Bares Tradicionais de Itapira

Bar Central

  

 

O Bar Central antes do incêndio.Ficava ali na esquina entre a Praça Bernardino de Campos e a  rua Conselheiro Dantas. A Praça estava sendo asfaltada em 1963

O Bar Central foi o mais antigo e talvez o mais famoso e tradicional de todos os bares que Itapira já teve. Foi fundado em 1898 por Paulo Guerra (Paulino).Estava localizado no largo da Matriz, (Praça Bernardino de Campos), esquina com a Conselheiro Dantas, onde hoje está o prédio do Correio local. Diversificou o seu atendimento logo mais tarde com a abertura de um salão de Bilhar tendo sido local de encontro para os fazendeiros, empresários e homens importantes de negócios. Em franco progresso o movimento cresceu muito e nos anos 40 e 50 já era um bar solidificado na tradição itapirense. Continuava sendo o ponto de políticos, empresários, comerciantes diretores e presidentes de entidades e muitos profissionais liberais que ali se dirigiam para por a conversa em dia comer uns petiscos beber uma cervejinha e se divertirem. O Bar tinha um grande movimento pelo fato também de ser um ponto de vários ônibus que iam e vinham trazendo e levando passageiros para seus destinos.Ali aportavam os ônibus da Viação Cometa, Mineira, Lindóia e do nosso Expresso Cristália do José Coloco.O bar estava bem localizado e no seu interior atrás do balcão estavam sempre solícitos o China Paschoalim, Jorge Sarkis, Santim Lauri, Zito Marques, Rafael Trani e Ederaldo Caporali. Muitos cafezinhos, pão com leite, as famosas médias, mistura de leite com café em tamanho um pouco reduzido em relação a um copo. O leioute do balcão diferenciava os consumistas de café dos que sorviam as geladas e aperitivos. Ali também eram feitos sorvetes de vários sabores pelos mestres China e Pedro Dini.

Muitos engraxates faziam suas férias no interior do Bar Central e dividindo espaço com as mesas de Sinuca ali exerciam essa modesta, mas honesta maneira de se ganhar os seus “merréis”. Aos domingos havia sempre música executada por um cego, baixinho e gordinho que vinha acompanhado de sua mulher.Ele tocava ao som de uma violinha e uma gaita de boca adaptada manualmente para esse fim, muitas músicas sertanejas. Alegrava assim o ambiente do bar com seu folclórico jeito de tocar. Ao lado ficava uma vasilha que servia para receber os donativos dos mais caridosos. O Tenente Pintor que não tinha posses mas era um exímio mestre do pincel, fazia seu ponto quase que diariamente no Bar Central pedindo um pão com café, no que era atendido prontamente e com toda pompa pelo bom coração do China. China recheava um bom naco de pão ou pão de ló e servia com caé com leite o nosso hoje reconhecido artista.

 Muitos outros funcionários faziam parte do plantel do Bar Central. Foram eles: Ézio Zanchetta, Gilberto Monezzi, Edgard Costa, Pedro Dini, Antonio Spécie, Hélio Jacomini (vendedor de balas).

Comemoração do dia do Comerciante (16 de julho de cada ano).Esta foto foi feita  na década de 70.Podemos ver na turma da esquerda os pares: César Bianchi e Eliel Ramos de Oliveira; Manuel de Freitas Filho (Neco) e Antonio Carlos Setti; João Moisés Andare e Cláudio Nascimento Pinto; Álvaro de Campos Vergal e não identificado; Antonio Carlos Martins e (não identificado); ...Campanini e (não identificado; Orestes de Jácomo e Tuia (?). Na cabeceira vemos Helio Pegorari, Alcides de Oliveira (Alemão) e Ariovaldo Risola (conversando com Quico Rovaris); Seguindo o Quico temos: José Ludovino de Andrade e Ezio Levatti; João Batista de Almeida  Risola e Dinho Pompéu; (não identificado e Arquimedes Della Santina; Antonio Carlos Gomes e (menino não identificado); Fermino Eugênio Marchioretto e Januário Robustes

A presença de ilustres personalidades de Itapira valorizava ainda mais a fama do Bar Central.Ali descansavam suas atribulações diárias o Caetano Munhoz, João Moro, Atílio Stefenon, (locutor que era do programa “A Hora da Ave Maria” que ia para o ar todos os dias às 18 horas em ponto pela Radio Clube local), Virgolino de Oliveira, Luis Norberto da Fonseca, Domingos Caio, Nelo Simionato e seu irmão Orlando, Zé Boretti, Santim Giovelli, José Maria (Mariz, construtor), Nilo Boretti, os irmãos José, Antonio e Benedito Serra e muitos outros...Quanta pinga com limão, lanches, bebidas, leite, sorvetes, balas, bebidas, tipo Cerveja branca, Caracú, Malzbier, salaminho, sardinha, azeitonas, misto quente, jantares, folclores, piadas, pilhérias, festas, comemorações e muita alegria. Também sempre existiu muita ordem, respeito e excelente atendimento, que emanava desse que foi o mais importante bar de Itapira.

Ao longo dos anos outros profissionais do ramo foram proprietários do Bar Central. O China, o Lamartine, O Trinca dentre outros. Em 1990 mais ou menos o proprietário sr. Paulo Guerra Filho estava reformando o prédio para vendê-lo.O comprador, comerciante em Serra Negra, Luis Severo de Almeida que havia comprado o estabelecimento planejava fazer reformas, instalando ali uma padaria e uma lanchonete. Eis que na madrugada do dia 7 de junho de 1995 um incêndio de grandes proporções consumiu praticamente por completo todo o prédio dando um prejuízo de perto de 20 mil reais naquela época .para o seu proprietário.Consternada a cidade toda sentiu a perda do glorioso Bar Central. E assim foi consumida pelo fogo mais uma parte da nossa história que marcou pela tradição e pelos momentos mais felizes a alegria e a descontração de seus freqüentadores  

O Bar Central após ter sido consumido pelo incêndio ocorrido na madrugada do dia 7 de junho de 1995.Vemos aí todo o telhado destruído.

Muitos bares se tornaram tradição em Itapira pelo seu ponto, por todos que os frequentavam e pela maneira respeitosa com que eram tratados. Cada um tinha o seu modo característico de cativar os freqüentadores e tinham todo tipo de sortimentos, bebidas nacionais e estrangeiras, lanches, mortadelas, queijos dos mais variados, azeitonas.Serviam ainda aos freqüentadores o café com leite, com toddy, tudo feito na hora.

No interior do Bar Central vemos: fora do balcão,Ederaldo Caporalli;

para dentro do balcão: China Paschoalim, Jorge Sarkis, Santim Lauri, Rafael Trani, Zito Marques e nos fundos, Santin Breda, um dos proprietários. (foto arquivo Manoel Marques - Zito)

Os atendentes eram educados, bem vestidos e possuíam aquele jeitinho de agradar e fazer o freguês se sentir à vontade.Seus proprietários participavam juntamente com todos das conversas que eram tratadas nas mesas de seu estabelecimento dando um toque familiar com esse tipo de tratamento.Os primeiros bares que fizeram história em nossa cidade iniciaram suas atividades nas décadas de 30 mais ou menos.Daí em diante outros estabelecimentos foram iniciando suas atividades e podemos, aqui fazer um breve retrospecto enumerando os que se tornaram mais famosos e que ocupavam o centro da cidade.

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Bar do Odilon

Casarão da Praça Bernardino de Campos por volta de 1910. O Sobrado visto à direita era do Coronel Francisco Vieira. Ali na parte de baixo funcionou durante muito tempo o Bar do Odilon da década de 40 ate 1982 quando faleceu.

O Bar do Odilon ficava no Largo da Matriz que hoje tem o nome de Praça Bernardino de Campos foi fundado na década de 40. Estava situado na parte de baixo onde residiu o sr. Cel.Francisco Vieira. Esse prédio, que já foi Prefeitura Municipal) era um sobradão artisticamente construído que ficava ali ao lado do antigo posto de gasolina do João Pupo onde funciona o Zanetti Motos. Anteriormente ao Bar do Odilon funcionava ali um bar e uma sorveteria do Roldão Finazzi.

Bar do Odilon após 1982. Nesta foto o bar Lanche Penha estava localizado ali

O sr. Odilon de Castro nasceu em 8 de julho de 1907 e faleceu em 8 de agosto de 1982 e era casado com d. Yolanda da Silva e foram pais de Wilson, Pedro, João Batista, José Maria e Benedito.Como membro ativo de nossa sociedade pertencia aa diretoria da Associação Comercial de Itapira, era membro da Instituição SEPIN, da Sociedade Operária, e pertencia a “Loja Maçônica Deus, Justiça e Caridade”.

Eram funcionários do Bar do Odilon o Orlando Palandi, Jorge dos Santos, os irmãos Paulo e Moacyr Donatti, Armando Rocha, Lázaro Borson e os 5 filhos do Odilon.

Os freqüentadores assíduos daquele ponto de encontro eram geralmente os mesmos fora um número elevado de fregueses que ali faziam ponto, participando daquelas reuniões sempre festivas regadas a muita bebida e lanches bem preparados. Esse ponto de encontro era chamado de “senadinho” que ficava num cômodo mais reservado, nos fundos do bar. Ali se comentava e se discutia todos os assuntos gerais que circulavam pela cidade,  principalmente pelos bastidores da política local., pelo comercio. Tinha aqueles que se esmeravam na arte da filosofia e divagava com seus conceitos extemporâneos, exercendo fascício e admiração. Mas o lado jocoso com muitas piadas e humor fervilhavam no “senadinho” o que dava uma conotação de um bando de “fofoqueiros” no bom sentido da palavra, que gostava de ver o circo pegar fogo. E olha que lenha é que não faltava!!!

Carlos Eduardo Ornellas (Seo Carlito) e dr. Marino da Costa Terra, advogado.

Atrás do balcão vemos o proprietário do bar, Sr. Odilon de Castro

     

1 – Vemos nesta foto de 12 de janeiro de 1963, o Dário Malta Junqueira, Roberto Rocha, Ítalo Avancini, Odilon de Castro, Orlandinho Palandi, Luizinho Donatti, Carlito e Fábio  Canto

2 – Mesa de aperitivos oferecidos pelo proprietário do bar sr. Odilon de Castro na comemoração dos seus 71 anos de idade. Vemos aí Dário Malta Junqueira, Dácio e seu neto, Dinho Baldassim, Renatinho, José Maria (Mariz), Odilon, Pio Dácio Amorim, professor Harley Marella e Valadão Lauri.

3 – Em outro aniversário do proprietário em 8 de julho de 1976 numa foto tirada no “senadinho” vemos: Gijo Cestaro, Valadão Lauri, Odilon, Gui, Orlando Simionato, Maripá, Santim., Dinho Baldassim, Dácio Amorim e Fábio Canto.

Dos que lembramos estão os srs. Romualdo Bisinelli, Maripá, Dácio Amorim, Alcides de Oliveira (Alemão), Lota Peres, Gui Guimarães, Wilson Victor dos Santos, Zé Frangueiro, o Orlando, Santim Giovelli, Anízio Simões, Dario Malta Junqueira, Toninho Caio, Jose de Souza Ferreira Filho, Virgolino de Oliveira, Ângelo Lisi, Nenê Caio, Jão Moro, O Bilo Rovaris, José Maria, Francisco Rocha Pereira o Chico Lingüiça, Paulo de Oliveira e muitos outros. Esse bar marcou época pela seleta freguesia que entre uma cerveja e outra, consumiam os tira-gostos e os lanches soberbamente preparados pelos funcionários e pelo proprietário. Doses de whisky, conhaques, vermutes, Martini, caipirinhas e até champanhes, rolavam goela abaixo desafiando os mais requintados paladares. Era um tempo feliz e gostoso onde cada um se orgulhava de participar dessas reuniões vespertinas e noturnas. Quase que diariamente, após os horários de atividades intensas quer como funcionários, quer como empresários essa plêiade de homens de negócios ali desopilava o fígado. Riam à vontade e se entusiasmavam jocosamente com as pilhérias e anedotas contadas ao sabor das bebidas que sorviam abundantemente. Assim era o nosso Bar do Odilon. Muita saudade nos trás quando naqueles tempos as brincadeiras e casos maliciosos tinham um ar de inocência, sem maldade. Tudo rolava com bom humor e alegria e que por vezes iam até as altas horas. Bons Tempos!!!

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O Itapira Bar

         

1 - Casarão da Rua Conselheiro Dantas onde funcionou o “Bar Itapirense em 1917.Esse prédio era de propriedade do Sr. Ângelo Bianchi que está na porta. Após foi o bar do Paschoal Dellamura e depois pertenceu ao Sr. Alberto Baldassim na década de 40

2 – Vemos nesta foto o casarão já reformado com mudança de seu aspecto e com novos cômodos na parte superior

 

O Itapira Bar se firmou como um dos mais populares e bem movimentados bares de Itapira. Estava localizado no centro da cidade à Rua Conselheiro Dantas número 31, ao lado onde hoje funciona o Banco do Brasil. Esse bar pertencia anteriormente ao sr. Ângelo Bianchi com o nome de Bar Itapirense e depois foi adquirido pelo sr. Paschoalim Dellamura. Foi adquirido depois em 1945 pelo casal Alberto Baldassin e Romilda Paschoalim.

 Alberto nasceu em 26 de junho de 1909 em Itapira e era filho do casal Antonio Baldassim e Luiza Boretti. Após ter estudado no Grupo Dr. Julio Mesquita, foi trabalhar na Ferraria do Paulo Theodoro Brianti. Casou-se apenas com 18 anos com d. Romilda Pashoalim. Tiveram nessa época as filhas Albertina, Doracy. Depois foram morar em Barão Ataliba Nogueira e ali Alberto montou uma oficina de ferreiro e tiveram os filhos: José Décio e Jose Baldassim (Zé do Bar). De volta para Itapira adquiriu o “Bar Estrela” em frente a estação da Mogiana. Ali era um excelente ponto para o tipo de negócio implantado pelo sr. Alberto, já que era uma área de muito movimento de trens que traziam passageiros de Minas e outras localidades  do estado de São Paulo. Também era passagem obrigatória para o transitar das pessoas diariamente. Além disso, a festa do 13 de maio trazia muitas centenas de pessoas que passavam pelo largo da estação

Nesta foto vemos a família do casal Alberto e Romilda: Sentados estão Romilda Paschoalim e Alberto Baldassim. Da esquerda para a direta vemos: José Décio, José, Doroty (Dinho), Albertina (Nininha, com a filha Sônia e o marido josé Pereira.

Após a compra passou ali a funcionar o famoso Itapira Bar. Passado algum tempo adquiriu o prédio que ficava em frente ao bar de número 40, onde passou a residir com sua família.

Muitos funcionários passaram pelo Itapira Bar e muitos permaneceram la até o seu fechamento. Recordamos de alguns nomes que fizeram daquele bar um dos mais populares de Itapira: Lázaro Borson, Orestes Bellini e seu filho, Daniel Gomes, Arlindo Leite da Silva (Lindo), Ricardo Baldassim, Benedito Mathias de Lima, o Eugênio, Paschoalin, o China, Guerino Brianti, Ibraim Ribeiro, Olívio Pinto, Lázaro Francioso, José Maria Bueno, Jacinto Paschoalim (Tite), Osvaldo e outros; e na cozinha a dona Rosa e dona Maria. Esse bar tinha características próprias e funcionava como restaurante com horários preestabelecidos e muita comida caseira feita no maior capricho. Lanches, churrascos, salgadinhos, doces, café com leite, e toda sorte de guloseimas. Não podia faltar o chope geladinho, as cervejas que eram consumidas durante as reuniões e festividades de toda ordem e as reuniões futebolísticas, Além disso, se assistia partidas de futebol pela televisão (salvo engano foi a primeira TV em preto e branco de Itapira instalada em um bar.

Garçon Arlindo Leite da Silva (Lindo do Bar).Era um profissional dos mais elogiados.Vestia-se com extrema elegância.

Roupa de gala: calça preta, jaleco branco de gola engomada, e uma gravata borboleta galardão máximo de um verdadeiro garçon

O que chamava a atenção nesse restaurante era a existência do “Salão Azul”. Era um salão de festas onde tudo era tratado com os detalhes de uma grande restaurante europeu.Ali quando esse salão se engalanava era para reunir a “nobreza” de Itapira.Eram pessoas ligadas a política, ao Rotary Clube, Clube XV e entidades de classe. Os jantares eram regados ao mais puro vinho e o champanhe borbulhava nos copos num brindar alegre e festivo. Tudo era muito a rigor, desde as roupas vestidas pelos participantes até a chegada dos carros trazendo seus ocupantes para dar entrada àquele que foi o um dos mais famosos bares de Itapira. Muitas comemorações esportivas ali se desenrolavam fazendo a barulheira própria desse tipo de festa.As cantorias e a felicidade faziam coro com toda essa comemoração entre amigos e sem sombra de dúvidas deixaram marcadas no tempo e na nossa lembrança esses dias tão festivos.

Vemos nesta foto (no interior do nobilíssimo  “salão azul”) uma  bela reunião festiva. O garçon em primeiro plano é o Olívio Pinto. Entre os participantes da festa estão Silas Bravo Nogueira, Dr. Nathanael Ferreira Nobre, Elenir Boretti Ferreira Nobre, Dr. Paulo de Almeida Serra, Dalila Terezinha Galdi Serra, José Antonio Raposo, o casa René Azevedo e Harley Marella, Caetano Munhoz e muitos outros.

Alberto Baldassim encerrou as atividades do Itapira Bar em 31 de maio de 1974. Posteriormente outros proprietários adquiriram esse ponto a saber: Arlindo Leite da Silva (o Lindo), Osório Nieri, Peixoto e Orestes Bellini.Finalmente o Itapira Bar funcionou sob a direção de Osvaldo Peres e Arlindo Leite, quando então foi desativado.

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Bar Buraco da Onça

 

Nenê Rossi, atrás do balcão do bar de sua propriedade,  “O Buraco da Onça”.

Note-se a grande variedade de produtos importados nas prateleiras e sobre o balcão. (Foto de 1939)

Esse famoso Bar da Rua José Bonifácio teve como proprietário o sr. Hildebrando José Rossi , (o Nenê Rossi). Nasceu em 5 de julho de 1917 na cidade de São Sebastião do Paraíso, MG. e  faleceu em Itapira em 12 de dezembro de 1972; Era filho do casal João Batista Rossi e Rita Maria Apollaro. Casou-se com Terezinha Montemur, sendo pais de: Hildebrando José Rossi Filho, Luis Anibal Rossi e José Américo Rossi.

foto de Hildebrando José Rossi - Nenê Rossi (década 50/60)

Em 1939 já estava estabelecido com o Bar “Buraco da Onça”. Essa casa de Comércio, era um bar bastante seleto, localizado entre a Loja “A Paulista”, e a casa comercial do sr. Lico Amâncio de Camargo, (pai do saudoso Dr. Hélio Amâncio de Camargo, psiquiatra e psicanalista de renome internacional e irmão da não menos emérita pediatra e primeira medica de Itapira, Dra. Wilma Amâncio de Camargo). "A Paulista" foi fundada  pelo casal João Batista Rossi e Rita Mariano Apollaro), pais de Áurea e do Hildebando (Nenê). Nesse bar se reuniam na sua maioria, os empresários, comerciantes, industriais e profissionais liberais de Itapira. Discutiam muito sobre política e idealizavam tudo o que podia ser melhorado em nossa cidade. Eram pessoas de muita influência que, ou já pertenciam às lides da Câmara Municipal , ou se preservavam nos bastidores da política. Dessa maneira se permitiam influir nas decisões dos homens públicos que governavam a nossa cidade nos idos da década de 30. Ali entre um whisky e outro, acompanhado dos queijos, azeitonas, dos salames e outros frios, tudo importado, se fartavam e tinham idéias brilhantes. Esse bar do Nenê Rossi era conhecido como “senado” tais as proposituras e discussões que ali surgiam. Tudo era sempre regado à castanhas, nozes, enlatados, azeites, cervejas, champanhes, doces e outras guloseimas. Iam assim, sendo consumido por essa plêiade de homens de negócios, enquanto degustavam os anseios de ver Itapira cada vez mais evoluída. Muitos políticos de outras localidades e ligados a Itapira eram recebidos pelos anfitriões desse “senado”, vinham prestar solidariedade e reforçar idéias para a criação de associações e melhoria das que já existiam. Naquele ambiente de congraçamento estiveram homens influentes nas suas respectivas cidades, estados e mesmo vultos importantes na esfera nacional.

Foi no “Buraco da Onça“, é que surgiu a brilhante idéia da fundação da Associação Comercial de Itapira que teve redigido o seu primeiro estatuto em 11 de abril de em 1939. Esse estatuto foi aprovado em 9 de maio de 1939 sendo essa a data da fundação da Associação, sendo o seu primeiro presidente o sr. João Sarkis. A história completa da Associação Comercial e Industrial de Itapira encontra-se em outro local deste site. Basta clicar em "Inicio" e escolher no índice o local respectivo.

Bar da Alegria

                        

 

1ª Foto - Esse bar ficava na esquina entre as ruas José Bonifácio e a Alfredo Pujol, bem em frente a Casa Combate 2 casas abaixo da Barbearia do Tico Queluz.

A foto é do ano de 1966. Após sua demolição nos anos 70 ali passou a ser uma revendedora de veículos.

 

2ª Foto - Muitos proprietários se estabeleceram naquele local. Os irmãos Luiz e João Biachi ocuparam esse ponto na década de 30 ou 40. Os srs. João da Silva, Benedito Soliani e filhos, Alberto Baston, Auguwsto Felipe, Ariovaldo Sartorelli e Luiz Carlos Zago, também ali se estabeleceram na venda de lanches bebidas e salgadinhos. Nesta foto de 30 de dezembro de 1961, vemos da esquerda para a direita: Romildo Barizon, Aquiles Boretti, Paulo Pelliser, dona Angelina Sartorelli Baston e Alberto Baston (proprietários). Observe-se o Romildo Barizon saboreando uma deliciosa cerveja inglesinha

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Bar e Restaurante Santo Antonio

"Bar do Carlim"

 

Foto da década de 50 em frente ao Bar e Restaurante do Carlim

Fachada do Bar e Restaurante Santo Antonio (Bar do Carlim”.Podemos ver bem no meio da porta o Carlim Zacchi, mais a frente o Flávio Zacchi, de jaleco branco e mãos nos bolsos. As crianças são: segurando no poste, Mauro, sentados; Toninho, Edgard Olbi, Lásaro Leme (irmão do Katito da borracharia,), Walderige de Freitas e José Luiz Silveira (filho do seu Zé Silveira, prof. de Trabalhos Manuais do EEESO), Manoel de Oliveira Palhavan e José Osmar Paschoal.Em pé da esquerda para a direita: João Momesso (era construtor e também o que ajudou na demolição da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha em 1955), Joaquim Palhavam, Jorge Antonio Fadul, Humberto Ceragiolli (pai do Mauro e sogro do Sebastião Mendes (proprietário do Sebastião Bar ou simplesmente “Bar do Bastião”, fundado na década de 60), o pai do Antonio Nunes (Antonio Abacateiro), Ézio Fadul, Francisco Franco (Rey), Aristides Rufino (Nego Rufino), Luiiz Boscaro, José Ceragiolli, massagista durante muito tempo dos times de futebol de Itapira), seu filho Paulo César. Do lado direito isolado dos demais está o Pedro Baiano.

O Bar do Carlim Zacchi foi um marco na história de Itapira na década de 50. Localiza-se na Rua da Penha, número 15  e ali residia com toda a família. Carlos Zacchi ou simplemente Carlim nasceu aos 22 de abril de 1916 na vila Isaura bem na subida do Morro Vermelho, hoje Rua Jacob Audi.  Naquele local de propriedade de seus pais Ferrucio Zacchi e Carolina Monezzi. Carolina era filha de Giovanni Monezzi e Annunciata Teresa Maccari. Carlim, passou a sua primeira infância cercado pelo carinho da família, até por acabar trabalhando em uma Olaria nas próprias terras dos pais. Depois trabalhou como aprendiz de sapateiro na oficina do Otávio Monezzi, primo de sua mãe. Casou-se com a sra. Amélia Coradi em 15 de outrubro de 1937, filha do casal Antonio Coradi e d.Cloinda Mazzaron, itapirenses de origem italiana. O casal Carlos Zacchi e D.Amélia Coradi tiveram os filhos Flávio, Maria Inês, Gilmeri, João Carlos e Irene.

Família Zacchi e Monezzi reunida

No batizado do Flávio Zacchi a famiília se reuniu para um almoço.Vemos na frente da esquerda para a direita Maria Inês Zacchi(com Ângela no colo), Flávio Zacchi, José Alfano, Maria Delfino (no colo José Flávio, seu afilhado), Amélia Coraddi (com Dulce no colo) e Carlos Zacchi. Na fila do meio na mesma ordem: Aparecida, Zú Bonelli, Irene (com sua boneca), Carolina Monezzi, (mãe do Carlim), Hermínia Zacchi, Tereza Monezzi (Zita) e Gilmere Zacchi. Atrás vemos: João Alfano e João Carlos Zacchi (com um garrafão de vinho nas mãos). A jovem entre a D. Zita e a Gilmere não foi identificada nesta foto).

Com o passar do tempo resolveu em sociedade com Pedro Dalben comprar o Armazém de Secos e Molhados do sr. Francisco José Setti, localizado no final da Vila Isaura, hoje Av.Com.Virgolino de Oliveira. Em 1950 mudou-se com a família e comprou  para a Rua da Penha (antiga rua do Amparo) tendo comprado o bar do sr. João da Silva que esta ali localizado entre as ruas Manoel Pereira, Ribeiro de Barros e Dr. Hortêncio Pereira da Silva.

Como essa rua era trajeto obrigatório da periferia para o centro de todos os moradores da rua, dos sitiantes, dos bairros dos Pinheiros, dos Ferreiras e dos colonos das fazendas Santa Cecília, Lucas Jorge, Calunga, Santa Bárbara etc. o ponto passou a ser muito concorrido.Ali era o lenitivo para os altos papos, para cervejas, compra de cigarros, lanches e salgadinhos. Todo ir e vir dos transeuntes havia que passar por ali. Os empregados da Fábrica Sarkis, as festividades religiosas, da igreja de Santo Antonio (antiga Igreja da Mãozinha), os comícios políticos, as tardes domingueiras de futebol no Estádio “Cel.Chico Vieira”, tudo contribuía para o bom andamento dos negócios. Nos fins de semana o movimento triplicava com muita diversão, onde funcionavam, nos fundos do bar, na parte de cima, as mesas de sinuca e na parte de baixo um campo de bocha. Flávio Zacchi (de saudosa memória, falecido em 1992) comprou certa vez um projetor de filmes e aos sábados a noite reunia as pessoas, adultos, jovens e crianças para assistirem no campo de bocha os filmes e seriados que alugava. E lá estávamos nós de vez em quando assistindo filmes de terror e aventuras, alem dos seriados e faroeste. Também havia uma televisão que reunia os esportistas para assistirem os grandes jogos de futebol com muita torcida e gritaria.. Era um bar de muito respeito e a família toda do Carlim participava atendendo no balcão, na sorveteria e nas mesas do restaurante. Família muito dinâmica e interessada nos negócios do pai todos contribuíam de alguma maneira para o desempenho cada vez melhor daquele Bar e Restaurante que funcionava, chovesse ou fizesse sol. Eram muito religiosos e participavam e contribuíram muito para a construção da Igreja de Santo Antonio.Participavam com barracas de comes e bebes, nas quermesses durante as festividades maiores da Igreja, e tinham também suas barracas na Festa de São Benedito vendendo sorvetes e toda sorte de guloseimas. O bar do Carlim funcionou até 1970 tendo passado por vários donos: Alair Adorno, Letrão, az da nossa equipe maior de futebol, Sociedade Esportiva Itapirense, (a famosa vermelhinha), Wilson Soliani, Agenor Gerolin e Ico Martelli.Aposentado das atividades do bar, Carlim montou uma malharia, “Malharia Zacchi” tendo ali produzido por muito tempo excelentes pelas de malhas que eram vendidas ali mesmo na malharia, por toda Itapira e também em outras localidades.

          

1 - Dona Amélia e Carlim Zacchino interior do Bar

2 - Panorâmica do salão de refeições do Bar do Carlim.Vemos muitas mesas bem arrumadas e dispostas de forma elegante e bom gosto.

Hoje resta-nos a saudade de tudo o que representou o Carlim Zacchi para a sociedade itapirense. Seu falecimento ocorrido em 1995 consternou a todos e nos faz refletir na grandeza desse homem que soube criar uma família dirigida para os verdadeiros ensinamentos dentro dos parâmetros da fé dentro da honestidade e muito respeito. Aí está a prole imensa de netos e bisnetos atestando e comprovando todo amor emanado do casal Carlim e dona Amélia.

Bar da Linha

A propriedade do imóvel do Bar da Linha era da família Pierozzi e se localiza no alto da Rua da Penha próxima ao Asilo São Vicente de Paula. Desde a década de 50 aquele imóvel sempre foi utilizado para a venda de bebidas e salgados. Nos fundos foram construídas canchas de bocha onde se digladiavam os italianos daquelas imediações. O campo cercado de mesas e cadeiras serviam para os comes e bebes além de homéricas partidas de truco.Naquelas décadas de 50, 60 e 70 muitas festividades marcaram época naquela esquina. Muitas festas comemorando partidas de futebol e muita diversão nos sábados de aleluia com o famoso pau-de-sebo onde os mais aptos fisicamente e mais espertos podiam ser contemplados com as prendas (geralmente cédulas polpudas) presas no topo do mastro. Era uma competição onde muita diversão, gargalhadas, pilhérias e chacotas desafiavam os contendores. Saudosos tempos! Era o tempo onde a ferrovia da Mogiana marcava bem naquele ponto do bar, a linha a divisória da rua da Penha com a estrada que rumava para as fazendas e para a cidade de Amparo.Um dos proprietários que deixou muita lembrança naquele bar foi o sr. Miguel (Miguelzinho) de Souza, pai do Cláudio "Mangueira", grande artilheiro do time do Jaú. Lembro-me que foi um dos primeiros bares a ter uma televisão preta e branco que foi instalada junto às canchas de bocha, no alto e bem visível. O detalhe patético e que deixava todo telespectador roxo de raiva, era o fato da televisão não pegar praticamente nada. Eram apenas borrões zebrados cuja visualização tornava impossível distinguir os jogadores e a própria bola. Uma alternativa que às vezes melhorava a imagem dependia de colocar alguém encima do telhado para ir virando a antena. Os  palavreados de baixo calão, misturados com: "vira essa antena prá direita, vira prá esquerda...Aí tá bão?...Não, não!!! Estragou tudo de novo, essa porcaria! E assim iam desfilando um sem fim de palavreados desacordes com a modernidade. Saudosas figuras ostentaram a fama de grandes festeiros.Citamos o Zico do Gotti, os irmãos Bressaglia: "Tunin", "Budu" e "Pé de Galo", Orlando Ziliotto e outros.Nessas festas nunca faltavam também as figuras populares do "Bacateiro" e Gijo Bacalá".Assim era o alto da rua da Penha nas décadas de 50 a 70. Muitos foram os proprietários do "Bar da Linha", incluindo o Airton Rogatto. O último proprietário do bar da Linha foi o sr. Armando Tonini.

                      

O Bar da Linha em plena atividade.                                                               Pau-de-sebo                                                                   Bar da linha, hoje fechado

         

         Nesta fotografia estão: Antonio Topan, Florisvaldo Puggina (Vardão), Raposa, Timbó, Airton Rogatto, Batata Sartori, Dico Tenório, Zico do Gotti (era quem organizava as festas naquele ponto), Juari (filho do Antonio (feitor) e Chiquinho Mineiro. O gatorinho da foto é o Dário, neto do Dico Tenório.

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Muitos Bares...em Itapira

Em Itapira como em toda cidade do interior há bares aos borbotões. Todos eles honrando suas tradições e sua história.

Citaremos apenas alguns, para exemplificar caldo de cultura que daí provém, cada um assumindo características próprias dependendo do ponto onde se encontram.Podemos citar o Bar do Coli no alto da Santa Cruz que era dirigido a princípio por Luis Paganini e depois pelo Cido do Coli seu filho.o Bar do Moacyr Donatti, do Ferian, o Bar e Restaurante do Carlim na Rua da Penha (já visto acima) que juntamente com D.Amélia sua esposa e seus filhos tornaram aquele local um ponto de encontro para se deliciarem com  a comida caseira, os sorvetes e os aperitivos, Nos fundos havia um campo de bocha e mesas para o jogo de sinuca.que atraia os jovens e para a diversão costumeira aos sábados e domingos..Logo a frente do bar do Carlim havia o Bar do Julio Cruz.  Na Rua José Bonifácio os bares do Nenê Rossi chamado “O Buraco da Onça” e o “Brasília Bar” do Zito Marques e mais abaixo o Bar do Sebastião Mendes. Na Vila Isaura tivemos o Bar do Ditinho de propriedade do sr. Benedito Alves de Carvalho, pai do Zé da Vila.

No Cubatão tivemos muitos e o Bar do Nego, do Nicola Simonetti, o Bar do Silvio Mistro, todos trabalhavam para a agradar os fregueses, Havia campos de bocha, jogos de baralho tudo regado a um bom gole da caninha e das cervejas bem geladinhas. Tudo acompanhado dos assados, quitutes, salgadinhos etc. Nos Prados tinha a venda do Silvio Galizoni onde todos paravam para o famoso mata-bicho e para fazer suas compras do mês.A vendinha do Pedro Consorti (Tio) la pelos lados da Olaria do Riboldi. Na frente da Estação da Mogiana havia o Bar e Pensão do Teixeira, que mudou várias vezes de dono. Ali funcionou também alugado para o Altino Ribeiro, itapirense e morador em SP, Francisco Malandrim e outros.Havia os bares do Pedro Barizon e do José Nunes de Mattos, bar do Pedro Mantuan, pai do Armando Mantuan, (fotógrafo), bar do Henrique Tofanello, bar do Dito Belli e inúmeros outros que não se tem condições de enumerar.Hoje muitos bares se transformaram em lanchonetes e a tradição da venda de bebidas tende a ter um controle maior daqui par a frente haja vista o abuso e os acidentes ocorridos principalmente  com os jovens que ainda não tem maturidade para o controle e uso comedido dessas bebidas destiladas.

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