Vila de Eleutério e sua História
Segunda-feira,
23 de Março de 1998
PARTE
1

Bartolomeu Bueno da Silva ( O Anhanguera).Seu neto Francisco Bueno da Silva,
mineirou ouro nas terras de Eleutério em 1693 .
Deu início alí a núcleos de moradores de Macucos, de Mogi Mirim (hipótese pesquisada autor).
ITAPIRENSES: HERDEIROS DE
QUEM ? Esta
matéria tem o objetivo principal de estabelecer os parâmetros cronológicos
e fronteiriços a respeito dos primitivos habitantes de nossa região
no final do século XVII.
Necessitamos
portanto de nos reportar aos estudos realizados pelo governo autônomo de São
Paulo no ano de 1765.Tal estudo fundamentou-se no Governo do Morgado de Mateus da referida Capitania. Da mesma forma nos
reportaremos ainda a uma época anterior no sentido de entendermos o significado
de “Morgado de Mateus”.
MORGADO – Um morgado era
constituído por um conjunto de bens inalienáveis indivisíveis e que por morte
do seu possuidor, passava ao filho primogênito (que recebia também o título
de Morgado, acrescido do nome da Casa ou terras que lhe competiam. Tinham a
finalidade de defender a base econômica, jurídica e territorial da nobreza,
livrando dessa maneira as terras de retaliação por vendas e doações.
CASA
DE MATEUS – A Casa de Mateus, centralizava no sec. XVIII os varões familiares
que serviam ao país no campo administrativo, cultural e no militar. Esse
sistema de centralização de
poderes chamado Morgado foi instituído por Antonio Alvares
Coelho, em 1641.Pinho Leal fixa essa data em 1620, enquanto Pereira
da Silva a fixa em 1643.Bivar Ferreira entretanto, melhor documentado (maço 59,
nº1do Arq. da Casa de Mateus), dá a instituição após sucessivas alianças
familiares o final do sec.XVII.
Não nos aprofundaremos mais
nessa questão dos Morgadios em terras portuguesas porque iremos tratar apenas
desse governo estabelecido pela capitania de São Paulo
em meados do século XVIII.
Este
trabalho visa dar um embasamento às questões sempre polêmicas e conflitivas
de estabelecer o pioneirismo e os fatores intervenientes da colonização das
terras quando no inicio de suas descobertas. Para tanto iremos discorrer e
analisar as variáveis que motivaram a instituição do Morgado de Mateus em
terras brasileiras.
Mesmo nossos índios considerados pioneiros, procedem de correntes migratórias
das Américas Central e do Sul e´provavelmente até de raças chinesas emongólicas.
Até mesmo quanto ao fato dos
índios estarem aquí e serem considerados brasileiros existem dúvidas.Vejam
que as características fenotípicas ou seja (olhos puxados, lábios carnudos,
cabelos lisos, pele quase sem pelos etc.),correspondem mais aos traços fisionômicos
dos mexicanos, peruanos e muitos povos da América Central e dos nossos vizinhos
sul americanos. Do ponto de vista antropomórfico e antropológico existem
provas bastante sérias que nossos índios tiveram origens nas terras mexicanas
e peruanas vindos de correntes migratórias dos maias e dos incas. Outros
estudos mais profundos admitem com bastante lógica científica que as origens
de nossos índios vem de outras civilizações mais antigas ainda chegando mesmo
às correntes migratórias chinesas e mongólicas.
Mas
voltemos ao assunto que nos interessa sobre o Morgado de Mateus.
D. Antonio José Luis
Botelho Mourão foi o terceiro titular que recebeu a Casa de Mateus em
Portugal. Era um nobre fidalgo da Casa Real, Cav. da Ordem de Cristo e
Tenente Coronel do Regimento de Chaves. Foi dirigente de cidades e províncias
portuguesas e condecorado como herói na Guerra dos Sete Anos (1756-63).Era
parente do governador geral do Brasil Francisco de Souza e de Martim Affonso de
Souza, donatário da Capitania de Santos e São Vicente. Politicamente estava
vinculado ao Marquês de Pombal, que o fez nomear governador da Capitania de São
Paulo, extinta em 1748 e reabilitada com sua vinda ao Brasil em 1765.Casou-se em
1721 com D. Joana Maria de Souza Mascarenhas e Queirós, natural e Morgada de
Moroleiros em Amarante. Desse casamento nasceu D. Luis Antonio de Souza Botelho
Mourão. Embora seus pais vivessem em Mateus. D. Luis Antonio nasceu na
Freguesia de São Veríssimo de Riba Tâmega, Dist. da Vila de Amarante. Foi
nessa propriedade de seus avós maternos é que nasceu o quarto Morgado de
Mateus, futuro Governador de São Paulo, a 21 de Fevereiro de 1722.A partir
dessa data passou a ser conhecido apenas como Morgado de Mateus. Faleceu em 1798
e só foi reabilitado muito tempo após juntamente com o marquês de Pombal
ambos caídos em desgraça. Neste ano a casa de Morgado de Mateus lembra os 200
anos de sua morte.
Porque São Paulo precisou estabelecer um governo baseado nos ditames de um descendente português pertencente a Casa de Mateus? Porque sendo descendente de Martim Affonso de Souza, fundador de São Vicente, tinha em seu poder uma coleção de mapas da época do descobrimento que o ajudaria a recompor os limites da Capitania Vicentina. Mas vamos ao objetivo principal e reportemos a Historia: São Paulo havia se desestruturado com a perda de sua autonomia em 1748.Com o descoberta do ouro e o crescente ciclo da mineração em terras das Minas Gerais a capital vicentina perdeu a sua importância como propulsora da penetração para o interior, ficando em segundo plano. Perdia-se o contingente populacional e não conseguia participar da economia mineira.Com a abertura do caminho Novo Minas ainda iria eleger o Rio de Janeiro como via de saída para o exterior. Por outro lado a Coroa interessada em centralizar mais o poder e um dos motivos era a de que era uma medida administrativa que Portugal julgava ser a mais acertada para o combate a ameaça espanhola. E esse papel deveria caber ao Rio de Janeiro, para onde se transferiria a sede do governo em 1763.O Marquês de Pombal servindo-se desses mesmos argumentos restabeleceu a Capitania em 1765 e D. Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, Morgado de Mateus, foi o escolhido para restaurá-la.
Foi assim que se criou
regimentos militares, orgãos de obediência civis e eclesiásticos e muitos
outros centros de poder de onde emanavam as ordens de restauração da
Capitania.Visava-se com toda essa centralização do poder, a recuperação
econômica e moral de São Paulo.
Enquanto
a atenção de Lisboa estava toda concentrada em Minas Gerais do Centro-Leste e
Oeste com sua crescente produção aurífera, e também nas áreas açucareiras
do Nordeste a Metrópole se
estruturava. São Paulo estava então tentando sobreviver a um enfraquecimento
demográfico, econômico e político, resultante da perda das zonas mineiras. Após
uma grave crise entre os planos sugeridos pelo Morgado de Mateus e o
enquadramento de decisões traçadas
por Lisboa houve uma ruptura que
provocou o afastamento de D. Luis
Antonio. O governo foi entregue então ao sucessor Martim Lopes Lobo de Saldanha.
A Capitania fora restaurada e deve-se ao Morgado de Mateus com toda o seu tino administrativo quase que a totalidade dessa grandiosa
obra. A importância do Morgado de Mateus no governo da Província de São Paulo
reveste-se de uma importância histórica sem paralelo na hisória dos governos
que viriam a se implantar depois. Dos 91 volumes existentes no Arquivo do Estado
de São Paulo 23 volumes são
relativos ao governo do Morgado de Mateus. Constitui-se principalmente de
material que se referem ao período de 1720 a 1775.

As setas apontam para a Capitania de São Paulo (ou Vicentina), que ia até as regiões
de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e divisasdo Paraguai e alto Peru
Aí
está um breve relato a respeito do Governo do Morgado de Mateus na Capitania de
São Paulo. As causas mais importantes que motivaram esse tipo de governo nos
permite agora tecer alguns comentários a respeito dos primeiros núcleos de
população que habitaram a região entre Minas Gerais e São Paulo.
Para
isso devemos regredir até 1747/8 quando a Capitania de São Paulo estava
desestruturada conforme nos referimos acima. Apenas para relembrar, vimos que
esse foi o motivo porque se instalou aqui em nosso estado o Morgado de Mateus.
Devemos lembrar também que em matéria veiculada neste mesmo jornal no “Abrindo o Baú” de 14 de Dezembro de 1997,quando discorri sobre as origens da Vila de Eleutério, fiz referências sobre os primitivos habitantes daquela região, especificamente moradores ao longo dos rios Eleutério de Baixo e Eleutério de Cima. Pois bem naquela época deixei antever um pouquinho daquilo que exponho agora ou seja de que os habitantes da região citada chamada anteriormente de “Sapucahy” ali habitavam e mineravam o ouro em datas anteriores mesmo até a 1748.
PROVAS TEXTUAIS
Vamos analisar com vagar e observar o que
dizem os envolvidos na administração das linhas fronteiriças entre Minas e São
Paulo.
Primeiro que os governadores D. Luis Antonio
(Morgado de Mateus) e D. Luis Diogo Lobo da Silva, respectivos governadores de São Paulo e Minas Gerais, tiveram longas disputas,
principalmente no que se refere à região sobre a qual ainda havia dúvidas
jurisdicionais: a do Rio Sapucaí, onde havia “novos descobertos” de
ouro”(DI, 11 – 1709/1857.
Segundo que o Decreto de restabelecimento de
São Paulo, em Janeiro de 1765, fixava a Capitania na mesma “JURISDIÇÃO que já
antes houve nella”.Quer dizer que aquelas terras já eram da Capitania de São
Paulo..
Isto significava que voltaria aos limites que tinha em 1748.Mesmo então, as linhas fronteiriças criavam problemas, principalmente em virtudes dos achados de ouro, muito frequentes na região. D. Luis pedia ao Vice-rei instruções de como proceder frente aos conflitos de fronteiras e este ainda também não as tinha por determinação superior. As contendas se estenderam nesses anos de 1747 até mesmo 1811/15.A Historia de Monte Sião, escrita em 1987,(por autor que não pude descobrir o nome) refere que em 1790 já terminado o ciclo do ouro ainda “aconteciam conflitos entre mineiros e paulistas, posseiros procedentes de Ouro Fino Mogi Mirim e Mogi-Guacú”.
Vejam bem, que os conflitos duraram, mesmo, após terminado o
ciclo do ouro e principiaram bem
antes de 1748.Já habitavam o local além dos índios os desbravadores,
mineradores, colonizadores e agregrados negros. Essas terras foram possuidas
posteriormente através de sesmarias concedidas pelo governo do estado e como
bem sabemos datam de 1714, 1716, 1728...O inicio da colonização só se processou
em 1775 com o mais antigo registro no bairro dos Macucos? E como ficam os
descendentes de FRANCISCO BUENO DA
SILVA (citado mais abaixo) que em 1694 já estava em terras do Eleutério de
Cima e que por fronteira pertencia a Capitania de São Paulo. Alí era Itapira.
Somente deixou de sê-la após novos limites impostos pela Coroa e
posteriormente pelo Morgado de Mateus. Da mesma forma que Macucos era um bairro
pertencente a Mogi Mirim anteriormente e hoje é Itapira, as terras de Eleutério
muito mais remotas ainda pertenciam a capitania de São Paulo. Nessas terras se
incluia a nossa Vila de Eleuterio.Com a mudança das linha fronteiriça as
citadas terras de Eleuterio (de Cima) ficaram em Minas e a Vila de Eleutério
(de Baixo), ficou pertencendo a São Paulo. Baseio-me na história textual
fornecidas pelas fontes fidedignas tão fartamente aqui expostas.
Terceiro
que em 1747, Bobadela havia solicitado ao Rei providências no sentido de que
terminassem os conflitos de fronteiras entre os paulistas e os mineiros. E a
provisão de 9 de Maio de 1748 que criava as Capitanias de Goiás e Mato Grosso,
suprimindo São Paulo, dava a Bobadela certa liberdade para a demarcação. A
autorização do Decreto era para que a referida demarcação devesse passar
pelo Rio Sapucaí. Isso permitiu ao emissário Thomas Rubi de Barros
Barreto,Ouvidor da Comarca do Rio das Mortes encarregado da dita demarcação, a
estabelecesse passando pela serra da Mantiqueira e não pelo referido rio.
(Assis Cintra Geogr. Política de SP e MG).
Para
o Morgado de Mateus, ”demarcação não se governava pelos rios, nem pelos montes, mas pelos novos Descobertos, ou
pelos Cítios onde se presume que há ouro.Com a extinção os
generalistas puseram-se a AVANÇAR pelo território paulista em razão dos
achados de ouro em Santana do Sapucaí,
Ouro Fino e Camanducaia. Em Outubro de 1765 a Junta se reuniu no Rio de Janeiro,
tendo exarado um Parecer ou Assento. Este estabelecia a fronteira pelo Rio
Sapucaí ,formado do Sapucaí Mirim e do Sapucaí-guassu, ficando o vale do
primeiro pertencendo a São Paulo e o do segundo a Minas. A demarcação do Rubi
partia do alto da Mantiqueira, passava pelo morro do Lopo e daí em direção à
estrada que demandava São Paulo; e depois até o Rio Grande. A Junta julgava ser
justo estabelecerem a fronteira pelas terras ao poente do Sapucái, que sempre
pertenceram a São Paulo. Deviam ser restituídas suas terras à Capitania que
era a mais antiga, berço dos primeiros descobridores de minas de ouro e que
estava agora tão limitada pelo que se lhe vinha sendo usurpado, que se fazia
necessária a divisão pelo Sapucaí. Isso não só porque as terras eram por
legitimidade suas mas também porque estavam com MORADORES (o grifo é meu), já
estabelecidos alí com muita pobreza e que só poderiam melhorar financeiramente
com a mineração do ouro. Estas só
poderiam estar em seu território se a divisão fosse pelo mencionado rio.
Vemos
portanto aí que as palavras: “JURISDIÇÃO,AVANÇAR E MORADORES”, cujo
grifo, confere a condição de
habitantes locais numa época anterior a própria fundação da cidade de
Itapira. A região do Sapucai por extensão delimitava-se em fronteiras mineiras
que avançaram pelo território paulista margeando como já me referi os rios
Eleutério de Cima e Eleutério de Baixo.
Portanto
habitavam aqui em Eleuterio e Sapucai por concordâncias fronteiriças
primitivos moradores, mineradores e colonizadores que vieram em épocas
ANTERIORES e também posteriormente, após o fim do ciclo do ouro, e que
solicitaram sesmarias, tornando-se proprietários de extensas glebas de terra.
Seus descendentes aqui casando-se permitiram
a continuidade das heranças e dos seus respectivos nomes de familia.
Genealogicamente há muito que pesquisar no sentido de estabelecermos os ramos
familiares oriundos desses primeiros e pioneiros desbravadores.Se de um lado
vindos de Jundiaí, Mogi Guacú, e especificamente de Mogí-Mirim do lugar chamado
“Macucos” (posteriormente Itapira);
também
de outro lado, isto é da região
do Sapucaí e Eleuterio outros primitivos, estes já assentados aqui numa época
anterior (antes de 1747), fincaram aquí suas raízes.
Para
entendermos o exposto acima e caracterizarmos a antiguidade dos PRIMITIVOS
moradores dessas áreas enunciadas devemos retroagir no tempo e apenas lembrar
que as Capitanias paulistas constituíram-se
das porções doadas a Martim Affonso de Souza (São Vicente propriamente
dita e sua sequência, não contígua que era Itanhaém), e a Pero Lopes de Souza
(Santo Amaro ou Santos e sua sequência não contígua que eram as terras de
Santana), abrangendo as 150 léguas de costa desde o Rio Macaé até Laguna.
Muitos
incidentes, principalmente a guerra dos Emboabas fizeram com que D. João V transformasse a vasta região
mineira e paulista em Capitanias da Coroa. Era preciso efetuar a compra
das donatárias.As sucessões hereditárias de Pero e Martim Lopes de
Souza fizeram chegar em 1709 a propriedade daquelas terras ao Marquês de
Cascais e a Condessa de Vimieiro. Em Abril de 1709 decidiu-se a compra das
Capitanias de Santos e São Vicente. A compra foi efetivada em 1712 (DI 47,
p.82-3).Estes arquivos não estão mais disponíveis para pesquisa. No auto
da Posse da Capitania de São Paulo de 25 de Fevereiro de 1714, figuram as condições
e preço pago a Cascais pelas ditas terras (DI 8, p.307-8).
Toda essa preocupação da Coroa em regular os territórios separando as suas áreas era para aumentar o poder de fiscalização, no sentido de evitar fraudes aos cofres reais. Podemos ler textualmente o que diz João Fernando de Almeida Prado em seu “São Vicente e as Capitanias do Sul do Brasil: “A fundação da Vila de São Vicente, em 1532, assinalou o início do povoamento e a exploração da região paulista.Várias foram as tentativas que se fizeram a partir dali em busca do ouro...”.Também Francisco de Assis Carvalho Franco, no seu Dicionário de bandeirantes e sertanista do Brasil, secs.XVI, XVII, XVIII, 1954, p.395, diz:A descoberta OFICIAL do ouro só viria na última década do século XVII, com os achados de Antonio Rodrigues Arzão (1693) e Bartolomeu Bueno de Siqueira (1694).Isso quer dizer que bem antes ainda a 1694 já se havia descoberto ouro, no entanto essa descoberta era extra oficial.Como eram também o núcleos de moradores que habitavam aquela região.Escondia-se o ouro mas, também escondiam-se os mineradores, colonizadores, índios, negros e suas respectivas famílias. A Coroa não deveria saber de nada porque a riqueza ficaria restrita aos habitantes do lugar. Não teriam dessa maneira, escondidos e espalhados pelo sertão, que pagar o quinto (quinta parte do ouro minerado) a Coroa portuguesa.Quantos núcleos, vilas e primitivos moradores ficaram assim escondidos das malhas da lei da Colônia?
Os
paulistas queriam ouro e foram alargando seus horizontes, mesmo porque a posição
geográfica facilitante que lhe apontava o interior a ser desbravado, o espírito
aventureiro, a ausência de “lavoura de exploração” que o enraizasse, as
possibilidades do ouro além do mercado da mão-de-obra índígena tudo
contribuiu para que se entenda o relato abaixo:
“A
insistência com que os paulistas pesquisavam de há muito a mesma região, sem
que o ouro fosse divulgado, levou o governador do Rio de Janeiro Antonio Paes de
Sande em 1692 a levantar a hipótese de que os paulistas não tinham interesse
em divulgar suas descobertas...”.
A
posse paulista nas Minas Gerais entrou em choque com a vinda de forasteiros e as
dissensões culminaram com a Guerra dos Emboabas em 1708.Fez-se urgente à Coroa
a separação das duas áreas para evitar o descaminho do ouro permitindo dessa
maneira melhor policiamento contra as fraudes.
Esses
relatos tem uma importância fundamental no sentido de configurar apenas uma
coisa: Que antes da vinda dos “primeiros” colonizadores para a nossa região
de Itapira (bairro dos Macucos de Mogi-Mirim) por volta de 1775, os paulistas já
haviam desde há muito tempo estado lá! E lá mineraram o ouro, o esconderam do
fisco e da coroa, (não pagaram o quinto exigido pela Coroa), utilizaram da mão
de obra índia e escrava e além do mais constituíram núcleos familiares tão
mais primitivos que os pósteros que lhes seguiram as mesmas pistas quase 70
anos depois. Estavam lá SIM, acobertados pela seus momentos de pioneirismo e
rebeldia. Sande ainda continua com seu relato: “Estes homens “adversíssimos”
a todo acto servil”, temiam que
as minas redundassem em seu prejuizo: seriam a “ruína de suas pessoas casas e
família. As suas descobertas e tudo que tinham realizado em benefício da
Fazenda Real, acabaria por ser “prêmio”
dos estranhos sem merecimento” Assim como não quizessem ser “quase escravos
dos que os hão de ir dominar” disporiam de todas as indústrias de se não
descobrir a preciozidade daquelas minas “.
Novamente repetimos: quantos núcleos, vilas
e primitivos moradores ficaram assim escondidos das malhas da lei da Colônia?
A
suposição de que os paulistas escamoteavam a descoberta do ouro por temer a
sua sujeição ao jugo da Metrópole e à rivalidade dos forasteiros, fez com
que a Coroa concedesse honras e mercês aos que se empregavam naquele mister. Lógica
e estratégicamente a Coroa premiando tais mineradores obteria assim sua
fidelidade. Visava a Coroa também organizar uma ação bélica contra os espanhóis
daí necessariamente manter coesos e fiéis suas forças bandeirantes e
mineradoras. A ocupação dos espaços fronteiriços entre as Capitanias merecia
uma atenção especial com estratégia militar e econômica.
Em
1720, deu-se a separação entre São Paulo e Minas. Para esta última área e
para as regiões de Goiás e Mato Grosso, também produtoras de ouro e pedras
preciosas a Coroa voltou sua atenção.Perdido o quinhão mineiro
desestruturou-se a velha Capitania. Mesmo porque novos fracionamentos
foram impingidos a São Paulo: A Coroa fez separar da capitania vicentina Cuiabá
e Goiás, também todo o sul foi adjudicado ao Rio de Janeiro e a ilha de Santa
Catarina mais o Rio Grande deixaram de ser território paulista. Através da
Resolução de Dezembro de 1740 o governo retirou também Laguna da jurisdição
de São Paulo. Por fim pelo Alvará de 9 de Maio de 1748, as Capitanias de Goiás
e Mato Grosso foram desmembradas da Capitania paulista. Foi a gota d’agua que
faltava. Ainda restava ser cassada sua autonomia política, o que viera a
acontecer pelo mesmo Alvará. Completamente exaurido de suas forças econômicas,
políticas e morais São Paulo mergulhou no abismo que ele próprio criara.
Nesse quadro decadente da Capitania paulista para o qual o Morgado de Mateus
veio atender, pode D.Luis Antonio encontrar condições de infra-estrutura econômica
que possibilitariam a execução de sua obra, apesar de todo entrave que teve
que enfrentar
BANDEIRANTES EM TERRAS DE ELEUTERIO EM 1694
PARTE 2
TEMPOS DEPOIS...Bastante elucidativa a matéria sobre os
aspectos primeiros dos nossos moradores veiculadas através deste jornal
recentemente. Os critérios de avaliação
histórico-genealógica tomam rumos que reorientam nossas pesquisas a partir do
momento que novos fatos são conhecidos. O Morgado de Mateus é um bom
reorientador de pesquisas e enriquece os aspectos formais da história quando se
detalham os acontecimentos a partir de datas bastante remotas As pesquisas podem
ser aprofundadas ainda mais em se tomando como ponto de partida outros fatores
mencionados na referida fonte e que não couberam aqui nessa exposição. Os maços
documentais históricos, ainda virgens que compõem o acervo dos Arquivos Nacionais infelizmente não se
encontram aqui entre nós mas sim na santa terrinha portuguesa.A Historia
brasileira vista sob o enfoque português é um pouco diferente.(Historia da
Colonização Portuguesa no Brasil de 1921,Tomos I,II e III, Litografia
Nacional, Porto).
Chamo
a atenção, entretanto que nessa matéria sobre pioneirismo há não
apenas um equívoco como também parece haver um desconhecimento dos fatos históricos
aqui relatados e que provam através de um passeio textual e fidedigno que os
paulistas já haviam estado por aquí em épocas bem mais remotas do que as
datas propostas e por sinal bastante corretas contidas nos seus argumentos.
Aqueles, os do Bairro dos Macucos talvez pudessem até ser primos também em
algum grau destes ora apresentados. Vamos pesquisar?
Retroagindo
dessa maneira nossa cronologia e embasando a tese sobre nossas origens, agora
mais remotas, vejo quão pouca ou nenhuma importância possa ter a “provável”,
e não afirmada data de 1742 conferida a fundação da capelinha antiga da Vila
de Eleutério, Quando se descobre que tal data aquieta-se cronologicamente com
diferença bastante significativa em termos históricos às datas anteriores a
1700 somos agraciados então com uma tranquila calma em nossos objetivos e
estudos. Os habitantes da divisa Minas-São Paulo já aqui estavam morando e
garimpando seu ouro bem antes daquelas datas, e isso é também um fato histórico
de relevante importância.
De
pouca ou quase nenhuma importância passa a ter data erroneamente argumentada de 1742 tão minuciosamente
vasculhada que veio regulamentar as indulgências, naquela capelinha de São
Benedito e Santana de Eleutério. Quando podemos contar com, informações e
datas mais remotas confirmando a presença de moradores naqueles “Cítios de
Eleutério e Sapucaí.podemos ignorar o lapso cometido no erro dessa data de
1742, A verdade histórica anula a bem da verdade o nosso “lamentável” equívoco quando da
tradução latina daquele documento de relativo valor por mim
apresentado. Indulgências ao pecador, porque perdoar é divino!
Vemos
portanto que há histórias e Histórias; há coisas e loisas. As vezes as
verdadeira História se revela mesmo no avesso das páginas. Isso me fez
lembrar que na matéria sobre Eleutério ainda com relação a polêmica data de
fundação da capelinha, cometí um equívoco ainda maior que a mal fadada tradução
do texto latino. É que na época omiti que antes muito antes da construção da
referida capela existia ali um CRUZEIRO, ou seja uma oráculo encimado por uma
cruz cuja data e história anteriores a 1837/47 se perdeu na noite dos tempos.
Bastante antigo esse nosso Eleutério!!!
O
que importa é que já existiam famílias habitando aqui na região de Eleutério
e Sapucaí em conjunto com seus agregados índios e negros. Remotíssimos, esses
primitivos moradores são descendentes dos pioneiros (1660/1709) bandeirantes
que deixando trilhas permitiram aos pósteros (1765/1811) seguí-los com as
mesmas intenções e destino. Aquí se encontraram concomitantes e também em datas cronológicas defasadas, no entanto primitivamente
espalharam a sua descendência. É extremamente penoso garimpar nos veios genealógicos
dos primitivos da região de Eleutério e do Sapucaí já que mais antigos,
dificultam as nossas pesquisas e os informes de suas ascendências
carecem de fontes que auxiliem nas buscas. Mas já estou
na perseguição desses objetivos maiores. Remontam a que graus de
parentesco estes, daqueles de Macucos?
Diz
textualmente Heloisa Liberalli
Belloto, no seu “Autoridade e Conflito no Brasil Colonial: O Governo do
Morgado de Mateus em São Paulo”:
Mogi-Mirim, assim como Mogí-Guaçú, haviam se formado desde fins do século XVIII.Estavam situados na direção dos caminhos que levavam às regiões da mineração (JÁ EXISTIAM MINERADORES LÁ HÁ MAIS TEMPO!).O grifo é meu. Originaram-se de pousos bandeirantes. Sendo ambas freguesias, ao tempo do Morgado de Mateus (1765), este optou por Mogi-Mirim para a constituição de vila. Isto porque os vereadores de Jundiaí (a cujo território pertenciam anteriormente), haviam argumentado que “a fundação da nova Villa ficava mais própria neste lugar e Freguezia de São Jozé de Mogimirim por Ter capacidade e suficiência para se augmentar em mayor Povoação pelo tempo adiante do que a Freguezia de Mogiguaçú, cuja situação era mais humida e com pouca extracção para se povoar, sendo esta de Mogimirim hum plano secco em que se podião estabelecer cazas e terem mayor duração..."
Vemos
portanto que as freguesias de Mogi-Mirim e Mogi-Guaçu, que se originaram de
“pousos bandeirantes” ficavam a margem do objetivo principal das bandeiras
paulistas. Estas duas nossas vizinhas cidades “FICAVAM Á MARGEM DOS CAMINHOS
QUE LEVAVAM ÁS REGIÕES DA MINERAÇÃO”. Era lá portanto, isto é nas regiões
de mineração, o local onde os velhos bandeirantes vicentinos em épocas
anteriores, fundaram seus primeiros núcleos de moradores. Foram fundadas para
dar abrigo e condições de prosseguimento aos desbravadores. São detalhes que
mudam um pouco a conceituação de pioneirismo. Basta uma revisão e atualização
das coisas históricas e nossa visão dessas questões se redimensiona
conferindo-nos uma compreensão com alargamento de horizontes.
Quanto aos nomes de famílias desses nossos primitivos moradores das terras de Eleutério, as dificuldades em evoluí-las genealógicamente estão na proporção direta da sua antiguidade. Basta observarmos quão trabalhosa é a tarefa de reportarmo-nos ao fim do século XVIII (1750 em diante) e daí regredirmos quase 100 anos atrás nos meados do século anterior.
Quiçá
a tese do prof. Antonio da Costa Santos do Núcleo de Monitoramento Ambiental
(NMA) possa trazer ao nosso conhecimento mais luz e aprimorar nossas pesquisas.
O prof. Costa Santos, se baseou na maior especialista em Morgado de Mateus, a
historiadora Heloisa Liberalli Belloto, da Universidade de São Paulo e através
dessa visão histórica desenvolve sua tese
fundamentada na reconstituição dos trajetos histórico .Refez
utilizando-se dos satélites ambientais (Spot e Landsat e
os sistemas geográficos de informação –GIS), o Caminho dos Goiazes,
estrada estratégica para o desenvolvimento do interior paulista. Utilizou dessa
tecnologia para corrigir e adequar os mapas antigos aos mapas atuais.
Muitos
erros e correções puderam ser efetuados. Uma das áreas visadas foi justamente
a que diz respeito a Jundiaí e Mogi Mirim. Muitas dúvidas foram dirimidas,
cruzando-se as informações constantes nos mapas mais antigos e comparando-as
com os trechos varridos pelos satélites. Chegou-se assim ao traçado original
do Caminho dos Goiazes que aqui reproduzimos.
PIONEIROS DE 1668 A 1694
Em 1668, Luis Castanho
Taques percorreu as terrras onde habitavam os índios cataguás.Fernão Dias
Pais realizou expedições ao interior de Minas que duraram de 1674 a 1681.Daí
se originaram os primeiros povoados mineiros. Antonio Rodrigues Arzão descobriu
a primeira jazida de ouro em Minas em 1693, em local que permaneceu
desconhecido.A bandeira de Manuel de Camargo, Bartolomeu Bueno de Siqueira, seu
genro, Miguel de Almeidda, seu cunhado, e Joao Lopes de Camargo, seu sobrinho,
descobriu ouro na serra de Itaverava, em 1694.Miguel Garcia,o outro genro de
Manuel de Camargo também descobriu ricas jazidas na serra de Itatiaia e em Ouro
Preto, Manuel de Borba Gato, no rio das Velhas e em Sabará, FRANCISCO BUENO DA
SILVA, no córrego Ouro Bueno e no RIO DAS PEDRAS (As margens desse rio
fundou-se o bairro do ELEUTÉRIO, hoje Monte Sião), Carlos Pedroso da Silveira em
Sabará, João Lopes de Lima em Ribeirão do Carmo, João Leite da Silva Hortiz
em Cercado e Domingos Rodrigues Prado.Nessa época as fronteiras paulistas avançavam
sobre as terras que posteriormente com as novas divisões territoriais impostas
pela coroa passaram a Minas Gerais.
As
terras hoje conhecidas como Vila de
Eleutério chegaram até nossos dias como marco divisório das capitanias
paulistas e mineiras, no entanto pertenciam a Minas e foram usurpadas pela
capitania vicentina que via nesses Cítios os seus sonhos de riqueza.
“Estabelecia D.João V que, por ser muito conveniente a Meu Serviço e bom
governo das Capitanias de São Paulo e Minas”, e a sua melhor defesa que a de
São Paulo se separe das que pertencem a Minas, ficando dividido todo aquele
districto que athé agora esta na Jurisdição de hum só Governador, em dous
Governos e dous Governadores”(Alvará de 2 de Dezembro de 1720,- DI 11,p.6-7).Ver também Carta régia de 9 de Novembro de 1709 – DI
47, p.65-7).Nesses conflitos de fronteiras as linhas divisórias separaram os
Eleuterios: o Eleutério de Cima do Eleuterio de Baixo; o Bairro do Eleutério
(hoje Monte Sião) e a Vila de Eleutério (hoje pertencente a Itapira).
Garimpou-se muito ouro alí no Rio das Pedras e por tabela no próprio rio
Sapucai, ou rio Eleutério na cidade do mesmo nome vizinha 2 ou 3 quilômetros da
referida Vila .
Se
tivermos que pesquisar as genealogias dessa região teremos que partir dos
sobrenome Bueno da Silva, Lima, Rodrigues Prado, Rodrigues Bueno... antepassados
esses ligados as bandeiras paulistas. Francisco Bueno da Silva o que minerou em
Rio das Pedras era neto de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera.(SL,1,387,503
e 510).São outras histórias:
Muito
teríamos ainda que argumentar, no entanto este preâmbulo apenas embasa as
questões cronológicas e fronteiriças sem penetrar profundamente nas questões
político administrativas, econômico sociais
eclesiásticas e estratégico militares de cujo bojo abre-se ainda maior um
leque de relatos históricos que principiaram nos primórdios do descobrimento.
Que os maços documentais do Arquivo Nacional possam sobreviver às futuras
pesquisas porque deles dependem os historiadores. Infelizmente não mais estão
acessíveis e comprometidos pelo tempo apenas poucos cadastrados na sua
intimidade adentram pelos seus labirínticos corredores.
Por
outro lado quer tenha vindo Francisco Bueno da Silva pelas trilhas taubateanas
(de Parati a Guaratinguetá) conhecidas como caminho velho ou outro qualquer o
fato é que em 1694 estava ali ele, às nossas barbas, margeando os rios Eleutério
(o de Cima e o de Baixo),fincando seus limites e neles se estabelecendo.A História
de Monte Sião reporta-se apenas ao
calendário de 1790, no final do ciclo do ouro e fixa os primeiros e dispersos núcleos
residenciais a partir de 1811.Refere ainda que : ” procedentes de Ouro Fino, os
mineiros Antonio Pinto Ribeiro, Jerônimo Joaquim da Fonseca, Inácio Pereira
Pinto, Manoel Gides, Joaquim Rondom e Joaquim Vieira, em cerca de 1815, se
apossaram de terras no Rio Eleutério Acima, (O NOME ELEUTERIO JÁ EXISTIA).
Essas eram terras remanescentes “pertenciam” aos primitivos colonizadores e
mineradores de que falamos acima, chegados em 1694.O que os novos mineiros de
Ouro Fino fizeram foi recriar com novas fronteiras mineiras o que já havia sido
criado em velhas fronteiras paulistas.
De
quem somos herdeiros? De paulistas pioneiros em novas fronteiras ou dos novos
mineiros em velhas fronteiras?
Já
existiu uma conversa sobre Itapira passar a ser cidade mineira. Alguém se
lembra? Essas questões fronteiriças baseadas em mapas antigos sempre
conflitaram os estudiosos do assunto porque os confrontamentos com os mapas
atuais sempre acusavam erros técnicos cujas causas estavam nas escalas e nas
referências utilizadas pelos cartógrafos antigos da época. Utilizavam eles o
meridiano das Canárias como referência e não o de Greenwich (ainda não
existente).Isso permitiu que ao longo do tempo muitos pousos, vilas, freguesias
e cidades não se perfilassem correspondentemente aos traçados cartográficos
refeitos com técnicas mais aperfeiçoadas e informatizadas do tempos de hoje.
É o caso da tese recentemente defendida pelo arquiteto Antonio da Costa Santos,
já citado nesta matéria, onde utilizou-se dos satélites ambientais e dos
Sistemas Geográficos de Informação (GIS) no sentido de buscar o traçado
original do Caminho dos Goiazes.
Em matérias posteriores iremos abordando se necessário o conteúdo dos maços documentais que compõem os acervos dos Arquivos Nacionais, e de onde por certo fluirão novas luzes nessa tão escura caminhada de retorno às nossas origens.
SÍNTESE
Apenas
dois fatores resumem o nosso raciocínio, válido como prova textual na
argumentação do pioneirismo dos bandeirantes em terras de Eleutério e dos
primitivos moradores dessa região:
1) - Fator cronológico -
FRANCISCO BUENO DA SILVA, em 1694 minerou ouro no Rio das Pedras. (terras de
Eleutério).As minerações nessas áreas começaram por volta de 1667.
2) - Fator fronteira -“ As atuais regiões de MINAS GERAIS, Goiás, Mato Grosso até as divisas do Paraguai e do Alto Peru pertenciam a Capitania de São Paulo, originadas do quinhão donatário de Martim Afonso de Souza e Pero Lopes de Souza”. Em 1720, por questões diversas e já abordadas deu-se a separação entre São Paulo e Minas. São Paulo ficou despojado das Minas Gerais.Com o Morgado de Mateus em 1765, São Paulo reconquistou seus antigos limites (de 1748).Apenas que a nova demarcação estabelecia a fronteira pelo Rio Sapucai, formado pelo Sapucai-mirim (que ficou com São Paulo) e pelo Sapucai-guassú (que ficou com Minas).Nossa Vila de Eleutério em 1694 pertencia portanto a Capitania vicentina (São Paulo).Em 1720 passou a pertencer a Minas até 1748. Restaurados os limites em 1765 retorna a região das terras eleutérias a São Paulo. As atuais fronteiras já modificadas ao longo do tempo deixaram apenas Eleutério paulista de um lado e sua vizinha Sapucai, mineira de outro.Ambas já foram paulistas e mineiras. O berço mineiro foi embalado em terras da capitania vicentina.E alí vicejou todas as terras do Sapucahy e dos Eleutérios de Cima e de Baixo.
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