Tiros de Guerra

Origens históricas

(Wikipédia)

Tiro de Guerra (TG) é uma instituição militar do Exército Brasileiro, encarregada de formar reservistas para o exército. OS TGs são estruturados de modo que o convocado possa conciliar a instrução militar com o trabalho ou estudo.

A organização de um TG ocorre em acordo firmado com as prefeituras locais e o Comando da Região Militar. O exército fornece os instrutores, fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações.

Existem hoje mais de 200 TG distribuídos por quase todo o território brasileiro.

 

Origem dos Tiros de Guerra

A origem dos tiros-de-guerra (TG) remonta ao ano de 1902,quando se fundou em RS) uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares – esta, a partir de 1916 no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, transformou-se, com o apoio do poder municipal,nesse tipo de organização militar tão essencial à formação de reservistas brasileiros.

 

A formação do Atirador

O objetivo dos TG's é formar reservistas de 2ª categoria aptos ao desempenho de tarefas no contexto da Defesa Territorial e Defesa Civil A formação do atirador é realizada no período de 40 semanas, com uma carga-horária semanal de 12 horas, totalizando 480 horas de instrução.Há um acréscimo de 36 horas destinadas às instruções específicas do Curso de Formação de Cabos – um terço desse tempo é direcionado para matérias relacionadas com ações de saúde, ação comunitária, defesa civil e meio ambiente

 

Missão

Extraído do R 138 - Regulamento dos Tiros-de-Guerra

Os Tiros-de-Guerra são uma experiência brasileira vigente desde 7 de setembro de 1902, quando Antônio Carlos Lopes fundou, na cidade de Rio Grande-RS, uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares e, depois de 1916, foram impulsionados pela pregação patriótica de Olavo Bilac - Patrono do Serviço Militar, sendo conseqüência, sobretudo, de um esforço comunitário municipal.

Os Tiros-de-Guerra (TG) são Órgãos de Formação da Reserva (OFR), que possibilitam a prestação do Serviço Militar Inicial, no município sede do TG, dos convocados não incorporados em Organização Militar da Ativa (OMA), de molde a atender à instrução, conciliando o trabalho e o estudo do cidadão.

Além de propiciar a prestação do serviço militar inicial,os TG devem:

I - contribuir para estimular a interiorização e evitar o êxodo rural

II - constituir-se em pólos difusores do civismo, da cidadania e do patriotismo

III - colaborar em atividades complementares, mediante convênio com órgãos federais, estaduais e municipais, no funcionamento de ensino profissionalizante em suas dependências e na utilização das mesmas em práticas cívicas, esportivas e sociais, em benefício da comunidade local e

IV - mediante autorização dos Comandantes Militares de Área:

a) atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e na Defesa Territorial

b) participar na Defesa Civil e

c) colaborar em projetos de Ação Comunitária.

 

 Objetivos dos TG

A instrução dos TG deve ter por objetivo a preparação de:

I - munícipes conhecedores dos problemas locais, interessados nas aspirações e realizações de sua comunidade, e cidadãos integrados à realidade nacional.

II - reservistas de 2ª Categoria (Combatente Básico de Força Territorial), aptos a desempenharem tarefas limitadas, na paz e na guerra, nos quadros de Defesa Territorial, GLO, Defesa Civil e Ação Comunitária.

III - líderes democratas, atentos aos ideais da nacionalidade brasileira e à defesa do Estado Democrático de Direito.

 

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Escola da Força Pública

de Itapira

 

Figura da mais alta distinção na área do ensino, o Prof. Ismael de Assis Pinto transmitiu seus conhecimentos escolares a inúmeros adultos e crianças de Itapira na primeira década  do século XX. Em 1916 lecionou para os soldados da Força Pública local com desvelo e desprendimento patriótico. Na edição de 23 de julho de 1916 o jornal "Cidade de Itapira fez belíssima citação dizendo que " o provecto educador do Grupo Escolar desta cidade propôs-se a ministrar os seus preciosos ensinamentos aos soldados do destacamento local, os quais na maioria se achavam envoltos nas trevas do analfabetismo que tanto lhes dificultava os passos na estrada escabrosa da vida". Foi instalada para tanto uma Escola da Força Pública à qual se deu o nome de Tenente Coronel Crysanto Guimarães, responsável pelo Comando do 4º Batalhão da Força Pública de São Paulo, figura essa de destaque nos meios políticos do estado de São Paulo.A aula inaugural da Escola foi no dia 20 de julho, sido feitos discursos de autoridades, que exaltaram o gesto altruístico do competentíssimo professor itapirense Ismael de Assis Pinto. O Tenente Coronel Crysanto Guimarães enviou um ofício ao Dr. Antonio Sucupira, delegado de Itapira, elogiando o "patriótico procedimento do distinto" mestre.O professor Ismael  era filho de Jacintho Ferraz Pinto e d. Francisca Salomé de Araújo Cintra, sobrinha neta do Com. João Cintra, filha de Francisco de Assis de Araújo Cintra e neta do capitão Bento José de Araújo Cintra, este irmão comendador. Nasceu em Itapira a 10 de setembro  de 1885 e faleceu em São Paulo a 7 de julho de 1951. É nome de rua na Vila Boa Esperança.

 

 

Nesta foto tirada na ocasião da aula inaugural da Escola da Força Pública " Tenente Coronel Crysanto Guimarães", de Itapira no dia 20 de julho de 1916. Podemos ver os soldados do destacamento local e sentados, da esquerda para a direita, segunda pessoa: delegado Dr. Antonio Monteiro de Araripe Sucupira; no centro, segurando um lçivro, o professor Ismael de Assis Pinto; a terceira pessoa é o escrivão de Polícia João "de tal" de Assis.

 

Linha de Tiro

Nos dias 30 e 31 do mesmo mês foram realizadas as cerimônias de benção e entrega da bandeira à linha de tiro. A primeira solenidade foi presidida pelo exmo. Sr. d. Joaquim Mamede e a segunda, pelo General Luis Barbedo.  

Solenidade de entrega em 1918 (1917?), da bandeira ao Tiro local, 

vendo-se à cavalo, comandando a linha, o cel. Francisco Vieira.

 

 

Tiro de Guerra de Itapira

 

(1917)

 

"393"

 

Na noite de 15 de maio de 1917, a convite do prefeito municipal, sr.cel. Francisco Vieira – que presidiu os trabalhos – efetuou-se grande reunião no Teatro Recreio, sendo fundada a Linha de Tiro, mais tarde designada pelo n.393.

Tiro de Guerra na Praça Bernardino de Campos em 1920 durante uma festividade

 

Foto do ano de 1920. Nesse "stand" do Tiro de Guerra 383, os futuros reservistas praticavam seus exercícios.Ao lado podemos ver o "Ford Bigode" que pertencia ao prefeito da época Francisco Vieira.

Tiro de Guerra de Itapira

(1931 a 1935)

 

"282"

 

Em Itapira foi fundado um Tiro de Guerra com o número "282" e por alguns anos muitos participantes tiveram adestramento militar, passando por combates simulados e todo tipo de treinamento com armas de fogo. Causavam admiração na população pelo preparo físico e pela coragem que demonstravam como recrutas de nossas forças armadas. O treinamento de tiro eram efetuados no "Stande de Tiro 383", especificamente construído para esse fim. Esse "Stande" se localizava além da ponte sobre o Ribeirão da Penha, pelos lados da Vila Izaura, cujas terras pertenciam ao Sr. Jose Soares Soares. Servia também o exercício do "Tiro de Guerra 282"para  Hoje ali está o distrito industrial próximo ao posto Lubema. Esse local servia para o exercício de tiro de todos tipos de armas:  carabinas, fuzis e revolveres.Naquela época o comandante do pelotão de tiro era o Sargento Antonio Manoel da Silva mantinha a ordem e os treinamentos com pulso forte.Ao toque de acordar todos, logo de manhã saiam já enfardados e marchavam com mochilas  às costas em fila e ao toque musical  cheios de ânimo e orgulho por estarem cumprindo com os deveres honrados para com a pátria. A sede do Tiro de Guerra se localizava próximo ao Hotel São Paulo, logo abaixo da Estação da Mogiana. Os "recrutas" permaneciam por 8 meses em treinamento e no final do curso recebiam certificados de Reservista.

 

           

 

Na foto da esquerda vemos: Reservistas de Itapira e Mogi Mirim da Linha de Tiro da Escola de Instrução Militar - E.I.M. - 282, em confraternização no  Parque Municipal de Itapira em 1931.Vemos na 1ª fila, o 3º é José Serra, o padre é Lázaro Sampaio de Matos, o 7º é o  prof. José da Cunha Raposo, a mulher é filha do dr. Henrique Cintra Warne, o 10º é o Francisco Vieira, ao seu lado está o Jácomo Nabor Secchi presidente da diretoria da E.I.M. - 282, e o último soldado é Paulo Guerra. Na 2ª fila , o 1º soldado é Júlio Rosário. Na 3ª fila, o 3º soldado é o Hortêncio Avancini

Na foto da direita vemos a soldadesca da Linha de Tiro de Itapira - 282, em 4 de outubro de 1931, num dia de folga. Estiveram presentes nesse churrasco: o padre Lázaro Sampaio de Mato, o prefeito Chico Vieira, Jacomo Nabor Secchi, José Serra. O terceiro homem em pé, da esquerda para a direita, é o soldado Júlio Rosário

 

 

Nesta foto vemos:Antonio Manoel da Silva, instrutor do Tiro de Guerra – 282, entre os integrantes que fizeram parte daquele pelotão militar, cujas instruções tiveram início em 6 de julho de 1934,

e foram concluídas em 12 de fevereiro de 1935. Eis alguns nomes do pessoal: Lázaro Andrade, Tico Pires, Américo Breda, José Cintra Machado, Vitaliano Zanovello Filho, Luiz Baptista Martellini,

José Maria Salgado, Antonio Cescon, Virgilio de Oliveira, Rubens Pereira da Cruz (Binha), João Puggina, Odair de Moraes, Abdon Siqueira (Bedão), Francisco Rocha, Romeu Rocha, Alfredo Mantelatto,

Tico Mantelatto, Guerino Franchi, José Araújo Cintra, Henrique Miranda (Nêgo), Dr. Décio Galdi, Jurandir Siqueira, Francisco Bueno Salgado (Chico Mamá), do Matadouro,

Carlos Zacchi (Carlim), Gino Brunialtti (da alfaiataria) Rinaldo Martellini, Rubens Fonseca, Eliel do Espirito Santo e Silva, José Maria Salgado, Renée Boretti e Dorival.

 

 

Reencontro da Turma acima após 40 anos

 

    

 

1                                                                                                                               2

 

1 - Vemos nesta foto: Lázaro Andrade, Tico Pires, Eliel do Espirito Santo e Silva, Dr. Décio Galdi, Renée Boretti José Araújo Cintra Nato, Tinho Venturini, Carlos Zacchi (Carlim),

Virgilio de Oliveira, José Maria Salgado, e Dorival, João Puggina, Henrique Miranda (Nêgo), Odair Lopes Moraes (filho do seu Nenê do Cine Paratodos), Rubens Pereira da Cruz (Binha) e Luiz Baptista Martellini.

2 - Nesta foto vemos: no centro a professora Gilmery Pereira Ulbricht, madrinha da turma do Tiro de Guerra entre os amigos reunidos na comemoração dos 40 anos de formação militar.

Na frente vemos o Mauro Simões, Lázaro de Andrade, Virgilio, Dr. Décio Galdi, Julieta Cremasco, Titel Cremasco e Aristides Marella.

 

 

Como em toda festa e confraternização, não poderia faltar a boa música. Para tanto, Tite Cremasco, no violino e Aristides Marella, no violão, animaram todos os integrantes. Essa festa foi realizada na chácara Cremasco.

 

Tiro de Guerra de Itapira

 

(1940)

 

"435"

 

Essa foto abaixo é do Tiro de Guerra "435" da Turma de 1940, cuja sede era na cidade de Mogi Mirim comandada pelo Sargento Rafael Pinto de Vasconcellos. Os alunos de Itapira, viajavam pelo trem da Mogiana.

 Em Itapira a sede estava localizada na parte de cima do "Itapira Bar" e depois foi transferida para a casa do Sezefredo Fecci à rua José Bonifácio, nº 71, em frente ao sobradão do Fiordomo.A foto pertence ao acervo do Sezefredo Fecci.

Quando da formatura da Turma do Tiro de Guerra TG 435, discursaram durante a cerimônia cívica e militar o Dr. Paulo Teixeira de Camargo, promotor Público de Mogi Mirim e presidente do Tiro de Guerra. Também a Sta. Haydée Maria Masotti, professoranda e Madrinha dos atiradores fez seu discurso parabenizando a todos. Em nome dos alunos do curso falou o acadêmico de direito Benedicto Masotti.Outras solenidades aconteceram no dia 6 de outubro daquele ano, dentre as quais: a visita à Mogi Mirim do Sr. Ademar de Barros, Interventor Federal e depois governador de São Paulo pelo PSP, General Maurício José Cardoso, Comandante da 2ª região Militar e grande comitiva que virão assistir à entrega dos Certificados aos atiradores das seguintes cidades: Casa Branca, São José do Rio Pardo, Vargem Grande do Sul, São João da Boa Vista, Pinhal, Mogi Mirim, Itapira, Mogi Guaçu, Amparo, Pedreira e Itatiba., os quais concentrarão em Mogi Mirim.

Haverá imponente parada esportiva e a participação das escolas de Mogi Mirim e um banquete no Hotel Brasil. Também haverá um baile de gala e outras programações para os formandos e todos os familiares e amigos.

 

 

Relação dos nomes de itapirenses constantes na foto: Alair (Ito)Toledo de Oliveira, Alcides Bruinialtti, Alcides Miranda de Araújo (Cidinho), Aristótoles Carvalho Salgado, Antonio Bianchesi,

Ayrton Siqueira, David José Pereira de Moraes, (Jóia), Edú Toledo, Geraldo Toledo de Oliveira, Hélio Audi, Henio Rocha, Jácomo Coppos, Joaquim Formiga Rocha,

José Coelho de Oliveira (Zé Careca), José da Rocha Oliveira, Nicola Trani, Orlando Cestaro (Bóia), Paulo Bianchi, Pedro Job da Rocha, Sétimo Pierozzi, Sezefredo Fecci, Antonio Martins Correa Filho,

Aparecido Pires de Camargo, Caetano João Russo, (Taninho), Hélio Lopes (Zé Ico), Josias do Carmo Pinheiro, Mario Ghozzi, Vicente Staibano, Walmir Agostinho da Silva, Alexandre Martins Correa,

 Acilio de Souza Faria e Angelo dos Santos Zazera.

 

 

 

Turma do Tiro de Guerra 435 de Mogi Mirim, no ano de 1945, tendo como instrutor o 1º sargento Américo Nascimento Bahia.

Na primeira fila (sentados), da esquerda par a direita: João Secchi Franco, Cido,  Jorge Sarkis, João Passarella Neto e Décio Stolf.

Na 2ª fila (abaixados), Constantino Costa e Nicola Finelli.

 Em pé: Lázaro Alves de Almeida (Lero), José de Souza Ferreira Neto (Juca), Achilles Barbanti, Irineu Récchia e Nello Regatieri.

 

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