POETAS e ESCRITORES
Menotti Del Picchia

Menotti Del Picchia em foto de 1917 e capa do original de sua obra
Paulo Menotti Del Picchia, nasceu na capital de São Paulo.Era filho do casal Luis Del Picchia e Corina Del Corso, ambos italianos da região de Toscana. A casa onde nasceu Menotti Del Picchia estava situada na Av. São João defronte o prédio Martinelli, no local onde se encontra o edifício da agência Centro do Banco do Brasil.No ano de 1897 mudou-se para Itapira, onde fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar “Dr. Julio Mesquita” tendo continuado após, em colégios de Campinas e Pouso Alegre, em MG.
Em 1909 graduou-se em Ciências e Letras e matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, tendo aí se formado advogado no ano de 1913. A 2 de julho de 1915, fundou em Itapira o jornal “O Grito”, cuja denominação foi mudada para “Tribuna Itapirense” seis meses depois. Em 1917, começo a participar dos acontecimentos sociais da comunidade italiana em Itapira, publicando os poemas “Moisés” e “Juca Mulato”, este último em 500 exemplares, editando na oficina gráfica da Casa Paladini, em Itapira, a mesma casa que “rodava” semanalmente o jornal “La Pátria Degl’Italiani”. A segunda edição do “Juca Mulato”, foi publicada em 1919 e reproduz artigo de autoria de Júlio Dantas editado em Portugal.
O poema “Juca Mulato” foi inspirado e escrito nas paisagens bucólicas da Itapira antiga, especialmente no Parque, onde Menotti Del Picchia compôs parte de sua obra. O parque anteriormente até 1951 tinha nome de João Pessoa, presidente do estado da Paraíba em 1930. Conforme projeto de lei do vereador Ângelo Lisi, houve mudança do nome do parque para “Juca Mulato”, através da lei nº 118 com data de 11 de dezembro de 1951.Publicou inicialmente o romance "O Dente de Ouro" em 1923 no jornal do Brasil e muitas outras obras que se encontram na "Casa de Menotti Del Picchia" em nossa cidade.

“Casa de Menotti Del Picchia”, inaugurada no ano de 1987
Membro da Academia Brasileira de Letras e um dos líderes da “Semana de Arte Moderna” de 1922, Menotti foi laureado com incontáveis premiações, deixando para a posteridade um vasto manancial literário, jornalístico e artístico.Hoje esse acervo está reunido em Itapira na “Casa de Menotti Del Picchia”, inaugurada no ano de 1987, idealizada e dirigida pelo também jornalista, poeta, pesquisador e escritor Jácomo Mandatto.
A “Casa de Menotti Del Picchia” é um museu específico, que guarda as relíquias do escritor, incluindo a sua biblioteca particular, móveis e objetos de uso pessoal, peças artísticas de sua criação e o seu fardão de “imortal” da Academia Brasileira de Letras.
Possuidor de uma sensibilidade de alma refinada, intelectual e artista plástico de vulto com senso crítico apurado, escritor, advogado, orador, jornalista e político.
Menotti Del Picchia deixou uma luz em suas obras e por todas os lugares onde passou, foi deixando sua influência artístico-cultural juntamente com seu espírito de eterno buscador das coisas sublimes.Foi admirado nacional e internacionalmente como um dos nomes maiores da cultura brasileira.
A cidade de Itapira tem-lhe rendido inúmeras homenagens e o adotou como filho legítimo.Jácomo Mandatto em especial. se desdobrou intensamente no sentido de idealizar e realizar sinceras homenagens através da criação da “Casa de Menotti Del Picchia” e rendeu-lhe inúmeras vezes o sincero reconhecimento do povo e da elite artística e cultural de Itapira. É, portanto presença marcante, em todos os cantos da cidade. Nome de rua, busto de bronze localizado no Parque Juca Mulato, nome do próprio Parque e inúmeros outros locais onde sua presença será sempre lembrada. Nos 70 anos de vida do poeta Menotti Del Picchia em março de 1962 foi colocado uma herma no Parque Juca Mulato, tendo o Comendador Virgolino de Oliveira encomendado ao escultor Luis Morrone o referido busto.A data de inauguração para esse evento se deu a 1º de abril de 1962 e estiveram presentes os escritores José Geraldo Vieira, Paulo Dantas, Raimundo de Menezes, Aristeu Seixas, Carlos Alberto Nunes, João Gualberto de Oliveira, Willy Aureli, Américo Bologna, Fábio Rodrigues Mendes, Mariazinha Congiglio, Otacílio Carvalho Lopes e Aurélia Bandeira de Faria.Fizeram uso da palavra nessa ocasião o prefeito Antonio Caio, a poetisa Lília Pereira da Silva, Jácomo Mandatto e o romancista José Geraldo Vieira em nome da Academia Paulista de Letras. Ali mesmo, ao lado do monumento e muito emocionado, falou o poeta homenageado com agradecimentos a todos e à “Itapira dos céus Inconfinados”

Menotti Del Picchia ao lado de seu busto no "Parque Juca Mulato"
Menotti Del Picchia faleceu em São Paulo, no dia 23 de agosto de 1988, aos 96 anos.Permanecerá, no entanto, eternamente na memória de seus pósteros.
Fragmentos do poema "Juca Mulato"
Germinal
Nuvens voam pelo ar como bandos de garças.
Artista boêmio, o sol, mescla na cordilheira pinceladas esparsas
De ouro fosco.Num mastro, apruma-se a bandeira
De São João, desfraldando o seu alvo losango
Juca Mulato cisma.A sonolência vence-o
Vem, na tarde que expira e na voz de um curiango
O narcótico do ar parado, esse veneno
Que há no ventre da terra e na alma do silêncio.
Um sorriso ilumina o seu rosto moreno.
No piquete relincha um poldro; um galo álacre
Tatala a asa triunfal, ergue a crista de lacre,
Clarina a recolher entre varas de cerdos e
Mexem-se ruivos bois processionais e lerdos
E, num escuro, a manada se abisma na trreva.
Anoiteceu
Juca Mulato cisma..."
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Maria Aparecida Vita Maya
Maria Aparecida Vitta Maya quando entregava seu livro à imortal escritora
Nélida Pinon, quando Presidente da Academia Brasileira de Letras.
Maria Aparecida Vitta Maya, itapirense, filha de Ary Duque Estrada Maya e de Michelina Vitta, autora do livro “O Naufrágio da Barca Sétima”, lançado em 18 de Abril de 1997. O livro de Maria Aparecida é uma obra de ficção e realidade, onde retrata o naufrágio em que pereceram 28 crianças e um adulto. O pai da escritora, Ary Duque Estrada foi um dos sobreviventes. Tinha ele na época do acidente em 1915, 10 anos de idade.Essa obra relata com precisão a história do Brasil no contexto da guerra do Paraguai.
Maria Aparecida pertence a uma estirpe linhagística das mais importantes do Brasil, vindo de uma família brasonada e repleta de personalidades ilustres.Tem laços de parentesco com D.Pedro II, Psa. Isabel, Gal.Osório (Marques de Herval), Rui Barbosa, o cardeal Arcebispo de Aparecida D.Carmelo de Vasconcellos Motta, o botânico João Rodrigues Barbosa, o medico Henrique Belfort Roxo, gal.Herbert Maya de Vasconcellos. Joaquim Osório Duque Estrada (autor do Hino Nacional). Era tio bisavô de Maria Aparecida, O marquês de Herval foi compadre do avô deste de Ary Duque Estrada Maya.
No lançamento dessa tão importante obra, Maria Aparecida orgulha-nos ao vê-la aquí nesta foto com a imortal escritora Nélida Pinon quando ainda presidente da Academia de Letras em 16 de setembro de 1997, durante o lançamento do livro “Testemunho Político” do jornalista Melo Filho, prefacista de seu livro.
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Carlos Cintra

foto do poeta Carlos Cintra
Carlos Cintra,
filho de Francisco Garcia Cintra e Davina Morais Cintra, nasceu a 27 de março
de 1930.Era formado em agronomia.Poeta de finíssima sensibilidade, publicou três
livros de poesia: “ Emancipação da Poesia” em 1958, “Part-Time Job” em
1962 e “Se Vou Falar de Amor”em 1963. Deixou várias obras inéditas, entre
as quais três romances: “Café Amargo”, “A Longa Solidão” e “ O
Tenente Rash”. Sobre Carlos Cintra o crítico José Roberto do Amaral Lapa
escreveu: “Carlos Cintra é um poeta de sensibilidade estranha, que vive e
sente as angústias da existência, assinalando o sofrimento e a dor do homem sem
nome que passa levando na alma, tumultuante, um mundo de esperanças”. Após
prolongada enfermidade que o retirou do convívio de seus amigos e conhecidos,
Carlos faleceu em Mogi Mirim no dia 1º de março de 1994.
Um poema do autor
Se vou falar de amor
Deixa tuas mãos entre as minhas
E os teus olhos nos meus.
Seu eu não tiver palavras para tudo,
Como de fato não terei,
Convida-me a sonhar,
Inclina teu rosto para mim
E deixa que eu colha em teus lábios
A certeza de que sempre te amarei.
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Thiago Menezes

Capas de dois livros "Estar Sós" e "Vertigem de Amor"
de Thiago Menezes

Thiago Adilson e Denilson ( em bico de pena)
"Inovações de Três Almas Líricas"
Comentários
do autor da página:
Itapirense, filho de José Roberto de Menezes (Betô) e de Elisabete Prudente Francisco.
Possuidor de dotes artísticos bastante expressivos como escritor, historiador, musicista, desenhista e principalmente como poeta. Tem colecionado prêmios, diplomas, menções honrosas e títulos nobiliárquicos dado o seu relevo perante as classes artísticas brasileiras do mais da mais alta estirpe.São galardões que o impulsionam rumo às alturas mais nobres de seu valor como personalidade artística. Seus poemas têm merecido a crítica favorável de grandes vultos como Maria Conceição Arruda Toledo (titular da cadeira nº 30 da Academia Campineira de Letras. Seu livro “Estar Sós (Inovações de Três Almas Líricas)” publicado em 1993 onde além de Thiago equaciona-se a verve poética de Adilson e Denílson Bosso. Essas três almas nos conduzem rumo a um lirismo emocionado, direto e a um saudosismo que gota a gota nos respinga a alma. Cheio de sonhos e de uma beleza triunfal esses três itapirenses, colocam de si as fantasiosas cores do amor, das emoções e das reflexões.Com avivado requinte Lilia A. Pereira da Silva, transporta para essas três almas toda a sua singeleza e luminosidade.
Esse livro tem o prefácio de Olavo de Alencar Dutra, crítico de arte, orador oficial, sendo acadêmico-de-grau da Academia Brasileira de Belas Artes, RJ. É também idealizador do museu “Casa Olavo de Alencar Dutra”, em Baturité – CE.
Também se
expressou pela obra “Estar Sós...”, Arita Damasceno Pettená que é poeta,
professora, escritora e jornalista e pertence a inúmeras academias de letras
sendo também presidente do Clube dos Poetas de Campinas há 25 anos.
Obras publicadas pelo autor:
Regiane, A Voz dos Milhões (biografia – Edição do Autor – 1991
Aracy Cortes, Um Mito da MPB (biografia – 1992
A Vida Trepidante de Odete Coppos (biografia) – 1992
Dualidade (poesia) João Scortecci Editora – 1993
Alma Despida (1º tomo autobiográfico) – Edição do Autor – 1993
Estar Sós (poesia) João Scortecci Editora – 1993
As Mulheres na Vida do Rei da Voz – Francisco Alves (biografia) – 1993
Emilinha Borba e Marlene – Os Bons Tempos da Rádio Nacional (biografia e história do rádio brasileiro) – 1993
Crônicas da Infância (crônicas memorialistas)
Promissão – De Hector Legrua Dias Gloriosos (História da cidade paulista de Promissão) – 1994.
Luz Del Fuego – Um Mito Incompreendido (biografia) – 1994
Encontro de Talentos – Melodia a Três Vozes (poesia) – João Scrotecci Editoria – 1994
Na Fazenda Campo Verde (infanto-juvenil) – João Scortecci Editora - 1995
De Luíza da Silva Rocha Rafael
“Depois de haver escrito e publicado trabalhos esparsos, Thiago começou efetivamente escrevendo como articulista desde 1991 dos jornais “Tribuna de Itapira” e Água Viva” (Circuito das Águas – SP. Revelou-se como radialista e apresentador da Rádio Clube de Itapira. Em 1992 lançou, “Regiane”, a Voz dos Milhões (ed.do autor), biografia que conta a história e histórias do “rock’n’roll” brasileiro de 1958 a 1963. Autor das biografias da cantora Celly Campello e da socialite Vera Loyola, Seus outros volumes falam de poesia, tais como: "Na fazenda Campo Verde", "Vertigem de Amor", produziu também ensaio novela, ficção infantil e memórias. Foi homenageado pelas Câmaras Municipais de Campinas, Taubaté, Promissão e Itapira. Fundou a Academia Itapirenses de Letras, sendo seu primeiro presidente. Criador do Prêmio Hildegard Angel (Concurso Nacional de Contos) e membro de 39 academias de Letras espalhadas pelo território nacional e de inúmeras instituições e associações artísticas e culturais. Presidente do Movimento Cívico Brassileira (MOCIBRAS) nos núcleos de Campinas, Itapira e Promissão. Detém ainda os títulos de Conde (São Marino - Itália) e comendador (SBCA –SP) e as medalhas “Carlos Gomes” e “Guilherme de Almeida”. No “Tribuna de Itapira”, publicou em capítulos seus livros Aracy Cortês, um Mito da MPB e “A Vida Trepidante de Odette Coppos”. Em 1993, em parceria com a poetisa Rosana Pereira de Lima, lançou o livro de poesias “Dualidade" (João Scortecci Editora). Seu contato com as artes plásticas deu-se em 1981, através de um curso de pintura com o Prof. Elenyr Boretti Nobre. A música entrou em sua vida em 1985, quando tinha apenas 12 anos. Nessa época foi bi-campeão na categoria de desenho da Semana Juca Pato. Participou posteriormente de várias antologias poéticas e concursos de âmbito nacional. É membro da União Brasileira de Escritores, da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e da Société Académique des Arts Libéraux (Paris, França)”, da “Academia Antero de Quental” – Lisboa – Portugal; Academia de Bellas Artes Del Cono Sur” – Riviera – Uruguay; “Academia Campineira de Letras e Artes” – Campinas – SP e das congêneres de Itu, SP, Itajubá, Divinópolis, Campanha, São Lourenço, MG, Anápolis, GO e Salvador, BA. Idealizador e fundador da “Academia de Letras Menotti Del Picchia” e da “Sociedade dos Amigos de Jamil Abrahão”. Divulga, além de críticas de Arte e Literatura, problemas da infância e adolescência através da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Brasília – DF), que atua em parceria com o Instituto Ayrton Senna e apoio da UNICEF. Formou-se Guia de Turismo pela Via-Sestur, SP.
De Nair de
Santana Moscoso
“Em Estar Sós”, Thiago enfatiza: antepassados queridos,/ a dor do amor sofrido,/ a saudade,/ o sonho,/ a solidão...’.”
Uma das poesias de Thiago
Balada Aos Olhos Verdes
Teus olhos são verdes/ Apenas verdes, sempre, eternamente/ Verdes, quais densas matas, as folhas das árvores/Oceanos, esmeraldas, esperança/As frutas não maduras, os répteis./A madeira não seca,/A carne fresca não salgada/ E quais meus primeiros anos de vivência./Por que teus olhos são verdes?/Será essa cor meu eterno martírio?/A ternura e a delicadeza também são verdes./A cor predileta de minha aquarela/ Com você irei verdejar de amor.../Hoje, sei que teus olhos/Despertaram em mim a poesia latente...
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Adilson
Bosso
De Nair
de Santana Moscoso
A mais nova promessa da literatura expressiva, Adilson Aparecido Bosso, nascido em 8 de setembro de 1964, em Itapira, é filho de Carmelo Bosso e Benedita Germano Bosso. Passando sua infância, adolescência e parte da juventude no campo, Bairro dos Lima, onde teve “todo o silêncio do mundo para pensar e sonhar”, às vezes se flagrava constatando a solidão, devido às dificuldades que sentia em expressar seus pensamentos e sentimentos. Descobriu-se logo e pela vocação literária e, incentivado por professores e pelas musas que platonicamente cultuava, escreveu e anotou o tempo todo, tendo hoje um vasto material a ser publicado.
Leitor assíduo, já na tenra idade ingressou nos clássicos: Cervantes, Dante, Camões, Vick Baum, Balzac, Harriet B.Stown, Júlio Werne, Margareth Mitchell, C.W.Ceram, Alexandre Dumas, Ernest Hemingway e tantos outros, que o influenciaram e lhe deram o seu próprio estilo literário.Em 1987, lançou o seu primeiro livro de poesias. “O Caminho do Jardim das Sombras”.
“O jovem
Adilson Bosso buscou na solidão o incentivo para expressar-se em belas poesias:
cedo descobriu sua vocação literária e procurou aprimorá-la através da
leitura dos clássicos.”
De
Luíza da Silva Rocha Rafael
Adilson
cultua a solidão. Sua filosofia de vida é pautada em Miguel Cervantes e em sua
famosa obra “Dom Quixote de La Mancha”. Sua mensagem, pois, é ‘perseguir
um sonho’, pois mesmo a realidade impossível é possível através do sonho
Neste livro à seis mãos e um só pensamento a participação de Adilson recebe o título de “Ao Florescer dos Pessegais”...E tem o destino antecipado para um grande amor!
Um dos poemas de Adilson
Ao Florescer dos Pessegais
Quando no fim de outono, o vento faz estrepolias entre as folhas mortas espalhadas pelos envios que nos serviram de passeios, e, o pôr-do-sol anuncia a triste noite friolenta...Quando os últimos raios do arrebol engalanam esta hora morta, triste e lenta...Onde os sinos dobram a “Ave Maria”, e os pensamentos teimam em habitar o passado, com suas personagens...Quando adormecendo nas noites deserdadas, o dia fecha as pálpebras cansadas, estancando suas lágrimas...Eu então, em meu exílio, sem auxílio, sozinho, a ermo vago, ao floorescer dos pessegais.E da companhia que me falta, e tudo, o que foi e será. Eu me conscientizo que: a vida passa tão depressa que quando paramos para pensar nela, já é para matar saudade.
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Denilson
Bosso
Denílson Bosso, irmão de Adilson, nasceu em 16 de junho de 1966, no Bairro dos Lima, zona rural de Itapira.Iniciou sua vida literária publicando várias poesias no livro “O Caminho do Jardim das Sombras”, de seu irmão Adilson Bosso em março de 1987.
Em 1991, também com seu irmão, fundou e dirige até hoje o “Jornal Expressão Regional, o primeiro jornal sócio-cultural de sua cidade e região.
Apreciador
da boa poesia, tem como autores preferidos Cora Coralina, Mario Quintana, Manoel
Bandeira, Adélia Prado, Cecília Meirelles e Vinícius de Moraes.
De Luiza da Silva
Rocha Rafael:
“O jovem Denílson Bosso – também afeito à vida literária – se expressa na busca da constância amiga pra acompanhá-lo sempre nas fases terrenas...Mas roga, quando chegar a velhice: ‘Deixem-me com o silêncio’, quer estar só com sua consciência. E o jovem vai rememorando as vivências dentre livros de autores prediletos, cartas mensageiras do primeiro amor. E a decepção também é lembrada em seu poetar.
Itapira esta engalanada pela colheita promissora que fecundará em seu solo poético! A perseverança e a fé serão de grande sustentáculo à Juventude!”
Um dos poemas de Denilson
Quase Nada
O tempo do ontem / Ficou ocuto/Em algum velho calendário/
Que a vida esqueceu / E ninguém arquivou/ Numa noite, ventou,/
Espalharam-se os meses/Os dias, as horas...
Quase nada sobrou/ Apenas um velho prego/Enferrujado em silêncio.
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Irsemes
Wiesel Benedick

Foto de Irsemes em 1999
Poeta e crônista. Nasceu em Santa Bárbara do Oeste, SP, mudou-se para Capivari, radicando-se em Itapira no ano de 1958. É portanto uma itapirense de coração, onde residiu durante 25 anos na “Usina Nossa Senhora da Aparecida”.É autora, entre outros cantos, do “Hino da Coroação de Nossa Senhora”, em homenagem à Santa Padroeira do Brasil e da Usina de Itapira. Secretária-geral da “Academia Itapirense de Letras e Artes”, sócia-correspondente titular da “Academia de Letras da Mantiqueira” (cadeira número 41 – patrono Monteiro Lobato), membro honorário da “Academia de Letras Menotti Del Picchia” e do setor de Campinas do “Movimento Cívico Brasileiro”.
Colaboradora do jornal “Tribuna de Itapira”. É detentora ainda da Honraria “João Ramalho”. Participou das I, II e III Coletâneas da Editora Komedi 1999
Uma das poesias de Irsemes
Êxtase
Quanto minh’alma percorre extasiada
Os diferentes pontos do universo,
Eu louvo ao Criador emocionada
E dentro do meu ser eu me confesso.
Obrigado Senhor! Por tanta maejstade
Pelo brilho das estrelas que cintilam
Pelos tempos vindouros, pela eternidade
Pelos sóis raiando em liberdade.
Quando contemplo os mares que se agitam
Na melodia dos ventos sussurrantes.
Ergo de novo os olhos e ao longo vejo.
Um exército de anjos, cantando radiantes.
Eles dão glórias a Deus o Criador
Enchendo toda terra de alegria
Pedindo ao mundo inteiro paz e amor
E a luz se faz brilhar maior ainda.
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Hortêncio
Pereira da Silva Neto
Hortencio Pereira da Silva Neto, é itapirense e tem a verve artística da família correndo em suas veias. Hortêncio é engenheiro e empresário e atua como consultor na área de instalações. Participou do gerenciamento de obras da “Folha de São Paulo”, do grupo Pão de Açúcar da “Cia Brasileira de Projetos e Obras” (CBPO) e de várias outras empresas. Tem predileção pela música, tendo herdado do “Xinho” , seu pai, esse don. Atuou como professor de literatura nos tempos acadêmicos. especializando-se na vida de poetas brasileiros e portugueses como Fernando Pessoa. Demonstrou desde os tempos do colégio em Itapira muito amor pelas letras, vencendo vários concursos de redação e história. Era filho de Hortencio Pereira da Silva Júnior (Xinho) e sobrinho da Lília Neto. Em 1968 mudou-se de Itapira para residir na Capital e tem elaborado suas poesias e escritos com muita riqueza e sensibilidade em seus versos. Lançou em 26 de outubro de 2000 seu livro “Floradas de Outono”, no Shopping Villa Lobos, na Livraria Cultura (Av.das Nações unidas 5777, na Capital.

Hortencio Pereira da Silv Neto e capa de seu livro "Floradas de Outuno"
Um dos poemas de Hortêncio Neto
“ÂNCORA
Olha-me/ Com teus olhos distantes de estrela/ Sou pedra bruta/ Lapidada pelo teu amor.../ Deixa-me aportar na tua vida/ Apenas ficar/ Preservando tua unidade/ Sem que sintas o peso da âncora.../ Não te esqueças/ A plenitude te dei do que sou, / Relegando a impotência/ De preencher todas as lacunas/ Dos teus anseios.../ Do desejo de tornar imprevisível/ O cotidiano do nosso cotidiano./ Alterando a rima/ Do poema nunca escrito/ Da nossa estória. Que minha ausência roube uma lágrima tua, / Que tua ausência roube uma lágrima minha, / Comunhão dos nossos olhos/ De indizível confronto, / Conjugando a permanente partilha/ Da cumplicidade inconsciente/ Até o anoitecer das nossas vidas, Sem que sintas o peso da âncora...”
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Helô
Bueno de Moraes
Natural de
Itapira, SP Nesta coletânea Komedi, representa versos soltos e o poema
“Pecados”, de seu livro “Pincelando, Diálogo Entre Vento e Bambu é inédito
e foi escrito durante curso Equilíbrio entre espiritualidade e vida prática
promovido pela Brahma Kumaris, no Sítio Serra Serena, em Janeiro de 2005
Um dos poemas de Helô
Pecados
Pressa passa, porém pesa
Por sobre a pobreza,
Pelos pêlos podres
Purgando, à parte,
Os pequeno, pelos poros...
Para pagar promessas,
Preencher prazeres
E prevenir contra os pecados
O povo perde a plenitude,
Passa pluma, plena,
Pela parte externa.
Pingam passos
Pela graça e pelo pasto
Presos ao desprezo
De um punido paraíso
Peça-de-quebra-cabeça
Pedregulho prata
Pra o piscar de olhos prontos;
Pranto para pegar patrícios
Pó-los em pousada,
E por fim (ou por nada)
Programar-lhes a paz.
“Tenhamos fé! Não a fé que bitola,
mas a fé que liberta”
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Milton Andrade

Itapirense,
filho do casal Lasaro de Andrade e Lourdes de Oliveira , nasceu em 1937. Foi
morar em Campinas e São Paulo tendo após se radicado em São Caetano do Sul
onde é muito estimado. Teve seus primeiros contatos com a música e com as
artes plásticas e literárias desde muito cedo. Segundo
suas próprias palavras muitos itapirensdes tiveram muita influencia na
sua formação como pessoa e como grande artista que é.Cita o sr. João
Torrecillas Filho (João do Norte), como estimulador para as músicas clássicas
e literatura; o Dr. Helio Amâncio de Camargo, pela admiração e
respeito como grande psicanalista que era.
O
poeta refletindo sobre o episódio ocorrido com o Del.”Joaquim Firmino”
coloca nesses versos toda sua revolta e sua indiginação:
“Rua
Francisco Glicério.
Por
que não Rua da Vingança?
Rua
do Comércio porque,
Se
esse comércio é de sangue?
Que
coisa conta você
Rua
marcada,
Rua
de Joaquim Firmino?
Que
força teve esse ódio,
Que
assim marcou cada esquina?
Que
força teve essa morte
Que
mudou, para sempre,
O
nome desta cidade?”
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Geraldo Marconi

Poeta Geraldo Marconi ladeado pela esposa d. Therezinha e seu neto,
no dia do lançamento de seu livro "As Flores"
Geraldo Marconi, itapirense de coração, nascido aos 13 de dezembro de 1929, em Batatais, SP. Era filho do casal Duílio Marconi e Rosa Bove. Possui os irmãos: José Ulissses, Duílio, Neto e Maria Aparecida. É casado com Maria Theresinha Coloco, tendo dois filhos: Neusa Maria e Mário Sérgio. Começou suas atividades literárias há muito tempo o que culminou com o lançamento de seu livro “As Flores” no dia 22 de maio de 1998, nas dependências do “Circolo Ítalo Brasiliano XV de Novembro di Itapira” Nessa obra faz transbordar toda sua verve poética, levando-nos a um saudosismo quase que bucólico, com simplicidade nas palavras e no verdadeiro civismo das coisas de nossa terra.
Sua participação poética brindou os jornais de Itapira: “A cidade de Itapira”, a “Folha de Itapira” e ultimamente o “Tribuna de Itapira” com seus vôos além dos horizontes...Foi narrador e comentarista esportivo pela Rádio Clube de Itapira (pref.zyr38) e também atuou como narrador e comentarista esportivo nas rádios de Serra Negra e Cultura de Mogi Mirim Esteve sempre ligado aos esportes tanto como jogador atuando como goleiro, como jogador de linha e em outras funções dentro e fora do campo. Participou nas Comissões esportivas, na Liga, Associações afins e em várias Olimpíadas.Jogava também futebol de salão, tendo sido por tudo isso, portanto, um esportista valoroso em nossa cidade. Era contador tendo sido formado pela antiga Escola Técnica de Comércio de Itapira. Trabalhou no armazém de secos e molhados do sr. Sezefredo Fecci, na Fábrica de Chapéus Sarkis, na Prefeitura Municipal de Itapira, no Instituto Américo Bairral e na Clínica de Repouso Santa Fé.
Uma de suas poesias à página 34 do seu livro “As Flores”
A Lira do Vento
Nos fala o vento quando sopra sobre a terra
“Vindo do norte, do sul, de qualquer direção”,
Açoita com violência: sopra co carinho,
Tira do coqueiro ou do jequitibá uma canção,
Derruba a árvore, mas não desmancha o ninho”.
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Bráz Gerdal de Freitas

Advogado e poeta Bráz Gerdal
Advogado, formado pela PUC em 1983, Bráz Gerdal de Freitas, nascido em 1960, filho do casal Vidal de Freitas e Luiza Artigiani, é casado com Sonia Aparecida Zanchetta e tem dois filhos: Laura Maria e Pedro Henrique.Tem exercido sua profissão com maestria sendo bem quisto em toda a sociedade itapirense pela sua competência no trato das causas jurídicas, como causídico de renome em nossa cidade. Muito conhecido pela sua espontaneidade e bom humor.Teve importante participação no lançamento do livro “Gotas d’alma” publicado pela turma de Direito de 1983, quando da formatura na PUC.Nesta obra Bráz mostra toda sua sensibilidade e verve poética buscando atingir a plenitude daqueles que a contemplam. Não se debruça nas entrelinhas mas, sim direciona sua alma rumo aos objetivos mais sublimes de sua grandeza interior. Busca no cansaço de suas atribulações tempo para a reflexão e compreensão das causas mais sutis dos sentimentos.
Uma das poesias de Braz Gerdal
Elegia para um Anjo que não Nasceu
(Para minha sobrinha, que nem sequer teve um nome)
Meu anjo.
A morte foi roubar-te a vida
No aconchego e na quietude de teu lar.
Morreste antes de nascer.
Partiste sem nos deixar contemplar
Teus cabelos loiros e tua face sombria.
Agora, teus horizontes não são mais deste mundo.
Novos caminhos concretizam-se aos teus olhos,
Num espaço, cujo tempo não conheço, nem ao menos me pertence,
Meu anjo,
Melhor seria não haver chegado o hoje.
No desespero de tua brusca partida,
Procurei uma maneira de violar o segredo dos céus
E trazer para baixo, todas as formas misteriosas do infinito estrelado.
Poeiras de um luar amedrontado
Prostraram-se diante de meus olhos, embaraçando meus caminhos,
Senti minha morte íntima acompanhar-te
Por planícies de outros céus, de outros tempos.
Meu anjo
As mazelas, mesmo as mais sangrentas,
Cicatrizam-se com o passar dos tempos.
Nos ventos que arrastam a história,
Permanecerão para sempre, as vibrações invisíveis de teus passos vivos.
Hoje, à noite, quando minha alma invadir os mistérios insondáveis do universo,
E minhas mãos afagarem os cabelos dourados das estrelas,
Te contarei chorando a história de uma mulher em forma de anjo,
Que
não nasceu, mas que vive e convive no meio de nós.

Capa do livro "Gotas d'alma" com participação poética de Bráz Gerdal à Turma de Direito de 1983
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Alexandre Cezaretto
Natural e residente em Itapira, 25 anos, cursou o primeiro ano de Pedagogia.Sempre gostou muito de escrever, principalmente Poesia. Com o incentivo de amigos e depois de publicar poemas em jornais da cidade-natal, com relativo sucesso resolveu participar da I Coletânea Komedi que, sem dúvida, é a maior incentivadora de escritores iniciantes na bela escrita poética.
Um dos poemas de
Alexandre
Universo das almas
O universo é sempre muito reluzente
Almas procuram, amam, geram ou odeiam,
São vidas que um dia se encontram.
Necessitamos neste lindo universo
Aprender a confiar em nós mesmos
E em outros, pois na linha torta do mundo,
Trajetórias não endireitamos perdidos e sós.
Todos os seres humanos são aprendizes
No imenso e infinito firmamento de Deus,
Precisamos através de longos anos
Perdoar e deixar de ser ateus,
Para vivermos a grande mensagem,
a qual deseja nos ensinar o Pai glorioso, vamos um dia
descobrir a rota correta de nossa sublime viagem,
velhos meteoros transformados em anjos do espaço.
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Odete Coppos

Odete Coppos ainda jovem e 1995.
Escritora, historiadora, poetisa e compositora desde os 7 anos de idade. Detentora de muitos troféus, congratulações de Câmaras Municipais (Olímpia, Itapira, e Baependi), diplomas de Academias de Letras (Piracicaba, Campanha – MG, Imperatriz, MA e Bela s Artes – RJ, tendo 40 títulos editados e distribuídos em todo território nacional e alguns países estrangeiros; participante de muitas Antologias. Africanóloga, patrocinou durante 25 anos as congadas de Itapira, tendo escrito muito sobre esse tema.Como museóloga contribuiu muito para a formação dos Museus de Caxambu e Campanha, MG e Mogi Mirim, Mogi Guaçu, SP.Pertence à Société Académique de Arts Liberaux de Paris e à “Academia de Letras Menotti Del Picchia”.
Suas obras: As Congadas (Folclore), 1971, A outra Face da Society – contos, Ser Mãe – poemas, Amor e Poesia – poesia, Memórias de um apartamento – romance, Depoimento de uma Desquitada – 1ª edição, em versos, Depoimento de uma Desquitada, 2ª edição, em prosa, "Saravá Satanás" – poema, "Hino de Louvor à Madre M. Evangelina" – poema, "O Coro da Penha de Itapira"– poema, "Bagageira de Ilusões" – poesias, "Guia de Turismo de Itapira" – Guia de Turismo, "Carinhosa Mensagem a Caxambu" – Mensagem sobre a criação do Museu de Caxambu, em 27 de setembro de 1970, "Guia Sentimental de Campanha", "Folhetim" (A título de Esclarecimento), "70 Anos de Poesia" - 1993, obra dividida em "21 cantos". "O Livro de Itapira", 1995, "A Revolução Constitucionalista de 1932 (Setor Leste)", 1996, "Da Dove Veniamo – Emmigrazione" (co-autores Artesão – Wall Zanovello e Esposa Dona Santina; Teatrólogo – Riziere Briantti) 2ª edição – 1997.
As referências sobre Odete Coppos vão desde 1959 e até hoje, já octogenária, se mantém-se firme e ativa, produzindo obras literárias de imenso valor para a cultura em nossa cidade.
Canto Dois dos 21 contidos no livro "70 anos de Poesia"
Tenho a natureza ávida, temperamento férvido,
Sou aquela obra-prima de imaginação fértil,
Que lê a lição da Bíblia e tenta convencer-se
Que a fé remove montanhas!
Então, por que não consigo transportar a montanha
Que se antolha à minha passagem?
Agito-me a quarenta e oito graus e esfrio-me a zero...
Faço apelo ao mundanismo noturno
E alcanço o beijo pecaminhoso de todos os homens!
Perversão de amor! Sensação vulgar! Prazer curto!
Começo o encerramento de um fim de noite estróina!
Meus ideais malogram? A vida é sofreguidão.
Quero – “Beber essa vida num só trago
Como o bêbado que entorna um copo!”
Quero tomar posse de tudo!
Até da suprema infelicidade,
A mais divina das crueldades!
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Dênis Renato Coradi de Freitas

Dênis Renato e seus livros de poesias e romance: "Escrevo", "Devaneios e Desabafos" e " Costelinha"
Denis Renato nasceu aos 30 de outubro de 1971, em Itapira, interior de São Paulo, filho de Decio de Freitas e Marilda Aparecida Coradi. É autor de três livros, dois romances e um de poesias. O primeiro - com o título "Escrevo" - contém 80 poemas de temas variados e quase sempre engajados, enaltecendo o amor e escancarando as mais variadas situações humanas. 'Costelinha' e 'Devaneios e Desabafos' são seus dois romances publicados pela Scortecci, que narram as andanças de suas personagens de forma simples numa linguagem poética e ao mesmo tempo descontraída. Há, ainda, dois trabalhos no prelo. A obra do autor mostra sua cosmo visão, seu modo peculiar de olhar e entender o mundo, muitas vezes de forma irreverente e irônica. O erotismo e a sensualidade são presentes em seus textos e tratados com naturalidade e romantismo. Com intenso lirismo e extrema sensibilidade, sempre colocando o amor e a paixão como foco e agente emulador das relações humanas, Dênis traz na letra um retrato da vida cotidiana moderna.
Uma poesia de Dênis:
- Sociedade
Que se dane a sociedade
que me quer embrulhado
num pacote desgraçado
sob um rótulo ordinário.
Que se dane a sociedade
que me quer ver empacotado,
quer meus cabelos cortados,
quer meu sapato engraxado,
quer minha calça vincada,
minha cueca escondida,
minha liberdade perdida,
meu sexo reprimido,
minha vida diminuída.
Que se dane a sociedade,
eu quero é andar pelado,
eu quero trabalhar descalço,
eu quero cabelos compridos,
quero beijar meus amigos,
quero sapatos fodidos,
quero pôr camisas velhas,
quero abraçar as mulheres belas,
quero a vida bem vivida.
Que se dane a sociedade
que me quer ver aprisionado,
eu quero viver apaixonado,
quero amor por todo lado,
quero só amor do meu lado;
seja descalço, seja pelado,
seja divino, seja viciado.
Que se dane a sociedade,
quero viver do meu jeito,
nem sempre dormir em meu leito,
nem sempre cobrir meu peito,
nem sempre comer direito
café, almoço e jantar.
Que se dane a sociedade
com seus modelos exemplares
que me obriga a viver
desse jeito que ela quer.
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Wilson José Nicolai

Foto do contista Wilson José Nicolai e Capa do livro "Contos originais "
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É itapirense, filho de Wilson Nicolai e de Catarina (Lina) Silveira). Assim define seu livro "Contos Originais":
..."É uma reunião de 5 contos (As Formigas e o Homem, O Dragão Adormecido, Atrás do Espelho, Amor sem Barreiras, e Anarquias em Paris) elaborados de maneira criativa e autêntica. dispondo de temas diversificados e de uma linguagem clara e objetiva. Ao produzí-los, houve a preocupação de torná-los agradáveis aos olhos do leitor, propiciando, sobretudo, uma identidade - a originalidade". Esta obra foi lançada no dia 12 de setembro de 1997 nas dependências do Círcolo Ítalo Brassiliano di Itapira
Há inscrito neste quinteto de contos obra que participou e participa do concurso de contos "Guimarães Rosa" de Língua Ibérica / França, tais como: "As Formigas e o Homem" - 1995 e "O Dragão Adormecido" - 1997.
José Rinaldo Maniezo (Zelão)

"Limiar" - Livro José Rinaldo Maniezo lançado em 23 de maio de 1997 -
José Rinaldo Maniezo (Zelão) lançou seu livro “Limiar” nas dependências do “Circolo Ítalo Brasiliano di Itapira”. Dr. José Luiz Leme Maciel, no prólogo dessa obra diz: “são poucos autores que passam da espirituosidade para a espiritualidade, do verso à prova de maneira tão fácil”. A apresentação é a do Diácono Aury Azelio Brunetti.
O livro de Zelão, “Limiar”, é uma mostra do quanto o ser humano é capaz, quando quer, pois não mede as conseqüências, quer sejam elas da parte financeira, pois editar um livro nos dias atuais requer disposição, muito tempo, e o mais importante: ser aceita pelos leitores. O “Limiar é uma obra baseada toda ela na fé inabalável que Pedro, narrado pelo velho Vitor, depõem sobre a Virgem Maria, a Mãe de Jesus. E o diácono vai dando seu depoimento sobre a obra de um modo bastante completo e termina rendendo homenagens ao autor. O evento contou com a presença de inúmeras pessoas. O presidente da entidade Walter Ricciluca com muita alegria e contentamento saudou a todos em especial ao autor do livro.Suas palavras foram endossadas pelo prefeito José Antonio Barros Munhoz (Totonho) que nunca deixou de prestigiar os artistas itapirenses.
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Artistas
ligados à arte em Itapira (aguardando imagens dados)
Maria Cecília Bosso, Raulzito, Péricles de Almeida, Antonio Rezende (Teleco), Almir Carulla, Regina Cristina Coghi, José Martins Moreno Júnior, Alfredo de Assis, Francisco de Paula Ferraiol, Vinicius de Morais, Cibele Pereira, Fernanda de Oliveira, Miriane Carulla de Souza, Valderez de Mello, Fátima Isabel Tonolli Scholz, Américo Batista Rovaris, Júlio César Castelion, Paulo F. Dini Ferreira, Fátima Marangão, Sidneya Puggina, Mariangela Nogueira, Luciana Puggina de Freitas, Mario Lima, Analu Vieira, Antonio Cescon, Renata Paccola, Maria Adelina Santana, e muitos outros.
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