Artistas Itapirenses

 

Arquitetos, Artistas da música, cantores, conjuntos musicais,

 bandas, congadas, orquestras, fanfarras, duplas sertanejas, corais...

 

 

O Rei Momo - Henricão

 

 

 

Henrique Felipe da Costa, Henricão

Para o Carnaval de 1984 nada melhor do que escolher uma figura itapirense como o nosso Henrique Felipe da Costa, o famoso Henricão, para ser o Rei Momo da cidade. Henricão fez sucesso na capital do estado como compositor, cantor e artista de cinema e em 1984 por ter sido escolhido para ser o Rei Momo da capital.. Antes disso um projeto de deccreto de autoria de Jácomo Mandatto, de 1983, instituiu a honraria “Tenente-Coronel Francisco Lourenço Cintra”. Por isso Henricão recebeu merecidas homenagens de Itapira, através da Câmara Municipal em solenidade no dia 20 de setembro de 1983 Essa figura alegre, bonachona e bem humorada já tinha a glória de ter sido eleito o Rei Momo da cidade de São Paulo como citamos acima e lá desfilando fez enorme sucesso. O prefeito David Moro Filho se entusiasmou com a indicação de Henricão para Rei Momo da capital do estado, que o convidou para  vir desfilar pelas ruas de Itapira. Henricão não só veio como também trouxe a rainha do carnaval de São Paulo daquele ano.Foi uma festa e tanto tamanha a felicidade do povo pela sua presença. Henricão faleceu poucos meses após, no mês de junho vítima de problemas cardíacos e respiratórios. Seu velório foi feito na Câmara Municipal de São Paulo e contou com as presençaS de Jácomo Mandatto e David Moro Filho.

Odete Coppos diz que Henricão era filho de Felipe da Costa que fazia parte dos primeiras congadas de Itapira, juntamente com Thomaz e o Chico Pitada.Ver “O Livro da Festa do ‘13’ e das Congadas de Itapira”.

 

N.A.: É bem provável que Felipe da Costa, (pai do Henricão) tenha sido mais um dos filhos de Chico Pitada e sua mulher Ana Maria e irmão, portanto, de Orlando Costa e “Anterão”

 (Ambos “Anterão e Chico Pitada já foram referidos neste site em  “matérias do autor”).

Neste caso Henricão seria neto de Chico Pitada.

 

 

"Chico Pitada" de Oliveira provável avô paterno de Henricão

 

 

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Maestro Cipó

 

 

Orlando Costa

filho de "Chico Pitada"

Nascido Orlando Costa, muito traquina e magricela tendo por isso recebido o apelido de “Cipó”. Criado e educado por Dona Genny Zozino, a Gina Parteira, muito conhecida por todos, devido aos seus dotes de parteira. Dona Gina era inglesa, chegando em Itapira em 1891 e aqui foi sepultada, 46 anos depois. Era venerada e prestimosa profissional, tendo “pegado” milhares de recém nascidos com suas mão abençoadas. Era casada com Inocenzo de tal e não teve filhos legítimos, apenas adotados. Um deles foi o Orlando Costa, o maestro Cipó e outra menina com o nome de Antonieta. Desde cedo, Maestro Cipó, teve a oportunidade de receber as primeiras noções musicais, sob a orientação do mestre Tocha Brianti, o que culminou com a sua ascensão rumo a sonhos maiores. Sua fama o levou para a São Paulo tendo por lá galgado patamares mais elevados devido aos seus dotes como musicista, saxofonista, maestro, orquestrador e compositor. Começou sua carreira nos anos 50, na Rádio Tupi.Foi diretor musical da extinta TV Tupi e trabalhou na Rede Globo, como maestro e arranjador. Esteve por mais de 20 anos à frente da Orquestra do Maestro Cipó e fundou uma gravadora de “jingles”, a Tape Spot. Apresentou-se no programa do apresentador Silvio Santos no “Cidade Contra Cidade“ em 20 de junho de 1965. Era casado com Carmem Costa e o casal teve dois filhos.Cipó alcançou lugar proeminente no cenário musical brasileiro e sendo itapirense resta-nos homenageá-lo sempre tendo-o em nossa memória histórica como um baluarte representativo de nossos dotes artísticos e musicais. Maestro Cipó faleceu no dia 3 de novembro de 1992 no Hospital Silvestre, na cidade do Rio de Janeiro com 73 anos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista. Todos os grandes jornais do Brasil noticiaram seu falecimento, com respeito e reconhecimento por tudo que representou para a cultura musical brasileira.

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Maria Odete Bianchi

foto de Maria Odete Bianchi em foto da década de 80

Maria Odete Bianchi, filha de Romualdo Bianchi e de Maria da Conceição Barbosa era uma daquelas meninas irrequietas e inteligentes.Tinha desde cedo o talento artístico e musical e passou a ser chamada de “a Cantora Namorada da Cidade”. Com sete anos de idade, começou a se apresentar no programa artístico-musical que era realizado no Hospital Psiquiátrico Américo Bairral, aos domingos das 9 às 11 horas, acompanhada pelos conjuntos “Melódico” e “Todos os Ritmos”. Esses conjuntos musicais tiveram a colaboração impoortantíssima de João Torrecillas Filho, Ailton Riberti e Tocha. Esse programa era transmitido pela rádio Clube local. Estreou com a música “Não, Nana”. Foi um sucesso! Dotada de estilo próprio, e despida de vaidades, era sempre aplaudida por todos que lotavam o cine-teatro que tinha a capacidade para 1.300 pessoas. Em 1959 Maria Odete se transferiu para São Paulo, onde suas qualidades como cantora foram melhores aproveitadas.Alcançou o primeiro lugar entre os calouros no Programa “Toddy” de Hebe Camargo no canal 5, tendo sido portanto contratada por essa emissora.Apresentou-se também como tele-atriz.Em 1961 conquistou o “Roquete Pinto” e em 1966, no II Festival da Música Popular, a cantora de “Levante” teve sua consagração nacional ao defender a composição de Caetano Veloso um dos nomes mais respeitados na moderna música brasileira A partir daí desenvolveu suas aptidões artístico-musicais, tornando-se uma cantora profissional, para o seu engrandecimento, do Hospital Américo Bairral, de sua gente e de sua pátria.

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Denise Dumont 

Maria José de Avelar

nome artístico de Denise Dumont

Denise Dumont, cujo nome verdadeiro é Maria José de Avelar, também estreou no programa domingueiro do Hospital Américo Bairral. Em pouco tempo passou a ser aclamada e sua fama cada semana aumentava mais. Muito alegre, expansiva, simpática com muito bom humor era também dotada de grande sensibilidade artística. Tornou-se logo  uma grande alegria  aos ouvidos dos assistentes e ouvintes da Rádio Clube  local. Logo, logo, transferiu-se para São Paulo devido ao grande sucesso alcançado em Itapira. Levou consigo muita experiência em sua bagagem artístico-musical. Depois de trabalhar durante anos em diversas emissoras, em 1966, em concurso patrocinado pelos “Diários Associados”, foi classificada como “Rainha dos Artistas”. Logo após recebeu o troféu no concurso entre aos dez melhores cantores do Brasil, promovido pelo canal 9. Sempre crescente, sua fama nos meios artístico e musicais, rendeu-lhe homenagens e muitos aplausos por todo o Brasil.

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Arquitetos e construtores

Victório Coppos

   

Vitório Coppos quando jovem e sua família

Vendo-se Vitório de chapéu, sua esposa Romilda e as filhas Lili e Maria Julieta (no colo)

foto tirada em 1922 no jardim da Luz em São Paulo

 

Artista, antes de tudo, foi arquiteto, construtor e modelador.Responsável por uma grande varidedade de obras arquitetônicas em nossa cidade. Muitas residências particulares, sobradões, os próprios da Prefeitura Municipal e inúmeros jazigos, mausoléus, além da capela do Cemitério Municipal fazem parte de seu acervo, Esse mestre das obras nasceu em Itapira, a 29 de janeiro de 1890 e faleceu no dia 22 de março de 1965 em Campinas.Foi o único filho homem do casal Giacomo Coppos, com profissão de construtor e Fortunata Bizzeu Zin, imigrantes do Vêneto e que se radicaram em Itapira. Victorio casou-se com Romilda Carini, de procedência italiana, tendo vindo de Sariamo de Croparelo, Piacenzza, falecida e julho de 1974 em nossa cidade.Desde cedo aos 7 anos de idade Victorio demonstrou seus dotes artísticos realizando na adolescência juntamente com seu pai Giacomo, muitos trabalhos de construção e de arquitetura.. Já com 20 anos, realizava os mais variados trabalhos artísticos e arquitetônicos. Logo mais tarde, em 1912, rumou para São Paulo e cursando a Escola Livre de Engenharia. Foi então se consolidando seus sonhos e fundou uma fábrica de mosaicos, granolite e ornamentos, ali executando qualquer trabalho de estilo arquitetônico, construções, plantas, fachadas, balcões, lambris, túmulos, detalhes, trabalhos em mármore, imagens, ladrilhos etc.Tinha uma oficina ao lado de sua residência, situada na rua José Bonifácio, número 106, hoje é a rua Dr. Francisco de Paula Moreira Barbosa, número 236, onde mora ainda sua filha Maria Odete Coppos, escritora, historiadora e poeta itapirense.

Victorio Coppos era maçon e foi justamente homenageado pela Loja Maçônica de Itapira, no cemitério local pelos 70 anos de seu aniversário.Cidadão muito estimado em 1966 seu nome foi dado por indicação do Prefeito Benedito Alves Lima à rua que fica atrás da Igreja de São Benedito.

Algumas obras arquitetônicas projetadas e construídas por Victorio Coppos:

Sobrado Fiordomo, Clube XV de Novembro e Fábrica de Chapéus Sarkis(vista geral)

                             

Cadeia com muros, residencia de D. Helena Adelina da Cunha, fábrica - residência da família Sarkis 

                           

1 - Palacete do Dr. Hortencio P.da Silva  2 - hoje após reforma funciona uma Cia. de Seguros  3 - residência de nº363 da Rua João de Moraes,     

Portão do Cemitério da Saudade.

                 

Centro Espirita e Capela do Cemitério Municipal

Fachada antiga do Sanatório Américo Bairral

 

Monumento maçon, projeto arquitetônico e construção de Vitório Coppos:

A Loja foi fundada 18 de novembro de 1895 

Sobrado da família Fiordomo, os bangalôs mandados construir por Joãozinho Bento e Capitão Adolfo Cintra, o Sanatório Américo Bairral, frontespício do Cemitério da Saudade e muitas de suas capelas e túmulos, o portal da antiga cadeia, a colunada mansão senhorial da família Galdi, pertencente a família do Dr. Décio Galdi na rua 7 de Setembro., a reforma e obelisco da Loja Maçônica Deus, Justiça e Caridade e o seu belo símbolo, o esplendoroso Club XV de Novembro, na sua forma primitiva, todo o guarnecimento de escultura do interior da Sociedade Operária, já inexistente, Fábrica de Chapéus Sarkis,(sobrado e cúpula), residência de dona Helena Cunha, onde morou o Dr. Achiles Galdi e muitos outros

Odete Coppos sua filha criou o ‘Museu da Fantasia Criativa”, é possuidora de obras de arte de Victorio Coppos, que encontra-se instalado na rua 24 de outubro, nº147, em Itapira e hoje também relegado ao abandono pelas dificuldades em manter seus objetivos originais. Também em Mogi Mirim Caxambu e Campanha existe um acervo inestimável de documentos, escrituras e livros da firma de peças da oficina, de retratos e lembranças que pertenceram ao ilustre Victorio Coppos.

Os funcionários de Victorio Coppos

No livro de empregados da firma de Victorio Coppos observa-se que em 1924 muitos oficiais foram contratados em São Paulo, dentre eles o escultor Campanella. Em Itapira foram contratados José Ravetta, João Colosso; Ricardo Labigalini, João Zaniboni, Jorge Jamarino e José Pupo em 1939 (foram engradadores, ladrilheiros e lustradores); Atílio Avanzini; em 1926, Antonio Rizola (pedreiro);em 1941, Izidoro Carmona, Pedro Spécie, e  Zé Chico, em 1944, Mario Marim em 1947.

Antonio Moreno também trabalhou com Victorio Coppos. Antonio Moreno e Mario Marim, fundaram suas próprias marmorarias.

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"Zé Chico"

José Francisco Filho, o  "Zé Chico"

Vale lembrar aqui que o José Francisco Filho (Zé Chico), como referimos acima, foi um dos grandes construtores e discípulos formados por Victorio Coppos. Zé Chico nasceu em Casa Branca – SP no dia 19 de março de 1911, filho de José Francisco e Maria de Jesus, tendo sido criado por sua madrinha Amélia.

Cheio de virtudes, muito trabalhador e idealizador de projetos arquitetônicos e muitos construções em Itapira.Trabalhou durante muitos anos na Fábrica de Chapéus Sarkis e nas horas fora do período da Fábrica virava pedreiro e construtor.Estudou em Pouso Alegre – MG e acabou sendo aprovado para a profissão de projetista-construtor.Desenhou muitos projetos e modelos de casas e prédios. O Mercado Municipal e a construção do Sanatório Américo Bairral em companhia de Victorio Coppos tiveram da sua importante participação.

Casou-se com Benedito Prudente, no dia 20 de fevereiro de 1943 e tiveram duas filhas Elizabeth Francisco de Menezes, e Maria Aparecida.

Zé Chico também se revelou como excelente músico e ministrava aulas de violão, píton e acordeão; Foi membro da Banda Lira Itapirense, tocando piston na época do mastro Américo Passarella.Foi participante como pistonista em “Ito Toledo e Sua Orquestra”, tendo participado como músico em muitas cidades da região. Foi contemporâneo de Antonio Passarela, Alberto Trani, Albertino de Morais de Fidélis Trani e de muitos outros.

Irmandade de São Benedito.  

     

Igreja de São Benedito com a torre projetada por "Zé Chico" e Mercado Municipal

Foi o primeiro provedor da Irmandade de São Benedito durante 30 anos, dividindo essa função com a de tesoureiro. Conseguiu muitas melhorias, como calçamento da praça de festejos, iluminação, reforma e melhoria da fachada da igreja e a construção da torre e outros melhoramentos. Devido ao seu entusiasmo e dinamismo, lutou muito em prol dos festejos de São Benedito e teve seu nome gravado para os anais da posteridade pelas atas onde se encontra seu nome e pelas citações em obras sobre a história da cidade. Elisabeth Francisco de Menezes sua filha, casou-se com Jose Roberto de Menezes, (o Beto) e são pais de Thiago de Menezes, nome de relevo da nossa literatura, já sobejamente dissecado nesta página sobre a arte de Itapira...Zé Chico faleceu em 6 de abril de 1974 e foi uma enorme perda para a sociedade itapirense.

Outros artistas – construtores de Itapira

Figuram nesta lista muitos nomes de extrema importância artística e arquitetônica que fizeram de Itapira uma cidade moderna, palmilhada por verdadeiras obras primas de estilos variados lembrando o passado, desde o barroco até a “Belle Époque” passando pelas era modernista e pós moderna.Conforme os estilos foram mudando nossos artistas foram se aprimorando nas tendências de cada época e auxiliando aqui e ali, num detalhe, numa mudança  e coisa e tal.

Podemos lembrar de: Luiz Moino, Pálice, Antonio Rizola, Mário Marim, Antonio Moreno, Ricardo Fiordomo, Antonio Canela, José Pupo e o próprio Zé Chico.

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