Fábricas Diversas e suas histórias

 

      FÁBRICA DE DOCES ZANOVELLO

  

 - Funcionários -  Foto de 1935

  Bem  poucos itapirenses tem conhecimento a respeito de como eram as fábricas e as indústrias que existiam em nossa cidade nos princípios do século.Muito menos o que produziam e como produziam os seus produtos.Quem poderia imaginar nos tempos de hoje que Itapira  já teve um comércio bastante movimentado e ramos industriais que fabricavam muitos produtos interessantes. Naqueles tempos tudo era feito quase que artesanalmente porque a tecnologia das  máquinas ainda estava  engatinhando. Mesmo assim com imaginação, grande vontade dirigida para o trabalho e habilidade manual muitas indústrias floresceram por aqui.Revendo  e pesquisando nos meus "Alfarrábios do Tempo"(livros, citações, documentos, fotografias e informações) pude  elaborar algumas das atividades industriais que vingaram por aqui em nossa terra no começo do século.Demos início em matéria anterior a essa série de publicações, quando então homenageamos os 100 anos da fundação da Destilaria Boretti em Itapira e os 80 anos do Dr. Décio Galdi quando publicamos a matéria sobre a Fábrica de Cigarros de propriedade de seu pai Luigi Galdi. Em sequencia abordaremos outros ramos industriais que fizeram a história da Indústria e do Comércio em Itapira.

 

 

Imagem digitalizada vendo-se um dos famosos 

papeizinhos coloridos que enrolavam as balas "Zanovello"

 

A "Fabrica de Doces Zanovello", foi um estabelecimento que marcou época em Itapira.Estava situada na Rua 4, número 16-D (Joaquim Inácio da Silveira, em frente ao antigo armazém do Guerreiro) e produzia os seguintes doces: caramelos, charutinhos, velas, bolas, palmitos de açúcar etc.Foi fundada em 1930 por Vitaliano Zanovello, sendo este, proprietario também  de  um armazém de secos e molhados situado à Rua José Bonifácio, 112, cujo telefone era 127 e que fora fundado em 1895.A Fábrica, algum tempo depois passou para seus filhos Remo,Wal (Zinho) e Ivo.A sociedade foi desfeita algum  tempo apos, foi quando Remo fundou uma fabrica de doces.Ivo foi para Campinas e Wal (Zinho),fez sociedade com Reinaldo Martellini (irmão da Eveline) e continuaram com a fábrica até mais ou menos 1955 ou 1960.TantoVitaliano quando Wal vendiam a preços mínimos os restos de balas que sobravam da fabricação (eram os famosos retalhos de bala, multicoloridos) que aguçavam tanto as nossas os nossos olhos. Eram tantas as encomendas que o consumo das balas Zanovello ultrapassaram as fronteiras de Itapira.Isso obrigava a um aumento da produção. Apesar do número de funcionários que trabalhavam em horário normal havia que se continuar o trabalho fora da rotina habitual obrigando Vitaliano a contratar moças para executar tais horas extras.Assim, as irmãs Marines, Marizete e a Marlene Caversan (Cavarzan), respectivamente senhoras Juarez Moura, José Eduardo de Oliveira (Abdala) e José Wagner Avanzzini, embrulhavam balas em casa, ajudando o seu Vitaliano além de tirarem uns "troquinhos" por fora. Na fábrica de balas Zanovello trabalhavam 16 operários que sob a direção do sr.Vitaliano cumpriam a rotina de trabalho adoçando a boca da criançada.

 

 

Família Zanovello

Vemos nesta foto da esquerda para a direita nas primeira e segunda filas respectivamente:

Antonia Zanovello Pini, Lyria Zanovello Trani, (com Alaide no colo), Maria Palmira, Carolina (com Lucia no colo), Vitaliano Filho, Antonia Giacomin, mãe de Carolina, Ida Aurélia Zanvelli Machado (com José Maria Machado no colo), Maria Luiza Zanovello Paschoal (com Jolízio no colo); depois: Hermano Pini, Noé Trani, Val, Túlio, Vitaliano, Ivo, Remo, José Goulart Machado e João Paschoal

 

O Sr.Vitaliano nasceu em Bastia, provincia de Padova a 15 de Setembro de 1877, tendo chegado ao Brasil em 1886.Casou-se com Dona Carolina Giacomini e tiveram os seguintes filhos: Ida Aurelia, que foi casada com José Goulart Machado, Líria casada com Noé Trani, pais  da Maria Alaide; Maria Luisa, casada com Joao Paschoal; Antonia casada com Hermano Pini; Túlio casado com Isaura Rodrigues dos Santos; Ivo, casado com Zelia Brandenburgo; Wal casado com Santina Martelline, (irmã da Evelina que foi casada com o saudoso Nabile Jacob); Remo casado com Iolanda Sartori; Maria Palmira, casada com Domingos Pegorari, pais do Dalmir, da Gleusa e de Maria Carolina (já falecida); Vita Filho e Lucia que foi casada com Celso Vieira, (irmão da Cira que foi casada com o sr. José Serra e tios do inesquecível amigo VITAVENA e  irmão também da Hercy casada com o sr.Domingos Caio).Vitaliano antes da Fábrica de Balas fundou uma fábrica de vasos ornamentais feitos de cerâmica.Essa fábrica funcionava onde foi a vidraçaria Belli na Rua Dr.Paulo Moreira Barbosa.Montou também uma Beneficiadora de Arroz e um Moinho de Fubá.Vitaliano "aposentou-se" e durante muito tempo cuidou de sua chácara que ficava na Avenida Rio Branco na altura da antiga Oficina dos Barreta Miranda, hoje alí está situada outra casa comercial. Colhia ali muitos abacates e todo tipo de frutas. Eram tantas as frutas que Vitaliano sentava-se a tardinha na frente de sua chácara e dava-as gratuitamente as pessoas que por ali passavam. De certa feita foi procurado por um senhor que queria comprar suas frutas para poder revendê-las e tirar algum lucro. Ao que Vitaliano lhe respondeu: Se posso dá-las, porque vou vendê-las? Grande alma! A Fábrica de doces Zanovello foi uma doce realidade em nosso chão itapirense, tendo aguçado o paladar da criançada.Num misto de festa e fantasia essa fábrica se fez presente num tempo que não volta mais. Hoje resta-nos a lembrança dos papeizinhos coloridos e dos sabores adocicados daqueles pedacinhos de nossa infância.

      APIÁRIO SANTO ANTONIO  

                          

 

 

Aspecto interno do Apiário Santo Antonio, vendo-se no primeiro plano o proprietário, sr.Luiz Torres

                           Aqui em Itapira também funcionou o "Apiário Santo Antonio" de propriedade do Sr. Luis Torres. Naquela época o seu Luis tinha quase 300 colméias apinhadas das melhores abelhas produtoras de mel que se  conhecia.Eram abelhas italianas laboriosas tais como seus proprietários. O mel era produzido, embalado e enviados para os mercados das cidades da região e para São Paulo.Luis Torres foi casado com D.Maria Fracarolli, esta filha de Augusto Fracarolli e Petronilha Chaos. (Sobre os Fracarolli já discorremos em matéria anterior. Luis e D.Maria foram pais de Matilde, casada com Antonio Rosário, estes pais da Elsa do Luis Tarrasqui, do Edson,da  Edite casada com Laercio Turoli, do Edésio e do Antonio Benedito; da Antonieta, de Liornes, casado com Neusa Gomes Pereira, filha do Tininho alfaiate e de D.Olga Vicentini; da Silvandira, casada com o Heraldo Peres, do Alaercio Torres, casado com Nair Peres, filha de Belarmino Peres Sobreira e de Rosa Butti.O Apiário ficava a mais ou menos 12 quilômetros de Itapira nas vizinhanças da estação da Mogiana em Barão Ataliba Nogueira.Produziram mel de altíssima qualidade e como se pode  ver pela  foto de 1935 tudo era feito artesanalmente e com muito carinho.

 

 

                 A GRANDE FÁBRICA DE MACARRÃO

                           

 

Interior da "Grande Fábrica de Macarrão". 

Vemos à esquerda  provavelmente o Achiles Boretti, filho do sr. Clodomiro, o proprietário, que aparece

 à direita. Em primeiro plano os varais onde eram dependurados os "espaguetes"

 

                           Outra indústria que floresceu neste chão itapirense foi a "Grande Fábrica de Macarrão". Seu  proprietário  foi o sr. Clodomiro Boretti, italiano de Bigarello, província de Mantova, nascido em 15 de março de 1877 e que veio para o Brasil em 1887.Após  passar  pela lavoura seu Clodomiro fundou na cidade em 1908 uma fábrica de  Macarrão com o título acima.A Fábrica ficava ali no largo da estação do trem, onde hoje  se  localiza a Defesa Materiais, casa de materiais  de  construção. Funcionava com 6 operários.Durante muito tempo foram comercializados em nossa cidade e região os famosos "macarrão Boretti", tipo "espaguetti", que quase todos os dias eram consumidos pela população itapirense na hora da "janta" em forma de "sopa" (macarrão com feijão, ou caldo branco). Aos Domingos a  famosa macarronada com "polastrin" (frango) não podia ser feita com outro  macarrão a não ser o do "Boretti". A embalagem desse macarrão era roliça, pesando 1 quilo e um comprimento de mais ou menos 40 centímetros.O papel era encorpado e de uma coloração azul arroxeada.Existia nas extremidades do maço de macarrão, fechando a sua embalagem um tipo de selo amarelado com as  marcas "Boretti" e que dava acabamento à referida embalagem.

 

 

Imagem digitalizada de um pacote de 1,000 do "macarrão Boretti",

 marca preferida pelas donas de casa nas décadas de 30 a 60 

 

Os pacotes de macarrão eram classificados por  números (número 1 ao número 6...), conforme a espessura dos "espaguetes" dos mais finos até os mais grossos. Muitos ainda se lembram desses detalhes e que durante muitos anos foi marca registrada na  maioria dos lares itapirenses. O sr. Clodomiro Boretti foi casado com D.Luisa Casarini e foram pais de: Weber (falecido na infância), Gilfredo casado com Ana Di Matteo, Marcela casada com Waldomiro Paulino Di Matteo (irmão de Ana Di Matteo), Aquiles casado com Zilda Breda, (filha de Pedro Breda e Gioconda  Pegoraro), Dante,Venturi, Hortência casada com Julio Lang (pais da Penhita  e  da Ivone), Ivete casada com Olavo Pereira da Silva, Clandira  casada com Carlos Rodrigues da Silva e Elenir casada com o Dr.Natanael Ferreira Nobre. A Fábrica deve ter sido fechada por volta dos anos 60 no entanto o famoso "Macarrão Boretti" marcou presença e  fez história  em nossa cidade.  

 

          DESTILARIA BORETTI - 100 ANOS 

O casal Vittório Boretti e Elvira Mazzer comemorando suas "Bodas de Ouro"

.Ao fundo as bebidas de sua adega particular

 

 

Foto comemorativa das "Bodas de Ouro" do casal Vittório Boretti e Elvira Mazzer em frente a Destilaria.

Vemos na primeira fila superior, da esquerda para a direita: Lia Boretti, Cirilo, José Boretti e Décio Boretti. Na segunda fila: Edy Boretti de Almeida, Carlito Ornelas e Jacira Lang. Na 3ª fila: Edna Boretti de Almeida, irmã de Edy), Tático de Almeida, Catarina Boretti (pais de Edy e Edna), Maria do Rosário (Filhinha), esposa do Nilo Boretti), Vilminha (filha de Vilma e Nilo Boretti), Diva Boretti (irmã de Cirino) e esposa do Jorge Witter), Jorge Witter e Maria Olívia (filha do Cirino).Na 4ª fila: Elisa de Oliveira Guedes, esposa do Romeu Boretti (irmão do Cirino), Romeu Boretti, Nilo Boretti, Elvira Mazzer (com Maria Elvira no colo), Romilda Boretti (irmã do Cirino, e mãe do Wanderley Marella) e Rosemary Witter (filha de Jorge Witter). Na 5ª fila, sentados: Wanderley sua esposa Cremilda e os meninos: Manuel Carlos Ornelas, Eduardo (filho do Tático), Carlos Eduardo (Binha), Orlandinho (filho do Nilo Boretti), Paulo Sergio (filho de Wanderley Marella), Erasto (filho do Tático) e o último agachado, Harley Marella.Bem ao fundo encostado na porta do lado de dentro está o “Tico do Frango”.

                             Neste ano de 1997 faz precisamente um século que foi fundada em Itapira uma das mais famosas marcas de cerveja da região.Produzida quase que artesanalmente pelo clã dos Boretti, a Destilaria marcou época naqueles idos de começo de século.Queremos com esta matéria homenagear não só os fundadores da Destilaria Boretti, bem como toda a imensa família Boretti, O entroncamento com outras tantas e importantes famílias de nossa cidade fizeram dos Boretti um salutar caldo de cultura genealógico, cujos descendentes aí estão enriquecendo o nossa sociedade em todos os planos de sua expressão. Abriremos portanto com esta matéria um espaço para uma série de publicações nesses mesmos moldes. Assim se expressou João Neto Caldeira sobre a importante indústria de bebidas dos Boretti em "seu Álbum de Itapira" escrito no ano 1935:" Fundou-se aqui em Itapira também em 1897 a Destilaria Boretti que pertencia ao sr.Vitorio Boretti.Essa  Destilaria, funcionou  primeiramente onde hoje fica a Rua Adelelmo Boretti, (nome este dado em homenagem ao pai do Clodomiro (cuja genealogia ascendente vai mais abaixo).

A Destilaria produzia cervejas clara e escura, sodas, xaropes, licores, vinagre etc.A cerveja escura era do tipo "Malzbier", segundo diziam: "própria para senhoras que amamentavam". Produziam ainda o Licor de Cacau, Águas de Soda e Tônica, o conhecidissimo Guaraná "Nacional" cuja fórmula era do Dr.Hortêncio Pereira  da Silva". Dr. Hortêncio foi o  primeiro medico itapirense já bibliografado em matéria anterior. O sr. Vittorio Boretti nasceu em Bigarello, Província de Mantova na Itália em 07 de Abril de 1883, tendo vindo para o Brasil em 1887, juntamente com Clodomiro seu primo.Era filho de Luigi Salvattore Boretti e de Filomena Maccari.Casou-se com D.Elvira Mazzer em  16  de Agosto de 1902 e foram pais de:D.Romilda casada com o sr.José Marella (fundadores do  Teatro GTIB - Grupo Teatral Ideal Beneficente), de quem já falamos sobejamente quando da publicação de matéria sobre o teatro amador em nossa cidade e que se encontra também neste "site".Vitório Boretti foi pai ainda de Cirino, casado com Maria de Oliveira Osório, estes pais de Maria Olívia,Teresinha e Maria José (a Lia) que foi diretora do Júlio Mesquita e que em 1973 casou-se com Lázaro de Almeida (O Lero), grande craque do futebol que em 1941 ou 1942 chegou a jogar no Juvenil do Ipiranga.São pais de Luis Henrique e de Luisa Helena; Teresinha casou-se com Clóvis Franco de Almeida e são pais de Antonio, Cleusa Aparecida e Clara Alice; Maria Olívia, casada com João Batista de Almeida Risola, pais de Antonio, Ângela e Adriana. João Batista de Almeida Risola é irmão de Ariovaldo Risola, o “Risolinha”, notável  causídico de nossa cidade; de Eduardo, Maria Odete e Antonio Carlos.Todos foram filhos de Antonio Risola e Maria Madalena de Almeida. Adriana, filha de João Batista e Maria Olívia foi peça chave que nos revelou a existência do exemplar “ainda vivo” da cerveja dos Boretti. Alguns outros exemplares devem estar ainda hibernando nos fundos de alguns baús, no entanto o que nos chegou às mãos tem uma dupla importância: a da sua própria existência e a de pertencer ao membro mais antigo da família Boretti, que é o seu Cirino.Seu Cirino casou-se em segundas núpcias com D. Jacira Lang, filha de Antonio Lang e D. Alice Bueno Salgado.Teve duas filhas desse segundo consórcio: Maria Elvira e Maria Alice Boretti.

São filhos ainda de Vitório: Romeu Boretti que foi casado com Elisa de Oliveira e são pais de único, Décio Boretti, casado com Edena Ghezzi; Helio, falecido na infância; Nilo Boretti, que foi casado com Wilma Tambelli , pais de José Edvaldo, Vilma, Orlando e Nilo Filho.; Irineu Boretti; Liane Boretti, casada com Carlos Eduardo Magalhães de Ornelas, pais de Manoel Carlos, Carlos Eduardo, Carlos Ernesto e Carlos Vitório; Catarina Boretti casada com Erasto de Almeida, pais de Edna, Maria do Rosário, Edy, Antonio Eduardo e Erasto; Diva casada com o sr. Jorge Witter, pais de Rosemeire Witter.

Tronco da fmília Boretti em Itapira: Luigi Boretti (1847-1931) e sua esposa Filomena Maccari (1845-1928)

Nesse esboço genealógico procuramos registrar apenas uma pequena amostra da imensa família Boretti em nossa cidade.Reproduzimos aqui as fotos do tronco Luigi Salvatore Boretti e sua esposa Filomena Maccari, pais de Vitório.Em outras duas fotos (foto arquivo Charles de Freitas) observamos um raro momento, que marcou a vida do fundador da Destilaria Boretti.Foi quando em meio aos familiares e muita festa comemorou juntamente com sua esposa D.Elvira Mazzer, suas bodas de ouro. Cerveja e muito vinho não faltaram! Vitório faleceu no dia 18 de outubro de 1966.

A Destilaria também funcionou por alguns anos em novo prédio construído pelo Clodomiro à rua João de Morais, bem em frente a casa do saudoso René Boretti , (conf. mostra a foto) e foi ali que o GTIB (*Grupo Teatral Ideal Beneficente), do José Marella e da Romilda Boretti, foi fundado. A Destilaria foi vencida pelo progresso e pela concorrência de outras marcas de cerveja que iam chegando até Itapira. Assim, foi sendo desativada aos poucos. No ano de 1952 encerrou definitivamente suas atividades.Naquele local, muitas reuniões noturnas eram realizadas e entre uma e outra cerveja produzida pelos Boretti iam surgindo idéias prodigiosas.Foi ali que surgiram diversos grupos musicais, teatrais, seresteiros e outros            .

              

ONTEM     E    HOJE

 Nesta casa foi fundada a Destilaria Boretti em 1897. Vemos ai membros da família Boretti e funcionários.

Neste local a Destilaria funcionou durante 35 anos. Em foto recente (1997), localizada 

à rua Adelelmo Boretti, como está hoje a fachada da casa hoje.

 

Casarão onde funcionou a Destilaria Boretti após sua mudança da séde acima em 1932.Aquí nasceram muitos 

conjuntos musicais tendo sido palco para os ensaios do grandioso

 GrupoTeatral Ideal Beneficente (GTIB), fundado por José Marella e Romilda Boretti

Em recente conversa com o “seu” Cirino (com 93 anos, na época da matéria, em 1997) e seus descendentes, pudemos relembrar aqueles idos do começo do século e a grande labuta em se produzir e engarrafar os mais variados tipos de bebidas, desde a famosa “cerveja preta quinada”, os dez sabores de licor, cuja lembrança traída só nos pode trazer à memória os de aniz, cacau, anizete, groselha e menta. Fabricava-se ainda o guaraná “Nacional”, sodas, tônicas, xaropes, vinagre, etc.

Cirino Boretti quase centenário e a já centenária “Cerveja Preta Quinada”.

Esse raríssimo exemplar da lavra dos Boretti repousa serenamente no acervo da família

  Ali na Destilaria também se engarrafava o precioso vinho, vindo em tonéis da Europa, precisamente da Itália, cujo transporte era feito através da Cia, Mogiana de Estradas de Ferro, de saudosa memória e que também faz parte das matérias do autor nesta página. Os sócios da Destilaria era todos membros do clã dos Boretti: Luigi Salvatore, o tronco da família no Brasil, era o comandante chefe. Seus filhos: Adelelmo e Vitório começavam a “lavorar in Brasile”. Idealizaram os primeiros passos para a fabricação de bebidas e num processo de aprendizagem bastante rápido. se tornaram íntimos no conhecimento da fervura da cevada, fermentação e resfriamento. Adelelmo e Vitório, foram vencendo as dificuldades e adaptando-se pouco a pouco aos processos manuais e mecânicos exigidos para a fabricação de bebidas.Tornaram-se ambos portanto fundadores da indústria. Fundou-se então a Destilaria. “Adelelmo Boretti” & Cia., em 1897.

Anteriormente fabricava-se exclusivamente cerveja.Mais tarde outras bebidas passaram a fazer parte da produção da destilaria:  Rhum Extra, Vermouth, Vinho Quinado, Amargo Felsina, Fernet, Cognac, Licor de Cacau, as Laranjinhas especiais, e o Licor Garibalde e ainda as bebidas Palestra e a Água de Soda. 

Adelelmo e Vitório durante muito tempo dividiram os afazeres, procurando dar continuidade, trabalhando diuturnamente para vencer a produção cujas vendas iam aumentando dia a dia. A Destilaria estava inicialmente situada na Ladeira do Cubatão nº 3, à margem esquerda de quem desce. Vitório juntamente com Cirino e Irineu cada um com uma função específica deram um impulso extraordinário à empresa, mantendo-a sempre produtiva e sem concorrentes. Quando a Destilaria mudou-se para a rua João de Morais em 1932 mais ou menos até os netos de seu Vitório serviam como ajudantes, engarrafando, colando os rótulos, selando e fechando as garrafas.A Lia e a Maria Olívia,filhas de seu Cirino contam muitas passagens interessantes dessa fase de suas vidas e lembram com muita emoção desses momentos. Todos os comerciantes de varejo de Itapira incluindo meu avô Manoel de Freitas (Mané Bonito), cujo armazém de secos e molhados funcionou durante mais de 40 anos na Rua da Penha, 76), os Frasseto, os Breda, os Avanzzini, os Fecci, o Joaquim Palhavam, o Domingos Bagatella, o Batista Ghezzi e inúmeros outros compravam as bebidas dos Boretti. Da mesma forma, todo o sul de Minas consumia as famosas bebidas produzidas em Itapira.A Indústria vendia seus produtos em Barão Ataliba Nogueira, em Eleutério, Águas de Lindóia, Jacutinga, Monte Sião, Sapucaí e Lindóia. Os motoristas que transportavam as bebidas eram os srs. Gregório Longhi, Jeremias Stefanini, Fernando Riberti além do próprio Vitório Boretti e o Romeu.Trabalhavam na Destilaria Antonio Alcides Rampim, Rubens Monteiro, (Tico do Frango) e outros. O meio de transporte na época era feito por carrocinhas puxadas por cavalos e pelos famosos “Chevrolet cabeça de cavalo”.

“Cerveja Preta Quinada”

Imagem digitalizada do rótulo da "Cerveja Preta Quinada" produzida pela Destilaria Boretti.

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Imagens complementares

Abaixo do acervo de Plinio Magalhães os rótulos das bebidas fabricadas pela Destilaria do Adelelmo Boretti & Cia. 

Rótulos da "Laranjinha Especial"; "Palestra" e "Licor Garibaldi"

Rótulos das bebidas: "Fernet", "Cognac", Amargo Felsina e Vinho Quinado 

Essas bebidas foram fabricadas após a "Cerveja Preta Quinada",  citada no texto acima.

O que chamou a atenção e inclusive motivou esta matéria foi o fato de descobrimos, através da Adriana da existência nos guardados sacramentados dos Boretti de um único e centenário exemplar da famosa “Cerveja Preta Quinada”. O rótulo já não existe mais, no entanto lá está ela contida numa garrafinha de mais ou menos 20 cms, pretinha, ainda gaseificada, que nos pareceu, com a tampinha enferrujada e a desafiar corajosamente “o macho” que vai abrí-la e sorvê-la.

Linda!, reluzente ao sol e empoeirada à sombra, foi fotografada, medida, analisada e vasculhada nos seus sacrários. Fazendo inveja a Baco, postou-se para pose fotográfica tal qual soberba “miss”. O garoto propaganda não poderia ser outro: Cirino Boretti o representante mor do vastíssimo clã dos BORETI e já também quase centenário. Seu Cirino remoçou quando segurando o raro e “specimem” da lavra familiar fixou nas lentes do Paulino Santiago toda a sua plenitude e felicidade. E pudemos observar um sorriso “maroto”, quando olhou a cervejinha em suas mãos.Talvez naquele momento estivesse pensando: Ah! cervejinha, você se conservou comigo tanto tempo, mas se você estivesse com o Nilo meu irmão, eu não tivesse esses devaneios, fazendo alusão ao hábito que o Nilo Boretti tinha de ser o mais abusivo de todos em relação a centenária “cervejinha preta quinada”. Só não pudemos ver o rótulo dessa raridade, porque esse foi vencido pelo tempo e a cola que serviu para fixá-lo a garrafa atraiu insetos que o consumiram em mais de 80 por cento. Assim mesmo dava para ver os ramos de cevada nas laterais do que restou do rotulo e algumas letras em tom avermelhado.Aos poucos em conversa com o Seu Cirino e os descendentes fomos compondo na memória familiar a verdadeira ilustracao que servia como marca registrada da famosa cervejinha preta. Lero, genro do Seu Cirino lembrou que no centro do rótulo haviam  três  barrisinhos  apostos em  triângulo, ou seja: dois juntos a frente e um mais atrás.Nas laterais como que abraçando esses três barris dois ramos de cevada encurvados como dois "parênteses", em fechamento assim "( )" dessa maneira. No centro. ficavam os três barrisinhos. Seu  Cirino, a Lia e a Maria Olivia suas filhas, lembraram que encimando esses símbolos havia a seguinte inscrição em vermelho: "CERVEJA  PRETA  QUINADA". Embaixo lia-se:"VITTORIO BORETTI". 

O desenho mnemograáico aqui reproduzido revela melhor esses detalhes textuais.Graças a computação gráfica e aos recursos da informática pudemos nessa imagem computadorizada trazer do passado uma cópia com praticamente 80 por cento de resolubilidade.Caso ainda sobreviva algum exemplar dessa cervejinha "danada" e que foi a menina dos olhos dos Boretti um dia ainda tornaremos a baixá-la sob nossa pena.A Liane, o Harley Marella, o Hildebrando Rossi Filho, o Jácomo Mandatto a teriam? Nao tive muitos arroubos de campear por esses lados as minhas buscas porque a verdadeira homenagem não está dirigida a  cervejinha preta quinada, mas sim a essa imensa e importante família que a produziu. Aí está portanto o resgate histórico e a gratificante satisfação em poder homenagear  OS BORETTI tão dignos  representantes da família italiana em nossa cidade.

        ASCENDÊNCIA DE CLODOMIRO BORETTI

 

                  Clodomiro era filho de Sperandio Boretti (Império Austríaco 1849 - Itapira 1918) e de Aristea Maccari (Prov.de Mantova 1855-Itapira 1940); neto paterno de Antonio  Boretti e de Elisabeta Giuliani;neto materno de Giuseppe Maccari e Generosa Nizzoli.Casou-se com Luigia Casarini (ou Casarin) e tiveram os seguintes filhos:

                  a) - Aquiles c/c Zilda Breda (de Pedro e Gioconda Pegorari)

Estes são pais de: José Aquiles, Luisa Helena e Pedro.

b) - Marcelina c/c Waldomiro Paulino di Matteo (de Constantino e Benedita Carolina Guedes).São pais de Benedito e Flavio.

c) - Elenir c/c Natanael Ferreira Nobre (de Alberto Ferreira Nobre e Gustavina Navarro).Pais de: Maristela e Maria Lucia.

d) - Hortência c/c Julio Lang (de Augusto Francisco e Ana Lucia).Pais de: Julio, Maria da Penha(Penhita),Ivone e Ana Luisa(fal.na infância).

  e) - Ivete c/c Olavo Pereira da Silva (de Lindolfo e Alsira de Oliveira).Pais de: Alsira, Dagui e Olavo.

  f) - Gilfredo c/c Ana di Matheo (Mateus) (de Constantino e Benedita Carolina Guedes).Pais de: Clodomiro Constantino, Candida, Cecilia e João batista.

  g) - Clandira c/c Carlos Rodrigues da Silva.Pais de: Silvia Maria e Carlos Rafael.

h) - Ventura c/c Mafalda...Pais de: Ceci e Pedro Clodomiro.

  i) - Dantas 

j) - Weber, fal.na infância           

                 

                   Foram irmãos de Clodomiro Boretti:

                                

                                 1) Bárbara (Itália 1876-Itapira 1958), que foi casada com Attilio Avanzini (Itália 1874-Itapira 1922), filho de Agostino Avanzini e Angela Annunciata Solci.Foram  pais  de  Orlando c/c  Maria Luisa Modonezzi; Humberto c/c Maria Iolanda Viviani(filha de Achille Viviani e Santa Marchezzini); Hortencio c/c Julieta Brianti(de Paulo e Angelina); Eduardo c/c Maria Levatti(de Angelo e Teresa Morari); Bento c/c Domitila Polli(de Luis e Ana de Campos Soares); Otelo c/c Virginia Filadelfo; José c/c Amélia Guiraldelli(de Ettore e Hermínia Pelatti); Otávio c/c Alaide Coraça(de João e Assunta); Ângela c/c Guilherme Baggini (de Ciro e Celidônia Maria Salomé de Godoi); Américo e Itale Avanzini que faleceram na infância.

2) - Rosa (1883-?), que foi casada com Otávio Montani.Tiveram Otavio,Ida, Amintore, Leonora, Mercedes, Dorides e Hortêncio

3) - Virginia (1886-?) que foi casada com Andrea Mozzi.Tiveram Olga, Hortência, Irene, Hortêncio, Edgar, Osvaldo e Valter.

4) - Antonio(1893-Itapira 1959), que casou-se com Matilde Avanzini, filha de Vergílio Avanzini e Maria Boretti. Foram pais de Florize c/c Aparecido Stringuetti (De Mário e  Maria  Raffi); Nancy c/c N...de Oliveira; Idamis c/c Jose Targine de Souza; Mercedes c/c Gilberto Guimarães Leite; Sperenio c/c Anésia Bruzasco(de Eduardo e Maria Fernandes da Costa) e de Leonilda falecida na infância.

5) - Francisco (1894 -1958) que casou-se com Angela Ravetta (de Antonio e Paula Ferro).Foram pais de Haydee c/c Cláudio Tozzi (de Francisco e Filomena Pulino de Camargo); Edmeê c/c Herbert Rocha,(de Noé de Oliveira Rocha e Olimpia Pereira da Silva); Renê,c/c Luisa Marchezzini (de José e Edwiges Celanti);Loireê,c/c Romeu Fiordomo (de Luis  e  Marieta Carini) e Sperandio c/c Nadeia Figueiredo.

  6) - Stella - faleceu solteira

 

                                  Os tios paternos de Clodomiro: Luigi Salvattore, Luciano e Francesco Boretti foram juntamente com seu pai Sperandio  os grandes ramos da família Boretti em nossa cidade. De Luigi Salvattore vieram Elvira, Maria, Argenide, Adelelmo, Giuseppe, Elisabetta, Vittoria, Anselmo Vittori Clara e Domenico.

De Luciano vieram Lucia Giuseppina,Anselmo, Carlos, Augusto, Santo, Maria e Dante.

De Francesco (retornou para Itália) veio Amélia.Cada um desses ramos ligou-se genealogicamente a outros ramos familiares de italianos aqui residentes.

A saber: os Venturinis, os Avanzinis (diversas vezes), os Baiocchis, os Faveros, os Baldassinis, os Mazzer, os Passarella.

Ainda por via reta direta e indireta através dos descendentes ligaram-se aos Ravetta,Vicentini,Bosso,Cavallaro,Orlandi,Lang, Stringuet ti,Cremasco, Cestari, Monezzi,Piva,Paschoal, Bisinelli, Bucci, Brettas,Scieve, Morari, Marella, Bagatella, Paschoallin, Breda, Guiraldelli...e muitos outros computando apenas as ligações com descendentes italianos.Esse fato por si só faz dessa família um grande provedor e gerador da família italiana em nosso município e sem dúvidas nenhuma deverá pela própria característica de sua origem, formação e evolução genealógica ter sua história eternizada quem sabe num livro.Com a palavra os descendentes dos Boretti.

 

      FÁBRICA DE SABÃO UNIVERSAL

Fachada da "Fábrica de Sabão Universal" com algumas pessoas à porta

                       Outra fábrica fundada em Itapira foi a "Fábrica de Sabão Universal", que ficava na Rua dos Pescadores,5 (hoje Rua Emb.Pedro de Toledo) cujo telefone era de número 133.Estava localizada  portanto no início dessa rua e pertencia a firma José Mazzei e Cia, cujos sócios eram os srs.José Mazzei, natural da Província de Livorno, Itália, onde nasceu a 29 de Julho de 1885, tendo vindo para o Brasil em 1894.Outro sócio da fábrica de Sabão Universal era o sr.João Paschoal, nascido em Itapira a 15 de Junho de 1897. A Fábrica de Sabao Universal foi fundada em 1925 e produzia sabão de côco, sabão tipo comum e marmorizado, além do sapólio da marca "Rico", de muita aceitação pelas donas de casa da época. Algumas donas de casa hoje com seus 75 a 80 anos ainda devem se lembrar sem dúvida nenhuma do famoso sabão "Universal" e do saponáceo "Rico", que tanto contribuiram para a limpeza das roupas e das "louças". Antes disso era comum a prática de "areamento", que era o uso de areia para limpeza dos talheres, pratos, etc. Aos poucos essa prática foi sendo deixada de lado para dar lugar a outras alternativas de limpeza. Os sabões e os saponáceos permitiram que essa prática mais higiênica se tornasse os hábitos mais suadáveis. A fábrica de Sabão Universal, funcionou  durante um quatro de século mais ou menos e encerrou suas atividades e provavelmente na década de 50 já não existia mais.Comentava-se na época que o o seu proprietário utilizava animais como matéria prima para fazer o seu sabão.Diziam que certa vez José Mazzei jogou um cachorro vivo dentro  dos  caldeiroes ferventes, onde era derretida a gordura e o sebo e que passado  algum tempo José num escorregão caiu com a perna dentro de um desses caldeirões, tendo se queimado gravemente. Foi castigo diziam alguns!...Outros  ainda  mais crédulos diziam que havia sido praga do cachorro que José havia matado.O fato é que castigo ou praga, José Mazzei passou por "maus bocados" e as feridas de sua perna demoraram muito a sarar deixando grandes cicatrizes.

          

Rótulos digitalizados do sabão "UNIVERSAL" e do saponáceo "RICO"

   

Propaganda do Sabão Universal

 

     "OFFICINAS DE MARCENARIA E CAPINTARIA"  

Foto reproduzida, mostrando o interior da Marcenaria e Carpintaria de César Bianchi, 

que aparece de chapéu à direita. À esquerda e ao fundo vemos seus 12 funcionários

                      As "Officinas de Marcenaria e Carpintaria" do Sr.César Bianchi (de saudosa memória), também funcionou durante muito tempo em nossa cidade. Esse importante estabelecimento de caráter industrial e comercial estava situado a Rua da Penha,7 com telefone número 57 e ali trabalhavam perto de 12 operários que sob a direção do sr. César produziam sob encomenda todos tipos de moveis, madeira para construção, venezianas e partes de madeira para automóveis.(na época os carros tinham partes de madeira, nas portas, bncos e painéis. Havia também a secção de vidraçaria que atendia a demanda na época.César foi casado com D.Dalila Batista, filha do idealizador do Sanatório Américo Bairral, sr.Onofre Batista. César foi pai de Zoraide, Ida e César Filho. Ida casou-se com João de Freitas estes pais de Edson Vladas, Sidnei,(falecido), Denise, Dalila e João Filho.O sr. César Bianchi, nasceu nesta cidade em 14 de Agosto de 1902 e foi posteriormente Diretor Administrativo do Sanatório Américo Bairral ao qual estava ligado com seus fundadores desde 1924. Em 1925 já era secretário do Centro Espírita "São Luis Gonzaga" e ali aprimoraria seu ideal espírita.César deixou para a posteridade o seu livro". A História do Sanatório Américo Bairral", publicada no ano do centenário de Américo Bairral em 1984, onde relata toda a sua trajetória e experiências como administrador, espírita e acima de tudo como ser humano sensível e humanitário. A Marcenaria e Carpintaria do Dr. César Bianchi também teve o seu fim provavelmente na década de 40, já que cada vez mais seu proprietário se revelava um excelente administrador do Sanatório Américo Bairral, tendo sido absorvido por essa sua nova atividade.Ver História do Hospital Américo Bairral pelo índice geral.

            "MÁQUINAS SÃO JOSÉ"  

Fachada da empresa  "Máchina de Beneficiar Café São José",  fundada por Angelo Caio

                         Naqueles idos da década de 30 o cultivo e o comércio de café alcançavam altos índices nas bolsas de valores.Era bastante rentável todo tipo de atividade ligado a esse tipo de cultura.Foi assim que as máquinas de beneficiar café tornavam-se de certa forma  um  dos maquinários que mais lucro davam aos que tivessem condições de possuí-las.

Angelo Caio (1890-1968) e sua esposa

Francisca Giudice (1897-1968)

Dessa maneira o sr. Ângelo Caio em 1929 fundou aqui em Itapira um centro industrial para o beneficiamento de café. O sr. Ângelo nasceu em Milão, Itália a 01 de Janeiro de 1890.Veio para o Brasil em 1897 e estabeleceu-se em Itapira à Rua General Carneiro, 21-A. Foi casado com a sra. Francisca Giudice e teve os seguintes filhos: Antonio Caio, nascido em 25 de Outubro de 1915 e falecido em 14 de Dezembro de 1962. Antonio Caio faleceu juntamente com Virgolino de Oliveira no desastre aviatório que abalou toda Itapira.Ambos Iriam tratar de assuntos políticos em São Paulo já que era prefeito de Itapira naquela época.Antonio Caio casou-se com Maria de Lurdes Fonseca, filha de Raul da Fonseca e Leonilda Pereira da Silva.Eram pais de Valeria casada com Ronaldo Tinoco Galdi, este filho de Luis Galdi Júnior e Ana Alves Tinoco e de Vânia Caio casada com Rui Alvaro Banzatto, filho de Hildebrando Banzatto e Ana Maria Finhane.

Domingos Caio segundo filho de Ângelo casou-se com Hercy Vieira, filha de  Afonso Celso Vieira e Rosalina Rocha e foram pais de Alexandre casado com Alexandra Pegorari e de Cristina  casada com Aquiles Miranda de Araújo, este filho de Alcides Miranda de Araújo e de D.Mercedes Piardi. José Caio, terceiro e último filho de Ângelo foi casado com Marina Bucci, filha de Amadeu Bucci e Domitila Boretti. Foram pais de Jose Luis casado com Elisa Aparecida de Oliveira, filha de Geraldo Toledo de Oliveira, falecido recentemente e que foi casado com Nipe Zilioto sobrinha de minha avó materna Teresa Vitória Ziliotto.Outros irmãos de José Luis Caio são: Francisco de Assis, Luis Fernando, Maria das Graças, Rita de Cássia e Jose Roberto. Hoje as atividades da família Caio continuam ligadas ao Café, tendo José Luis Caio, neto de Ângelo assumido a direção da torrefação e moagem  de café  que hoje consumimos com os nomes de Amajó e Toninho.

        “MÁCHINA SÃO BENEDITO”  

Fachado do prédio onde funcionou a " Máquina de Beneficiar e Rebeneficiar Café".

Estava localizada à rua Saldanha Marinho, na subida para o "ESO"

                               Pertenceu essa máquina de Beneficiar e Rebeneficiar Café aos srs. José Primo Avanzini e Jacomo Nabor Secchi. Descendentes de tradicionais imigrantes italianos desde muito cedo aprenderam a arte de lidar com o cultivo e com o beneficiamento desse importante produto brasileiro.José Primo Avanzini nasceu em 07 de Novembro de 1898, era  filho de Vergílio Avanzini e de Maria Boretti.Casou-se com Carmella Romagnolli. Era irmão de Rosa, Argio (falecidos na infância), de Angélica casada com o sr. José Stringuetti, de Matilde casada com o sr. Antonio Boretti,(este irmão do Clodomiro). Foram pais de Florize, Nancy, Idamis, Mercedes, Sperenio e Leonilda. José Primo era irmão também de Antonio casado com D.Helda Cremasco,(irmã dentre outros do Nini, do Bacuri e do Tite Cremasco), de Rosina Avanzini casada com o Sr.Primo Cestari, pais da Maria Bernadete, da Cinira, do Atila, da Vanda, da Ginete e da Nadir; da Maria Avanzini casada com o sr. Benedito de Oliveira Serra (32º prefeito de Itapira) e pais de Maria Clara Serra, do Dr. Fernando Serra e do Dr. José de Oliveira Serra Neto; do Vitorino Avanzini casado com a sra. Olga Piva; e do Evaristo Avanzini casado com a sra. Irene Monezzi, pais de Maria Claudete e José Wagner, este (já falecido), que foi casado com Marlene Cavarzan e pais de Tânia Regina e Tadeu Fernando Avanzini. O sr. Jacomo Nabor Secchi era filho de Evaristo Secchi e Tercilia Saboia.Nasceu em 08 de Dezembro de 1894, casou-se  com D.Adelaide de Oliveira Rocha  e foram pais de Ilsa, José Carlos, João Francisco e Maria Adelaide Secchi. Era primo do Dr. José Secchi um dos primeiros medicos itapirenses que foi casado com D. Cordália de Queiroz Telles, pais dentre outros de Vera Secchi que foi casada com o prefeito Dr. José Antonio Barros Munhoz.. Jacomo Nabor Secchi era ainda primo dos descendentes das famílias Zacchi, Monezzi, Telline, Sabadini e outras, através dos entroncamentos de seus tios e irmãos.A Máquina de Rebeneficiar Café de José Primo Avanzini e de Jacomo Nabor Secchi ficava na Rua Saldanha Marinho, naquele sobrado da Cafeeira Evaristo Ltda., ao lado do prédio onde funcionou o CVT, à esquerda de quem sobe para o ESO.Uma das fotos que ilustra esta matéria mostra a fachada original onde pode-se ler literalmente "Machina de Beneficiar e Rebeneficiar Cafe", "Avanzini & Secchi" e "Tel 108".Algumas pessoas encontram-se na porta.A nitidez da foto está prejudicada, mas e provável que sejam respectivamente os funcionários e seus proprietários e familiares. Esta foto foi recentemente publicada pelo historiador Jacomo Mandatto em 24 de Outubro do ano passado, no entanto estamos reproduzindo-a para efeito de comparação com uma outra foto da mesma empresa porém numa angulação diferente.Vemos ali reunidas quase uma centena de pessoas que marca muito provavelmente o dia da sua inauguração.

Esta foto mostra quase uma centena de pessoas reunidas para o que seria uma provável inauguração da Empresa Avanzzini & Secchi.Enquanto a primeira foto mostra a fachada da empresa, esta sob outro ângulo, revela a face lateral que margeava os trilhos da Cia. Mogiana, onde hoje está o “IESI”. Algumas dessas pessoas puderam ser reconhecidas: Da esquerda para a direita no grupo das crianças, vemos, bem ao centro de boné o Átila Cestari e à sua direita um dos filhos do José Primo Avanzzini. Na primeira fila seguindo a mesma ordem: a terceira pessoa é o João Ravetta (pai do Ulisses), o 7º é o Dudu (da sapataria), o 9º é o Anacleto Magalhães, o 17º  é o Vittorio Boretti, o 18º é o Jácomo Stevanatto.Na segunda fila: o 4º é o Paulino Guerra (?), o 5º é o Jacomo Secchi, o 8º é o Primo Avanzzini, o 11º é o Antonio Rosatto, o 20º é o Orlando Avanzzini (?).Em cima sentados na porta: o 3º é o Isaac Nozari, o 5º é o Nestor Brandão e o 6º é o Alberto Nozari

Visite também as páginas: Itapira - O Comércio e a Indústria do Passado e Industria e Comércio de Itapira

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