O Ribeirão da Penha
e o Abastecimento de Água de Itapira
(Texto de Sérgio de Freitas: Fonte JM.)
(História)
O Ribeirão da Penha
Sabe-se que o Rio do Peixe tem suas origens no estado de Minas Gerais e é formado pela confluência hidrográficas do rio Cachoeinha e Corrente. Vai serpenteando pelos municípios de Socorro, Lindóia e Itapira. Mais abaixo une-se com o Rio Manso e forma o Rio Mogi Guaçu. Vai assim criando afluentes em ambas margens, À direita dá origens aos ribeirões Pinha, Água Quente, Cardoso e Coutos;À margem esquerda dá origem aos riachos de Machado, Boa Vista, Tabaranas e Penha. Seu leito provém de planícies aluvionais, onde os baixios e os altiplanos revelam o terreno primitivo. Há afloramentos de rochas, causando corredeiras. Grupos humanos primitivos ali se localizavam e permaneciam isolados e distantes um dos outros. São conhecidas algumas pontes que foram construídas para a travessia do Rio do Peixe: Fluitá, Cachoeira, Bom Sucesso, Chico Cintra, Fazenda Amarela, Ponte Preta, Ponte Nova e Américo da Rocha. Por essa bandas existe terras de pastagens e muitas nascentes d'água minerais. Esses terrenos a beira rio são propícios para a construção de ranchos, e mais adentro de casas. Também a pesca e as pastagens criam condições para a criação de animais de trabalho e de abate. Importante salientar a construção de Olarias para produção de telhas e tijolos em seus fornos que permitiram e permite ainda o comércio de construção de casas. São das margens ribeirinhas que são extraídos o barro desses alagados. O Rio do Peixe vindo lá da Serra da Mantiqueira, atravessa Itapira pelos baixios que se vislumbra panoramicamente através dos sítios e fazendas de nosso município. Hoje vemos descortinar outras paisagens fruto da evolução dos bairros que foram criados nessas terras. O Cubatão é um bairro que nasceu desse crescimento e que pode ser visto da parte mais alta da cidade, principalmente do Parque Juca Mulato. As águas do Rio do Peixe nasceram das vertentes provindas da Fazenda Águas Claras e montanhas vizinhas com o município de Lindóia. Deu-se aí a origem, a canalização e o abastecimento de água após a construção do reservatório no Parque Juca Mulato em nosso município.Perde-se na imensidão dos caminhos o serpenteio do rio do Peixe pelos corredores onde se localizam os bairros do Monjolinho, da Fazenda Nova América, das terras do João de Moraes, da Fazenda Amarela, do Tanquinho.
Pontes e Pinguelas
As terras onde se localiza hoje os bairros do Cubatão e outros, foram em épocas remotas ocupadas por fazendas e sítios, que antes estavam dentro dos limites urbanos da cidade. As terras que antes eram denominadas de Fazenda São Francisco era de propriedade do coronel Francisco Vieira e sua extensão era de mais de 60 alqueires onde a cultura principal era o café. Hoje os marcos onde se localizavam exatamente essas terras se perderam e nem a memória viva dos mais antigos consegue divisar por entre as paineiras, morros e baixadas, valos, cercas, mourões e riachos onde se localizava as terras do Cel. Chico Vieira no bairro do Cubatão. alguma referencia que ainda possa existir. Em meados da década de 50 Francisco Vieira Filho (Titico), herdeiro das terras do Coronel Francisco Vieira fez o loteamento dessas terras herdadas. Surgiram então as primeiras glebas que aos poucos foram sendo adquiridas pelos moradores da cidade e também por famílias do sul de Minas. Isso resultou num crescimento populacional com empresas, oficinas, mecânicas de manutenção, farmácias e todo tipo de comércio tornando aqueles bairros da parte baixa auto suficientes para todo tipo de utilidade industrial e comercial. A criação de adjacências aos bairros foram se multiplicando, ruas foram abertas, expandindo enormemente o populoso bairro do Cubatão. Inúmeras famílias tiveram sua história ligadas a esses bairros e adjacências: Os Brianti, Barbanti, Sartorelli, Formigari, Pellizer, Coraça, Avancini, Canella, Topan, Cima, Guiraldelli, Levatti, Bellini, Gardinalli, Antonelli e inúmeras outras. Todas fizeram história e deixaram vestígios de sua presença nessas terras baixas de Itapira. Muitas empresas e fábricas marcaram sua presença no Cubatão: Fábrica de Pepelão de Antonio Coraça, hoje ocupada pelas instalações da Alcici (fabricando papel, papelão, confete e serpentina). A Cerâmica Canella, pertencente a família Rosário que no passado era dirigida pelos irmãos Antonio, Chiquito, Arlindo, Julio, Zezito e suas irmãs. A Cerâmica ainda se mantém em atividade e continua com o Tony e o Chiquito na sua admiistração. No bairro do Cubatão também funcionou a Fábrica de giz "Imperador" do Sezefredo Fecci (Sizo). Hoje o Bairro do Cubatão adquiriu perfil próprio e do alto do Parque Juca Mulato podemos divisar até os horizontes a dimensão de sua pujança e de sua beleza. Esse bairro, nascido das terras do Cel. Francisco Vieira, atingiu enorme progresso, tendo suas ruas asfaltadas, planejamento urbano e ziguezagueia rumo aos bairros do Tanquinho e Macumbê.
Quanto a Pinguela que liga a cidade baixa à cidade alta, não se tem notícia sobre a primeira ponte ou pinguela que foi construída para a travessia do Rio do Peixe. Apenas podemos supor que após o crescimento dos bairros os moradores daqueles baixios tiveram necessidade de passar para o outro lado do rio. As necessidades de adquirir, materiais, ferramentas, alimentos e outros utensílios domésticos permitiram achar o melhor modo de fazer a travessia para suprir suas necessidades mais importantes. Provavelmente eram feitas inicialmente através de barcos, mas com o aumento do fluxo de pessoas nesse ir e vir, fizeram com que se construíssem pequenas pontes ou pinguelas que atendessem essas necessidades.
Conta Odete Coppos através de relatos do passado feitos pelos antigos moradores do Cubatão que "Antigamente o Cubatão era um lugarejo em meio às fazendas, chácaras, ruas empoeiradas, capoeiras, morros, matos. Havia pouco comércio, bem como casas. o acesso à cidade se dava por uma ponte de madeira (pinguela) e o transporte, à cavalo ou de carrocinha. Roque Domingues, um dos primeiros moradores do bairro, residia onde hoje é a Clínica do Dr. Aldo. Nesta casa nasceram todos os seus filhos e muitos deles residem lá até hoje. Sua filha Alzira Domingues Vieira relata que hoje as ruas levam os nomes de antigos moradores como a rua Deodato Cintra, até a Cerâmica, onde outrora foi a fazenda do próprio Deodado Vieira. O comércio da cidade funcionava na rua Francisco Glicério. As pessoas chegavam da zona rural, dos bairros, ali do centro, para as compras, onde o Lampo Guerra, possuía enorme mercearia, fornecendo ovos e frangos que ele buscava nos sítios.
Em 1932 a ponte caiu com a enchente, deixando ilhados os moradores que, para saírem para o trabalho, precisavam atravessar uma outra ponte de madeira, na rua Embaixador Pedro de Toledo, até que a pinguela fosse restaurada.

1ª e 2ª Fotos - Dois momentos fotográficos do Bairro do CUBATÃO por volta de 1950

Foto de 1933, onde se vê a antiga represa no Ribeirão da Penha, que servia para o abastecimento de água de Itapira
1ª Foto - Aqui vemos o ex-prefeito Caetano Munhoz (1938 e 1956 a 1959), percorrendo as obras de reconstrução da pinguela (1939) que era a ligação entre o centro e o Bairro do Cubatão.
2ª Foto - Foto feita pelo fotógrafo Benedito Leite de Moraes, repórter do jornal "Folha de Itapira". Aqui podemos ver as enchentes transformava o rio em verdadeiro mar de água. As águas por vezes chegava a passar por cima da ponte. Mais acima vemos o povo da parte alta da cidade, assistindo com medo as perigosas correntezas do rio.
3ª Foto - A Pinguela em 1969, estava em estado lamentável. Vemos ai o repórter Jonas Alves de Araújo da Cidade de Itapira e o prefeito Alcides de Oliveira (Alemão), quando este prometia resolver o problema construindo outra ponte sobre o Ribeirão da Penha.
Lindo óleo sobre tela do saudoso Paulino Martins Santiago, mostrando a Pinguela e a chamada "Coloninha do Feriam" à direita da foto.
Represa do Ribeirão da Penha em 1937. As margens do rio ainda não eram habitadas. Hoje por ali passa a Av. dos Italianos.
2ª Foto - Ponte localizada à Rua Tiradentes. É um lindo momento fotógrafo de autoria do fotógrafo Armando Mantuan, onde enquadra em suas lentes o grande loteamento feito pelo Francisco Vieira Filho
(Titico), das terras que pertenceram ao seu pai Francisco Vieira. Note-se as pessoas indo e vindo, atravessando a ponte.
3º Foto - Ponte rústica sobre o Rio do Peixe.
Abastecimento de água
Uma das mais antigas referências sobre o abastecimento de água se encontra na
ata da sessão da Câmara do dia 1º de outubro de 1883.
"Proposta: Indico que se nomeie uma Comissão para explorar uma água oferecida
pelo snr. Antonio José Villas Boas, para o chafariz desta cidade.1º de Sbro. de
1883. Gonzaga Cintra. aprovado. A Câmara nomeou o vereador Manoel da Rocha
Campos Cardoso e ao Dr. Francisco de Assis Cintra para a dita exploração."
Poucos anos após, os vereadores empenhavam-se em dotar a cidade de um melhor serviço de abastecimento de água, mas faltavam recursos para esse propósito.Foi quando o vereador Alfredo de Azevedo em sessão de 28 de fevereiro de 1887, propôs que se buscasse recursos através de donativos feitos pela população ao mesmo tempo em que o governo da Província autorizava a "aplicação do produto de uma loteria destinada a auxiliar as obras da Santa Casa, em favor do abastecimento. Em 9 de junho de 1889 , Virgílio Marciano Pereira, um corretor de São Paulo enviou uma carta para a Câmara local que dizia o seguinte:

Cópia da carta de 1889 enviada pelo corretor Virgílio Marciano Pereira à Câmara de Itapira
" São Paulo, 9 de junho de 1889. Ilmos.Snrs. Presidente e mais Membros da Câmara Municipal da Penha do Rio do Peixe. Na qualidade de sócio da firma V. Pereira & Cia. proponho levantar a quantia de 2.000$000 rs. concedida pela assembléia Legislativa Provincial no exercício de 1889 a 1890, como auxílio para o Abastecimento d'ágoa n'esse município mediante a comissão de 5%, concorrendo com as despesas para esse fim necessárias. Si merecer a confiança deV.Sas., aguardo remessa da procuração, e ordem para quem deverei entregar o líquido do recebimento. Sou com estima e consideração, De V.Sas. Atz "Amº Obr" - Virgílio Marciano Pereira. No ano de 1895, a Câmara incumbiu o engenheiro dr. Manoel Antonio Bueno de Andrade de elaborar uma planta para o abastecimento, sendo as obras orçadas em 70 contos de réis. Na impossibilidade do levantamento dessa importância o vereador Jacintho Bueno em sessão de 12 de outubro daquele ano, propôs e a edilidade aprovou o levantamento de um empréstimo no valor da quantia necessária. Em abril de 1896, a Câmara aprovou a desapropriação do terreno do capitão Manoel Vicente de Araújo Cintra, no local onde hoje é o Parque "Juca Mulato", no sentido de utilizá-lo na construção de um reservatório de água adequado.No dia 25 de dezembro de 1897, a população em festa, assistiu a inauguração das obras do abastecimento e viu jorrar pelas torneiras o precioso líquido. Itapira deve muito ao autor Alfredo de Azevedo por ter partido dele a propositura para o abastecimento de água em nossa cidade.Também se deve a ele a idéia da formação do grande espaço arborizado e ajardinado nos altos da cidade. e que foi conhecido por Jardim Público e que depois se transformou no Parque "João Pessoa". A 11 de dezembro de 1951, o prefeito da época Virgolino de Oliveira sancionou a lei nº 118, mudando o nome do Parque para "Juca Mulato", personagem da obra de Menotti Del Picchia. Alfredo de Azevedo foi homenageado tendo seu nome sido dado ao logradouro público (praça), defronte ao parque "Juca Mulato", ao lado do grupo Escolar Julio Mesquita e ao lado também atualmente do Museu de História Natural.
Carta da Cia. Mogiana de Estrada de Ferro

Carta da Companhia Mogiana, assinada por Francisco I. Homem de Mello, com data de 22 de maio de 1902, em que solicita à Prefeitura Municipal água para o abastecimento do tanque da estação.

Nesse espaço onde está localizada a praça Alfredo de Azevedo foi construído o antigo Posto de Saúde (hoje Museu de História Natural)
e uma lanchonete, descaracterizando por completo a antiga praça.
Deve-se portanto a Alfredo de Azevedo a proposta para a criação do abastecimento de água de Itapira em 1897 da criação do Jardim Público (atual Parque "Juca Mulato"), da instalação da energia elétrica em Itapira em 1905. A criação do Jardim Público Alfredo de Azevedo se deu a partir da aquisição de parte das terras que pertenceram ao capitão Manoel Vicente de Araújo Cintra. A primeira parte dessas terras foi uma doação feita ao município pelo capitão Manoel Vicente e ali se construiu a caixa d'água. Essa doação consta do arrolamento dos terrenos municipais que o intendente Bento José de Oliveira Rocha entregou ao seu sucessor, Jacintho Franklin da Cunha, aos 10 de janeiro de 1902. Alfredo de Azevedo foi chefe político, vereador, delegado de polícia, jornalista, fazendeiro e um idealista nato. Veio para Itapira em 1881. Aqui residindo, adquiriu vários imóveis. Em 1907 mudou-se para São Paulo. Esteve à frente, com inúmeros serviços prestados em decorrência, da epidemia de varíola que assolou o nosso município. Com seus próprios recursos, custeou muitos enfermos e indigentes recolhidos ao isolamento no bairro dos Martins. A população ainda não estava fazendo uso o devido dos novos benefícios implantados pelo abastecimento e alguns artigos praticamente obrigava o uso de água. Obrigava-se portanto a população que consumissem a água do abastecimento e ao pagamento do imposto devido. A taxa de água estava diretamente ligada ao valor locativo do imóvel e deveria ser pago aos cofres municipais na respectiva data de vencimento.As fábricas, indústrias , hotéis e todos os serviços particulares e autônomos terão acrescidos em 50% sobre o valor do imposto. Fica também proibido não se mexer-se nos encanamentos externos e deixarem as torneiras abertas sem o devido uso. Foi bastante difícil esclarecer a população a usar o serviço de abastecimento, já que pouco se confiava nas condições de potabilidade das águas do reservatório. As águas sempre fora captada de fontes existentes na periferia da cidade. Decidiu-se então construir-se um depósito maior em proporções para armazenar um grande volume de água que pudesse suprir o consumo. A dificuldade residia onde encontrar um manancial suficientemente grande e como levar tal volume para a caixa de abastecimento. Distantes da cidade estavam mananciais abundantes, principalmente localizando-se nas fazendas. A Fazenda Águas Claras de propriedade do capitão Joaquim Ignácio da Silveira, na divisa com Serra Negra há mais ou menos 25 Km. da cidade. Apesar da enorme distância esse manancial da fazenda Águas Claras tornou-se a eleita para essa empreitada. Provindo de lugares mais altos mostrou-se eficaz já que usava a força da gravidade na sua descendência via morro abaixo até chegar ao ponto final de seu trajeto que era no Parque "Juca Mulato". Alfredo de Azevedo através do intendente na época fez solicitação ao capitão Silveira a cessão das águas dos seus mananciais em forma de doação, conforme documentos de 19 de dezembro de 1898. Isso feito, logo a seguir em 1º de fevereiro foi nomeado como administrador do serviço de abastecimento da água o Sr. João Baptista de Vasconcellos Tavares. Após uma década a 17 de janeiro de 1908 o Sr. Luiz Francisco Tavares é nomeado como "Guarda e Zelador da represa d'água, da cidade", como consta do Termo de Compromisso daquela data. Logo a seguir em 21 de janeiro de 1908 foi nomeado o sr. João Conrado Wiesmann para Zelador e Guarda da Represa do Abastecimento das águas da cidade". A 28 de janeiro de 1911 o sr. Emiliano da Silveira Cintra foi nomeado cobrador das águas e 20 anos após a 30 de abril de 1930, compareceu ao Paço Municipal o sr. Waldemar Ehmke, nomeado para exercer o cargo de Fiscal Municipal de Higiene. Nessa mesma década houve uma notável melhoria no serviço de águas de Itapira , já que fora construído a casa de tratamento da água, o laboratório de análises e a torre de distribuição. Essas obras e atividades estiveram em funcionamento até 1966 quando então foi inaugurada pelo prefeito Benedito Alves Lima, a atual estação, localizada ao lado do parque , abaixo do Sanatório Américo Bairral (FEAB). Essa nova estação recebeu o nome do prefeito Palmiro Raymonti, pelo reconhecimento ao seu trabalho em prol desse serviço. Em 1957, na gestão do prefeito Caetano Munhoz., o sr. José Rezende foi admitido como funcionário da Prefeitura para exercer a função de tratador de água, em substituição ao sr. Waldemar Ehmke. Rezende passou a dirigir o antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE) Hoje esse serviço é denominado SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Rezende mesmo após sua aposentadoria continuou emprestando seus préstimos profissionais por mais de 10 anos. Muitos são os problemas político-partidários que vem conflitando de alguma maneira o departamento de Água e Esgotos. No entanto as administrações sucessivas encabeçadas pelos prefeitos que se alternam no poder não permitiram que tais discordâncias fossem passadas de maneira brusca aos usuários desse serviço tão importante para a saúde da população em geral. Mais à frente em 29 de julho de 1965 foi inaugurado o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itapira (SAAE), pelo Prefeito Benedito Alves Lima. A obra recebeu o nome de Palmiro Raymonti, que também foi Prefeito de Itapira.Nessa solenidade estiveram presentes o então senador Carvalho Pinto, ex governador do estado de São Paulo e os vereadores Edésio Ramos de Oliveira, Sebastião Pompeu, a esposa e o filho do homenageado. Também estiveram Carlos Eduardo Boretti Ornellas, D. Diva Magalhães, o diretor Pedro Ferreira Cintra, o prefeito Alves Lima, o radialista Flavio Zacchi e o pároco da Matriz, Padre Matheus.
Fundação do SAAE
1ª Foto - Obra em construção com a presença do Secretário do Estado de São Paulo, do Pref. Benedito Alves Lima, do Superintendente do SAAE José Rezende, do Presidente do PSB de Itapira João de Moraes Sobrinho, do jornalista Jácomo Mandatto, do Dr. Sildo Pereira da Silva, dos engenheiros do Estado de SP como fiscais da obra
2ª Foto - Senador Carvalho Pinto, ex-governador do Estado de São Paulo entre o Prefeito Benedito Alves Lima e o Vice-Prefeito Alcides de Oliveira (Alemão) ao visitar o SAAE em 1965
A priori houve
uma votação
em abril de 1896 para desapropriar o terreno anexo ao cruzeiro a fim de
utilizá-lo na construção de um reservatório
d’água. Esse terreno pertencia ao sr. cap. Manoel Vicente de Araújo
Cintra.
Na metade do século XIX a água captada em fontes e alguns mananciais existentes em muitos lugares da cidade (veja na página anterior as referências sobre minas e fontes de Itapira).

Manoel Vicente de Araújo Cintra
(primogênito do Com. Cintra)

Nesta foto de 1909, vê-se o terreno vazio à esquerda próximo ao Cruzeiro onde foi construído o reservatório d'àgua em 1897. No fundo vê-se o prédio da Cadeia, hoje Casa da Cultura "João Torrecillas Filho". À esquerda ao lado de um cidadão de branco vemos o ex-prefeito (1902 a 1905, Jacintho Franklin Alvarenga da Cunha, que foi quem idealizou a construção do Parque Municipal, o Cruzeiro (1902), na passagem do século e também da caixa d'água. Foi ele quem fez realizar também a primeira Festa da Árvore em Itapira, a 03 de maio de 1903, trazendo como convidado para prestigiar o evento, o poeta e escritor Coelho Neto que plantou um exemplar de Pau-Brasil.Naquela ocasião o prefeito plantou uma bela espécie de "Granvillea Robustas", uma árvore remanescente daquela data histórica, plantada ali no início da Avenida dos Biris, como uma sentinela avançada, ao lado do Museu Histórico e Pedagógico "Com.Virgolino de Oliveira".Foi o prefeito Jacintho Franklin Alvarenga da Cunha que iniciou a construção de guias e sarjetas nas ruas de Itapira e a substituição dos lampiões à gás pela luz elétrica, melhoria inaugurada em 14 de maio de 1905 no final de sua administração. (Foto e texto de Plínio Magalhães da Cunha).
Jubilo
"Grandes festas assinalaram em 25 de dezembro de 1897, a inauguração das obras do primeiro abastecimento d’àgua aqui instalado.
O povo vendo jorrar o precioso líquido das torneiras, encheu-se de justificado júbilo,
promovendo ruidosa manifestação de apreço aos dirigentes do município, (Álbum de Itapira de 1935 de João Neto Caldeira)."

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1 - Casa de máquinas do reservatório construída no séc.XIX ( foto acervo Jácomo Mandato 30/11/1991)
2 - Manancial da Fazenda Águas Claras e autoridades da época
3 - Caixa reservatório e a casa de máquinas (foto acervo Odete Coppos)
4 - Essa antiga casa de tratamento de água passou a ser utilizada como museu "Virgolino de Oliveira"
5 - O antigo laboratório de análises que funcionou desde 1897, hoje passou a abrigar a "Casa de Menotti Del Picchia"
6 - Inauguração da nova estação de tratamento da água, a 24 de outubro de 1966.Nessa solenidade da estação "Palmiro Raymonti" esteve presente
o prefeito Benedito Alves Lima, Carlos Eduardo Ornellas, neto do homenageado, Dácio Clemente, cônego Matheus Ruiz Domingues e o vereador Oreste de Jácomo
Captação das águas da Faz."Águas Claras" até uma represa na Faz."São João Batista" de Ernestino de Assis Cintra. Três outros mananciais conduziam suas águas até a represa de “Águas Claras”: do manancial da Fazenda Mariópolis, pertencente o sr. Bento Cunha; o manancial da Fazenda São Jerônimo pertencente ao sr. Cel. Francisco Cintra e o manancial da Fazenda do Salto. O líquido vinha por gravidade até o reservatório do parque e era distribuída para a cidade. Foto de 1905/1906.

Itapira em 1917 já possuía 2 reservatórios de água. Um localizado no Parque e outro no Bairro da Santa Cruz, rua Saldanha Marinho
Este segundo reservatório ficava na chácara Paoletti, e pertenceu ao Sr..João Batista Paoletti, que aparece aqui ladeado pelas suas filhas Bruna e Yolanda.
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