A ARTE ITAPIRENSE

 

Artistas Plásticos, de palco, músicos, poetas escritores...

João Batista Vieira Júnior “O Rei da Ventriloquia”.

 

Batista Júnior ainda jovem

   

Dircinha Batista e Florinda (Linda) Batista, ladeando seu pai Batista Júnior vestido à caráter

Esse extraordinário artista nasceu em Itapira no dia 14 de janeiro de 1894 e faleceu no Rio de Janeiro a 24 de maio de 1943. Era filho de João Batista de Oliveira e Francelina Maria de Jesus. Seu pai era irmão de Onofre Batista, idealizador do Sanatório Américo Bairral (FEAB). E faleceu em 27 de dezembro de 1894, menos de um mês antes do nascimento de Batista Júnior.

Certidão de Casamento de Batista Júnior

Casado com dona Emilia Natalina Grandino (Neném) em 15 de agosto de 1918 conf. certidão de casamento nº 300, fls 180 do Livro B-004 de registros de casamentos, às 16 horas no prédio nº 01 da Rua Prates no Distrito do Bom Retiro. perante o Juiz de Paz João Baptista da Silveira. Ela era domiciliada neste distrito. Nasceu em Sorocaba - SP no dia 25 de dezembro de 1901 e era filha de Francisco Grandino e Florinda Grandino.

A Certidão de Casamento de Baptista Júnior foi contribuição de Thaís Matarazzo

Batista Júnior era de origem modesta, teve uma infância difícil. Desde bem cedo teve de trabalhar para ajudar a família. Aprendeu o ofício de barbeiro, mas essa não era a profissão que desejava. Nem a de fotógrafo, que praticou durante algum tempo. Gostava mesmo de cantar, de exibir sua bela voz. Uma de suas predileções era a ventriloquia, que praticava às escondidas. Mas acabaram descobrindo suas aptidões artísticas e todos os seus amigos solicitavam-lhe constantemente uma exibição. Deixava os ouvintes boquiabertos. Falava por três ou mais pessoas concomitantemente. Imitava personalidades de destaque da política de Itapira, arrancando gargalhadas dos que o ouviam. Em 1916, outro artista itapirense, compositor e músico, Eduardo Bourdot Filho, escreveu uma revista satírica na qual criticava coisas e pessoas daqui. Batista teve papel destacado nesse espetáculo, recebendo demorados aplausos. Por esse tempo já gozava de grande fama o anedotista Cornélio Pires. Em todas as cidades por onde passava deixava uma legião de admiradores e por longo prazo se repetiam as suas engraçadíssimas anedotas e casos caipiras. Não havia apresentação sua que não fosse sucesso. O público era fácil e as bilheterias rendosas!

Anunciou-se por essa ocasião a vinda de Cornélio Pires a Itapira. O povo aguardava com ansiedade a sua chegada para desopilar o fígado. Enfim chegou o esperado homem. Na noite do espetáculo o Teatro Recreio estava superlotado. Entre os assistentes encontrava-se o nosso Batista Júnior. Permanecendo nesta cidade por alguns dias, Cornélio foi seduzido por sua beleza e escreveu o soneto ITAPIRA, sendo publicado no jornal Tribuna Itapirense, de Menotti Del Picchia, em sua edição de 28 de janeiro de 1916: 

ITAPIRA

(Improviso para a Tribuna de Itapira)

Eis-me em teu seio esplêndida Itapira!

É a mais bela do torrão paulista!

A serrania que te envolve inspira

A minh’alma de poeta idealista.

 

Sinto-me vibrar, aqui, sincera a lira

Quando, no Parque, distendendo a vista,

A minh’alma se enleva e além se atira

No desejo da paz que alfim conquista!

 

És pitoresca e alegre e em toda parte

Eu sinto o bem e a paz me confortando

E me entristeço ao ver que hei de deixar-te...

 

As paisagens...O céu... – Bela cidade! –

E o conforto ideal que me estás dando...

De tudo hei de lembrar-me com saudade! –

Itapira, 24 –1-1916

Cornélio Pires

Batista Júnior entrou em contato com Cornélio Pires e manifestou-lhe o desejo de acompanhá-lo em suas turnês. Conhecendo as qualidades artísticas de Batista, Cornélio interessou-se vivamente pelo jovem itapirense e ambos passaram  a percorrer as cidades do Brasil.

Passado algum tempo os jornais de São Paulo davam notícias retumbantes pelos sucessos alcançados pelo artista e ventríloquo Batista Júnior, já então trabalhando só.

Depois de vários anos de ausência de sua terra natal, tendo percorrido quase todo o Brasil, Batista Júnior retornou a Itapira. Mas vinha com a coroa de REI DA VENTRILOQUIA! Seu nome era conhecido e pronunciado de ponta a ponta do Brasil. As platéias aplaudiam-no delirantemente. Suas gravações, suas anedotas, sua espantosa habilidade de ventríloquo, sua bela voz conquistavam a mais sisuda assistência.

No dia 17 de agosto de 1927, Batista Júnior, de monóculo e cartola, de fraque e bengala, visivelmente emocionado, recebia uma enorme assistência de conterrâneos no Teatro Recreio. Dias depois o jornal Cidade de Itapira noticiava o acontecimento dizendo que o “nosso conterrâneo vitorioso é um verdadeiro e puro mestre na ventriloquia, e perfeito conhecedor do palco, onde se sente perfeitamente à vontade, representando de tal maneira que conquistou, como que hipnoticamente, todas as simpatias da grande assistência que enchia radicalmente a platéia do Recreio, no

o dia da estréia. Não houve, então, uma só boca que se abrisse que não fosse para bordar os mais sinceros e francos elogios à sua magnífica atuação. Sua consagração foi completa e ele tornou-se, por assim dizer, o ídolo do seu povo, destruindo o velho preconceito de que ‘santo da terra não faz milagres’.”

Prossegue o jornal afirmando que desde o primeiro número de sua apresentação Batista Júnior “foi muito feliz, cantando uma canção, linda e suave, dedicada à sua terra – Recordações da minha infância, música e letra ‘das suas oficinas’, como ele diz, e que aliás, é número de abertura em toda parte por onde vai. Nos números de ‘Saladas Musicais’ a sua arte chega ao apogeu, e, prova maior disso é o fato de pairar na platéia a dúvida de que realmente fosse só o Batista que falasse por todos, tal a rapidez da mutação de vozes”.

Durante uma semana o grande artista itapirense fez sua gente rir. No dia 22 de agosto deu um espetáculo de despedida, ocasião em que logo depois do primeiro número, subiram ao palco algumas senhoritas com lindas cestas de flores que ofertaram a Batista, sendo saudado pela jovem Luiza Moro, que disse: “Nos grandes teatros em que tendes brilhado, as cultas platéias tem delicada e significantemente consagrado com flores o vosso evidente mérito.Um grupo de vossas conterrâneas, por nós representado, quer também consagrar com a mesma delicadeza e modéstia o vosso nome. Aceitai, pois, os aplausos, interpretados pelo perfume destas flores”.

Em 1951 a revista “O Cruzeiro” publicou uma reportagem com Dircinha Batista onde ela falou dos bonecos que a criaram, com a renda dos espetáculos do seu pai. Nessa ocasião ela abriu as velhas malas onde estavam os bonecos de Batista Júnior, “um grande coração que andou batendo por este mundo até há poucos anos, que viveu para amar ao próximo, fazê-lo rir com o seu imenso talento e as vozes ocultas. Sim, Batista Júnior era ventríloquo, o maior ventríloquo que já nasceu no Brasil, segundo o abalizado crítico Brício de Abreu”. O excelente homem de teatro ganhou a vida, prosperou, criou s filhas Linda, Odete e Dirce, com os bonecos maravilhosos nascidos de suas próprias mãos, fabricados por ele mesmo: Gijo, o italiano; Nhô Raimundo, o Jeca; Batista, seu auto retrato; Kutuca me a Kara, o japonês; o Preto Velho, o ”Juca Mulato”, Benedito e Juquinha, Barnabé, João Chorão e outros.

Dircinha  Batista e os bonecos usados por seu pai na arte da ventriloquia

Batista Júnior percorreu todo o Brasil,primeiramente com a esposa e, depois, também com as três filhas ainda pequenas: Florinda, nascida em São Paulo em 1919 e que adotou o nome de ‘Linda’, Odete e Dirce, a ‘Dircinha’, nascida em São Paulo em 1922. As irmãs cantoras morreram no Rio de Janeiro, Linda em 1988 e Dircinha em 1999.

Foto Histórica de Baptista Júnior

Piquenique realizado em Itapira na Fazenda do Sr. Américo da Rocha no dia 16 de abril de 1908.

 

Podemos ver nesta foto em ordem aleatória:

 

De terno branco à esquerda da foto Godofredo Arruda (Godinho), Avelino Carvalho (o menino levando o garfo à boca) e eu pai sentado à sua frente com um cartaz na mão esquerda; Rafael Anastácio sentado ao lado do Godofredo Arruda; Antonio Costa, com o bule na mão. O primeiro da foto da esquerda para a direita é o Euclides Barbosa, agachado à sua frente na primeira fila com um “gorrinho” preto e camiseta  sem gola, está o futuro ventríloquo nacional Batista Júnior, além de outros mocinhos que não foram reconhecidos.

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O Mágico – Orlando Cavarzan

“Mister” Caverzan (Orlando). O Mágico da Família.

 Do livro “CAVARZAN  Il Cuore Non Può Dimenticare”,  autor: Ariovaldo Cavarzan

 

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Orlando era um exímio mágico e sempre começava seus espetáculos com os seguintes versos:

 

 “Lati fati,

Tutti embrulhati,

Quanto mais olhati,

Menos enxergati.

Entenderam?”

Geralmente fazia suas apresentações em circos, palcos e nas ruas, casas de comércio e onde lhe pediam. Era sempre aplaudido por crianças e adultos. Orlando ofereceia ilusões às pessoas sedentas de entretenimento numa época onde faltavam apresentações na cidade. Fora os circos e os cinemas pouca coisa restava a não ser sonhar com os momentos de lazer oferecidas pelo mágico Orlando. Seus truques e prestidigitações sempre levavam mensagens de alegria e muita esperança a todos.

Tinha uma personalidade viva, exuberante, mística e estranha até e sempre se saia muito bem de qualquer situação em que se encontrasse durante suas mágicas. Exibia-se com vestimentas especiais, fraque, cartola, gravata borboleta e uma impecável camisa branca. Tinha uma força interior muito grande e a intensidade penetrante de seu olhar parecia-nos hipnotizar e transportar-nos para um mundo irreal e desconhecido. Muitos fatos interessantes aconteciam e faziam mais misteriosa a sua pessoa. Sempre esteve rodeado de pessoas interessadas em assistir seus espetáculos e tentar compreender como descobrir os seus truques. Mas nada deixava transparecer, nas moedas e lápis que sumiam sem deixar vestígios. Certa vez numa apresentação no teatrinho do Grupo Escolar Julio Mesquita, tirou de meu nariz inúmeras moedas que fez desaparecer logo em seguida. Esse homem tem parte com o “capeta” diziam os mais crédulos. Fazia malabarismos, truques de levitação e tirava coelhos, pombos e flores, lenços, da sua cartola mágica.

Orlando se foi deixando um imenso vazio e com isso. tornando nossos sonhos mais difíceis onde os truques, malabarismos e prestidigitações passam hoje ao largo dos anseios descompromissados e inocentes de nossa infância.

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Francisco de Paula Ferraiol

Francisco de Paula Ferraiol, filho de José Ferraiol e Ana Ferraiol, nasceu a 15 de fevereiro de 1917.Mudou-se para São Paulo, fez o curso do Ginásio do Estado e ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ainda terminava o 1º ano quando faleceu, a 10 de novembro de 1940.Em 1946 foi publicado seu livro “Tristezas de Monge”, com 43 composições organizando por diversos amigos, onde revela poemas escritos de 1937 a 1940. O título da obra é um soneto que apresenta o volume. Hoje é nome de rua em Itapira, no bairro São Vicente, pelo Decreto nº10, de 27 de abril de 1967, assinado pelo prefeito Benedito Alves Lima, atendendo pedido de Jácomo Mandatto.

Um soneto do autor:

 

Vou contar minha vida. Começando,

Direi que as ilusões não pereceram,

Que os sonhos de criança não morreram,

Ficando no meu peito, balouçando...

 

Escrevo...Faço versos e sonetos...

Amo...Mas é melhor sintetizar

E posso, com certeza, condensar,

Resumir minha vida em dois tercetos

 

Comparo meu viver ao universo,

Onde as águas do mar são o meu verso,

E as ondas espumantes as visões...

 

Em que as terras são dores e tormento,

Onde o meu coração é o firmamento,

E as estrelas...As minhas ilusões!!!...

 

 

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Celio Manuel Vieira

 

      

Poeta Célio Manuel Vieira e capa de seu livro "Mundo no Abandono"

publicação póstuma em 1965

Vemos nesta foto de 1926  em Barão Ataliba Nogueira, onde Afonso residia e tinha um armazém de secos e molhados: Afonso Celso Vieira e Rosalina Rocha Vieira, pais de do poeta e seus primeiros 6 filhos dos onze que tiveram, Da esquerda para a direita: Celso, Elzi, Maria Zilse, Cyra (atrás), Célio Manuel,  o poeta,  de touca e Alith. Em seguida nasceram: Cícero, Maria Terezinha (‘Tera), Cidenaldo, Hercy (‘Tata’) e Cleuza.

Célio Manuel Vieira, filho de Afonso Celso Vieira e Rosalina da Rocha Vieira, nasceu a 12 de janeiro de 1923.Cursou o primário em Itapira e o ginasial em Pirassununga. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Niterói. Foi revisor, repórter e redator do jornal “Folha de São Paulo” desde 1941 até sua morte, ocorrida em São Paulo a 8 de setembro de 1960.Seus poemas estão reunidos em livro organizado pela família e publicado pela Livraria José Olympio Editora em 1965 com o título de “Mundo no Abandono”, com prefácio do jornalista Mario Mazzei Guimarães e um retrato do poeta feito por Heros Lima. O livro contém 61 poemas. O nome de Hélio Manuel Vieira foi dado a uma rua de Itapira, no bairro santo Antonio, pelo Decreto nº1, de 31 de janeiro de 1967, assinado pelo prefeito Benedito Alves Lima, atendendo pedido de Jácomo Mandatto.

Um Poema do autor

Os teus beijos impuros, Maria,

Me levaram ao começo do mundo.

Foi a viagem mais linda, Maria,

Nos teus braços impuros, tão lindos.

As belezas maiores do mar

Se mostraram aos meus olhos sequiosos,

Longas terras, de longas paisagens,

Deslumbraram os meus olhos parados.

Inocentes nativas cantando

A ingênua cantiga das ilhas

Deram voz ao meu quente desejo.

O perfume das terras estranhas,

Que acalentam lembranças edênicas,

Embriagou-me os sentidos. Perdi-me.

E aos teus beijos impuros, Maria,

Eu transpus as fronteiras do espaço

E do tempo e do meu próprio ser.

Foi a viagem mais linda, Maria,

Nos teus braços impuros, tão lindos.

 

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LÍLIA

Foto da artista plástica Lília A. Pereira da Silva 

Lília, itapirense da gema, nasceu aos 05 de fevereiro, de...,  filha do primeiro médico de Itapira – Dr. Hortêncio Pereira da Silva, membro da clã dos fundadores da cidade e de dona Josefina Galdi. Muito pouco se tem a falar dessa brilhante personalidade artística. Sua vida parece que foi delineada pelas estrelas e marcada pelas insofismáveis e inesgotáveis buscas literárias. Tecer nessa teia de intricados labirínticos artísticos é tal qual alçar vôo de plenitudes e harmonizas com os ritmados e virtuais encantos da alma. Possui cursos de Secretariado, Jornalismo, Direito e Psicologia e mais de 80 livros editados e mais de uma centena de escritos (poesias, teatro, novela, romance, literatura infantil, didáticos de Direito, de Psicologia e Artes Plásticas. É desenhista pintora (com cerca de 300 mostras).Foi traduzida duas vezes em Paris, em Roma e em Barcelona. Tem muitas poesias versadas em dezenas de outros países. Possui vasta correspondência internacional. Foi a primeira oradora feminina no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1971. Representou o Brasil em poesia no México (Toluca, 1972) e em Artes Plásticas – Comitê Brasileiro da Unesco -, em Santiago no Chile, em 1972 e 1974. Pertence a inúmeras antologias no Brasil e no exterior e é detentora de incontáveis prêmios artísticos, inclusive no México (D.F.) Representou o Brasil no México, em Battipaglia e Roma (Itália), Paris e inúmeros nacionais. Institui anualmente um Prêmio de Desenho e Poesia com apoio da Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e do Departamento de Esportes, Cultura e Turismo de Itapira, SP.

Copista e ilustradora de livros nacionais e estrangeiros. É também autoria de “500 Poesias sem Fronteiras”, 5 volumes de traduções de 50 países e possui um livro de suas poesias versadas em 8 línguas, tais como inglês, francês espanhol, italiano, japonês, latim, norueguês e alemão. Citada no “Who is Who in Poetry” na Inglaterra. Filiada à “união Brasileira de Escritores!” São Paulo, “Amici Linguarum” (Suécia), “Societé Academique Des Arts Libéraux de Paris” e muita academias nacionais. Foi professora de pintura, e de piano, tendo participado de concertos.

Conforme Dra. Nely Amorim de Barros , RJ. “...A cultura de Lília é vasta, tanto nas artes plásticas como na literatura, uma vez que sempre se dedicou aos estudos e procurou saber mais e mais da Artes que correm o mundo; Ela trabalhou em jornais da Capital como desenhista (“Diário da Noite” e “Diário de S. Paulo”), com o notável pintor e escultor Quirino da Silva. Tem recebido inúmeras visitias de vultos célebres do mundo todo: Fernando Namora, o tradutor e prof. Dr. Edgar Knowlton Jr., de Honolulu, Alice Cotti, escritora parisiense, mãe de seu amigo e poeta Claude Cotti. Dra. Nely fotografou um dos últimos prêmios recebidos por Lília até 2002, intitulado “Augusto dos Anjos”, troféu esse que ofertado na Paraíba, pela Acauã Produções Culturais e entregue pelo intelectual Laércio Ferreira de Oliveira. Foi Laércio mesmo que premiou Lilia em Dezembro de 2002 pela poesia “Uma Árvore em São Paulo”, a qual veio junto com uma Antologia Poética (III e IV) do Festival Sertanejo de Poesia, pela UFPB Editora Universitária, tendo como jurados Lau Siqueira e Bebé de Natércio, com expressivos currículos de cultura. De 2002 pra cá muitas outras obras foram produzidas por Lílian, já que é dona de uma criatividade impressionante e possui um manancial artístico eclético e inesgotável.

 

OBRAS

 

1941 - A Valsa dos Sentimentos - Poesia

1958 - Lenço Materno (poesia), Pamela (novela)Poemas  à Luz de Abajour, Almas de Barro (romance), 

1958 - Pamela - Romance, 1º e 2º ed.

1959 Os Sete Véus nas Marés (poesia

1959 - Poemas à Luz do Abajur

1959 - Almas de Barro - Romance

1960 - Os Se Véus nas Marés - Poesia

Em 1960 Reflexos (poesia), Estrela Descalça (poesia, Prêmio D.F.México e 1ª Bienal do Livro, SP)

1960 - Vovó Vai a Marte. Encenado por Fenízio Marchini no "Centro de Comércio e Indústria" de Itapira, SP

1960 Serenata do Abismo (poesia)

1964 Tótens, não deus (poesia), Relógio de Raízes (poesia)

Relógio de Raízes - Poesia

1965 A Pantera (romance), Monstros e Gênios (contos)

1966 Altar das Cicatrizes (poesia) -

1967 Síntese Lírica (pensamentos), Magia do Anoitecer (pensamentos), Visita do Pássaro (poesia)

1968 O Juiz Morto (cineteatro), Estórias para Sonhar Crianças (lit. infantil), Riflessi (Antologia Poética, Roma - Ed.no Exterior)

1970 Gênese-Iô, (poesia prêmio, Pen-Club de SP)

Adenda Literária para o Júri (didático de Direitor)

A Fada de Tocantins (lit.infantil), Festival de Desintegração (poesia)

1970 - Estrela Descalça

1971 Fleurs de Lília (Antonlogia Poética, Paris - Ed. no Exterior)

1972 Trigo de Estrelas em Campo de Abismo (poesia), Elipse de Anjos, A Fada do Tocantins

1973 Altar de las Cicatrizes (Antonlogia Poética, Barcelona - Ed. no Exterior, Credo Incroyable (Antologia Poética, Paris - Ed. no Exterior)

"Largas Manos para Jean" Jean Antiqueta - Tradução Venezuela

1974 Elegia aos Amados Suicidas (poesia)

Menino de Orvalho (poesia)

1975 Um Judeu Nu (teatro) ou um Judeu na Minha Cama

1975 - Moinho de Sonhos Infantis (lit. infantil), "Papiros de  Alta Tensión" (tradução de Antonio Undurruga, Chile)

1977/1980? Diálogo dos Pássaros Mortos (romance)

1988 Perspectivas Perceptivas (Textos para Treinar a sua Percepção - Didático de Psicologia)

1988 - "Alla Finestra", Edvige Pesce Gorini - Tradução (Roma)

1989 Salmo de Pétalas no Cristal do Abismo (poesia)

1991 - 33 Anos de Poesia. Vol. I e Vol. II

1991 Simbiose (1º tomo autobiográfico), Pólen de Faunos (poesia), Europeanas (poesia), Plurálogo (poesia), Pastoral da Estátua (poesia)

 Pólen de Anjo no Aquário de Cinzas (poesia, Raízes Aladas (poesia,Torres de Cinzas (poesia),

Pólen Mágico (Pólen de Faunos (poesia),Comprovantes Autobiográficos, 33 anos de Poesia (1º e 2º vols.)

1991 - Pastora da Estátua, Pólen de Anjo no Aquário de Cinzas, Raízes Aladas, Torre de Cinzas

1992 - Trechos Mágicos

1992 Saia da Cigana entre Galáxias, Moinho de Cio (Contos)

1993 Trechos Maquiès, Correspondência L. L., Percepções Distorcidas, Luar de Fadas, Brincando o Jogo do Mundo, Eclipse de Anjos

1994 Interpretações Junguianas de Sonhos, Breve  Esboço Filosófico do Direito, Mínimos Conceitos (poesias e Contos Abstratos

1995 Robô Célio na Floresta do Sací

1996 Fenômenos, Carnaval Brasil (Carnival Sketches) ,Impacto

1996 - Diário da Borboleta

1997- Europeanas, Um Judeu na Minha Cama (cineteatro), Álbum de Mim Nua, Cartas à Minha Sombra

1998 The Angels Surprise 

1998 - Prêmios`Poesia e Desenho (Concurso)

1999 Prêmios Poesia e Desenho (Concurso)

1999 - Diário de um Robô Lírico - Diário Infantil

1999 - 2.500 Poesias Sem Fronteiras - Vols.1, 2, 3 ,4 e 5

1999 - Versos aos Meus Netos

2000 - Prêmios Poesia e Desenho (Concurso)

2001 Desenhos para Pedrinho, Hai Kais aos Olhos de Olí

2001 Saia da Cigana entre Galáxias - Poesia

2001 - Prêmios Poesia e Desenho Lília A. Pereira da Siva, (Concurso)

2002 - Poesia para Lília

2002 Desenho e Pintura

2003 Labirinto de Conflitos - Vol.1 e 2

2003 - O Comércio nas Idades Antiga e Média - Breve Esboço

2003 - Prêmios Poesia e Desenho Lília A. Pereira da Silva (Concurso)

2004 Chuva de Gatos Verdes

2004 - Prêmios Poesia e Desenho Lília A. Pereira da Silva (Concurso)

2004 - Labirinto de Conflitos Vol.3

2005 Diário na Suíça

2005 - 53 Temas de Psicologia, Vol. III. Psicologia

2005 - Freud em meu divã de Analista - Psicologia

2006 Percepção.

2008 - História do Espantalho Pescador - Infantil

2008 - Artista de São Paulo e Itapira - Documentação

2009 - Desenhos Abstratos

2009 - Olimpo de Vagalumes - Poesia

 

PRINCIPAIS ATIVIDADES

 

Membro da Internacional Arts Guilds, Montecarlo, Mônaco.

Membro da Diretoria da Associação Internacional de Artes Plásticas – Comitê Brasileiro, UNESCO, de 1971 a 1977.

Hors Concours em diversos salões interioranos, membro de júris, etc.

Criadora do Salão Oficial em Itapira, SP.

Ilustradora da Revista “Silarus” (Itália); da “Vanguarda”; idem no Brasil, tendo ilustrado oito anos seguidos a secção de Artes Plásticas de Quirino da Silva, no Diário da Noite e Diário de São Paulo.

Copista de vários livros e revistas nacionais e internacionais.

Retratista de artistas nacionais e estrangeiros.

Várias concessões honoríficas entre as quais, no Brasil medalhas de ouro, Prata e de Bronze, bem como Menções Honrosas.

Acervos em Museus também internacionais; Holanda, D.F. do México, Miami, Flórida e Santiago do Chile.

Diploma de Vième Grand Internactional D’art Contemporain De La Principauté de Mônaco.

Doutoramento em Artes Plásticas, no exterior.

Concessora de diploma e medalhas a artistas plásticas, nacionais e alienígenas.

Crítica de Artes Plásticas nacionais e estrangeiras.

Correspondente Cultura e Sócia Fundadora da Academia Paulista de Belas Artes, SP.

Arquivos de sua arte nas bibliotecas Paulo Mendes deAlmeida , do MAN (SP) e do Sesc Pompéia (SP, bem como no Museu Histórico e Pedagógico “Com,Virgolino de Oliveira”, Itapira, Museu de Arte Brasileira da Fundação Álvares Penteado e demais citados.

1987, Membro de júri de concurso de desenhos VI Semana Juca Mulato, Itapira.

1990, Participa do Centro de Informática e Cultura I: Av. Paulista, 2424, SP.

 

PRÊMIOS

 

1959, Medalha de Prata Jonas Negalha, Lisboa

1971, Medalha de Ouro Henrique Houwens Post, Utrecht, Holanda.

1974, Bolsa de Estudos de desenho END (16 agosto), Porto Alegre, Faculdade Nacional de Desenhos.

1974, Mérito Artístico – I Salão de Arte do Círculo Macabi, São Paulo (agosto).

1974, Representou o Brasil como Presidente da AIAP (Associação de Artes Plásticas – UNESCO – Comitê Brasileiro em Santiago do Chile.

1975, Prêmio Membro de Júri – I Salão Oficial de Artes Plásticas de Itapira, SP (novembro).

1975 Medalha de Ouro I Salão de Artes Plásticas de Itapira, SP

1975, Medalha de Ouro Rosa Maria Donato, Nápoles

1976, Medalha de Ouro, II Salão de Artes Plásticas de Itapira, SP (30 de outubro).

1978, Menção Honrosa-Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nossa Senhora do Patrocínio, Itu, SP.

1979, Prêmio Pesquisa – I Salão Nacional de Artes Plásticas de Leme, SP (28 de agosto).

1979, Menção Honrosa de Pintura, – I Salão Nacional de Artes Plásticas de Leme, SP (28 de agosto).

1979, Menção Honrosa – II Salão Municipal de Artes Plásticas, São João de Meriti, Rio de Janeiro, RJ.

1979, Prêmio desenho – I Salão de Artes Plásticas de Bauru (17 de outubro)

1980, Medalha de Bronze – Prefeitura da Estância Balneária de Praia Grande (outubro).

1980, Medalha de Prata – I Salão Nacional de Artes Plásticas Alberto Santos Dumont, São Paulo (22 de outubro).

1987, Medalha de Bronze – Núcleo de Arte e Cultura Nova Era, Pediatria no Mundo das Artes (28 de setembro).

1980, Medalha de Prata, Club Athletico Paulistano.

1991, Honra ao Mérito, “Talentos da Cap”, Club Atheltico Paulistano.

1992, Medalha de Ouro Poeta Claude Cotti, Paris.

1997, Honra ao Mérito, “Talentos da Cap” – Club Athletico Paulistano

 

 

Prêmio “Augusto dos Anjos” ofertado à Lilia no estado da Paraíba pela

Acauã Produções Culturais em 2002

Dra. Nely fotografou um dos últimos prêmios recebidos até 2002.

 

AMOSTRAGEM DE TELAS

 

     

 

1 – Auto-retrato, tela sobre óleo, SP, junho de 1995

2 – Auto retrato, a óleo, 1961 (doado na ocasião, à Prefeitura Municipal de Itapira

3 – Óleo sobre tela, “Minha filha, Vera Lília Santos da Rocha Loures”, Itapira, 1949

4 – Retrato a óleo de Sandra Anita Pereira da Silva, 1956

                         

 

No centro: 1 - Hortêncio Pereira da Silva Jr., (Xinho), irmão de Lílian, falecido em 1984, compositor, pianista e tradutor, desenho a bico de pena de 1989

2 - Claude Cotti , por Lília, num dos desenhos a bico de pena,  ilustrando suas obras.

Nas laterais: desenhos

 

   

 

1- Tela a óleo, série "Flores para minha mãe (7), Itapira, 1968  2 - Primeiro óleo de Lília, Itapira, 1955  3- Óleo da série "Flores pra miha mãe" (6)

 

 

1 - Acrílico sobre papel , premiado no Club Athetico Paulistano, SP, 1991  2 - Nanquim, "Série Surrealista", São Paulo, 1961  3 - Acrílico sobre papel, premiado no Club Atheltico Paulistano, SP, 1991

 

     

 

1 - Tela a óleo, série "Palhaços", São Paulo, 1961   2 - Óleo em tela, série "Palhaços", São Paulo, 1999,  acervo Zilmah Tinoco Galdi, Itapira   3 - Papel com téc. mista, série "Palhaços", São Paulo, 1991  4 - Téc. mista em papel, série "Palhaços, São Paulo, 1991

 

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Comentários do poeta e repórter Álvaro Alves de Faria da JOVEM PAN sobre LÍLIA A. PEREIRA DA SILVA

(Extraído do livro "PASTORES DE VIRGÍLIO"

 

 

         

 

 

         

 

 

 

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    - Do autor da página -

 

Lília produziu 82 retratos, 44 deles de escritores e inúmeras telas sobre óleo em cujas estampas podemos permear sua incessante busca cada vez mais em direção ao reencontro com a plenitude de sua alma inquieta. Inúmeros críticos, nacionais, internacionais teceram-lhe os mais merecidos elogios, além de lhe conferir os mais altos prêmios e galardões. Grandes vultos e vates das artes, (escritores, pintores, poetas, tradutores, desenhistas, jornalistas, comentadores sobre obras artísticas...), embasaram valores do mais alto reconhecimento a essa deusa de si própria e que se supera a cada novo patamar que galga em seus íngremes interiores. Doa-se ao mundo, tenazmente produtiva, tal a posse da magia e dos mistérios insondáveis que a personaliza. Não podemos vê-la sem amalgamar em nós a sua pureza de expressão; sequer podemos tocá-la sem nos eletrizar com sua energia e nenhuma de nossas percepções poderá deixar, em sentindo-a, de mergulhar em seus átomos afoitos e céleres. Qual enigmática figura mostra-se humilde, simples, e isenta de retoques e arrogância. Como sóe acontecer com os maiores, se expõe lúcida e verdadeira mitigando a sede e a fome de sedentos e esfomeados da sua sabedoria cultural e artística.Atualmente Lília conta com 103 trabalhos, " com os quais enfeito minha vida", diz ela.

 

Diria que Lília não se esgota.É fonte renovável a cada dia que passa. Borbulhante e em processo sempre crescente de ebulição entorna-se e emana-se para o mundo.É por sí só um vir a ser constante e deixa aqui e ali transbordar a força de seu DNA, de sua consciência celular e de suas entranhas divinas. No recesso de seu ateliê, busca cada vez mais trazer à luz, obras que ainda campeiam pela sua expressão. Por certo ainda teremos muito desse artesanato tecido pelas franjas de seu pensamento intangível e idealizador . Atualmente Lília conta com 103 trabalhos, "com os quais enfeito minha vida", diz ela.

 

Uma das centenas de poesias de Lília:

 

A Máscara

 

Os que batem em minha máscara,

como se bate à porta,

foram sempre mãos de luvas.

 

Os que me beijaram a máscara,

sonhando beijar-me os lábios,

foram sempre marionetes.

 

Os que pintaram a máscara

em tom mais triste que o cinza,

foram sombras dispensadas.

 

Os que me transpassaram a máscara

foram deuses, 

nunca homens.

 

Do autor para LÍLIA

 

SIMPLESMENTE LÍLIA...

 

Dourada, simplesmente brilhante;

A musa dos quatro cantos

Cantou e bailou no universo,

E as estrelas cintilantes

Verteram esculturas de luares.

Do lírico à dramaturgia,

É pródiga nos escritos, pictórica nas matizes,

Seus ornamentos são brasões

Revestidos de cristais.

Palhaços rondam sua pureza

E são menos que muito mais...

“Síntese Lírica”, “Magia do Anoitecer”,

“Monólogos de Artes”;

Eis que nesse caminho de passos

É magia e fonte de explosões.

É o “L” do lirismo - Inesgotável manancial!

É o “I” das intempéries - Que fervilha em sua ternura!

O outro “L” gemelar atesta de “A a Z”

Mais que do outro “I” -  É calmaria!

E de seu “A” exala a plenitude,

 É a menina de outrora ainda,

Cheia de sonhos...É  LÍLIA, alcançando a infinitude;

É a eterna LÍLIA sem outras letras...

 

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OLGA SERRA

Olga (Doda) Serra em seu ateliê, vendo se algumas de sua obras em tela sobre óleo

 

Olga Serra, mais conhecida como “Doda”, itapirense, filha de Fernando Serra e dona Maria Nadalete e Oliveira Job, ambos de tradicionais famílias itapirenses. Doda é de expressão exuberante e com maestria revela a sua personalidade decisiva na elaboração de seus dotes artísticos. Tem se notabilizado pela sensibilidade imaginativa, dentro de estilos próprios e miscigenados. Possui pleno domínio do óleo sobre tela, aquarelas e também na dificílima arte da xilogravura. Chama-nos à contemplação e nos permite navegar rumo ao nirvânico impenetrável de sua verve artística. Pelas suas obras podemos antever o passado, o futuro num eterno tempo de saudosismos que nos impulsiona a rever conceitos visuais e tecer reflexões. As obras magníficas que produz, tem o cheiro de leite, incenso e mel e apraz-nos sabê-la harmonizada nessas plenitudes. Alguns artistas entre eles Osvaldo Coeldi, Lívio Abramo, Marcelo Crassmann, Lasar Segall e Maria Bonini entre outros são notáveis na arte da xilogravura e Doda deverá figurar sem sombra de dúvidas nesses patamares.

Obs.:Thiago Menezes da “Academia Brasileira de Belas Artes” – RJ,  tem matéria publicada sobre Doda no “Tribuna de Itapira em 25 de janeiro de 1998.

Exposição de Olga Serra

O “Circolo Ítalo Brasiliano di Itapira” se engalanou e 4 de abril de 1997 para a vernissage da exposição de quadros da artística plástica Olga Serra (Doda). Naquela ocasião foram exposta mais de 80 telas entre óleo sobre tela com paisagem morta, figuras paisagens e aquarelas com motivos folclóricos, expondo procissões, congadas relacionadas a festa de São Benedito.

Esta é uma das belas obras em tela produzidas pela nossa artística plástica itapirense 

Doda Serra exposta entre janeiro de fevereiro de 1998.

(Avenida dos Biris no Parque Juca Mulato)

"A Congada" - Aquarela Colorida - 28 x 37 cm

 

 

Grupo Escola De Julio Mesquita em xilogravura

 

Torre de elevação de água no parque Juca Mulato

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Exposição de Conceição da Penha Cezareto Coradi

No dia 22 de novembro de 1996 foi realizada a exposição de quadros da pintora itapirense Penha Cezareto Coradi. Uma grande quantidade de telas revela os dotes artísticos de Penha Cezareto. Seu nome sem sombra de duvida já figura em nosso meio artístico com um dos mais importantes juntamente com outros de renome.

Exposição de Teresinha de Fátima Cavenaghi Silva

 

Foi promovida pelo “Circolo Italo-Brasiliano di Itapira” no dia 12 de setembro de 1997  a exposição de quadros da pintora itapirense Teresinha de Fátima Cavenaghi Silva, atualmente residente em Mogi Mirim. Destacam-se de suas obras as paisagens, flores, natureza morta e temas sacros.

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Marina Mendes

Vencedora por diversas vezes do prêmio instituído por Lília em Itapira, essa artista plástica merece elogios sinceros e nas palavras de Lília tem expressividade maior as telas sobre óleo com diferentes texturas e material novo. Dessa maneira a “Igreja de Ouro Preto”, a “Pousada dos Imigrantes” (Santos), a “Igreja da Estrada da Fazenda do Salto”, a “Matriz de Nossa Senhora da Penha”, demolida em 1955 e muitas outras que se perfilam pelo ateliê repleto de lindas obras em tela...Ali estão presentes as suas telas com motivos floridos, uma delas tendo recebido a medalha de ouro em Serra Negra com o título de “Casario da Estrada de Amparo”. Produz inúmeras cópias de paisagens. Assim vê-se também por ali “Paisagens do Rio”, “Praia do Forte de Santos”. Equilibra os tons, matizando-os nos padrões artísticos mais requintados.

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Leonor Lopes

Leonor Rodrigues Gomes Lopes, (viúva de Anísio Lopes que era funcionário do então Posto de Saúde do Parque “Juca Mulato”) onde hoje funciona o PPA Central, é itapirense e conforme Lília, começou a se interessar por pinturas em porcelanas e depois para tela desde 1974. Teve seu mestre no professor Clóvis Pescio (catalogado) e Maria Tereza Vilela (Campinas) Teve cursos sobre artes plásticas por mais ou menos 4 anos e acabou por produzir sensíveis e lindas obras a partir de então. Leonor se espelha nos ambientes e formas ecológicas, da natureza morta. Suas telas à óleo exibe com maestria e bom gosto copos de leite gigantes, rosas com três botões, hortências, “Rosa Única”, “Duas Rosas”, “Lavadeiras”, “Girassóis”, “Antúrios”, “Veneza” “Afros”, etc. Possui em seu acervo inúmeras miniaturas em porcelana. Diz Leonor à Lília que em um ano pintou 76 telas, na época que perdeu seu filho Anísio Lopes Filho.

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AFRESCOS NA RESIDÊNCIA DO CASAL D. ROSALINA

E INÁCIO GOMES DE OLIVEIRA CUNHA

As fotos abaixo mostram a residência do casal D. Rosalina e Inácio Gomes de Oliveira Cunha e os respectivos  afrescos que se encontravam no seu interior. Felizmente Paulino Santiago, de saudosa memória, e eu, pudemos registrar as pinturas nas paredes de quase todos os cômodos da casa, principalmente do acesso à entrada, corredor e da espaçosa sala de jantar. São afrescos lindíssimos, com paisagens que caracterizam cada uma de suas dependências. A casa já estava com o assoalho comprometido e tivemos que nos equilibrar nas vigas que suportavam o piso feito de pranchas de madeira, para obtermos os melhores ângulos das paredes e seus afrescos. Algumas pinturas já haviam sido pichadas por desocupados sem nenhuma sensibilidade artística. Abaixo, duas das seis obras de arte que pudemos registrar. Hoje tudo isso é história e ainda bem que conseguimos resgatar uma parte dela.  Bem no final do muro da residência, virando para a esquerda encontra-se o "escadão". Ao descê-lo, beirando o terreno da casa, alguns lances abaixo havia uma porta onde morava o tenente pintor ou tenente "tabaco", cuja história está na página seguinte.

Dedico essa matéria ao brilhante homem “dos sete instrumentos”, Paulino Santiago.

Residência (hoje demolida)

Afrescos

        

Lindos afrescos, no interior da casa do casal  D. Rosalina e Inácio Gomes de Oliveira Cunha (sala de estar e entrada de acesso)

                

Outros afrescos no interior da casa (sala de jantar)

                        

Pintura de parede do autor "Luiz Terribile", no interior da casa de propriedade do Dr. Paulo Fernandes,

(local onde funcionava o ateliê de fotografia "Suzuki" Fotos tiradas pelo Paulino Santiago.

Quantas pinturas nesse estilo ainda devem existir nas residências de Itapira?

 

LUIZ TERRIBILE

 “João do Norte”, articulista domingueiro do “Jornal Cidade de Itapira” em sua coluna “No Tempo da Vovozinha” em 12 de junho de 1988, assim descreve o mestre  “Terribile”, (fazendo referência à pintura que existia do mestre Terribile estampada na parede da capela do cemitério): ...e aquilo ficou fulgurando em nosso Morituris, ficou ali até que um infeliz pintor de paredes, contratado para caiar a capela, achou mais prático sapecar a tinta por cima da obra do mestre Luiz Terribile, o nosso humilde Michelangelo, Rubens ou Rembrandt, o nosso pintor genial  e que graças a Deus ainda deixou obras primas em algumas casas.No açougue dos Teixeira, ali na José Bonifácio, graças ao zelo dessa gente boa, ali resistiu até o máximo, trabalhos artísticos, executados há 70 anos...(há quase 120 anos, portanto), intactos, perfeitos como se tivessem sido pintados ontem. Também o saudoso Arsênio Fernandes sempre zelou pelas pinturas do mestre “Terribile” gravadas no alto das paredes internas da sua casa (onde foi a Foto Suzuki) e hoje funciona a Imobiliária do Cláudio Nascimento Pinto.

Pelo menos através dessa matéria do “João do Norte” pudemos ter certeza de que as pinturas nas paredes da “casa Suzuki”, como sendo de autoria desse autor, tido como desconhecido.

N.A Recentemente entrei em contato com o administrador do Cemitério, o Puggina para saber desse afresco e o que ele sabe é apenas que "muitas outras demãos de tinta continuaram encobrindo o acervo do nosso mestre da pintura"

Sobre o açougue do sr. Manoel Teixeira soube pela Vilma Teixeira, filha de seu Manoel que ela apenas se lembra das pinturas , nada tendo sobrado, nem mesmo fotos após a reforma do prédio.

Disse ela que havia no interior do açougue uma praça de touros, um porco comendo espigas de milho, e duas praças portuguesas muito bonitas. Do lado de fora do açougue existia uma cabeça de porco em alto relevo. Vilma ainda lembrou que na casa do Dr. Antonio Serra (casa dos dois leões) havia pinturas em seu interior do mesmo autor, Luiz Terribile.

 

 

Casa onde funcionou o Açougue do sr. Manoel Teixeira

 

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