|
A ORIGEM TOPONÍMICA DA FAMÍLIA FREITAS |
Freitas Castro // Amorim // Coutinho //da Silva // do Amaral //Gouvêa
Guimarães //Lima //Magalhães //Paranhos //Travassos //Valle
|
* Assim se expressam Carlos Eduardo de Almeida Barata e Antonio Henrique da Cunha Bueno sobre o Título Freitas às páginas 1026 a 1029 em sua monumenta obra "Dicionário das Famílias Brasileiras"
Sobrenome de origem geográfica. Do latim fractus, quebradas (subentende-se: pedras). Leite de Vasconcellos diz que o sentido de fracta pode não ser propriamente “quebrada ou rachada”, mas metafórico. O fr. Freitte Longnon, admite o sentido de “brecha, abertura” e por conseguinte, “desfiladeiro”. Documentaram-se as antigas formas Frectas e Fleitas [em 1059] (Antenor Nascentes, II, 118; Anuário Genealógico Latino, I, 46). Procedem de Diogo Gonçalves de Uro, que faleceu no ano de 1139, na batalha de Campo Ourique, e que fundou o mosteiro de Cete. Foi pai de D. João Dias de Freitas, o primeiro que usou este sobrenome, tirado de seu solar, o julgado de Freitas, junto a Guimarães. São descendentes de D. Arnaldo de Bayão [983], da Gasconha (França), que morreu de uma flechada no cerco de Viseu, e que foi progenitor também das famílias Azevedo e Baião. Entre os ilustres antepassados desta família, registra-se Martim de Freitas, Alcaide-Mor de Coimbra, que lutou em defesa de D. Sancho II, rei de Portugal, em 1223 (Baena, II, 72; Anuário Genealógico Latino, I, 46). Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, está a de Mateus de Freitas [c.1585 - ?], capitão em 1626, com a mercê da Ordem de São Tiago (1646). Deixou descendência do seu cas., c.1616, com Milícia de Oliveira, filha do licenciado João Lopes Pinto (Rheingantz, II, 199). Rheingantz registra mais 23 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Ainda no Rio de Janeiro, de origem gaúcha, registra-se a família de Estanilau José de Freitas [c.1826 -], que deixou geração no Rio Grande do Sul, do seu cas. com Ana Marcelino. Foram pais de Estanilau José de Freitas [1853, RS - 26.07.1880, Rio, RJ], que se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde deixou geração do seu cas. com Maria José Pereira Caldas. São pais do Comendador João de Deus de Freitas [c.1846, São Gabriel, RS - 12.1927, Rio, RJ], que se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde deixou geração do seu primeiro cas. com Maria Tereza Caldas [1845 - 08.02.1890, Petrópolis, RJ], filha de Francisco Pereira Caldas e de Maria Isabel de Abreu. Em São Paulo, entre as mais antigas, registra-se a de Sebastião de Freitas, natural de Alagoa da cidade de Silves, no Algarve, filho de Manuel Pires, pessoa nobre, que foi Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Silves. Esteve na Bahia, em 1591, como soldado da companhia de Gabriel Soares, passando, depois, a S. Paulo, onde prestou muitos serviços, porque, em 1594, acompanhou, ao sertão, o cap. Jorge Corrêa, que moveu guerra contra o gentio que havia cercado a vila de São Paulo. Por este e outros serviços, foi armado Cavaleiro em 1600, em São Paulo, por D. Francisco de Souza, com faculdade régia. Capitão da gente de Piratininga do campo de São Paulo, por patente de 1606. Deixou numerosa descendência, que mereceu um capítulo na «Nobiliarchia Paulistana», de Silva Leme, do seu casamento, em 1592, com Maria Pedroso, filha de Antônio Rodrigues de Alvarenga e de Ana Ribeiro, patriarcas de um dos ramos da família Alvarenga (v.s.), de São Paulo (AM, Piratininga, 81; SL, VII, 169). Entre os descendentes do casal, registram-se: I - a filha, Isabel de Freitas, matriarca de parte da família Leme (v.s.), de São Paulo, por seu cas. com Braz Leme, filho de Aleixo Leme; II - a filha, Catarina de Freitas, matriarca de grande parte da família Barros Freire (v.s.), de São Paulo, por seu cas. com Francisco de Barros Freire; III - a filha, Maria de Freitas, matriarca da família Cassão (v.s.), de São Paulo, por seu cas. com João de Brito Cassão [Portugal - 1640]. No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, distingue-se a de Antônio de Freitas Aguiar [c.1732, São Martinho, Ilha da Madeira- 1812, Rio Grande, RS], filho de Manuel de Freitas Aguiar e de Francisca Gomes. Deixou numerosa descendência do seu cas., c.1756, na Colônia do Sacramento, com Josefa Antônia dos Reis [c.1736-?], filha de Silvestre dos Reis (de Andrade) e de Antônia Francisca dos Reis. Ainda no Rio Grande do Sul, de origem portuguesa, cabe registrar a família de José Francisco de Freitas [c.1805, Lamego - 1871, Pelotas, RS], filho de José Francisco dos Santos Pires e de Ana Ribeiro. Deixou numerosa descendência, em Pelotas, RS, de seu cas. com Delfina Joaquina Martins [1808, Caçapava, RS - Bagé], filha do Comendador José Martins Coelho, patriarca de uma das famílias Martins (v.s.), do Rio Grande do Sul. Entre os descendentes deste último casal, registram-se as famílias Costa Freitas, Freitas da Silveira e Freitas Machado. Em São Sebastião, SP, há uma numerosa família que assina-se Ribeirão de Freitas. Ainda, no Rio Grande do Sul, registra-se a família de Agostinho de Almeida Freitas, nat. de Portugal, que assinou termo de declaração, a 28.07.1851, onde informa ser católico, ter vindo para o Brasil em 1826, estar estabelecido em Porto Alegre, desde 1837, e ser casado com uma brasileira com a qual tem três filhos (Spalding, naturalizações, 100). No Acre, cabe registrar Francisco Xavier de Freitas, listado entre os primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por volta de 1878. Em 1882, estava estabelecido em Boa Esperança (Castelo Branco, Acreania, 183). Importante família de origem portuguesa estabelecida na Bahia, para onde passou Domingos Luís de Freitas, natural de Aroens, termo de Guimarães. Tornou-se grande negociante na Bahia. Filho de Antônio José de Freitas e de Antônia Quitéria de Freitas. Deixou geração do seu cas. com Ana das Virgens e Silva Brandão, natural da Bahia, filha de Manuel Antônio da Silva e de Ana Vieira Brandão, ambos naturais da Bahia. Entre os seus descendentes, registram-se: I - o filho, Domingos José de Freitas [Bahia -], Matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804]; II - o filho, o desembargador Francisco José de Freitas [Bahia - 20.05.1849, Rio, RJ], matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804]. Bacharel em Leis. Leitura de Bacharel [09.05.1810]. Juiz de Fora da Vila de Cachoeira, na Bahia [13.05.1811]. Provedor da fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila [29.05.1811]. Desembargador da Relação da Bahia [13.05.1819]. Desembargador da Casa da Suplicação [12.10.1824]. Desembargador de agravos da mesma Casa [12.10.1827]. Chanceler da Relação de Pernambuco [29.10.1828]. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça [20.09.1832]. Teve mercê do Hábito da Ordem de Cristo [30.05.1816]. Conselheiro do Império [13.11.1828]. Comendador da mesma Ordem de Cristo [02.12.1828]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial [08.03.1829]. Não deixou geração do seu cas. com Ana Henriqueta Cardoso de Melo. Linha Africana: Em Ubá, Minas Gerais, registra-se Antônio Quintiliano de Freitas, cas. com Miquelina Rosa da Conceição. Batizou, em 1842, um filho: José, «pardo» Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a partir de 1497. Em São Paulo, registra-se a família de Sebastião de Freitas, cristão novo, morador em Santos, denunciado em 1628 (Wolff, Dic., I, 81). Linha natural: Entre outras, em Minas Gerais, registra-se a do Alf. Manuel José de Freitas [Braga - 1787, MG], filho de João de Freitas Guimarães e de Maria Afonseca, que deixou dois filhos naturais, reconhecidos, pelos quais corre o sobrenome. Linha das Órfãs da Rainha: Antiga família da Bahia, que teve princípio em Francisco Nunes de Freitas, que foi casado com Margarida de Souza Dormundo, neta de Marta de Souza Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1551, ao gov. do Brasil Thomé de Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta Lobo, que foi casada na família Dormundo (v.s.) é filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.). Nobreza Titular: Antônio Manuel de Freitas, foi agraciado, a 25.03.1849, com o título de barão do Rio Claro. Heráldica: I - um escudo em campo vermelho, 5 estrelas de ouro em santor. Timbre: 2 braços de leão de ouro em aspa (Sanches Baena, II, 72); II - de Gabriel Gonçalves: um escudo em campo azul, uma águia de duas cabeças, de ouro arrebatando uma cabeça de mouro, de prata e vermelho; e um cordão de S. Francisco, de ouro, posto em orla. Timbre: dois braços de leão, de ouro, passados em aspa, sustendo, em faixa, uma alabarda de prata, hasteada de vermelho; III - de João Antônio de Freitas Fortuna: um escudo em campo de ouro, com uma cruz de vermelho. Século XVI: I - de Cristóvão de Alpoim - Brasão de Armas datado de 30.10.1536: um escudo esquartelado, nos primeiro e quarto quartéis, as armas da família Alpoim (v.s.); no segundo quartel, as armas da família Faria (v.s.); e no quarto quartel, as armas da família Freitas (v.s.). Diferença: um trifólio de prata na primeira ponta do escudo. Elmo: de prata aberto, guarnecido de ouro. Paquife de ouro, vermelho, prata e azul. Timbre: dos Alpoim; II - de Charles Henriques - Brasão de Armas datado de 15.03.1542: um escudo com as armas da família Freitas [item I]. Diferença: uma flor de liz de prata.
Freitas Amorim
Freitas Coutinho
Freitas Silva
Freitas do Amaral
Freitas Gouvea
Freitas Guimarâes
Freitas Lima
<Topo Freitas Magalhães
Freitas Paranhos
Freitas Travassos
Freitas Valle
Freitas de Lisboa *** (Reg.da Hospedaria dos Imigrantes - SP) Extraído
do CD do Barata e Cunha Bueno ...de Lisboa, católico, 30 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 149 - 01.10.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 27.01.1884, Francisco Corrêa Freitas B., natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 23 anos de idade, com destino a Cordeiros, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 196 - 27.01.1884].Veio em companhia de sua esposa, Helena Freitas, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católica, 31 anos de idade, e de sua filha Maria, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católica, 10 meses de idade [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 001, pág. 196 - 27.01.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 27.01.1884, João de Freitas, natural de Portugal, 49 anos de idade, com destino a Caldas, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 002 - 27.01.1884].Veio em companhia de sua esposa, Maria Augusta de Freitas, natural de Portugal, 49 anos de idade, e dos filhos: 1. Maria, natural de Portugal, 16 anos de idade; 2. Secira, natural de Portugal, 11 anos de idade; 3. Carolina, natural de Portugal, 9 anos de idade; 4. Guilhermina, natural de Portugal, 5 anos de idade; 5. Manoel, natural de Portugal, 3 anos de idade [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 002 - 27.01.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 19.04.1884, Manoel de Freitas, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 24 anos de idade, com destino a Piracicaba, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 042 - 19.04.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 11.05.1884, Antonio Francisco Freitas, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 44 anos de idade, com destino a Ribeirão Preto, Estado de São Paulo - no documento original o nome do imigrante está abreviado. [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 48 - 11.05.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 12.07.1884, João de Freitas, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 23 anos de idade, com destino a Rebouças, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 084 - 12.07.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 05.12.1884, a bordo do vapor Aconcagua, Abel de Freitas, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 19 anos de idade, com destino a Santos, Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág.109 - 05.12.1884]. Sobrenome de uma família originária das ilhas portuguesas, estabelecida no Espírito Santo, para onde passou em 1813, Veríssimo José de Freitas, 36 anos de idade, em companhia de sua esposa, Maria Angélica, 30 anos de idade, e os filhos: Jacinta, 7 anos de idade; Luiz, 4 anos de idade; e Francisco, 2 anos de idade. Foram destinados para à capitania do Espírito Santo, para onde partiram na sumaca Estrella, sob a direção do mestre Manuel José Gonçalves Moledo. Seu nome consta da Relação dos Casais de Ilheus, que vierão das ilhas no Bergantin Mai de Deos, do qual era capitão, Luciano Miguel da S. e Carvo para serem destribuídos para diversos lugares com declaração das terras para onde foram remetidos. No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, distingue-se a de Antônio de Freitas Aguiar [c.1732, São Martinho, Ilha da Madeira- 1812, Rio Grande, RS], filho de Manuel de Freitas Aguiar e de Francisca Gomes. Deixou numerosa descendência do seu cas., c.1756, na Colônia do Sacramento, com Josefa Antônia dos Reis [c.1736-?], filha de Silvestre dos Reis (de Andrade) e de Antônia Francisca dos Reis. Ainda no Rio Grande do Sul, de origem portuguesa, cabe registrar a família de José Francisco de Freitas [c.1805, Lamego - 1871, Pelotas, RS], filho de José Francisco dos Santos Pires e de Ana Ribeiro. Deixou numerosa descendência, em Pelotas, RS, de seu cas. com Delfina Joaquina Martins [1808, Caçapava, RS - Bagé], filha do Comendador José Martins Coelho, patriarca de uma das famílias Martins (v.s.), do Rio Grande do Sul. Entre os descendentes deste último casal, registram-se as famílias Costa Freitas, Freitas da Silveira e Freitas Machado. Sobrenome de uma família originária das ilhas portuguesas, estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde foi Pedro de Freitas, nasc. por volta de 1712, na Freguesia de Nossa Senhora da Assunção da Vila do Porto, Ilha de Santa Maria, Arquipélago dos Açores. Filho de Manuel de Freitas de Almeida e de Maria da Fonte. Em São Sebastião, SP, há uma numerosa família que assina-se Ribeirão de Freitas. Ainda, no Rio Grande do Sul, registra-se a família de Agostinho de Almeida Freitas, nat. de Portugal, que assinou termo de declaração, a 28.07.1851, onde informa ser católico, ter vindo para o Brasil em 1826, estar estabelecido em Porto Alegre, desde 1837, e ser casado com uma brasileira com a qual tem três filhos (Spalding, naturalizações, 100). No Acre, cabe registrar Francisco Xavier de Freitas, listado entre os primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por volta de 1878. Em 1882, estava estabelecido em Boa Esperança (Castelo Branco, Acreania, 183). Importante família de origem portuguesa estabelecida na Bahia, para onde passou Domingos Luís de Freitas, natural de Aroens, termo de Guimarães. Tornou-se grande negociante na Bahia. Filho de Antônio José de Freitas e de Antônia Quitéria de Freitas. Deixou geração do seu cas. com Ana das Virgens e Silva Brandão, natural da Bahia, filha de Manuel Antônio da Silva e de Ana Vieira Brandão, ambos naturais da Bahia. Entre os seus descendentes, registram-se: I - o filho, Domingos José de Freitas [Bahia -], Matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804]; II - o filho, o desembargador Francisco José de Freitas [Bahia - 20.05.1849, Rio, RJ], matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra [04.10.1804]. Bacharel em Leis. Leitura de Bacharel [09.05.1810]. Juiz de Fora da Vila de Cachoeira, na Bahia [13.05.1811]. Provedor da fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila [29.05.1811]. Desembargador da Relação da Bahia [13.05.1819]. Desembargador da Casa da Suplicação [12.10.1824]. Desembargador de agravos da mesma Casa [12.10.1827]. Chanceler da Relação de Pernambuco [29.10.1828]. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça [20.09.1832]. Teve mercê do Hábito da Ordem de Cristo [30.05.1816]. Conselheiro do Império [13.11.1828]. Comendador da mesma Ordem de Cristo [02.12.1828]. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial [08.03.1829]. Não deixou geração do seu cas. com Ana Henriqueta Cardoso de Melo. Linha Africana: Em Ubá, Minas Gerais, registra-se Antônio Quintiliano de Freitas, cas. com Miquelina Rosa da Conceição Cristãos Novos *** Batizou, em 1842, um filho: José, «pardo» Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. Em São Paulo, registra-se a família de Sebastião de Freitas, cristão novo, morador em Santos, denunciado em 1628 (Wolff, Dic., I, 81). Linha natural: Entre outras, em Minas Gerais, registra-se a do Alf. Manuel José de Freitas [Braga - 1787, MG], filho de João de Freitas Guimarães e de Maria Afonseca, que deixou dois filhos naturais, reconhecidos, pelos quais corre o sobrenome. Linha das Órfãs da Rainha: Antiga família da Bahia, que teve princípio em Francisco Nunes de Freitas, que foi casado com Margarida de Souza Dormundo, neta de Marta de Souza Lobo (sobrinha do conde de Sortella), uma das órfãs protegidas da rainha D. Catarina, enviadas, em 1551, ao gov. do Brasil Thomé de Souza para casá-las com as pessoas principais que houvesse na terra. Marta Lobo, que foi casada na família Dormundo (v.s.) é filha de Baltazar Lobo de Souza, patriarca desta família Lôbo de Souza (v.s.). Nobreza Titular: Antônio Manuel de Freitas, foi agraciado, a 25.03.1849, com o título de barão do Rio Claro. Heráldica: I - um escudo em campo vermelho, 5 estrelas de ouro em santor. Timbre: 2 braços de leão de ouro em aspa (Sanches Baena, II, 72); II - de Gabriel Gonçalves: um escudo em campo azul, uma águia de duas cabeças, de ouro arrebatando uma cabeça de mouro, de prata e vermelho; e um cordão de S. Francisco, de ouro, posto em orla. Timbre: dois braços de leão, de ouro, passados em aspa, sustendo, em faixa, uma alabarda de prata, hasteada de vermelho; III - de João Antônio de Freitas Fortuna: um escudo em campo de ouro, com uma cruz de vermelho. Século XVI: I - de Cristóvão de Alpoim - Brasão de Armas datado de 30.10.1536: um escudo esquartelado, nos primeiro e quarto quartéis, as armas da família Alpoim (v.s.); no segundo quartel, as armas da família Faria (v.s.); e no quarto quartel, as armas da família Freitas (v.s.). Diferença: um trifólio de prata na primeira ponta do escudo. Elmo: de prata aberto, guarnecido de ouro. Paquife de ouro, vermelho, prata e azul. Timbre: dos Alpoim; II - de Charles Henriques - Brasão de Armas datado de 15.03.1542: um escudo com as armas da família Freitas [item I]. Diferença: uma flor de liz de prata. *** |