HIDERALDO LUIZ BELLINI
CAMPEÃO DA COPA MUNDIAL DE FUTEBOL DE 1958

Vemos em pé da esquerda para a direita: o técnico Vicente Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini (segurando a taça "Jules Rimet"), Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados, na mesma ordem estão: Garrincha, Didi (da folha seca), Pelé, Vavá, Zagalo e Paulo Amaral.

Bellini, Vicente Feola e o goleiro Gilmar segurando a taça Jules Rimet ainda em campo na Suécia em 1958
O capitão Hideraldo Luiz Bellini, nasceu em nossa cidade aos 07 de junho de 1930. É um dos 9 irmãos filhos do casal Hermínio Bellini e Carolina Levatti. É casado com Giselda Rodrigues de Oliveira, pais de Carla e Hideraldo Júnior.
Tem um passado de glória no futebol itapirense no estado e no mundo, tendo desde a década de 30 e 40, participando de disputas em jogos de futebol com outros colegas da época. Foi aprendendo aos poucos a dominar sua arte nas peladas esportivas que participava. Naquele tempo a a criançada jogava suas "peladas" com bolas feitas de pano ou meia e se jogava descalço. Aos poucos foram tendo contato com as bolas de couro e calçados mais adequados do tipo chuteira. Qualquer terreno baldio acabava transformando-se em “campinhos” improvisados onde treinavam e se especializavam nas malícias dos dribles, e aprendiam as regras básicas do esporte. Bellini por certo deve ter participado dessas antigas pelejas.
Quando já crescido, já adolescente, foi dominando cada vez mais a “pelota” como diziam e foi se prenunciando como um excelente jogador na posição de beque, juntamente com outros jogadores da cidade. Defendeu a nossa querida Sociedade Esportiva Itapirense, a vermelhinha e aí demonstrou todo o seu desempenho trazendo inúmeras vitórias com suas entradas, defesas e atuação espetaculares. Atuou na equipe do Paulistano e teve ao seu lado jogadores como Zé Boretti, José Giovelli, Catarino Puggina, Diaulas (Celeiro), Gijo Cestaro, Lero, Bastião Bino, Luiz Ehmke, Paulo Fernandes, Miguel Costa, Má (goleiro), Bastião Mendes (Bartião Borracha), Duílio, Anquinho, Quita Robustes, Plinio Cremasco, Zito Marques, Lalo Boretti e muitos outros.. Já na década de 50 defende as cores da Esportiva Sanjoanense (São João da Boa Vista).Também foi jogador do Atlético Paranaense e no São Paulo Futebol Clube Após isso rumou para o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, tendo ali demonstrado mais uma vez a beleza e maestria de seu futebol. Após uma temporada defendendo o Vasco foi chamado para defender a seleção brasileira na copa de 1958. Nossa seleção chegou às finais nessa copa e após vencer a Suécia em Estocolmo por 5 a 2, arrebatamos a Taça Jules Rimet e a trouxemos galhardamente para o Brasil numa explosão de muitas festas e alegria. Hideraldo Luiz Bellini nosso conterrâneo teve a honra como capitão de receber a Taça e elevá-la bem alto sobre sua cabeça, momento esse jamais esquecido por todo o Brasil e principalmente pela nossa querida Itapira.
Fotos, times, amigos, admiradores...

Paulistano com uma formação diferente: Em pé:?, Lero, Bastião Bino, Luiz Ehmke, Paulo Fernandes, Miguel Costa, Hideraldo Luiz Bellini, e (?). Agachados: Má (goleiro), Bastião Mendes (apelidado Bastião Borracha, pela sua elasticidade como goleiro). Foi dono do antigo Bastião Bar, Duílio, Anquinho, Quita Robustes, Gijo Cestaro e Plínio Cremasco (Campo do Paulista - década de 40

1 - Zito Marques, Bellini e Lalo Boretti, no antigo campo Cel. Francisco Vieira ao lado da Cadeia (hoje Casa da Cultura)
2 - Bellini e sua m]ãe Carolina Levatti
3 - Bellini e Gijo Cestaro

1 - Bellini ao lado de Arlindo Bellini e Patrícia Elaine Bellini, na Câmara Municipal, quando da posse do prefeito Antonio Helio Nicolai (sobrinho de Bellini), do vice Antonio Carlos Martins e dos vereadores eleitos em 2004.
2 - Flávio Boretti, Toninho Bellini, Hideraldo Luiz Bellini, Oscar, Dado Boretti e Vladen Vieira, no gramado do Clube de Campo Santa Fé.
3 - Craques do antigo "Chico Vieira": Capota, Jorge Witter, Bellini e Tila Avancini

Hideraldo Luiiz Bellini no centro da foto e seus admiradores adultos, em 1958, logo depois da Copa do Mundo.
Essa foto foi tirada durante a homenagem prestada pelos seus conterrâneos no salão de festas do antigo Itapira Bar.
Estão presentes Heládio Boretti (Lalo), Benedito Amâncio de Camargo, Hugo Coimbra, Evilásio Moino, dr. Hélio Amâncio de Camargo, Sebastião Pompéu, Harley Marella, Januário Robustes, Dácio Clemente, César Bianchi, Palmiro Raymonti, Sezefredo FEcci, Comendador Virgolino de Oliveira, Darcy Caversan, Hélio Pegorari, Antonio Caio, Jácomo Mandatto, José Vilner Avancini, Manoel Marques, Silas Bravo Nogueira, Lázaro Francioso, Heitor Soares, José Raposo, Tomás Perri, Heraldo Peres, José Paulino Galdi, Rafael Trani, Henrique Maciel, Arlindo Leite da Silva, João Batista Cintra, Guimarães, Júlio Frasseto, José Bueno e Walter Pereira da SIlva.
Revista de São Paulo

Foto de Bellini na década de 50
Assim se expressou a Revista de São Paulo, em sua edição de nº. 126, sobre o capitão Bellini:
“Hideraldo Luiz Bellini nasceu em Itapira, pequena cidade do Estado de São Paulo, localizada quase na divisa com Minas Gerais. Iniciou carreira na Esportiva Sanjoanense, de São João da Boa Vista. Graças a sua capacidade, não demorou muito a chamar a atenção de tradicionais equipes, entre elas o Vasco da Gama, que a contratou em 1952.
Durante anos o zagueiro central foi titular absoluto da equipe carioca. Como defensor, parecia ter um sexto sentido em relação às pretensões dos atacantes adversários. Antecipava-se e desarmava como poucos, garantindo a fama de um dos maiores beques do mundo, o que ficaria provado no ano de 1958, na Copa da Suécia.
Em virtude de sua personalidade e liderança, foi escolhido capitão da seleção brasileira do mundial. Numa história que todos conhecem, o escrete que saiu desacreditado do Brasil, acabou conquistando, de maneira brilhante, o título.
“Foi uma emoção que não há como expressar em palavras. Poucos acreditavam em nós. Até porque não tínhamos título importante”, ressalta. “O Pelé estava começando e o Garrincha era uma incógnita na seleção. Mas, lá fora, o time engrenou. E conseguimos trazer o primeiro campeonato mundial”.
Em relação a levantar a Taça Jules Rimet (ele foi o primeiro a colocar as mãos no tão cobiçado caneco de ouro) sobre a cabeça, imagem imortalizada em capas de jornais do mundo todo, o ex-capitão explica que havia uma multidão de fotógrafos na frente dele se empurrando. Resolveu então, erguê-la para dar a todos a oportunidade de fotografá-la. Mal sabia que a partir daquilo, seu gesto viraria um verdadeiro ritual nas comemorações de conquistas de títulos ao redor do planeta.
O ex-zagueiro recorda-se, também, de dois nomes ligados à história do São Paulo Futebol Clube que foram muito importantes naquela Copa.“O Feola, como técnico era muito calmo. Nunca elevava a voz para nenhum atleta e passava isso a nós. Relata.”Já o Dr. Paulo Machado de Carvalho era um dirigente que sabia como ninguém, nos motivar. Foi um grande chefe de delegação”.
No Tricolor
No início de 1962, o craque, depois de 9 anos no Vasco da Gama, transferiu-se para o Tricolor numa iniciativa de Manuel Raymundo Paes de Almeida, diretor de futebol naqueles tempos. “O São Paulo me contatou e achei a proposta interessante. Além de ser grande clube, minha família estava toda no interior do Estado e era uma oportunidade de ficar mais próximo dela”.
Existe uma lenda de que ao chegar, o zagueirão, já consagrado era tratado com tanto respeito que alguns jovens atletas o chamavam de “seo Bellini”,Indagado sobre a veracidade de informação, o eterno capitão diverte-se. “Sinceramente não me lembro (risos). Alguns jovens talvez pudessem me chamar de “seo Bellini”. Mas, se isso realmente ocorreu, não iria deixar acontecer por muito tempo”.
Apesar da fase de poucos títulos de expressão, os anos 60 tiveram passagens de boas recordações para a torcida tricolor, entre elas a incrível vitória sobre o Santos por 4 a 1, numa partida que ficou conhecida como o “jogo do Cai-Cai”. Naquele dia o Peixe, mesmo contando com um super time, simulou contusões, para assim interromper a partida e evitar uma derrota ainda mais humilhante. Eles eram praticamente imbatíveis. Então o Roberto Dias grudou no Pelé e eu no Coutinho”, revela a estratégia. “Para vencê-los, não bastava um ou outro jogador atuar também. Era necessário que o time inteiro o fizesse. Foi o que aconteceu e apesar de pouca gente acreditar que aquilo pudesse ocorrer, goleamos o Santos”.
Bellini ressalta ainda a qualidade de Roberto Dias, quarto zagueiro. “Além de ser técnico, era um excelente marcador, principalmente do Pelé. ”Depois de sete anos defendendo o São Paulo, transferiu-se para o Atlético Paranaense. Lá jogou de 68 a 69 para, em seguida, encerrar sua brilhante carreira. “Ainda tive muitos convites para me tornar técnico. Mas declinei para ficar mais ao lado de minha família”, explica o ex-capitão da conquista de 58. “Além do que é muito complicado você, do banco, ver seu time perdendo e não poder entrar em campo”, completa.
Bellini passou a jogar, então, com os Milionários, equipe de astros veteranos que se apresentava por todo o país. “Apesar do nome, não tinha ninguém milionário ali (risos) Aquelas viagens eram muito divertidas. Guardo ótima recordação daquela época”.

Equipe dos Milionários E.C. quando jogou com o Grêmio São Carlense de São Carlos, em 29 de dezembro de 1974.
Em pé vemos: Djalma Santos, Toninho Bellini, Wagner, Ramos Delgado, Hideraldo Luiz Bellini, Armando e Oreco. Agachados: Ivan, Cézar, Servílio, Basílio e Zé Carlos.
Simultaneamente às apresentações com a equipe, o ex-zagueiro prestou, durante 15 anos, serviços à Phillips do Brasil. Organizava os campeonatos internos de várias filiais da empresa. Ainda foi proprietário de uma escola de futebol no bairro do Brooklin, em São Paulo, por 20 anos. Pelo que representou tanto por suas atuações em campo quanto por seu caráter, Hideraldo Luiz Bellini é considerado com toda justiça do mundo, um dos maiores zagueiros que já vestiram a camisa número 3 do São Paulo Futebol Clube”.
E também da nossa Sociedade Esportiva Itapirense, da Esportiva Sanjoanense (de S.João da Boa Vista), do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro e do Atlético, do Paraná.
Mas como toda certeza, a primazia fica para nós itapirenses, pois sendo filho da terra, as honras, sem dúvida, ficaram para Itapira, pois foi o primeiro brasileiro a erguer o tão cobiçado troféu mundial – a Taça Jules Rimet, em 1958, nos campos da Suécia quando a dona da casa perdeu de 5 tentos a 2 para os brasileiros. Foi a primeira e uma das maiores vitórias do nosso selecionado. Nunca foi esquecida e sempre é lembrada por algum historiador que se propõe como foi o articulista da Revista São Paulo – legítima representante do tricolor paulista em sua edição nº 126.
A Recepção de Bellini em Itapira
Festa da chegada em Itapira, quando o povão afluiu `ás ruas em 1958 para comemorar a vitória do Brasil
na Copa de Futebol daquele ano. Foto tirada na Rua José Bonifácio, defronte à casa dos pais do capitão Hideraldo Luiz Bellini e Carolina Levatti. . Foto publicada por Plínio Cunha na secção "Foto Saudade" do jornal Cidade de Itapira.

Fotos publicadas pelo Jornal Cidade de Itapira em 13 de julho de 1958

Bellini seus familiares participantes do desfilando em carro alegórico pela cidade

Bellini entre sua mãe Carolina Levatti e sua noiva Giselda no dia da recepção
Bellini foi entusiasticamente recepcionado em Itapira após ter recebido a Taça Jules Rimet na Suécia em 07 de julho de 1958, numa segunda feira.
Nesse dia foi realizada uma das maiores festas para recepcionar e homenagear o grande atleta campeão do mundo. Nossa cidade se engalanou toda com bandeiras, desfiles, carreatas. As ruas se tornaram estreitas, dado o volume de caros e pessoas que queriam ver e homenagear com bandeirinhas nas mão o nosso ídolo do futebol. Bellini adentrou na cidade precedido por um cortejo com centenas de veículos lotados, que o acompanhou desde o Posto São José de Mogi Mirim. Nessa cidade Bellini também foi homenageado e na sede do Mogi Mirim Esporte Clube e as palavras de Nagib Chaib (deputado Nage), enalteceram o glorioso esportista. Nessa ocasião foi-lhe presenteado um rico relógio de ouro. Quando despontou essa comitiva de recepção no alto da Rua Dr.Francisco de Paula Moreira Barbosa, e depois rua José Bonifácio (nessa época se descia essa rua) houve gritaria e os fogos de artifício se fizeram ouvir por toda a cidade. Desfile com carros alegóricos caracterizando o grande feito esportivo. Um dos carros se fez representar por crianças vestidas com uniformes dos jogadores da seleção sendo muito aplaudido. Um grande e bem enfeitado carro trazia o capitão Bellini em toda as sua magistral figura, juntamente com seus familiares, acenando para todos e sendo aplaudido intensamente. Ao longo do trajeto as casas comerciais estampavam sua alegria com faixas e cartazes. Todas as fanfarras de Itapira e a Banda Lyra se uniram para em uníssono homenagear e abrilhantar esse tão grandioso espetáculo.
Toda essa homenagem teve seu magistral encantamento na concentração da Praça Bernardino de Campos, onde feericamente iluminada e enfeitada de onde partiram as palavras de vaidade, orgulho e muita emoção do prefeito da cidade, o presidente da Câmara, um esportista itapirense, e locutores de várias emissoras de São Paulo. Bellini profundamente emocionado proferiu palavras de gratidão pelas homenagens prestadas. Disse que sentia naquele momento as mesmas emoções quando na Suécia a taça da vitória. Nessa ocasião foi-lhe entregue de presente por João Sarkis Neto, filho de Sebastião Jader Sarkis, uma lindíssima caneta de ouro. Inúmeros outros presentes foram oferecidos ao capitão Bellini com forma de agradecimento pelo seu desempenho esportivo.
Um dos garotos, que representava no carro alegórico o próprio capitão Bellini assim se expressou em seu discurso:
“Capitão Bellini, entre tantas e justas homenagens que você e seus companheiros de seleção vem recebendo, pela maneira brilhante como levantaram, invictos a Copa do Mundo, não poderíamos nós estar ausentes.
Você sabe que no país inteiro onde existe uma bola, um “campinho” e alguns meninos aí está uma partida de futebol e, em cada uma delas surge um Bellini, um Pelé, um Gilmar...
São vocês vivendo em nossos corações, são os Grandes Campeões do Brasil eternamente presentes no pensamento e na imaginação do Brasil-menino, desse Brasil-menino que aqui representamos e que vem trazer a você – o Capitão, da Vitória – o seu grande abraço.
Estas flores que lhe oferecemos, trazem o verde-amarelo que você defendeu e fez brilhar nos campos da Europa. Esta flâmula é a homenagem de Itapira sempre viva em nossos corações.
Companheiros, sentido!
Ao grande Bellini, capitão da Vitória – Viva!
A nossa querida Itapira – Viva!
Ao nosso grande Brasil – Viva!”
Essa foi uma das maiores e mais belas festas homenageando uma figura tão especial como foi o nosso querido capitão Bellini. Eternizado esse acontecimento ficará na lembrança de todos que viveram aqueles momentos.
Cada vez que Bellini visitava Itapira e até hoje sempre é rodeado por amigos, fãs e admiradores cada um querendo ser fotografado ao seu lado. Muitas fotos-lembrança estão por todos os lugares e inúmeras famílias preservam tais relíquias. com muita saudade e admiração. A presença do capitão Bellini se faz notar em centenas de times de futebol onde aparece n meio dos jogadores dando um valor especial em cada foto. Foi muito fotografado por Paulino Santiago, Orlando Cestaro e Armando Mantuam que brindavam Itapira sempre com seus cliques direcionados para o nosso
maior atleta esportivo - capitão Hideraldo Luiz Bellini.
No dia 27 de junho de 2008 no Palácio do Planalto o presidente Lula homenageou a velha seleção "canarinho" pelos 50 anos da primeira copa vencida pelo Brasil na Europa onde derrotou a Suécia por 5x2
Participaram quase todos os integrantes da vitoriosa seleção brasileira de futebol de 1958 conforme se pode ver na foto abaixo. Numa descontraída cerimônia o presidente Luis Inácio Lula da Silva relembrou, como grande desportista que é, inúmeros fatos que ocorreram quando naquela época tinha apenas 13 anos. Após isso houve a entrega da camisas da seleção e medalhas a 11 jogadores que estavam presentes à solenidade..
O capitão Bellini, nosso conterrâneo foi alvo de várias citações pelo presidente, e no final dessa histórica homenagem todos pousaram para uma foto onde o capitão Bellini elevou em gesto simbólico a taça Jules Rimet acima da cabeça, como o fizera em 1958.

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História da Taça Jules Rimet e da Taça FIFA
A Taça Jules Rimet de 1958

Sua imagem representa uma alegoria da Vitória com asas estilizadas. A figura tinha os braços levantados, e segurava uma copa de formato octogonal.
Tinha uma base em mármore sobre a qual foram assentados os nomes dos vencedores em pequenas placas.
Media 30 centímetros de altura e possuía 3,8 quilogramas em ouro puro, sendo seu peso total de 4 quilogramas.
Seu custo total ficou orçado em cinqüenta mil francos, considerado uma grande soma, na época.
O oferecimento de uma taça foi proposto no Congresso da FIFA, ocorrido em 28 de Maio de 1928, pelo seu Comitê Executivo, como recompensa pela conquista da primeira Copa do Mundo de Futebol.
O então presidente da Federação, Jules Rimet, ordenou que um troféu fosse feito, em ouro. Para a confecção da taça Coupe du Monde foi contratado o artesão francês Abel Lafleur, ficando pronta em abril de 1929. Um novo Congresso da entidade, realizado em Luxemburgo, a 1 de julho de 1946, decidiu que o nome da taça homenagearia seu idealizador, passando desde então a chamar-se Taça Jules Rimet.
Ainda por sugestão de seu idealizador, sua posse definitiva ficaria com o país que conseguisse vencer um total de três edições da Copa - algo que reputou extremamente difícil, imaginando que nenhum país fosse capaz de atingir esta marca, senão após muito tempo.
Durante a II Guerra Mundial as Copas deixaram de ser realizadas. O troféu foi então escondido na própria casa de um desportista italiano, de nome Otorino Barassi.
A Inglaterra iria sediar o Mundial de Futebol de 1966. A Taça Jules Rimet foi então colocada em exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Apesar da intensa vigilância, o troféu desapareceu, a 20 de Março de 1966.
O caso imediatamente ganhou o noticiário internacional. No Brasil a imprensa chegara a afirmar que tal coisa nunca ocorreria neste país, posto que até o ladrões eram fãs do esporte[1].
A Scotland Yard seguia às cegas, sem pistas do paradeiro do troféu, ou ainda de seu ladrão. Foi preso o autor do roubo, mas este nunca revelou onde estava a taça, nem confessara a ação.
Ao final do campeonato, com o duvidoso resultado final da Inglaterra, os Argentinos disseram que este não havia sido maior roubo: e sim o de sua vitória.
A 27 de Março, um senhor de nome David Corbette passeava com seu cão Pickles numa praça do Sul da capital inglesa quando este, farejando um arbusto, localizou ali o valioso troféu, enrolado por jornais.
Como prémio por sua heróica descoberta, Pickles ganhou, além da fama, o fornecimento de alimento pelo resto da vida, por parte de uma fábrica de comida canina.
Este sucesso, porém, não refletiu bem para a polícia britânica: dizia-se que Pickles deveria ser nomeado investigador da instituição, pois tivera sucesso onde ela falhara.
Tiveram a chance de erguer a taça os campeões mundiais de futebol:
A tríplice conquista conferiu ao Brasil o privilégio de ter a posse definitiva do troféu. Isso forçou a FIFA a elaborar uma nova Copa, desta feita sem entrega definitiva a nenhum dos vencedores, e chamada Copa Mundial da FIFA.
Ver artigo principal: Roubo da Jules Rimet
O troféu passou a ser exibido na sede da Confederação Brasileira de Futebol. A incúria e desvelo para com o troféu fez com que uma réplica fosse trancada num cofre, enquanto a taça original ficasse exposta, sem muita segurança.
A 20 de dezembro de 1983 o troféu foi roubado, e alguns dias depois a imprensa noticiava, com assombro, que o mais importante símbolo das conquistas futebolísticas do Brasil havia sido derretido, para a venda de seu ouro.
O crime restou desvendado, por uma série de acasos. Na Federação, entretanto, não se tem notícia de nenhuma punição pela incúria no trato do patrimônio comum do povo brasileiro, e com tamanha importância na História do Futebol mundial.
A despeito do descuido patrimonial, e da falta de responsibilização por este, a FIFA ofereceu à CBF uma réplica, que ora encontra-se junto aos demais troféus da entidade. Esta foi feita por Eastman Kodak, com uso de 1,875 quilogramas de ouro, e foi concluída em 1986
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O troféu que substituiu a Taça Jules Rimet foi a Taça FIFA, apresentada na Copa do Mundo de 1974. Criada por Silvio Gazzaniga e produzida por Milano Bertoni, mede 36,5cm e é feita de 5kg de ouro 18-quilates (75%) sólido com uma base (13cm de diâmetro) contendo duas camadas de malaquita. A taça, que pesa 6.175kg, tem duas figuras humanas segurando o planeta Terra.
A taça tem visivelmente gravada "Copa do Mundo FIFA" em sua base. O nome de cada país que tenha sua seleção ganho a Copa do Mundo tem gravado seu nome na base da taça. Até o momento nove campeões foram gravados. Não se sabe ainda se a FIFA vai retirar a taça após todos os espaços para os países serem ocupados na base; isso só ocorrerá em 2038.
As regras da FIFA agora determinam que o troféu, diferentemente de seu predecessor, não terá a posse permanente por qualquer país, independente do número de títulos: o campeão do torneio fica com o troféu por quatro anos e após isso recebe uma réplica.[2]
Clicar - Pelé na copa da Suécia
http://www.youtube.com/watch?v=d_ox58IIHLQ
ou
http://www.youtube.com/results?search_query=COPA+DE+1958&search=Search
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