ÁRVORE DOS FREITAS

(Da Ilha da Madeira ao Brasil)

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Autor: Sérgio de Freitas

 Alguns dados sobre esta genealogia foram fornecidos por Charles de Freitas, pesquisador e descendente deste título, através de publicação no Jornal "A Tribuna de Itapira" com o título "Famílias Madeirenses em Itapira" em 24 de Outubro de 2002.

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Genealogia da Família Freitas de Itapira

Breve resumo histórico

                                                                            Antonio de Freitas e Francisca Marques de Souza de Jesus

 

A história da família Freitas em Itapira se inicia com Antonio de Freitas, nascido no sítio dos Chicharos, freguesia do Faial, ilha da Madeira, Portugal, aos 09 de Junho de 1849. Era filho de Francisco de Freitas e de Maria Marques da Silva. Antonio casou-se aos 03 de Agosto de 1874 na freguesia do Faial, Ilha da Madeira com Francisca Marques de Souza de Jesus, sua prima em 3º e 4º de consanguinidade, nascida no sítio das Covas, da mesma freguesia aos 04 de Junho de 1858., Francisca era filha de Antonio Marques de Souza de Jesus e de Maria Josefa de Freitas. Aportaram no Brasil em 1888, cujo passaporte de embarque foi concedido em 06 de Julho de 1888. A família desembarcou em Santos do navio Baltimore,  já com uma prole de 6 filhos, citados abaixo:

 

1 - Manuel (o primogênito abaixo), 2 - Maria, 3 - Antonio de Freitas Filho.

4 - Domingos,  5 - Cristina  6 - Antonia. 

Outros 7 filhos nasceram no Brasil:

7 - Carolina, 8 - Jesuína, 9 - José, 0 - Luzia, 11 - João, 

12 - Virginia, 13 - Joaquim e 14 - Lidia (esta adotiva)

 

Antonio e Francisca faleceram em Itapira -SP: ele aos 06 de Março de 1934 e ela aos 04 de Dezembro de 1943. 

                                                                                           1 -  O Primogênito Manuel de Freitas

 

Manuel, vulgo "Manuel Bonito",o primogênito desse casal, nasceu aos 18 de Novembro de 1876 , Veio para o Brasil com 2 anos  de idade.Casou-se na Fazenda Engenho em Itapira, aos 21 de Fevereiro de 1903 com Tereza Vittoria Ziliotto, natural de Grisignano di ZoccoVicenza, Itália, nascida aos 01 de Junho de 1885, filha de Luigi Ziliotto e Angela Sartorello. Manuel  dedicou-se integralmente ao ramo da lavoura.Foi proprietário rural e urbano, possuindo os sítios "Boa Vista" e "Tapera Grande" adquiridos por volta dos anos 1906 a 1927 . Estabeleceu-se com um armazém de secos & molhados por volta de 1908 a Rua da Penha, 76, esquina com a Rua Padre Ferraz, e ali criou seus filhos  - uma prole bastante extensa e de expressão na sociedade itapirense - .Durante mais de 40 anos dividiu suas atividades entre a lavoura e o comércio, tendo participado juntamente com seus irmãos, para a formação da extensa família FREITAS de Itapira. Sua esposa Tereza Vittoria Ziliotto, faleceu em Itapira aos 18 de Outubro de 1936, muito cedo, com 51 anos, mas soube deixar nessa saudável miscigenação ítalo-portuguesa o exemplo de mãe, esposa e companheira.Manuel de Freitas e Teresa Vittoria Ziliotto tiveram 10 filhos:  

 

1 - Rosa 2 - Maria, 3 -  Antero, 4 - Manuel de Freitas Filho, 

5 - Luiz, e  6 - Isabel  7 - Vidal, 8 -  Leocádia, 

9 - Sergio 10 - Alice ,

 

(6 - Isabel e 9 - Sergio faleceram na infância). 

 

Desses citados: Antero, era o escriturário-mór e contabilista de muita confiança do Coronel Francisco Cintra, opulento fazendeiro de Itapira na década de 30. Antero também chegou a montar uma fábrica de sapatos a rua Major David Pereira, esquina com a Rua XV de Novembro, onde produzia e comercializava seus produtos; Manuel de Freitas Filho (Neco) e Vidal (Dazinho) se dedicaram tanto a lavoura quanto ao comércio. Foram sócios durante muito tempo da firma Irmãos Freitas. que era um armazém onde se comercializava de tudo, desde gêneros de primeira necessidade  até ferragens, artigos para presente, perfumarias, doces, bebidas, carnes, etc. Esse armazém funcionou durante mais de quarenta anos à Rua da Penha, número 76;  Luiz casou-se em São Paulo tendo lá trabalhado  e constituído família.Era funcionário da antiga "Light" (Cia. de Força e Luz de SP) ocupando cargo administrativo, tendo se asposentado nessa função.Rosa era exímia costureira e faleceu solteira ; Maria (tia Mariquinha)  foi casada com Joaquim de Barros que foi proprietário rural, vereador e motorista de taxi nas horas vagas; Leocádia (tia Tica), casou-se com o tio Sétimo Puggina, (meus padrinhos de batismo); Tia Alice (Licinha) a caçula dos irmãos, hoje (2002)com 76 anos, casou-se com o tio Pedrinho Olbi que foi um excelente pedreiro e conhecedor da arte da construção.Todos criaram e estudaram seus filhos a duras penas,com o suor de seu trabalho.Hoje a prole é imensa, formada por descendentes honestos, trabalhadores, incluindo professores, advogados, medicos e desembargador.Quase todos miscigenaram-se com descendentes de italianos formando um caldo de cultura genealógico bastante expressivo em nossa cidade. Tereza,a matriarca, pertencia a tradicional família Ziliotto de Itapira e era tia do saudoso Luiz Zillioto, gráfico e fundador do jornal “ Folha de Itapira”, que funcionou de 1952 até 1961. Luizinho, baluarte da comunicação jornalística de Itapira, tem seu nome ligado a história do jornalismo de Itapira e região.Aí está um breve resumo da história da família Freitas que como todas famílias, participa ativamente da formação histórica, genealógica e cultural de Itapira.

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Outro ramo da familia Freitas vindo em época posterior para Itapira , foi o ramo de Antonio de Freitas de Jesus, (aparentado na ascendência com colateralidade comprovada) do Antonio de Freitas, citado acima como tronco dos Freitas em Itapira.Casou-se este segundo Antonio com Silvina Marques de Freitas irmã de Francisca Marques de Souza de Jesus, mulher de Antonio de Freitas. Desse consórcio, originou-se o ramo que chamamos durante muito tempo de "patrícios", denominação esta que descobrimos, posteriormente, ter sido atribuída pelo fato do pai de Antonio de Freitas de Jesus se chamar Patricio. Também o ramo de João de Freitas, irmão de Antonio de Freitas que casou-se com Maria Xavier deu origem aos Freitas Xavier ou Xavier de Freitas, com extensa prole.Descobrimos também o ramo de José de Freitas que casou-se com Antonia Marques de Souza, cunhada de Antonio de Freitas, irmã portanto de Francisca Marques de Souza de Jesus. Da mesma forma os ramos Ferreira de Freitas, Justino de Freitas, Freitas Candelária, Freitas da Silva, Freitas Marques, Fernandes de Freitas, Mendes de Freitas, Caldeira de Freitas, Freitas Caloiros (que descobri ser Calori), Gomes Garcês e muitos outros se ligaram aos DE FREITAS.Todos esses ramos se convolaram em múltiplas uniões consanguineas a exemplo dos ascendentes. Aos poucos estamos desatando os nós genealógicos através da leitura dos microfilmes da Ilha da Madeira. Podemos quase adiantar que boa parte da ilha da Madeira tem o sobrenome Freitas na composição de suas famílias, quer direta ou indiretamente. Genealogicamente esse suculento veio ascendente e miscigenado em consaguinidades, nos impulsiona com bastante veemência rumo às nossas origens.Essas  afinidades consanguíneas, ora facilitam ora, dificultam as nossas pesquisas rumo a  composição de uma linha familiar mais ordenada e racional.A resultante desses entreveros, muitas vezes, fica truncada e com hiatos na sua ligação já que nem todos os graus de parentesco da ascendência desses ramos são conhecidos.Aguardamos a leitura de microfilmes anteriores ao século XVIII para podermos tecer essa colcha de retalhos da qual fazem parte inúmeros outros ramos a serem pesquisados.Em pesquisas recentes descobrimos um ramo colateral no Havaí, Estamos aguardando alguns dados conclusivos através de microfilmes para ligá-los em nossa linha genealógica.

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