide Cavenaghi (vendedora de pombos), José Osmar Paschoal (o fariseu Jonathan), e Vicente Artigiani (Gamaliel).

1 - Flávio Zacchi como Jseus Cristo curando o cego Bethul (Henrique Miranda)
2 - Jorge Antonio Fadul (Célio) e Maria inês Zacchi (Magdalena)
Flávio
Zacchi (Jesus Cristo); Henrique Miranda (como Bethul, o cego); José Osmar
Paschoal (o fariseu Jonathan); Vicente Artigiani (fariseu Gamaliel); Francisco
José Setti (Nicodemos, senador, amigo de Jesus); Jose Mota Fernandes (Lázaro,
grande senhor da Bethânia); Jorge Antonio Fadul (Célio, jovem da nobreza
romana); Maria Inês Zacchi, (Maria Magdalena, irmã de Lázaro); Maria
Teresinha Miranda (Abigail, leprosa); Gilmere Zacchi (Martha, outra irmã de Lázaro).
Regina Cleide Cavenaghi (a mais jovem personagem do grupo, vendedora de pombos).
Outros
personagens participaram dessa peça: Francisco Geraldo Rosário, Irineu
Baiocchi, Arlindo Bellini, Adelino Vido Alves, Pedro Durante, Everci Machado,
Josefina Tofanello, Narciso Alves, José Casimiro Rodrigues,. O ponto fo Maria
Luiza Cruz e Manoel de Oliveira Palhavam, na parte técnica.
A
crítica esteve a critério do articulista do “Jornal Folha de Itapira”,
fundado em 1952 por Luizinho Ziliotto. Assim se expressou o articulista a
respeito da família Zacchi:
“não
se poderia conceber um Cristo mais perfeito, mais autêntico que este
que Flávio Zacchi encarnou com muita segurança e perfeição tanto nos gestos
como no seu falar de brandura...Todos: Flávio e suas irmãs Maria Inês e
Gilmere receberam nota 10 pela atuação esplêndida e profissional dentro do
contexto teatral amador de Itapira. Essa
peça foi levada aos palcos itapirenses por 2 vezes e em Campinas Em 7 de
setembro de 1957 foi apresentada no Teatro Municipal de Campinas com o nome de
“Jesus – O Sublime” tendo feio o mesmo sucesso com destaque para Flávio
Zacchi.
Jácomo
Mandato, nosso escritor e historiador, através do jornal “Folha de Itapira”
na edição nº272 em 19 de setembro de 1957, teceu comentários elogiosos a
todos os integrantes do grupo teatral itapirense. Jácomo fez comparações com
a história do Teatro amador em nossa cidade principalmente com o GTIB (Grêmio
Teatral Ideal Beneficente) do José Marella e Romilda Boretti. Há muito
extinto, o GTIB agora se reencontra com uma plêiade de artistas do teatro
amador, o GTBM (Grêmio Teatral Beneficente Mariano).No entanto esse grupo teve
vida efêmera, dando espaço para outros grupos teatrais posteriormente.
Flávio
tinha uma boa dicção o que motivou criar o programa da Ave Maria, levado ao ar
pela nossa Rádio Clube no horário das 18 horas. Flavio sempre participou
durante as missas de Santo Antonio com sua voz apreciada por todos os presentes.
Participava das quadrilhas, das festas em sítios e fazendas dançando e
cantando. Sempre cuidou dessas festividades religiosas com muito desempenho e
zelo.
"Programa Cidade contra Cidade"

Na TV Tupy, canal 4, Flávio Zacchi presenteia Silvio Santos com uma jaqueta da famosa marca Mac Gregor, fabricada em Itapira.
Em
1969 Flávio participou na TV Tupy, canal 4, apresentado por Silvio Santos, no
quadro “Cidade contra Cidade”, tendo a cidade concorrente de Monte Aprazível,
ganhado a prova. Inúmeras personalidades itapirenses: o prefeito municipal sr.
Hélio Pegorari, Antonio Celidônio Ruette, vereador; Dácio Clemente, locutor
da Rádio Clube de Itapira; Dr. Hélio Amâncio de Camargo, psiquiatra;
Hideraldo Luis Bellini, itapirense, capitão da Copa do Mundo em 1958; Américo
Urban, com seus cavalos amestrados; Maria Thereza Moisés e José Alair de
Oliveira, com respectivas belezas e porte atlético, filhos de nossa terra.
Apesar de não termos sido vitoriosos nessa prova, pudemos demonstrar através
de nossos representantes a sua participação com inteligência e extremo amor
à sua terra natal.
Comercialmente
Flávio montou se escritório de contabilidade com o nome de “Escritório do
Flávio” tendo funcionado durante muitos anos na esquina da rua Tiradentes com
a Praça Bernardino de Campos. Mudou-se depois para o prédio da rua Alfredo
Pujol (que era parte do prédio da Fábrica de Chapéus Sarkis) em frente ao
Hotel Central e Hotel São Paulo.

1 - os rotarianos Flávio Zacchi e Antonio Carlos Setti ao lado de suas respectivas esposas Antonia Ruth de Souza Zacchi e Maria Amélia da Cunha Setti, numa festividade levada a efeito por esse clube.
2 - Missa na Matriz de Santo Antonio onde vemos: Hermínia Zacchi (tia do Flávio), religiosa não reconhecida, Irmã Guiomar, Osvaldo Cintra Machado e Flávio Zacchi.

Flávio Zacchi em um discurso na Câmara Municipal de itapira
Sempre
fez questão de participar de todas as atividades religiosas tendo sido
juntamente com Padre Matheus Ruiz Domingues, os grandes baluartes na luta pela
construção da novo templo e da casa paroquial. Dessa maneira permitiu o
crescimento da comunidade cristã em Itapira. Certa feita organizou uma
caravana para recepcionar em Santos o padre Matheus que retornava de uma viagem
realizada ao continente europeu.
Flávio
faleceu ainda jovem em 31 de março de 1992 e deixou um vazio no seio da
comunidade comercial e religiosa de nossa cidade. Nesse dia os sinos silenciaram
e a voz da Ave Maria se aquietou na alma de cada um, em reflexão profunda. Seu
interlocutor deixou de existir..Resta-nos hoje sinceras e consternadas
homenagens que não se apagarão de nosso pensamento.
É
lembrado materialmente através de um conjunto habitacional e na fundação da
Casa Transitória que levaram o seu nome, Essas não são as maiores homenagens
que se possa prestar a um homem de imensa luz, mas, sim aquelas que jazem nas
profundezas do amor cristão que cada um pode lhe devotar.
Flávio soube tão bem demonstrar a fé cristã aos seus semelhantes que as suas obras e dons espirituais farão sombra às maiores obras materiais que se lhe possam outorgar.
Guardemos esta última foto para a posteridade reverenciar
Flavio Zacchi em foto mais recente
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