"ENTRUDOS" CARNAVALESCOS"
(A História do Carnaval)

Esta pintura de Bartolomeu Pinelli (1781-1835) intitulada "Carnaval de Roma" foi pintada em 1821 e encontra-se no museu de Roma,
Palácio Braschi.Nota-se que os festejos carnavalescos de Rua já naquela época eram bem animados
Não há como saber sobre as origens do carnaval. É provável que tenha ligação remota com alguma festa pagã em comemoração a algum tipo de acontecimento (passagem do ano, começo da primavera), ou relacionado com os festivais de orgias da Roma antiga. Já comentamos certa vez sobre as festas pagãs da Grécia, onde as "eleutérias" eram festas que homenageavam os deuses do Olimpo, principalmente Baco ou Dionísio e Júpiter.Eram festas cujas características lembram os folguedos carnavalescos da atualidade.
As festas pagas foram toleradas pela Igreja durante a Idade Media e posteriormente foram ordenadas e regulamentadas com limites que tiravam os seus objetivos e características próprias.Naqueles tempos os "foliões", já se fantasiavam e havia toda uma mudança de comportamento polarizada para a alegria ,músicas, danças coreografias e para o uso de máscaras.

Esta propaganda de 1889 fazia referência ao comércio de artigos carnavalescos
sendo um dos primeiros anúncios sobre artigos carnavalescos que se conhece..
Com as novas regras ditadas toda esse jogo teatral e cênico começou a ficar comprometido e aos poucos perderam a sua expressividade e foram desaparecendo.As máscaras, no entanto sobreviveram a essa disciplina imposta, daí os bailes de máscaras terem se eternizado nas camadas sociais mais altas nos meados do século XIII. Só no Renascimento é que as máscaras se popularizaram e o povo passou a fazer suas próprias regras.Aparecerem novamente as fantasias, as batalhas de bolotas e gesso ou de água colorida.Assim o carnaval estendeu seus domínios por toda a Europa.Interessante notar é que as datas dos festejos carnavalescos iam de 25 de Dezembro, Natal até o dia de Reis (6 de Janeiro).A Igreja quando regulamentou essas festas pagãs marcou a data dos festejos para sete domingos antes da Páscoa.Num desses domingos o carnaval chegou ao Brasil, vindo de Portugal.
Em sua origem mais remota considera-se o carnaval uma festa italiana onde todo o seu envolvimento esta ligada à Roma, Florença, Turim e Veneza. Nessas cidades aconteciam os desfiles, os corsos e os cortejos de Agona e Testaccio. De alguma forma o carnaval tem favorecido a evolução do teatro e das danças folclóricas. Houve uma época que o carnaval foi proibido pelas autoridades protestantes após a Reforma.
Quando a folia chegou de Portugal para o Brasil, muitos hábitos carnavalescos portugueses vieram juntos: muito barulho, selvageria e violência. Chamavam-se a esse comportamento violento do povo de "entrudo", que significava batalha. Batalha de ovos crus, de cartuchos de pó, de panelas, de vários líquidos, tremoço, feijão, milho que eram soprados por tubos, areia, quinquilharias e muita água.Em 1604 o "entrudo" foi proibido devido aos frequentes acidentes e até mortes provocadas pela selvageria das batalhas. Aos poucos as armas utilizadas pelo "entrudo" foram sendo substituídas pelas flores, águas coloridas de cheiro, limões de cheiro, talco etc.

A primeira propaganda sobre o comércio de "lança-perfume" apareceu na revista "Eu Sei Tudo" no Rio de Janeiro em 1917
Os limões de cheiro foram os precursores dos lança perfumes que eram feitos anteriormente de vidro. Posteriormente em 1927 começaram a ser fabricados em metal.Os confetes e serpentinas que faziam parte do “entrudo”, sendo seus legítimos descendentes, foram originados na Espanha.As fantasias foram aos poucos tomando conta dos carnavais em todo o Brasil. Com o passar do tempo a imaginação e espirituosidade dos carvalescos fizeram evoluir a sua tradição das fantasias, adaptando-as aos folclores regionais e à própria história do país.No início do século passado fervilhavam nas ruas e nos salões: os pierrôs, colombinas, arlequins, príncipes, pajens, chineses, turcos, piratas, guerreiros, fantasias de dominós, diabos, etc.

1 - Desta dança africana (semba ou umbigada) nasceu o samba com o ritmo de uma batida longa e duas breves. Figura da época colonial
2 - Aí está uma dança de roda africana onde o ritmo batucado de um lundu mostra o momento da umbigada
Os negros tiveram uma participação bastante importante na formação de um comportamento miscigenado dentro do contexto carnavalesco. Dessa maneira emprestaram seus ritos, ritmos, folclores, danças africanas e começaram a sair às ruas, para divertir seus senhores com exibições e coreografias de suas origens. Aos poucos, a cultura africana foi se misturando com o folclore europeu e brasileiro, formando um caldo de cultura afro-brasileiro que perdura até hoje. Os “cordões” se originaram através das danças negras, onde os foliões se davam as mãos e eram puxados por outra roda fazendo serpenteios intermináveis. Os instrumentos musicais eram na sua maioria de percussão (lembranças das fontes africanas), reco-recos e cuícas.O primeiro cordão que saiu às ruas foi em 1885 e precisou de licenciamento especial fornecido pela polícia. Esse cordão chamou-se “Flor de São Lourenço” e outros vieram logo após: ”Estrela da Aurora”, “Teimosos da Chama”, “Sociedade Carnavalesca Papoula do Japão”, “Filhos do Relâmpago do Mundo Novo”, ”Caju de Ouro”, “Flor da Harmonia”, “Rosa de Diamantes”...
Depois vieram os “ranchos” e um dos primeiros foi “O Macaco é Outro”, que saiu em 1908. Os ranchos a partir de 1911 substituíram os “cordões”.A diferença entre um “cordão” e um “rancho” é que este sempre se apresenta com um enredo, o que de certa forma remonta aos princípios das danças africanas trazidas pelos negros.As congadas tão brilhantemente já dissecadas pela nossa escritora e conterrânea Odete Coppos têm suas origens nesses mesmos princípios folclóricos.A Capoeira, uma espécie de luta folclórica, com sua batida cadenciada, participa dessas mesmas origens africanas e acrescenta ao samba e ao carnaval muito do seu folguedo primitivo e que hoje se transformou em esporte nacional.
Certa vez num dos carnavais do começo do século, o português José Nogueira de Azevedo Paredes, radicado no Brasil, com lembranças dos carnavais de sua terra natal saiu à rua batendo um tambor.Foi um sucesso e logo uma multidão se avolumava atrás tocando tambores.Estava criado o famoso “Zé Pereira” (modo como se chamou daí então esse tipo de bateria de tambores).
Ainda nos
tempos coloniais qualquer música servia para o carnaval: desde as infantis
cantigas de roda, lundus, até valsas e polcas.Bem mais tarde apareceram os
maxixes e os “xotis”. Na rua o que funcionava mesmo era o batuque
africano.Vieram após, do Congo de Angola, o samba e o maracatu.O samba é uma
derivação do batuque que era uma dança de roda onde ao som de palmas,
tambores, um dançarino executando passos de dança nos centros dessa roda,
escolhiam um substituto com um sinal.Esse sinal era uma “umbigada” chamada
de “semba” pelos africanos.Aos poucos também as músicas começaram a ser
compostas especialmente para o carnaval.A primeira musica composta para esse fim foi o "Abre
Alas", primeira marcha carnavalesca de autoria de Chiquinha Gonzaga que
pertencia ao cordão "Rosa de Ouro". Essa marcha foi composta em
1898.Chiquinha Gonzaga nascida em 1847, faleceu em 28 de Fevereiro de 1935
portanto há 63 anos, numa alegre terça feira de fim de carnaval.
CHIQUINHA GONZAGA –

"Chiquinha Gonzaga" (1847-1935) compôs a primeira marcha carnavalesca -
"O Abre Alas"- , em 1898. É considerada a número "1" do canrnaval brasileiro
É considerada pelos críticos a compositora que revolucionou a música e os costumes de seu tempo.Conforme Edinha Diniz, autora do "Chiquinha Gonzaga: uma História de Vida.“Chiquinha‚ prova da contribuição feminina - formação da música brasileira, por seu trabalho de sincretismo das músicas do Brasil e da Europa ao ritmo africano". Foi considerada na época pela sociedade patriarcal do sec.XIX a "marginal total". Filha bastarda de uma mulata solteira e de um militar protegido de Duque de Caxias, deu a volta por cima e desfazendo se dos vínculos familiares e sociais, adentrou como revolucionaria no ritmo das coisas populares. Foi perseguida porque fama não era para mulher, no entanto após publicar sua primeira polca "Atraente" em 1877, seu sucesso estava garantido.

Álbum de composições "Para Piano" de Chiquinha Gonzaga
Vieram após, tangos, lundus valsas e outras polcas, que mereceram o apoio popular e da imprensa da época. Compôs o famoso "Corta Jaca" considerada a mais chula e mais grosseira de todas as danças.A notoriedade de Chiquinha Gonzaga surgiu quando Nair de Teffé‚ mulher do presidente Marechal Hermes da Fonseca,ignorando o escândalo tocou o "Corta Jaca",no palácio do Catete.Por tudo isso e muito mais do que contem sua vasta biografia, Chiquinha Gonzaga pode ser considerada a numero "1" do carnaval brasileiro.
Em 1917 o compositor Bonfá gravou o primeiro disco de música carnavalesca que se chamou "Pelo Telefone". A partir daí uma verdadeira revolução aconteceu na música popular e a criação do gênero carnavalesco, ia incluindo frevos, maxixes e as marchas-rancho.Em 1919 no Rio de Janeiro no Teatro Lírico teve início o primeiro concurso de músicas carnavalescas.Temas políticos deram lugar aos românticos. Os compositores Sinhô, Donga, Pixinguinha, Lamartine Babo, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Ari Barroso, Ismael Silva, eram os comandantes do "show" nos carnavais de antão. A partir dai a evolução do carnaval não parou de crescer e em 1930 a batucada se impõe sobre os demais rítmos. As baterias o apito e os novos instrumentos e coreografias, enredos etc. passaram a regulamentar toda a arte teatral e cênica do carnaval.Faltava a administração e organização que somente a partir das décadas de 50 e 60 se impuseram como sistemas civis preestabelecidos para o comando dos festejos. É importante lembrar também que a figura do Rei Momo remonta aos tempos da Grécia e Roma antigas. Momo era entre os gregos e romanos o ator que interpretava uma peça burlesca e teatral. Era um tipo de comédia onde se expunha a vivência familiar, seus sentimentos e seu dia a dia através do ato cênico. Havia sempre um ator familiar que através de trejeitos, mímicas e pantomima expunha todos ao ridículo. Criticava também os costumes da sociedade da época com trejeitos grotescos e muito escárnio. Através dessas "momices" e a farsa dos atos cênicos, Momo passou a ser a figura símbolo do carnaval onde tudo é brincadeira, teatro e jogo cênico, capcioso com misto de farsa e um pouco de verdade.
CRONOLOGIA HISTÓRICA DO CARNAVAL NO BRASIL
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1834 - Aparecimento
das máscaras
1840 - Primeiro baile carnavalesco
1846 - Primeiros "Zé Pereiras"
1879 - Primeiro baile público
1885 - Primeiro "cordão"
1888
- Primeiro fantasia de "Zé Codea"
1892 - Aparecimento da Serpentina
1898 - Primeira Marcha de carnaval "O Abre Alas"
1900 - Primeiros bailes sociais
1901 - Pulverização de Perfumes e talcos
1907 - Primeiros travestidos (homens vestidos de mulher)
1908 - Aparecimento do "rancho"
1911 - Primeiros Lança perfumes
1926 - Primeiros turistas estrangeiros
1928 - Primeira Escola de Samba
1930 - Outras Escolas
1932 - Primeiro baile no Teatro Municipal
- CARNAVAL DE ITAPIRA -
As fotos revelam um pouco da história do carnaval e refletem a alegria dos povos nessas determinadas datas.Nesses momentos, onde todos os as mazelas, dificuldades e amargores da vida encontram na fantasia das brincadeiras o afago da ilusão, resta pelo menos a esperança de se ter esperanças. Algumas fotos mostram os momentos de alguns carnavais itapirenses do começo do século.

Carnaval de rua em Itapira na década de 0/20
O carnaval de Itapira já foi cantado em prosa e verso pela escritora Odete Coppos e pelos grandes comandantes do reinado de momo. Desde a década de 10 os carnavais itapirenses vêm fazendo história e basta uma folheada no "O livro de Itapira" de Odete Coppos para relembrarmos através do Adilson Ravetta os momentos mágicos dos grandes carnavais do passado. Nomes como Aníbal Cremasco

1 - Raríssima foto da década de 10, onde vemos um carro alegórico (um cisne) puxando um grupo de foliões: da esquerda para a direita em cima: desconhecidos, N...Boretti, Catarina Brocolli, esposa do Mauro Simões, ?, ?, Francisco Boretti, Angelina Ravetta, ?, Lila Ravetta.
2 - Nesta foto um carro funcionando como "ford-jaula", tendo uma pessoa trancada em seu interior. As pessoas não puderam ser reconhecidas

1 – Nos anos 20, Virgolino de Oliveira e amigos desfilam em seu Ford pela rua José Bonifácio, assistidos
pelos transeuntes. Na janela com uma criança no colo, está o alfaiate Tininho.
2 – Em 1927 este fordeco, dirigido por Cássio Brandão, fez sucesso
na cidade transportando um grupo de foliões do “C.C.Batuta”.
(o Bacuri), Ulisses Ravetta, pai do Adilson, D.Lourdes Vanelli, o Edgar Galvão de França (o Pavão), Bepe Marella, Tenente Pintor, Zé‚ Candóia, Zé‚ Bigode (Barsotini), Fenízio Marchini, Paulino Santiago, Antonio Puggina e muitos outros esquentaram o carnaval de nossa terra. Verdadeiros foliões, alguns já falecidos deixaram seus nomes perpetuados na historia de nosso carnaval. Muitos octogenários, muitos já falecidos, como o Ulisses Ravetta, o Antonio Puggina e o Paulino Santiago tinham energia suficiente para "requebrar o esqueleto" nos salões e avenidas, não lhes faltando imaginação e espirituosidade.

Folião Antonio Puggina e sua "Nêga Maluca", fazendo a alegria dos salões

1 -"Corporação musical Italo-Brasileira"
Abrilhantou muitos carnavais nas décadas de 20 e 30. Vemos da esquerda para a direita primeira e segunda filas:
José Marella, Aldo Piva, Antonio Passarella, Eduardo Avancini, Lafayete Vieira, Américo Passarella, Antonio Avancini, Aldo Boretti. Depois Francisco Boretti, Jose de mello Vieira (Ica), Raul Boretti (pai do Lalo Boretti), Samuel Trani, José Botero e Cyrino Boretti.

Conjuntos Jazz Band Batutas e Jazz Band Follies
abrilhantaram os carnavais de Itapira no passado
As famosas orquestras "Os Batutas" do Ivahy do Nascimento, a "Orquestra do Fubá" do Antonio Avanzini, a orquestra do Lafayete Vieira, a "Banda à Prestação" do Bepe Marella e outras abrilhantaram com suas marchas-rancho os saudosos carnavais itapirense das décadas passadas. Blocos famosos como "O Bloco da Navalhada", "O Bloco do Azulão" e muitos outros entronizaram a folia nas décadas de 20,30 e 40.

Duas fotos do conjunto musical "Bloco do Abacate" que alegraram também os carnavais de Itapira nas décadas de 20/30
E o carnaval continuou fazendo história através de Arlindo e Antonio Castellani, Otávio Viola (Tite) e o Cláudio Jango onde relembrando o Zé Candóia, trouxeram os bichos de volta às ruas. Outros nomes surgiram: Gilberto Andrade, Paulo Momesso, Valdinho, o Didi (pipoca), o Betusca, o Nene de Morais, o Nivaldo Frasseto (Mapa), o Antonio Brunialti, o Castilho, Nasceu dai o "Broskio da Negada". Adilson Ravetta surgiu logo após uma "intimação" de seu amigo Cláudio Maria para cair no samba. E surgiu a "Nove de Julho". Impossível lembrar de todos "Nheco vai, Nheco Fica", que todos os anos vem trazendo alegria, palhaçadas e muitas novidades para as ruas de nossa cidade, Ermete Guerra, Aylton Stefanini, Ari Boscaro...

Foto de José Nozari, o popular "Zé Candóia" que durante muito tempo
construiu com sua "bicharada" a alegria do carnaval de rua em Itapira

Bloco "O Circo Vem Aí", o famoso bloco carnavalesco (dos bichos), do Zé Candóia, no carnaval de 1950
Segurando a bandeira, Jácomo Mandato

No carro “Girassol”, do bloco “O Circo Vem Aí”, do carnaval de 1950,
estão as meninas Cleide Nozari (na frente) e Sinaya Parreira (atrás)
As escolas de samba de Itapira: "Vila Ilze", "Nove de Julho", "Boa Esperança", "Santa Cruz", "Cubatão", "Vila Bazzani", foram berço de inúmeros enredos e destaques riquíssimos e que ao longo do tempo têm enriquecido enormemente os nossos carnavais. Os nossos clubes vêm a cada ano que passa acrescentando mais adjetivos às suas realizações e dando ensejo a uma explosão de alegria bastante saudável e organizada.

Henricão, o itapirense que foi o rei Momo dos paulistanos em 1984
Um itapirense que teve a glória de ser o Rei Momo de São Paulo foi o saudoso compositor, cantor e artista do cinema Henrique Felipe da Costa, popularmente conhecido por Henricão. Foi eleito e coroado Rei Momo em SP em 1984. Um projeto de decreto-legislativo em 1983, do escritor Jácomo Mandato instituindo a honraria “Tenente-Coronel Francisco Lourenço Cintra". Nessa época Henricão recebeu merecidas homenagens de Itapira, através da Câmara Municipal, com a outorga daquela distinção em memorável solenidade no dia 20 de setembro de 1983. Henricão veio a Itapira juntamente com a rainha do carnaval daquele ano, desfilar pelas ruas da cidade através de um pedido do prefeito David moro Filho, prefeito naquela época. As ruas foram enfeitadas por enormes cartazes com o rosto de Henricão com seu largo, alegre e simpático sorriso.Bela homenagem!
Henricão teve um reinado curtíssimo.Poucos meses depois, em junho de 1984, faleceu em São Paulo de edema pulmonar.Seu velório foi feito na Câmara Municipal de São Paulo.
Neste ano as escolas Mocidade Alegre da Vila Boa Esperança, Imperatriz da Santa Cruz,Caprichosos do Cubatão, União do Morro e Rosas de Ouro, os Blocos do Bichos e o Nheco Vai... Deverão garantir a festa e o reinado de Momo, desfilando na avenida dos Italianos. Que toda essa festa, toda essa fantasia, todo esse anseio e toda essa energia tirada da alma humana seja um motivo para também nos situarmos no plano de nossa existência. Há que se fazer também uma reflexão sobre as questões da alegria, da felicidade e das esperanças. Mas só depois da quarta feira de cinzas. Certo? Que o reinado de Momo neste ano seja pautado pela alegria comedida e pela sensatez esfuziante das brincadeiras e das fantasias. Folia e encantamento; alegria e beleza; luzes e cores; E que Viva o Carnaval! E que a vida viva alegre também, depois do carnaval!
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