A ORIGEM TOPONÍMICA DA FAMÍLIA FREITAS
Freitas Castro // Amorim // Coutinho // da Silva // do Amaral //
Gouvêa Guimarães //Lima //Magalhães //Paranhos //Travassos //Valle
* Assim se expressam Carlos Eduardo de Almeida Barata e Antonio Henrique da Cunha Bueno
sobre o título Freitas às páginas 1026 a 1029 de sua monumental obra Dicionário das Famílias Brasileiras"
Sobrenome
de origem geográfica. Do latim fractus, quebradas (subentende-se: pedras).
Leite de Vasconcellos diz que o sentido de fracta pode não ser propriamente
“quebrada ou rachada”, mas metafórico. O fr. Freitte Longnon, admite o
sentido de “brecha, abertura” e por conseguinte, “desfiladeiro”.
Documentaram-se as antigas formas Frectas e Fleitas [em 1059] (Antenor
Nascentes, II, 118; Anuário Genealógico Latino, I, 46). Procedem de Diogo Gonçalves
de Uro, que faleceu no ano de 1139, na batalha de Campo Ourique, e que fundou o
mosteiro de Cete. Foi pai de D. João Dias de Freitas, o primeiro que usou este
sobrenome, tirado de seu solar, o julgado de Freitas, junto a Guimarães. São
descendentes de D. Arnaldo de Bayão [983], da Gasconha (França), que morreu de
uma flechada no cerco de Viseu, e que foi progenitor também das famílias
Azevedo e Baião. Entre os ilustres antepassados desta família, registra-se
Martim de Freitas, Alcaide-Mor de Coimbra, que lutou em defesa de D. Sancho II,
rei de Portugal, em 1223 (Baena, II, 72; Anuário Genealógico Latino, I, 46).
Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, está a de Mateus de Freitas
[c.1585 - ?], capitão em 1626, com a mercê da Ordem de São Tiago (1646).
Deixou descendência do seu cas., c.1616, com Milícia de Oliveira, filha do
licenciado João Lopes Pinto (Rheingantz, II, 199). Rheingantz registra mais 23
famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa
descendência no Rio de Janeiro. Ainda no Rio de Janeiro, de origem gaúcha,
registra-se a família de Estanilau José de Freitas [c.1826 -], que deixou geração
no Rio Grande do Sul, do seu cas. com Ana Marcelino. Foram pais de Estanilau José
de Freitas [1853, RS - 26.07.1880, Rio, RJ], que se estabeleceu no Rio de
Janeiro, onde deixou geração do seu cas. com Maria José Pereira Caldas. São
pais do Comendador João de Deus de Freitas [c.1846, São Gabriel, RS - 12.1927,
Rio, RJ], que se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde deixou geração do seu
primeiro cas. com Maria Tereza Caldas [1845 - 08.02.1890, Petrópolis, RJ],
filha de Francisco Pereira Caldas e de Maria Isabel de Abreu. Em São Paulo,
entre as mais antigas, registra-se a de Sebastião de Freitas, natural de Alagoa
da cidade de Silves, no Algarve, filho de Manuel Pires, pessoa nobre, que foi
Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Silves. Esteve na Bahia, em 1591,
como soldado da companhia de Gabriel Soares, passando, depois, a S. Paulo, onde
prestou muitos serviços, porque, em 1594, acompanhou, ao sertão, o cap. Jorge
Corrêa, que moveu guerra contra o gentio que havia cercado a vila de São
Paulo. Por este e outros serviços, foi armado Cavaleiro em 1600, em São Paulo,
por D. Francisco de Souza, com faculdade régia. Capitão da gente de
Piratininga do campo de São Paulo, por patente de 1606. Deixou numerosa descendência,
que mereceu um capítulo na «Nobiliarchia Paulistana», de Silva Leme, do seu
casamento, em 1592, com Maria Pedroso, filha de Antônio Rodrigues de Alvarenga
e de Ana Ribeiro, patriarcas de um dos ramos da família Alvarenga (v.s.), de São
Paulo (AM, Piratininga, 81; SL, VII, 169). Entre os descendentes do casal,
registram-se: I - a filha, Isabel de Freitas, matriarca de parte da família
Leme (v.s.), de São Paulo, por seu cas. com Braz Leme, filho de Aleixo Leme; II
- a filha, Catarina de Freitas, matriarca de grande parte da família Barros
Freire (v.s.), de São Paulo, por seu cas. com Francisco de Barros Freire; III -
a filha, Maria de Freitas, matriarca da família Cassão (v.s.), de São Paulo,
por seu cas. com João de Brito Cassão [Portugal - 1640]. No Rio Grande do Sul,
entre as mais antigas, distingue-se a de Antônio de Freitas Aguiar [c.1732, São
Martinho, Ilha da Madeira- 1812, Rio Grande, RS], filho de Manuel de Freitas
Aguiar e de Francisca Gomes. Deixou numerosa descendência do seu cas., c.1756,
na Colônia do Sacramento, com Josefa Antônia dos Reis [c.1736-?], filha de
Silvestre dos Reis (de Andrade) e de Antônia Francisca dos Reis. Ainda no Rio
Grande do Sul, de origem portuguesa, cabe registrar a família de José
Francisco de Freitas [c.1805, Lamego - 1871, Pelotas, RS], filho de José
Francisco dos Santos Pires e de Ana Ribeiro. Deixou numerosa descendência, em
Pelotas, RS, de seu cas. com Delfina Joaquina Martins [1808, Caçapava, RS - Bagé],
filha do Comendador José Martins Coelho, patriarca de uma das famílias Martins
(v.s.), do Rio Grande do Sul. Entre os descendentes deste último casal,
registram-se as famílias Costa Freitas, Freitas da Silveira e Freitas Machado.
Em São Sebastião, SP, há uma numerosa família que assina-se Ribeirão de
Freitas. Ainda, no Rio Grande do Sul, registra-se a família de Agostinho de
Almeida Freitas, nat. de Portugal, que assinou termo de declaração, a
28.07.1851, onde informa ser católico, ter vindo para o Brasil em 1826, estar
estabelecido em Porto Alegre, desde 1837, e ser casado com uma brasileira com a
qual tem três filhos (Spalding, naturalizações, 100). No Acre, cabe registrar
Francisco Xavier de Freitas, listado entre os primeiros povoadores nas margens
do rio Acre, por volta de 1878. Em 1882, estava estabelecido em Boa Esperança
(Castelo Branco, Acreania, 183). Importante família de origem portuguesa
estabelecida na Bahia, para onde passou Domingos Luís de Freitas, natural de
Aroens, termo de Guimarães. Tornou-se grande negociante na Bahia. Filho de Antônio
José de Freitas e de Antônia Quitéria de Freitas. Deixou geração do seu
cas. com Ana das Virgens e Silva Brandão, natural da Bahia, filha de Manuel Antônio
da Silva e de Ana Vieira Brandão, ambos naturais da Bahia. Entre os seus
descendentes, registram-se: I - o filho, Domingos José de Freitas [Bahia -],
Matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804]; II - o
filho, o desembargador Francisco José de Freitas [Bahia - 20.05.1849, Rio, RJ],
matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804].
Bacharel em Leis. Leitura de Bacharel [09.05.1810]. Juiz de Fora da Vila de
Cachoeira, na Bahia [13.05.1811]. Provedor da fazenda dos Defuntos e Ausentes,
Resíduos e Capelas da mesma vila [29.05.1811]. Desembargador da Relação da
Bahia [13.05.1819]. Desembargador da Casa da Suplicação [12.10.1824].
Desembargador de agravos da mesma Casa [12.10.1827]. Chanceler da Relação de
Pernambuco [29.10.1828]. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça [20.09.1832].
Teve mercê do Hábito da Ordem de Cristo [30.05.1816]. Conselheiro do Império
[13.11.1828]. Comendador da mesma Ordem de Cristo [02.12.1828]. Fidalgo
Cavaleiro da Casa Imperial [08.03.1829]. Não deixou geração do seu cas. com
Ana Henriqueta Cardoso de Melo. Linha Africana: Em Ubá, Minas Gerais,
registra-se Antônio Quintiliano de Freitas, cas. com Miquelina Rosa da Conceição.
Batizou, em 1842, um filho: José, «pardo» Cristãos Novos: Sobrenome também
adotado por judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a partir de
1497. Em São Paulo, registra-se a família de Sebastião de Freitas, cristão
novo, morador em Santos, denunciado em 1628 (Wolff, Dic., I, 81). Linha natural:
Entre outras, em Minas Gerais, registra-se a do Alf. Manuel José de Freitas
[Braga - 1787, MG], filho de João de Freitas Guimarães e de Maria Afonseca,
que deixou dois filhos naturais, reconhecidos, pelos quais corre o sobrenome.
Linha das Órfãs da Rainha: Antiga família da Bahia, que teve princípio em
Francisco Nunes de Freitas, que foi casado com Margarida de Souza Dormundo, neta
de Marta de Souza Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs
protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1551, ao gov. do Brasil Thomé de
Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta
Lobo, que foi casada na família Dormundo (v.s.) é filha de Baltazar Lobo de
Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.). Nobreza Titular: Antônio
Manuel de Freitas, foi agraciado, a 25.03.1849, com o título de barão do Rio
Claro. Heráldica: I - um escudo em campo vermelho, 5 estrelas de ouro em
santor. Timbre: 2 braços de leão de ouro em aspa (Sanches Baena, II, 72); II -
de Gabriel Gonçalves: um escudo em campo azul, uma águia de duas cabeças, de
ouro arrebatando uma cabeça de mouro, de prata e vermelho; e um cordão de S.
Francisco, de ouro, posto em orla. Timbre: dois braços de leão, de ouro,
passados em aspa, sustendo, em faixa, uma alabarda de prata, hasteada de
vermelho; III - de João Antônio de Freitas Fortuna: um escudo em campo de
ouro, com uma cruz de vermelho. Século XVI: I - de Cristóvão de Alpoim - Brasão
de Armas datado de 30.10.1536: um escudo esquartelado, nos primeiro e quarto
quartéis, as armas da família Alpoim (v.s.); no segundo quartel, as armas da
família Faria (v.s.); e no quarto quartel, as armas da família Freitas (v.s.).
Diferença: um trifólio de prata na primeira ponta do escudo. Elmo: de prata
aberto, guarnecido de ouro. Paquife de ouro, vermelho, prata e azul. Timbre: dos
Alpoim; II - de Charles Henriques - Brasão de Armas datado de 15.03.1542: um
escudo com as armas da família Freitas [item I]. Diferença: uma flor de liz de
prata.
Freitas
Castro
Importante família de origem portuguesa. A união dos dois sobrenomes
teve princípio em Fernão de Freitas, Fidalgo da Casa Real [1481], sétimo neto
de D. João Dias de Freitas, patriarca desta família Freitas (v.s.), de
Portugal. Deixou numerosa descendência do seu cas. com Isabel de Castro, filha
de Rodrigo de Castro. Brasil: Importante família estabelecida no Rio de
Janeiro, para onde passou o cap. Rodrigo de Freitas Castro [Braga - Portugal],
sexto neto de Fernão de Freitas, o Moço, acima citado. Deixou grande descendência
do seu cas., em 1702, na Capela de N.S. do Rosário do Engenho da Lagoa, dos
pais da noiva, com Petronilha Fagundes [1671, Rio, RJ - 1717, idem]. Por este
casamento, tornou-se proprietário deste engenho, onde hoje está o bairro do
Jardim Botânico [RJ], sito às margens da lagoa de Sacopenapã, que hoje tem,
como nome, Rodrigo de Freitas. Há outra família com este sobrenome
estabelecida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, procedente de Fausto de Freitas
e Castro, que deixou geração do seu cas., c.1885, com Luiza Gonçalves da
Costa. Nota: ver separadamente os sobrenomes Freitas e Castro.
Freitas
Amorim
Importante família, de origem portuguesa estabelecida no Rio Grande do
Sul. A união dos dois sobrenomes teve princípio em João Afonso Vieira de
Amorim [c.1799, Viana, Portugal- ?], filho de João Afonso Vieira e de Antônia
Vieira de Amorim. Deixou numerosa descendência de seu cas., c.1824, com
Joaquina Justiniana de Freitas [c.1803, RJ - ?], filha de Manuel José de
Freitas Travassos. Foram pais, entre outros, de Manuel Afonso de Freitas Amorim,
que foi o patriarca da família Santa Vitória (v.s.), tirado do título de
visconde de Santa Vitória, que lhe foi concedido. Nota: ver separadamente os
sobrenomes Freitas e Amorim.
Freitas
Coutinho
Família de origem portuguesa estabelecida na região sul-fluminense do
Estado do Rio de Janeiro, para onde passou o Dr. José Júlio de Freitas
Coutinho, que estudou na Academia de Direito de São Paulo, onde bacharelou-se
em Ciências Físicas e Sociais [1838]. Deixou geração do seu cas., c.1837,
com Francisca de Paula Pereira. Foram pais de Adelaide Augusta de Freitas
Coutinho [17.03.1838, Mangaratiba, RJ - 16.04.1915, RJ], que deixou numerosa
descendência do seu cas., a 27.11.1856, no Rio, com o senador Silveira Martins
(v.s.), do Rio Grande do Sul.
Freitas
Silva
Antiga e ilustre família da Ilha da Madeira. A união dos dois sobrenomes
teve princípio em Nuno Rodrigues de Freitas, filho de João Rodrigues de
Freitas e de Isabel Antunes Drummond [? - 1578]. Deixou numerosa descendência
do seu cas., c.1563, com D. Leonor da Silva e Vasconcellos, filha de Pedro Gonçalves
de Andrada. Foram avós de Jacinto de Freitas Silva, que passou a Pernambuco,
conforme se pode ver abaixo (Nobiliário da Ilha da Madeira, II, 294); e
terceiro avós de Bartolomeu de Freitas Esmeraldo, que passou a São Paulo,
conforme foi dito no título da família Esmeraldo (v.s.). Brasil: Família
originária das ilhas portuguesas estabelecida em Pernambuco, para onde passou
Jacinto de Freitas da Silva [1605, Ilha da Madeira - 1690], herdeiro do Morgado
Madalena, na Ilha da Madeira, filho de João Rodrigues de Freitas [1565-1609] e
de Maria Corrêa de Castelo Branco [1547-1646], e neto de Nuno Rodrigues de
Freitas, patriarca desta família Freitas da Silva, conforme foi dito acima. Por
ocasião das guerras contra os holandeses, passou a Pernambuco, onde constituiu
família, deixando numerosa descendência do seu cas., com Sebastiana de
Albuquerque [c.1608, PE - 1681], neta de Jerônimo de Albuquerque, patriarca
desta família Albuquerque (v.s.), em Pernambuco. Um dos seus filhos, João de
Freiras da Silva, foi cas., em Pernambuco, com uma conterrânea, Luiza de
Andada, filha de Francisco Berenguer de Andrada, patriarca da família Berenguer
(v.s.), de Pernambuco. Nota: ver separadamente os sobrenomes Freitas e Silva.
Freitas
do Amaral
Antiga e importante família da Bahia, para onde passou Manuel de Freitas
Amaral, filho de Francisco de Freitas e de Maria Brás. Cavaleiro Fidalgo.
(Jaboatão, 524). Linha das Órfãs da Rainha: O citado Manuel de Freitas
Amaral, deixou numerosa descendência, pela qual correm os sobrenomes Freitas e
Freitas Lôbo, de seu cas., c.1578, com Vitória de Barros, filha de Catarina
Lobo Barbosa de Almeida (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs
protegidas da rainha D. Catarina, enviada, em 1551, ao gov. do Brasil Thomé de
Souza para casá-la com as pessoas principais que houvesse na terra. Catarina
Lobo, que foi casada na família Barros de Magalhães (v.s.), é filha de
Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.). Nota:
ver separadamente os sobrenomes Freitas e Amaral.
Freitas
Gouvea
Família estabelecida em São Paulo. A união dos dois sobrenomes teve
princípio no Tenente-Coronel Pedro Ramos Nogueira de Gouvêa [1856-1912], filho
de João Bonifácio Gomes Gouvêa (de Rio Claro) e de Ana Maria Ramos Nogueira,
das famílias Bicudo, Leme e Nogueira, de São Paulo, e, ainda, dos Almeida
(v.s.), de Bananal. Deixou numerosa descendência de seu cas. com Amália de
Almeida e Silva [1854- ?], filha de Manuel de Freitas Silva (Anuário Genealógico
Brasileiro, IV, 156). Nota: ver separadamente os sobrenomes Freitas e Gouvêa.
Freitas
Guimarâes
Família estabelecida no Rio Grande do Sul. A união dos dois sobrenomes
teve princípio em Bernardo José Guimarães, que deixou numerosa descendência,
em Arroio Grande, RS, do seu cas., c.1778, com Maria de Freitas. Seus
descendentes foram aparentados com a família Evangelista de Souza, do visconde
de Mauá. No Ceará, há outra família com este sobrenome, de origem
portuguesa, procedente de Herônimo de Freitas «Guimarães» [c.1741, Guimarães,
Portugal - 1808], que perpetuou, em seus descendentes, o seu nome de família,
Freitas, unido ao nome do seu local de nascimento, Guimarães, originando-se, daí,
a família Freitas Guimarães. Deixou descendência de seu segundo cas., em
1786, com Rita Maria do Espírito Santo [1766 - 1855, Aracati-Açu, CE], filha
de José Gonçalves de Melo, de Olinda (PE). Nota: ver separadamente os
sobrenomes Freitas e Guimarães.
Freitas
Lima
Família estabelecida no Rio de Janeiro, à qual pertence Joaquim de
Freitas Lima [1854, Rio, RJ - 09.07.1911, idem], filho de Antônio de Freitas
Lima Guimarães e de Carolina Rosa Martins. Deixou geração do seu cas., a
03.03. 1894, no Rio de Janeiro, com Ana Luiza Monteiro de Barros, nascida a 07
de Março de 1876, no Rio de Janeiro. Há outra família Freitas Lima,
estabelecida no Estado do Rio de Janeiro, à qual pertence Júlio de Freitas
Lima, que deixou geração, em Niterói, do seu cas., c.1873, com Leonor da
Silveira Motta. Entre os descendentes deste último casal, registra-se a neta, a
genealogista Sylvia de Freitas Lima [11.05.1899, Rio, RJ - 1970, idem], que
ingressou no Colégio Brasileiro de Genealogista em 30.03.1959, sendo eleita sócia
titular em 05.11.1968. Foi também membro do seu extinto Conselho Administrativo
(Boletim do Colégio Brasileiro de Genealogia, N.º 12, 02.1990, fl.2).
Publicou: I - A Família do Almirante Luiz da Cunha Moreira - visconde de Cabo
Frio (in Brasil Genealógico, II, N.º 5); e II - Galeria de Figuras de Projeção
Nacional III - A família de Francisco Mariano de oliveira (in Brasil Genealógico,
II, N.º 7). Foi ocupante da Cadeira N.º 11 do Colégio Brasileiro de
Genealogia, cujo patrono é o genealogista Salvador Moya [ver família Moya].
Deixou geração dos seus dois casamentos. Nota: ver separadamente os sobrenomes
Freitas e Lima.
Freitas
Magalhães
Antiga família estabelecida na Bahia, que teve princípio em Gaspar de
Freitas Magalhães, nat. de Ponte de Lima, Portugal, pessoa nobre com foro de
fidalgo, que passou à Bahia, a fim de exercer ali o cargo de Provedor da Alfândega.
Deixou geração do seu cas., em 20.10.1587, com Policena de Souza Bittencourt,
filha de Francisco Álvares Ferreira Bittencourt, patriarca desta família
Bittencourt (v.s.), da Bahia [Afonso Costa - Genealogia Baiana, Catálogo de
Jaboatão, n.582]. Entre os descendentes do casal, registra-se o filho,
Francisco de Freitas Magalhães, fidalgo da casa real. Nota: ver separadamente
os sobrenomes Freitas e Magalhães.
Freitas
Paranhos
Ramo colateral da família Silva Paranhos (v.s.), da Bahia. Família de
origem portuguesa estabelecida na Bahia, procedente de José de Freitas Paranhos
[c.1783 -], irmão de Agostinho da Silva Paranhos [1775, Porto, Portugal-
Bahia], patriarca dos Silva Paranhos. Os irmãos Paranhos vieram para o Brasil,
a chamado de seu tio, o capitão-mor (da Bahia) Silva Paranhos. José de Freitas
Paranhos deixou numerosa e ilustre descendência, na Bahia, de seu casamento,
por volta de 1808, com Joaquina Rosa de Freitas. Entre os descendentes do casal,
registram-se: I - o filho, Antônio de Freitas Paranhos [1811 - 12.10.1880,
Salvador, BA], comendador. Coronel da Guarda Nacional. Foi agraciado com o título
de barão da Palma [27.03.1872]. Deixou geração do seu casamento com Maria da
Conceição Moniz de Aragão [08.12.1821, Salvador, BA - 19.03.1901, Salvador,
BA], baronesa da Palma, filha do capitão Francisco José Paranhos e de Ricarda
Perpétua dos Santos Lopes; II - o neto, Dr. Manuel de Freitas Paranhos
[10.10.1859, Salvador, BA - 09.03.1939, Taubaté, SP], filho do anterior.
Advogado, banqueiro, juiz de Chefe de Polícia no Estado de São Paulo. Com geração
do seu cas., a 28.06.1878, em São Paulo, com Carolina Júlia Pereira dos Santos
[01.10.1858, Santos, SP - 11.1935, São Paulo, SP], filha do Capitão José Antônio
Pereira dos Santos; III - o bisneto, Dr. Ulysses de Freitas Paranhos
[15.04.1880, São Paulo, SP -], médico e escritor. Membro da Academia
Paulistana de Letras. Nobreza Titular: Antônio de Freitas Paranhos, barão da
Palma - citado acima.
Freitas
Travassos
Importantes família, originária das ilhas portuguesas, estabelecidas no
Rio Grande do Sul, para onde passou Miguel José de Freitas, natural da Ilha de
S. Miguel, Açores, e falecido no Rio de Janeiro. Filho de João da Rocha
Freitas e de Teresa de São Miguel. Vereador da Câmara de Magé. Fidalgo da
Ordem de Cristo [1812].
Freitas
Valle
Importante família estabelecida no Rio Grande do Sul, procedente de
Joaquim Antônio do Vale, que deixou numerosa descendência de seu cas., c.1810,
com Maria de Freitas, onde se deu a união dos dois sobrenomes. Entre os
descendentes deste casal, registram-se os netos: I - Senador José de Freitas
Valle; II - Luiza de Freitas Valle, que foi mãe do ministro Oswaldo Aranha; e
III - Luiz de Freitas Valle [15.08.1855, Alegrete, RS - 20.07.1919, RJ], que foi
agraciado com o título [11.08.1888] de barão de Ibirocaí, de quem descendem
os Ibirocaí (v.s.), do Rio Grande do Sul. Nobreza Titular: I - barão de
Ibirocaí - citado acima
Freitas
de
Lisboa
*
* *
(Reg.da Hospedaria
dos Imigrantes - SP)
Extraído do CD do
Barata e Cunha Bueno
...de
Lisboa, católico, 30 anos de idade, com destino à capital do Estado de São
Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 149 -
01.10.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no
Brasil, onde chegou, em 27.01.1884, Francisco Corrêa Freitas B., natural de
Portugal, procedente de Lisboa, católico, 23 anos de idade, com destino a
Cordeiros, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro
001, pág. 196 - 27.01.1884].Veio em companhia de sua esposa, Helena Freitas,
natural de Portugal, procedente de Lisboa, católica, 31 anos de idade, e de sua
filha Maria, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católica, 10 meses de
idade [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 196 -
27.01.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no
Brasil, onde chegou, em 27.01.1884, João de Freitas, natural de Portugal, 49
anos de idade, com destino a Caldas, Estado de São Paulo [Hospedaria dos
Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 002 - 27.01.1884].Veio em companhia de
sua esposa, Maria Augusta de Freitas, natural de Portugal, 49 anos de idade, e
dos filhos: 1. Maria, natural de Portugal, 16 anos de idade; 2. Secira, natural
de Portugal, 11 anos de idade; 3. Carolina, natural de Portugal, 9 anos de
idade; 4. Guilhermina, natural de Portugal, 5 anos de idade; 5. Manoel, natural
de Portugal, 3 anos de idade [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro
[Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 002 - 27.01.1884].
Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde
chegou, em 19.04.1884, Manoel de Freitas, natural de Portugal, procedente de
Lisboa, 24 anos de idade, com destino a Piracicaba, Estado de São Paulo
[Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 042 - 19.04.1884].
Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde
chegou, em 11.05.1884, Antonio Francisco Freitas, natural de Portugal,
procedente de Lisboa, 44 anos de idade, com destino a Ribeirão Preto, Estado de
São Paulo - no documento original o nome do imigrante está abreviado.
[Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 48 - 11.05.1884].
Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde
chegou, em 12.07.1884, João de Freitas, natural de Portugal, procedente de
Lisboa, 23 anos de idade, com destino a Rebouças, Estado de São Paulo
[Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 084 - 12.07.1884].
Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde
chegou, em 05.12.1884, a bordo do vapor Aconcagua, Abel de Freitas, natural de
Portugal, procedente de Lisboa, 19 anos de idade, com destino a Santos, Estado
de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág.109 -
05.12.1884]. Sobrenome de uma família originária das ilhas portuguesas,
estabelecida no Espírito Santo, para onde passou em 1813, Veríssimo José de
Freitas, 36 anos de idade, em companhia de sua esposa, Maria Angélica, 30 anos
de idade, e os filhos: Jacinta, 7 anos de idade; Luiz, 4 anos de idade; e
Francisco, 2 anos de idade. Foram destinados para à capitania do Espírito
Santo, para onde partiram na sumaca Estrella, sob a direção do mestre Manuel
José Gonçalves Moledo. Seu nome consta da Relação dos Casais de Ilheus, que
vierão das ilhas no Bergantin Mai de Deos, do qual era capitão, Luciano Miguel
da S. e Carvo para serem destribuídos para diversos lugares com declaração
das terras para onde foram remetidos. No Rio Grande do Sul, entre as mais
antigas, distingue-se a de Antônio de Freitas Aguiar [c.1732, São Martinho,
Ilha da Madeira- 1812, Rio Grande, RS], filho de Manuel de Freitas Aguiar e de
Francisca Gomes. Deixou numerosa descendência do seu cas., c.1756, na Colônia
do Sacramento, com Josefa Antônia dos Reis [c.1736-?], filha de Silvestre dos
Reis (de Andrade) e de Antônia Francisca dos Reis. Ainda no Rio Grande do Sul,
de origem portuguesa, cabe registrar a família de José Francisco de Freitas
[c.1805, Lamego - 1871, Pelotas, RS], filho de José Francisco dos Santos Pires
e de Ana Ribeiro. Deixou numerosa descendência, em Pelotas, RS, de seu cas. com
Delfina Joaquina Martins [1808, Caçapava, RS - Bagé], filha do Comendador José
Martins Coelho, patriarca de uma das famílias Martins (v.s.), do Rio Grande do
Sul. Entre os descendentes deste último casal, registram-se as famílias Costa
Freitas, Freitas da Silveira e Freitas Machado. Sobrenome de uma família originária
das ilhas portuguesas, estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde foi Pedro de
Freitas, nasc. por volta de 1712, na Freguesia de Nossa Senhora da Assunção da
Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Arquipélago dos Açores. Filho de Manuel de
Freitas de Almeida e de Maria da Fonte. Em São Sebastião, SP, há uma numerosa
família que assina-se Ribeirão de Freitas. Ainda, no Rio Grande do Sul,
registra-se a família de Agostinho de Almeida Freitas, nat. de Portugal, que
assinou termo de declaração, a 28.07.1851, onde informa ser católico, ter
vindo para o Brasil em 1826, estar estabelecido em Porto Alegre, desde 1837, e
ser casado com uma brasileira com a qual tem três filhos (Spalding, naturalizações,
100). No Acre, cabe registrar Francisco Xavier de Freitas, listado entre os
primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por volta de 1878. Em 1882, estava
estabelecido em Boa Esperança (Castelo Branco, Acreania, 183). Importante família
de origem portuguesa estabelecida na Bahia, para onde passou Domingos Luís de
Freitas, natural de Aroens, termo de Guimarães. Tornou-se grande negociante na
Bahia. Filho de Antônio José de Freitas e de Antônia Quitéria de Freitas.
Deixou geração do seu cas. com Ana das Virgens e Silva Brandão, natural da
Bahia, filha de Manuel Antônio da Silva e de Ana Vieira Brandão, ambos
naturais da Bahia. Entre os seus descendentes, registram-se: I - o filho,
Domingos José de Freitas [Bahia -], Matriculado no curso de Direito da
Universidade de Coimbra [04.10.1804]; II - o filho, o desembargador Francisco
José de Freitas [Bahia - 20.05.1849, Rio, RJ], matriculado no curso de Direito
da Universidade de Coimbra [04.10.1804]. Bacharel em Leis. Leitura de Bacharel
[09.05.1810]. Juiz de Fora da Vila de Cachoeira, na Bahia [13.05.1811]. Provedor
da fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila
[29.05.1811]. Desembargador da Relação da Bahia [13.05.1819]. Desembargador da
Casa da Suplicação [12.10.1824]. Desembargador de agravos da mesma Casa
[12.10.1827]. Chanceler da Relação de Pernambuco [29.10.1828]. Ministro do
Supremo Tribunal de Justiça [20.09.1832]. Teve mercê do Hábito da Ordem de
Cristo [30.05.1816]. Conselheiro do Império [13.11.1828]. Comendador da mesma
Ordem de Cristo [02.12.1828]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial [08.03.1829]. Não
deixou geração do seu cas. com Ana Henriqueta Cardoso de Melo. Linha Africana:
Em Ubá, Minas Gerais, registra-se Antônio Quintiliano de Freitas, cas. com
Miquelina Rosa da Conceição
Cristãos
Novos
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Batizou,
em 1842, um filho: José, «pardo» Cristãos Novos: Sobrenome também adotado
por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. Em
São Paulo, registra-se a família de Sebastião de Freitas, cristão novo,
morador em Santos, denunciado em 1628 (Wolff, Dic., I, 81). Linha natural: Entre
outras, em Minas Gerais, registra-se a do Alf. Manuel José de Freitas [Braga -
1787, MG], filho de João de Freitas Guimarães e de Maria Afonseca, que deixou
dois filhos naturais, reconhecidos, pelos quais corre o sobrenome. Linha das Órfãs
da Rainha: Antiga família da Bahia, que teve princípio em Francisco Nunes de
Freitas, que foi casado com Margarida de Souza Dormundo, neta de Marta de Souza
Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs protegidas da rainha D.
Catarina, enviadas, em 1551, ao gov. do Brasil Thomé de Souza para casá-las
com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta Lobo, que foi casada na
família Dormundo (v.s.) é filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família
Lôbo de Souza (v.s.). Nobreza Titular: Antônio Manuel de Freitas, foi
agraciado, a 25.03.1849, com o título de barão do Rio Claro. Heráldica: I -
um escudo em campo vermelho, 5 estrelas de ouro em santor. Timbre: 2 braços de
leão de ouro em aspa (Sanches Baena, II, 72); II - de Gabriel Gonçalves: um
escudo em campo azul, uma águia de duas cabeças, de ouro arrebatando uma cabeça
de mouro, de prata e vermelho; e um cordão de S. Francisco, de ouro, posto em
orla. Timbre: dois braços de leão, de ouro, passados em aspa, sustendo, em
faixa, uma alabarda de prata, hasteada de vermelho; III - de João Antônio de
Freitas Fortuna: um escudo em campo de ouro, com uma cruz de vermelho. Século
XVI: I - de Cristóvão de Alpoim - Brasão de Armas datado de 30.10.1536: um
escudo esquartelado, nos primeiro e quarto quartéis, as armas da família
Alpoim (v.s.); no segundo quartel, as armas da família Faria (v.s.); e no
quarto quartel, as armas da família Freitas (v.s.). Diferença: um trifólio de
prata na primeira ponta do escudo. Elmo: de prata aberto, guarnecido de ouro.
Paquife de ouro, vermelho, prata e azul. Timbre: dos Alpoim; II - de Charles
Henriques - Brasão de Armas datado de 15.03.1542: um escudo com as armas da família
Freitas [item I]. Diferença: uma flor de liz de prata.
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