Corais religiosos e Congregações 

 (Histórico)

Corais de Itapira

Orgão do ano  950

 O mais antigo orgão de que se tem conhecimento foi construído em Alexandria por um engenheiro grego do século III a.C.; no séc.VIII o orgão já era muito usado em igrejas católicas. Ofamoso orgão da catedral de Winchester foi construído em 950. Entre os séculos XVI e XVIII os alemães se destacaram tanto na fabricação de orgãos como na composição de músicas para o instrumento, e muitos orgãos desse período ainda podem ser admirados na Alemanha e na Holanda.

 

Desde os tempos remotos quando o homem passou a usar seus dotes vocais da palavra ele vem exercitando a musicalidade produzida pelas cordas vocais, respiração e ressonância toráxica. Vem daí os sons guturais com sons harmonicamente rude e timbres emitidos pelos nossos anscestrais. Tais incursões passaram pelos cantos de chamamento, comunicação a longas distancias. Assim os anseios, o medo, a ansiedade, o cansaço, a agressividade e muitas nuances da vida cotidiana precisavam ser manifestadas em conjunto com a palavra. Surgiram os mantras (sons musicados repetitivos) na China, na Índia e por todo o oriente. O próprio conflito e o mistério psicológico que habitavam o ser naqueles tempos  de descobertas, mostravam uma incerteza e uma insegurança. Assim as coisas do mundo físico e mental que estavam experimentando acabavam por ensinar ao homem de antão a distinguir-se das coisas que o cercavam. A voz e o canto em forma de bramido surrealista foram seus primeiros arremedos de expressão nesse sentido. O conjunto de vozes anasaladas e grunhidas acabavam dando ao grupo a noção de conjunto nas suas decisões a cada momento incerto do cotidiano. Tiveram por esse meio que esboçar uma previsibilidade para as ocorrências e os sons acabaram por ser uma expressão de muita importância naqueles tempos. Os mantras então foram sendo disseminados e através deles, buscou-se uma forma de oração cantada, tendo por princípio básico a comunicação com o divino nas suas mais diferentes formas de expressão, pedindo proteção e favorecimentos com as coisas desconhecidas.De lá para cá o exercício continuo dessas opções sonoras vem evoluindo e o canto passou a ser um dos atributos do ser humano, que busca a harmonia e a paz sublime da alma.

A palavra CORO vem do grego “choros”, nome dado a um grupo de cantores nas tragédias gregas. A igreja cristã iniciou suas atividades reunindo grupos de vozes harmônicas para entoar cânticos sacros durante as celebrações. As obras compostas para coro são chamadas “música coral” e freqüentemente fazem parte de operas, oratórios e cantatas. O termo coro também significa a parte de uma canção que é repetida como um refrão ou qualquer trecho de uma obra musical cantada por várias vozes.

O coro é uma parte importante de algumas das grandes óperas e oratória. Em óperas, as músicas corais mais representativas são o “Coro dos peregrinos” do Tannhauser de Wagner, e o “Coro dos Soldados” do Fausto, de “Gounod. O “Aleluia” do Messias, de Handel, é um exemplo da música coral nos oratórios.

Quase toda música coral é escrita para quatro partes: soprano, meio soprano, tenor e baixo mistos. Os coros masculinos tem partituras para primeiro e segundo tenor e primeiro e segundo baixo. As partes de primeiro e segundo soprano e primeiro e segundo meio-soprano são escritas para coros feminino ou infantis.

 

 

Foto da construção da Igreja da Mãozinha em 1913 

 

Em Itapira os corais praticamente começaram a surgir com  as fundações das igrejas . Não temos registro de todas mas a primeira Igreja da Mãozinha, depois Igreja Brasileira teve um corpo de coral entre 1906 e 1913. As senhoras desta foto histórica da Igreja da Mãozinha conforme diziam os antigos da família Freitas cantavam durante as celebrações religiosas. São elas 1 – Belisária; 2 – Cantídia (amante do padre Amorim); 3 – Teresa Bequi Baiocchi; 4 – Joaquim Lambaes; 5 – Mariquinha; 6 – Pe.Arnaldo; 7 – Pe. Francisco Arditi; 8 – Frederico Arditi (filho de Francisco; 9 – Arlindo de Freitas, (filho de Antonio de Freitas, bigodudo); 10 – Mariquinha Salgado; 12 – Ângelo Rossetti; 13 – Vanda Arditi; 14 – Maria Freitas, (Quita casada com José Viola), irmã de Arlindo de Freitas (15 – Liliosa (também irmã Arlindo de Freitas, (casada com Francisco Trevelin); 16 – Francisca Lambaes, irmã de Joaquim Lambaes; 17 – Francisca Marques (minha bisavó paterna, (a última à direita com saia preta comprida e faixa em “M” no pescoço); 18 -Cristina de Freitas casada com Alberto de Freitas de Jesus; 19 – Catarina de Mendonça, mulher de Antonio de Freitas, bigodudo; 20 – Alberto de Freitas de Jesus, casado com Cristina de Freitas, sua prima); 21 – Antonio de Freitas, bigodudo)

 

Depois aos poucos foram se formando corais que se especializavam cada vez mais em músicas sacras entoando hinos, missas festivas e peças de grandes corais brasileiros e internacionais.Na década de 50 a Igreja Matriz da Penha e a de Santo Antonio, tiveram seus corais compostos por inúmeras pessoas que professavam a fé católica. Lembramos inclusive do Pref. Caetano Munhoz  que pelo seu talento vocal era sempre convidado a cantar nas festividades religiosas da Igreja.Lembramos de Zizinha Guinesi e colegas de coral que deu grande impulso nas apresentações da Igreja do Padre Matheus, da Igreja Sto.Antonio; Dona Odila Luchetti, influenciada pela sua mãe D. Sophia Mazzei, também foi uma participante ativa da musica coral. Eram apresentações muito festivas com a participação tradicional da “Quadrilha das Senhoras da Hora da Graça” fazendo um congraçamento entre as horas mais respeitosas da missa e a comunidade religiosa da Igreja.Outro nome que levou muita alegria, entretenimento e respeito às missas acompanhadas por coral foi a sra.Carmem Consorti Secolin.

Coral de Santo Antonio (década de 50)

 

Vemos nessa foto tirada no interior da Igreja, João Carlos Zacchi, Jair Amaral, José Maria Marconi (Zezo), Maria de Lourdes Paschoal (Lurdinha), Maria Helena Plumari, Ernestina Negri Gattei, Sebastiana, Dirce Trevelin, Maria José Marconi (Zeza), Idani dos Santos Fernandes, Odila Lucchetti de Oliveira, Terezinha Carmem Consorti Secolin e Neide Candreva. Todos uniformizados e com as partituras nas mãos.                

Coral de Santo Antonio (década de 60)

 

Nesta outra formação do Coral de Santo Antonio vemos: Antonio Felipe, Rosa Scholl Felipe, Odete Lucchetti Aldigheri, Airton Felipe, (?), Odila Tofanello Bacchin, Zizinha Guinesi, Carmem Consorti Secolin, Maria Lucchetti da Costa, Odila Lucchetti Felipe, (?), (?), Augusto Felipe e José Felipe.

Fotografia do Orfeão do IEESO tirada em 8 de janeiro de 1965 e publicado na Gazeta Esportiva.Esse orfeão era ensaiado e regido pela professora Ivete Gomes Pereira Sampaio e se apresentou durante os festejos do Jubileu de Prata do Instituto de Educação em Serra Negra, onde conquistou os habitantes daquela estância hidromineral. Em detalhe vemos uma foto de D. Ivete na formatura do ano de 1953. Infelizmente não conseguimos recordar de todas as participantes do orfeão

Coral de Santo Antonio (década de 90)

 

Coral da Igreja de Santo Antonio tirada no interior da Matriz de Nossa Senhora da Penha em 22 de novembro de 1992.

Na 1ª fila: Antonio Coloco, Odila Lucchetti de Oliveira, Toninha Pierozzi, Padre José de Lima; 2ª fila: Letícia Consorti Vieira de Godoy, Terezinha Ribeiro Adorni, Zizinha Guinesi, Odete Lucchetti Aldigheri; 3ª fila: Iolanda e Aparecida Cristianini, Odila Tofanello Bacchin, Lourdes Costa, Luzia Zaniboni Lanzoni, Benedita Guedes do Prado e Luiza; atrás Therezinha Mira, Maria Helena Plumari, Celso Ferreira Bueno, Pedro Tofanello, Aluízio Cavenaghi, Antonio Bacchin e João Zanchetta.

Coral de São Judas Tadeu

 

Podemos ver nesta foto na Igreja São Judas Tadeu com a participação de várias duplas sertanejas o coral composto de: Vidoto, Abel Tofoli, Hortêncio Vicente, Dácio Clemente, Flavio Zacchi, e Padre Julio; Carolina Camargo Felipe, José Felipe, padre Donizete Vitório, Carmem Consorti. Secolin, Odila Bacchim, Odila Lucchetti, Maria Lucchetti, Odete Luccheti, Zizinha Guinesi, Rosa Desotti, Maria Helena Plumari, Marlene Coraça Consorti, Augusto Felipe, Odila Martucci Felipe e Antonio Felipe. Os violeiros são: Coqueiral, Leonito, Leonato, Zé Londrino, Marianito, José Presépio, José Demiciano, Euclides Turato.

Apesar de ainda existirem corais em Itapira, que vez ou outra nos brindam com o saudosismo de seus acordes vocais, aos poucos outros conjuntos eletrônicos vão substituindo as maravilhas dos melodiosos tubos dos órgãos da Matriz da Penha. Esses monumentais instrumentos seculares e de múltiplos tubos acionados manualmente deram suporte inúmeras vezes às vozes maviosas de nossos corais de antão. Enfim os tempos vão mudando e novos momentos vão transformando as heranças do passado para dar lugar a novos patamares evolutivos sob todos os aspectos de nossa cultura histórica.  

Coral Cidade de Itapira

 

O Coral “Cidade de Itapira” é comandado pela regente Renate Stephanes Soboll e recentemente se apresentou em Atibaia cumprindo programação do Projeto Mapa Cultural Paulista. O grupo apresentou um repertório por “Languir Me Fais”, de Sermisy; “Pega o Tatu”, de autor desconhecido; “Berimbau”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, e “Ave Maria de Ludovico Vittória. O grupo apresentando técnica e sensibilidade, impressionou o público e cativou a atenção dos analistas escolhidos pela Secretaria. O coral  “Cidade de Itapira” tem longa tradição em apresentações fora do município e sua arte vocal já foi vista em cidades como: Campos de Jordão, ponto de encontro da música brasileira.

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IRMANDADES RELIGIOSAS

 

Fatos históricos

Provavelmente a mais antiga Irmandade religiosa de Itapira tem mais de 150 anos. A Irmandade que aqui foi fundada era a do Santíssimo Sacramento que foi criada pelo bispo Dom Antonio Joaquim de Melo através de provisão de 5 de dezembro de 1860 e que se deu por decreto do então presidente da Província de 29 do mesmo me e ano.Em 1877 durante o paroquiato do cônego Thomaz D’Afonseca e Silva esteve em Itapira o padre Bartholomeu Taddei como o “grande apóstolo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, no Brasil”, e deixou fundada aqui a Confraria do Apostolado da Oração que depois de paralizada foi reorganizada em 1903 e existe até hoje. A foto abaixo pode ser o mais antigo registro de uma procissão e de uma irmandade de Itapira.

Outra Irmandade bem antiga de Itapira foi a de São Benedito. Em 17 de julho de 1891 o padre Antonio Luiz dos Reis França instalou  a Confraria de São Benedito, com a presença dos Irmãos da Mesa e outros.Em 1893 realizou-se a reunião da irmandade de São Benedito na Igreja matriz da Penha.No paroquiato do padre Reis França em Itapira, a Confraria de São Benedito não estava canonicamente ereta e ficou paralizada durante 10 anos, até 18 de dezembro de 1903.Nesse ano deus-se a segunda instalação (conf. citação do padre Henrique de Moraes Matos, publicado no jornal “Cidade de Itapira” em 16 de janeiro de 1949).

Procissão em louvor a São Sebastião no dia 31 de janeiro de 1897, na frente da antiga Igreja de N.Sra. da Penha, com os membros da irmandade de São Benedito em primeiro plano, com o estandarte do santo negro em destaque no centro da fotografia. Atrás de um grupo de crianças vestidas de anjos se vê o andor de São Sebastião e, mais ao fundo, o pálio. Como o vigário em 1897 era o padre Bento de Almeida Dias Leme, É provável ser ele quem estivesse ali.

 

Primeira Irmandade, fundada em 1877

 

Vemos nesta foto a procissão de São Sebastião, realizada no dia 31 de janeiro de 1897, em frente a Igreja Nossa Senhora da Penha. Muitas pessoas se achavam presentes e a Irmandade de São Benedito aparece em primeiro plano com um estandarte de São Benedito.Mais atrás vemos temos algumas crianças vestidas de anjo e o andor de São Sebastião. Mais ao fundo, o pálio. O vigário nessa data era o padre Bento de Almeida Dias Leme. Este documento pode ser o mais antigo que se tem notícia a respeito da existência de uma Irmandade religiosa em Itapira.

Como vimos Itapira desde há muito tempo teve muitas Congregações Religiosas com a formação de Grupos e Associações infanto-juvenis e de adultos. As crianças participavam dos catecismos dominicais e faziam parte das Cruzadas infantis, se vestiam a caráter com roupas brancas e fitas amarelas. Os jovens os homens pertenciam às Congregações Marianas e as mulheres pertenciam as Filhas de Maria. Existia na Igreja Matriz de Nossa Senhora da penha a “Juventude Operária Católica” e o padre Henrique de Moraes Mattos, vigário da Igreja, dirigia essas Associações que eram formadas por jovens.Existiam muitas dessas agremiações congregações religiosas que se ocupavam de manter a fé e as atividades da Igreja como um todo. Aprendiam os princípios bíblicos e formavam grupos de corais que abrilhantavam as missas cantadas.Temos conhecimento da Irmandade de São José, Apostolado de Oração, Sagrado Coração de Jesus e a Irmandade do Santíssimo Sacramento.As Opas eram as vestimentas utilizadas pelas pessoas ligadas a essas Associações e juntamente com os archotes acesos durante as procissões  e acompanhando o Sacerdote e o Santíssimo Sacramento até o sacrário, davam um caráter bastante respeitoso aos que as vestiam. Aos domingos, dias santos, de guarda e em ocasiões especiais as reuniões festivas, “Te Deum” era realizadas  com bastante fé e respeito.

Arquiconfraria do Sagrado Coração de Maria

Essa confraria foi criada pelo padre Bento de Almeida Dias Leme a 9 de junho de 1903 tendo sido eleito seu primeiro presidente.Mais ou menos em 1930 já era de 12 o número de Irmandades incluino-se  as Congregações , os Apostolados, as ligas, as Confrarias.O número de membro chegava a quase 2.000.

Existia então nessa época a Irmandade do Santíssimo Sacramento; Irmandade de São Benedito; Apostolado Masculino; Apostolado feminino; (zeladoras). Congregação Mariana  (moços); Congregação de Doutrina Cristã; Confraria do Rosário Perpétuo.

 

 

Primeira fila, da esquerda para a direitas vemos: 1) fulana Rocha, 2) não identificada, 3) Leôncia Ferreira Pinto, 4) Lídia Cintra Andrade, 5) padre Lázaro Sampaio de Matos, 6)  e 7) não identificados, 8) “ Nhá Pudiquinha”. Segunda fila, na mesma ordem: 1) Caetana Ferraz (Spécie), 2) Virgínia Ramos, 3) e 4) não identificadas, 5) Olímpia Pereira da Rocha, 6) e 7) não identificadas, 8) Francisca Lourenço, 9) não identificada, 10) Flora da Silva Morais, 11) Aurora Ferreira Alves. Terceira fila: 1), 2) e 3) não identificadas, 4) Adelaide do Banho Rocha (Secchi), 5) Isaura da Silva (Vieira), 6) Isaura da Rocha Pereira, 7) professora Bena, 8) e 9) não identificadas; última pessoa, ao lado do estandarte, não identificada.

Raro documento de janeiro de 1934, referente ao Atestado de Admissão emitido pela Archiconfraria de Nossa Senhora do Sagrado Coração.

frente e verso

Liga de São José

 

Vemos na primeira fila, da esquerda para a direita pessoa não identificada, Alzira Cintra Pereira (Barricatti), não identificada, Maria José Mello, padre Lázaro Sampaio de Matos, padre José Nardim, Damiana Iamarino Martucci, Joana Zeola iamarino, não dientificada, Ana Stringuetti (Bataglini), ou Maria Raffi Puggina; segunda fila na mesma ordem: Fortunata Cestari, não identificada, Genny Davis (Zonini), conhecida por “Gina Parteira”, 4 e 5 não identificadas, 6 Alexandrina Pereira Vieira, Constancia Gomes, Maria Bosso Sette ou Adelina Momesso Sette; terceira fila: não identificada, Ligia Rodrigues dos Santos (Sartori), Ana Cintra, Maria Luiza Machado, Cândida do Banho Rocha, Biná Cintra Pupo, Maria Silva, fulana  Felício. Nesta foto há a seguinte anotação: “Lembrança da Festa de São José, realizada em Itapira a 19 de março de 1931”.

Juventude Operária Católica - JOC - 

A Juventude Operária Católica – JOC -, aparece nesta foto de 1943.

Vemos sentados: o padre Antonio Magalhães e padre Henrique de Moraes Matos: Em pé, da esquerda para a direita Angelina Cristianini, Tereza Vernucci, Maria Aparecida Cristianini, Ângela Bressaglia, Ofélia Zanovelo, Odelia Luchetti, pessoa não identificada, Maria Aparecida Zani, Maria Rodrigues, Iolanda Cristianini, Nancy Spécie, Levídia Paschoal, Herminia Zacchi; atrás, na mesma ordem: Antonia Pierosi, Nair Bianchesi, não identificada e Ofélia Penteado.

As Senhoras do Apostolado da Oração formavam uma agremiação com muitas senhoras que enumeramos aqui juntamente com a fotografia da época. A Juventude Operária Católica (JOC), também se reunia com inúmeros participantes que eram funcionários do ramo empresarial de Itapira. Além das atividades religiosas, debatiam os problemas relacionados ao trabalho na empresa, da casa, da família e dos filhos. A pia União das Filhas de Maria também foi uma Associação Cristã da Matriz da Penha e que levava uma vida mais pacata e com muita fé. Muitas até seguiram a vida religiosa e ou permaneceram solteiras coadjuvando os párocos em suas atividades religiosas.Essas agremiações religiosas faziam passeios, piqueniques e retiros espirituais no sentido de se reunir em nome de Cristo abordando temas religiosos e ao mesmo tempo se divertindo inocentemente com esse tipo de prática. Recebiam orientações religiosas das madres e dos padres, auxiliando a todos os preceitos cristãos mais puros para que pudessem transmiti-las a todos incluindo suas próprias famílias. Muitos jovens incluindo esse articulista receberam suas primeiras orientações religiosas durante a primeira comunhão e depois ingressando nos catecismos dominicais. As aulas eram ministradas ora no Asilo São Vicente de Paula ora na gruta do Coleginho pelas madres, freiras, (a irmã Maria José, a irmã Pedrina...), padres e pela a D. Herminia Zacchi. Esses foram preceptores religiosos de muitos grupos de crianças até a década de 60 mais ou menos. Aos domingos íamos à missa paramentado com os uniformes de Cruzado ou de Apóstolo. Saíamos em fila do Coleginho e adentrávamos à Igreja de Santo Antonio com uma bandeira representativa da Cruzada. Assistíamos então à missa sentados na primeira fila da igreja. A bandeira que ficava em um canto aguardando a nossa saída era novamente levada ao Coleginho.

O Sr. Antonio Ferraz de Campos também foi preceptor religioso da Igreja da Penha, de várias turmas e agraciava os estudantes com fitas estreitas que iam sendo valorizadas com fitas mais largas e medalhas de Nossa Senhora  e Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme o desempenho dos alunos. Esses eram agraciados também com um distintivo para lapela, cujo usuário era reconhecido com respeito por pertencer a fé cristã e pelos dotes religiosos ostentados no comportamento religioso.

Inúmeras festas religiosas foram levadas a efeito pelos vigários das paróquias de N.S. da Penha, Santo Antonio e São Benedito e todas elas tiveram a presença da grandiosa família cristã de Itapira, não podendo faltar a sua participação nas congregações, associações e agremiações religiosas, desde o início do século XIX.

Uma verdadeira coleção de santinhos faz parte do acervo de muitos itapirenses e suas datas revelam muitos detalhes sobre data, nomes de associações religiosas que estampamos aqui.

 

 

Santinhos cujas datas variam entre 1920 a 1937

 

Esses santinhos eram ofertados pelos padres das paróquias e também eram distribuídos durante as festividades e comemorações religiosas ocorridas durante todos os anos.

Após a demolição da Igreja de Nossa Senhora da Penha em 1955 outras igrejas foram sendo erigidas outras igrejas: Igreja de São Judas Tadeu, do Bairro dos Prados, de Nossa Senhora de Fátima e muitas outras.Cada uma tem as suas agremiações religiosas e grupo de corais que mantém a fé cristã acesa e ativa.

 

 

(Congregações Religiosas,

Confrarias, Arquiconfrarias, Congregações)

 

       

       

 

1 - Padre Henrique de Moraes Mattos  2 - "Confraria do Rosário"  3 - Padre Thiers P. Lício

 

 

Congregação "Pia União das Filhas de Maria"

 

Congregação Mariana de Itapira

 

A Congregação Mariana (antiga associação de moços e senhoras) da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha era composta de uma diretoria: o Líder Espiritual Padre Henrique de Moraes Mattos nomeou presidente o Sr. José Stringuetti, João Momesso, Liberato Bueno, Weimar Ribeiro de Moraes, Theophilo Coradi, Nazareno e Liberato Barel, Liberato Momesso, Dácio Amorim, Antonio e Paulo Pimentel, José Roberto Rodrigues, Antonio Marcatti, Alcebíades Calori, os irmãos Severino, Laudo e João Secchi Franco, José Mota Fernandes, Pedro Evangelista Fernandes, Pedro do Rosário e Afonso Barducco. Essa Congregação Mariana perdurou por muitos anos. A maioria das Associações Religiosas da Penha, devido a paralisação das funções da Igreja da Mãozinha (hoje Igreja de Santo Antonio), passou as suas atividades também a serem realizadas nessa paróquia.

 

 

Congregação Mariana de Itapira, fundada em 1935

 

Vemos sentado da esquerda para a direita: Clóvis de Oliveira Bueno, padre Antonio Martins, padre Henrique de Moraes Matos, José Stringuetti; em pé, na mesma ordem: Wilde Monteiro de Moraes, Antonio Bianchesi, Antonio Francisco, Albertino Lopes, Antonio Ferraz de Campos, José Bueno de Oliveira e José Nicodemos Spécie.

 

Foto apostolado da oração

Senhoras do Apostolado da Oração, da Igreja de Nossa Senhora da Penha, em foto da década de 30, tirada na parte de trás da Matriz da Penha (em frente ao portão da residência de d. Chiquinha Barbosa (da fazenda Santa Bárbara), onde residiu o Dr. José Alberto de  Mello Sartori Nessa foto podemos ver os dois meninos que são Nelsinho Pereira da Silva e Marito Fonseca. Podemos ver aqui relacionadas as senhoras (conf. Jácomo Mandato no seu livro” História Ilustrada de Itapira”, volume 2 editado em 2003): ao centro o Padre Henrique de Morais Matos, Suzana Pereira da Silva, Mariote Rocha Job,  Benedita Leme Ramos (esposa de Evaristo Ramos de Oliveira, Maria José de Mello, Constância Correia Gomes Pereira,  Marcionilia Magalhães Pereira, (?), Teresa caseira da familia dr. José Secchi, Isaura Vernucci. 2ª fila vemos: Assunta Cortivatto, Mercedes Secchi Franco, Francisca da Rocha Pereira (d.Chiquinha), Trindade Robles Valverde, Josefina Tambelli, Maria das Dores, Maria Lenuza Venturini, Elide Ghezzi, Elide Ottobon Frassetto, Maria Miranda; 3ª fila: Marcelina Nicola, Maria Correia Caires,  Maria Ferracini Secolin, Adelaide Secchi, Angelina Durante, Maria Bretas, Ítala Boretti Fonseca, Maria Trindade Guinesi, (d.Nina), Elisa Toledo de Oliveira,, Lila Guezzi, Maria Angélica Ferreira Cintra, Elvira Stefanini Porcelli,, Victória Cavallaro Levatti, Celencina Caldas Sarkis, Estela Risola Salgado,  Elvira,  Barel, Josefina Galdi Pereira da Silva, Ilda Bellini Costa, Maria Aparecida Lopes Queluz, Anunciata Bellini, Cristina Correia Job, Calixta Bellini Bonamelli, Anatólia de Souza Dias, Maria Giovelli,, Sebastiana Schiratto Frassetto, Maria Bosso Sette, Idalina Sartori Venturini, Orlinda Vieira Rocha, (?), Domingas Artuzzi Bueno; última fila: Adelina Momesso Sette, Fabrícia Riboldi, Georgina?, Elza Riboldi Galizoni, Afonsina Toledo Vieira, Clorinda Coradi, Elisa Franco, Maria Gertrudes Ferraz de Campos, (?) e Georgina Machado. A foto foi tirada em 1950.

Alunas do Colégio Santo Antonio em 1935

 

Na frente vemos: Irmã Maria de Jesus, Madre Isabel e Irmã Ana. Na 1ª fila vemos: Lolinha Boretti, Amelaide Ferraz  de Campos, Eunice Pegorari, Otília Guiomar Rocha, Lourdes Trani e Alice Stolf. Na 2ª fila vemos: Sebastiana de Lima, (?), (?), Carolina Zaniboni Calil, Iolanda Cristianini, Carolina Ferraz de Campos, Amonclair, Angelina, (?). Ùltima fila, atrás, vemos: Hermínia Puggina, Luiza Marquesini, (?) e Hermínia Zacchi

Congregação das Consoladoras de Nossa Senhora das Dores

 

  Vemos nessa foto de 15 de setembro de 1950, (na antiga capela da Santa Casa de Misericórdia), Irmã Angélica e irmã Maria Evangelina entre as Consoladoras da Nossa Senhora das Dores No centro sentado está o padre Glauco do Prado Nogueira que era o coadjutor da Igreja de Nossa Senhora da Penha.

Congregação Mariana da Igreja de Nossa Senhora da Penha em abril de 1956

Vemos ao alto o presidente da congregação José Stringuetti. Na fila do meio estão da esquerda para a direita: Narciso Alves, Arlindo Bellini e abaixo o Alcebíades Calori, falecido muito jovem em 1958.

Primeira Congregação Mariana de Itapira

 

Os primeiros Congregados Marianos de Itapira numa foto tirada no interior da Igreja Matriz da Penha.Podemos ver em pé: Lauro (?), Antonio Ferraz de Campos, Geraldo Salvador Leme (Nhô), João Momesso, Angelino Ferraz de Campos e José Maria Salgado. Sentados vemos: Wilder Monteiro de Moraes, Clóvis de Oliveira Bueno e José Maria Machdo. Na frente o Emblema Mariano. A Congregação tinha como patronos Nossa Senhora do Patrocínio e São José. Ao fundo a bndeira Mariana, com a qual muitos marianos foram homenageados em suas despedidas pelo seu falecimento. Essa Bandeira era colocada em cima dos caixões mortuários. O tradicional “Salve Maria” até hoje ainda é lembrado por todos os que freqüentaram a congregação Mariana.Destacamos entre eles: José Stringuetti, Liberto Bueno, Antonio Balduco, Weimar Ribeiro de Moraes, Paulo Furiatti, Liberato Barel, Liberato Momesso.

  Coroinhas

 

Padre Henrique de Moraes Matos, junto com os coroinhas José Carlos Eduardo e Santim Giovelli e os Congregados Marianos: Wilder Monteiro de Moraes, José Maria Machado, Antonio Ferraz de Campos, Albertino Lopes, Clóvis Oliveira Bueno, Antonio Bianchesi, Angelino Antonio de Campos e Otávio Salgado Bueno (foto acervo de Odila Ferraz de Campos Balduco).

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